Unconditionally
40 Time.
16:00 PM
Devo dizer que tremi durante toda a trajetória feita pelo táxi e não fora diferente quando cheguei a sede do MI6 (Military Intelligence, Section 6) devo dizer que a polícia britânica cuidaria disso muito bem, mas naquele momento até confiar em um mero policial era pouco cuidado meu casamento e meus filhos estão em jogo um passo em falso e já era.
Assim que entrei prestei a queixa e fui levada a uma sala grande e fechada onde haviam vários homens, teria até ficado intimidada, mas o respeito no olhar de cada era reconfortante e libertador, mas sabia que essa sensação duraria pouco quando começa-se a falar.
—Vossa alteza é uma honra conhece-la-o sujeito que fazia um discurso em pé a segundos atrás se pronunciou com uma reverência sendo seguido pelos demais que se levantaram e fizeram o mesmo-General James Fraser senhora.
—Em qualquer outra situação eu estaria igualmente honrada cavalheiros, mas o que me trás aqui hoje-eu disse os olhando com a expressão séria-E o que trás a senhora aqui hoje alteza?-perguntou o General Fraser.
—Trago uma acusação de sequestro, estupro, furto e tentativa de homicídio- todos me olhavam embasbacados com minhas palavras, mas eu não tinha tempo para choque-Sente-se General, tenho muito a dizer.
Na verdade tempo era o que eu menos tinha.
17:59 PM
Ao chegarmos no palácio pude ver que acontecia o que eu mais temia:
eu havia chegado tarde demais.
Estava lá o carro de Derek e o carro que Damon viera no início do dia, o carro de Charlotte, sai do carro com o coração na mão, estava silêncio total, um verdadeiro deserto, a verdadeira sentença de morte.
Enquanto encarava o palácio parada, tremendo, em choque, obedecendo as ordens do General todos os tipos de hipótese do que teria acontecido vinha a minha mente: estupro, morte, tortura e me vi invadida pela dor, devastada pela possibilidade, refém da incerteza.
—Socorro!
—Liv!
Corri para dentro, me vi ignorando os gritos vindo das forças armadas, ignorando o "Elena, não!" gritado por Damon. Morreria pelos meus filhos sem pensar duas vezes e faria isso agora se fosse necessário.
—Eu me rendo!-berrei levantando as mãos sentidos as lágrimas começarem a descer feito ácido pelas minhas bochechas quando vi minha meninha segurada pelos cabelos pelas mãos de Charlotte acompanhada de seu sorriso sádico.
Damon estava a vários metros de distância de Liv que chorava com os cabelos segurados e sendo suspensa a beira da escada, um passo em falso e Charlotte a jogaria de lá, eu conseguia ver o pavor nos olhos de dele com uma faca em seu pescoço sendo segurada por um dos homens de Charlotte, o pequeno Henry támbem chorava preso no berçário, aquela com certeza era a cena mais dolorosa que eu via em toda a minha vida.
—Era você mesmo quem eu queria-Derek me puxou pelos cabelos da mesma forma que Charlotte só que a diferença é que havia um cano de uma arma encostada em minha cabeça
—Elena!-Damon berrou dando passos a frente, mas sendo impedido pela faca em seu pescoço.
Derek puxou meus cabelos com mais força e ouvi um estalo vindo da arma, ela já estava pronta para ser puxada o gatilho, me vi rezando, impotente, apavorada e a beira da morte.
—Eu mando os agente embora, eu vou embora com você Derek, podemos morar no Caribe ou na Jamaica e eu vou deixar você me comer a hora que quiser e eu vou lhe agradecer por isso, não vou chorar, ou pedir socorro ou sair da cama de madrugada, eu vou ser sua amante, a melhor amante que um homem poderia ter-solucei-eu vou lhe tratar como um rei, você vai viver tão bem as minhas custas que não vai nem lembrar que isso tudo aconteceu e só o que eu peço em troca e a liberdade dos meus filhos e eu prometo ser sua até o fim dos meus dias, mas por favor os deixe ir.
Não conseguia olhar nos olhos de Damon ao dizer aquilo, não conseguia olhar para Henry ou Liv, ou pensar nas consequência do que eu estava dizendo, mas tudo o que eu dizia era mais do que verdade, faria tudo isso apenas pela vida de minhas crianças.
—Ah é?-Derek puxou meus cabelos para que eu o olhasse nos olhos-Então prove.
E então me puxou para o corredor dando tempo de ouvir Charlotte perguntando a Damon o que ele faria por ela. Eu daria prazer aquele bastardo nojento, eu perderia minha alma para garantir a vida de meus filhos e era isso que eu pretendia fazer agora:
Derek fechou a porta com força e me arremessou contra o chão onde eu cai sem forças, quando o olhei estava sem as calças e a cueca e caminhou em minha direção e agarrou em direção a seu pau.
—Me chupe-falo sujo e grosseiro como sempre fora, fechei os olhos e pedi perdão a Deus pelo que estava preste a fazer, minha alma morreria agora, mas era pelos meus filhos.
—Coloque as mãos onde eu possa ver-gritou um dos soldados acompanhado de mais seis homens armados.
—Hora chega disso-o General Fraser disse entrando no quarto e meus ouvidos foram invadidos pelos barulho de dois tiros, Derek caíra no chão no segundo seguinte, assim nú e de pau duro, exatamente como ele deveria ter estado durante todos os dias da minha vida e não pude conter a mim mesma a sensação de vê-lo incapaz de fazer qualquer movimento, incapaz de machucar a mim ou a meus filhos.
Corri para fora do quarto pronta para me encontrar com Damon e meus filhos, tudo ficaria bem agora, e eu sabia disso no segundo em que recebi Liv e Henry em meus braços, meus filhos, minha vida. Explodimos em lágrimas, estavam finalmente seguros, finalmente prontos para sermos felizes.
Depois de mais uns minutos com meus bebês ergui a cabeça em busca dos olhos azuis de Damon, tudo que eu precisava agora era do calor de seus braços, mas me sorriso havia sido desfeito no momento em que eu percebera que nem Damon nem Charlotte estavam presentes, assim como do lado de fora o carro que Charlotte havia sumido assim como outros de onde os agente vieram.
—O que aconteceu?-olhei para um dos agentes perguntei em choque.
—Alteza é o seu marido no telefone-outro agente disse com um celular na mão.
Corri em direção a ele sem pensar duas vezes.
—Damon? Damon onde você está?-falei aflita passando as mãos pelos cabelos.
Houve um suspiro antes de sua resposta e assim eu simplesmente soube que nunca mais o veria. Me vi caminhando em direção a uma das paredes do castelos e me escorando em uma delas, sabia que se não fizesse não conseguiria ficar em pé.
—Fiz um trato com Charlotte, eu ia embora com ela naquele exato momento e as crianças ficavam seguras, ela roubou um carro e atirou em dois agentes estamos na estrada rumo ao inferno-ele riu da nossa própria tragédia.
Senti que meu coração pararia de bater a qualquer momento, senti o ar sair de meus pulmões: não, não podia ser, não depois de tudo que havíamos passado, não podia simplesmente acabar assim.
—Por favor, não me deixe-eu solucei.
Damon suspirou e eu simplesmente soube que seus olhos estavam fechados.
—Eu não tenho escolha,baby. Você é a melhor coisa que aconteceu comigo em todo esse meu tempo na terra. O fato de que eu vou embora sabendo que era amado, não por qualquer pessoa, mas por você Elena Gilbert, é o resumo de uma vida realizada.
Eu era incapaz de falar, era incapaz de reagir, só conseguia negar com a cabeça, chorar como uma descontrolada e soluçar como nunca e diante disso, me vi escorregando pela parede até chegar ao chão onde não tive que criar forças para me manter em pé.
—Nunca será melhor do que isso, cheguei ao máximo da vida-Damon se calou por um tempo até dizer pela última vez-Eu te amo Elena.
Não sei como criei forças para dizer, mas me vi deixado as palavras saírem de minha boca e se misturarem com meus soluços.
—Volta pra mim.
—Adeus-ele disse como um sussurro, conseguia ouvir sua voz embargada e de como era doloroso para ele dizer aquela palavra com um significado tão forte.
Aquela foi a última vez que falei com Damon, depois daquele telefonema a perseguição que houvera entre os carros da MI6 e o de Charlotte havia ficado mais tensa e assim Charlotte perdera o controle, o carro capotou por exatos 16 segundos e após mais 10 explodira em chamas. O carro explodiu. Charlotte morrera. Damon morrera, assim como uma parte de mim, uma parte de minha alma que eu jamais conseguiria ter de volta.
19:16 PM
Tempo era algo que eu já não tinha.
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