Unconditionally
39 That's my girl
–Papai!
Liv chorava nos braços do pai enquanto repetia a mesma palavra várias vezes "papai" ela não parava de repetir entre seus soluços, eu apenas conseguia segurar Henry nos braços enquanto ele olhava para o pai tentando ter certeza de que aquela figura era aquela que ele se lembrava, ter passado tanto tempo longe do pai havia confundido sua cabecinha, aquilo não era bom para ele, para Irma, para mim, pra ninguém.
Damon alisou o rosto da filha e deu um beijo em sua testa segurando sua mãozinha e então pegando Henry no colo, antes pedindo minha permissão no olhar e eu assenti, sentindo o vazio em meus braços quando ele o tirou, passei os braços pelos meus ombros me abraçando de uma forma que me fizesse me sentir menos vazia.
Eu olhei para minha família e então não pude aguentar, tinha que sair dali. Fui em direção à cozinha e enchi meu copo d'água odiava aquelas pessoas me olhando e presenciando minha tremedeira, meu ataque de pânico. Desde a ida dele eu havia enlouquecido, se aquilo continuasse por mais tempo eu acabaria num hospício completamente louca e insana.
–Lena?-Damon entrou na cozinha com Henry no colo e Liv ao seu lado-Ei...o que houve?
Olhei para ele secando minhas lágrimas e então observando meus filhos junto a ele, aquela era uma visão tão boa, tão familiar, tão reconfortante.
–Nada, vamos pro nosso quarto-falei esfregando o nariz contendo o choro antes de pegar Henry no colo e pegando a mão de Damon.
Meu marido continuou com uma expressão confusa, mas não contestou apenas segurou minha mão de volta e levou Liv junto enquanto eu saia da cozinha e os levava para o andar de cima. Continuamos calados até chegar no quarto, não aguentava mais viver assim, simplesmente não aguentava mais.
Quando todos nós entramos no quarto tratei de fechar a porta e a trancar. Olhei para Damon que ainda estava intrigado, coloquei Henry rapidamente no chão que sentou no mesmo e permaneceu ali caladinho que nem sempre fazia.
–Damon por favor fique enfrente aquela câmera ali e tenta bloquear o maximo possível da visão dela a mim-ele franziu as sobrancelhas, mas não contestou.
Caminhei em direção a uma pintura de um cavalo que havia no quarto e tirei o quadro revelando o quadro de força que havia lá abaixando assim os dois interruptores responsáveis pela câmera e a escuta do quarto.
Peguei Henry no colo novamente e olhei para Damon que agora obtia um olhar extremadamente intrigante.
–Não pergunte eu só posso explicar uma vez e rápido antes de perceberem que tem alguma coisa de errada-suspirei olhando para porta apreensiva-Eu descobri uma passagem que da para fora do palácio você vai ficar aqui na cama com as crianças e vai arranjar um jeito de trancar a porta do banheiro e deixar o chuveiro ligado para dizer que estou tomando banho. Assim que eu sair não esqueça de ligar novamente a câmera e as escutas. Eu vou chamar a polícia, e vai dar tudo certo, mas preciso que confie em mim ok?
–Elena...
–É melhor que eu vá, aproveite esse tempo com as crianças, eu sei o caminho do túnel, eu volto, vai dar tudo certo, prometo-sorri fraco e beijei a testa de Henry.
–Mamãe-Liv disse confusa percebi que sua mãozinha tremia e a segurei dando um beijo na mesma.
–Mamãe vai conseguir tirar o homem mal da nossa casa e vai trazer o papai de volta-beijei sua bochecha e ela assentiu.
–Não deixem que a veja. Tome cuidado, por favor-Damon colocou uma mexa de meu cabelo atras da orelha e eu assenti.
Segurei seu rosto e o puxei contra o meu deixando que nossos lábios se encontrassem e logo dei permissão a sua língua a deixando assim explorar minha boca. Demos um beijo longo e casto, cada despedida por mais curta que fosse sempre era um grande sofrimento.
Soltamos os lábios e então alisei seu rosto olhando para seus olhos azuis tão profundos. Tirei minhas mãos dele e então o entreguei Henry caminhei para a porta do quarto.
Olhei para minha família com medo de mais alguma coisa acontecer alisei minha barriga esperando que nada fizesse com que a pequena Megan sofresse algum risco. Fechei a porta e corri em direção ao quarto que costumava ser de Giuseppe, entrei no mesmo e então tirei o tapete e o piso onde ele escondia todos os seus segredos, tirei a tampa de uma das caixas disfarçadas e então digitei o código que depois de inúmeras tentativas feitas diariamente havia finalmente descoberto, revelando assim as escadarias escondidas abaixo do chão, não perdi tempo e desci.
O túnel era escuro e úmido, mas mesmo com tanta escuridão nada me dava mais medo do que encontrar Derek de novo e eu tinha certeza que ele não tinha conhecimento daquilo tudo então apenas corri , corri sabendo que todo o meu futuro dependia daquela correria, dependia daquela pequena luz no fim daquele túnel que dava um pouco de claridade a ele.
Minha correria estava sendo tão descontrolada e tão cega que nem eu mesma havia percebido quando me encontrei em frente à uma porta de grade, abri a mesma e então me deparando com uma parede com uma mão de digital com o nome "Gilbert's".
Quando eu era pequena me lembrava de meu pai me contando de histórias de jovens príncipes que usavam a passagem secreta para escapar da opressão da realeza e poder agir como os garotos que eram, e apenas os príncipes e princesas podiam passar por aquela passagem, nenhum rei, rainha ou guarda passaria por ela. Talvez aquela fosse a tal passagem secreta, mas se ela fosse e estivesse programado a mim como a Rainha da Itália eu não passaria mesmo ainda sendo apenas a princesa da Inglaterra.
Mas não fazia diferença agora, eu teria que tentar, então coloquei a minha mão na digital a suspirei aliviada quando a parede se abriu revelando assim o metro londrino.
As pessoa andavam rápido e apressadas por isso nem perceberam quando uma parede se abriu, mas não perdi tempo assim que a parede se abriu corri para fora do metrô subindo as escadas e assim saindo do subterrâneo.
Lá estava Londres, seus táxis pretos, pessoas mexendo em seus celulares, atravessando a rua, dirigindo seus carros, mesmo sendo ação de graças os ingleses não paravam, turistas em um dos famosos ônibus de dois andares batendo foto de tudo na cidade, as cabines telefônicas e o seu clima frio insuportável, ergui a cabeça para o alto me deparando com o enorme céu aberto, fechei os olhos e me senti finalmente livre e não consegui conter um sorriso.
Me coloquei no meio da rua me deixando portar-se como a típica londrina/Nova-iorquina que era depois de tantos anos morando em New York havia finalmente aprendido alguns truques como assobios altos e potentes e logo o táxi parou fazendo com que eu logo entrasse no mesmo.
–Para onde moça...espere você é...
–Princesa Elena Salvatore, e nos estamos indo para o serviço de inteligência inglês.
Fale com o autor