Unconditionally

32 Seven days without you-part I


Notas iniciais
Munitions conflito pra escrever esse capítulo. Inspirado no 2º livro da minha série favorita After de Anna Todd espero que amém como eu amei.

Total eclipse of the heart-Sleep at last

Ilusões, colocamos nossa confiança, nossa fé, nosso voto, naquela pessoa, acreditamos nela, damos a ela céu e terra, passamos de inferno e dos locais mais obscuros que a vida poderia nos propor, fazemos por amor, fazemos por paixão, fazer por um desejo, fazemos por um sonho, mais um sonho tão grande que faz esquecermos da verdadeira realidade.
A dor. A dor nos consome e nos leva para os locais mais obscuros, nos leva para um escuridão infinita, nos leva para o fim do poço.
Nos propõem agonia, desespero, pânico.
A paixão nos leva a atos consequentes, tira nossa sanidade, tira os herdeiros valores da vida, nos faz esquecer do mundo e ser consumido apenas por uma pessoa só. E quando acaba, ela nos destrói, nos fazendo perder aquela pessoa que tanto amamos de todos os euros piores possíveis.
Acreditamos que o pior sentimento do mundo e quando perdemos alguém que amamos, mas está errado, o pior sentimento do mundo e quando percebemos que perdemos a nos mesmo.

No primeiro dia eu desmaiei, os hormônios de grávida, a dor de vê-lo com outra, a situação, a pânico, eu apaguei. Quando acordei, não havia Charlotte, não havia Damon suado ou Damon nu, não havia lençóis de sétimo vermelho, primeiro eu o abracei e chorei jurando que tudo havia sido apenas um pesadelo terrível e ele me abraçaria e diria que tudo ficaria bem.
Damon não me abraçou, não disse que tudo ficaria bem. Eu o olhei, apavorada me perguntando porque ele não havia me envolvido em seus braços, não precisava que ele me disse-se, não precisava perguntar, sua expressão séria dizia tudo.
Pulei da cama, meu primeiro pensamento foi deixar os hormônios as lágrimas e a dor tomar conta de mim, não deixei, me agarrei ao ódio e gritei com ele, o chamei de todos os palavrões aos quais conhecia de "Filho da Puta" a "Cachorro escroto" eu bati nele, esmurrei seu peito tantas vezes que minhas mãos doeram, chorei de ódio.
Gritei que nunca mais queria vê-lo, não queria ouvir sua voz, olhar em seus olhos, tocar nele, senti-lo. Disse que em minhas crianças ele jamais chegaria perto, disse que ele não encostaria um dedo no bebê que estava a caminho, o ameacei a deixá-lo sem ver seu parto, seus primeiros passos, suas primeiras palavras.
Joguei tudo em minha mala, deixei tudo que ele um dia havia me dado, fui ao quarto das crianças e joguei tudo se necessário, continuei a chorar, não mais de raiva, mas de dor.
Desci as escadas correndo, e Damon após um longo período sem atitude, sem falar nada, mostrar nada, trocar de expressão, derramar qualquer lagrima, ou se mexer, me seguiu, desceu as escadas correndo tanto quanto eu.
Abri a porta com as malas na mão, o olhei chorando, e soluçando, limpei meu nariz e então olhei no fundo de seus olhos azuis que um dia aprendi a amar, e então perguntei:
"Então é isso? Todas as brigas, os beijos, o amor, tudo por nada? Tudo por ela? Simplesmente acabou?"
Finalmente consegui ler seus olhos sem expressão, havia dor neles, muita dor, havia pânico, e desespero acima de tudo:
"Simplesmente acabou" ele repetiu, ele repetiu aquela frase sem mais nem menos, ele me deixou ir embora, ela não me segurou, ele não seguiu, ele apenas recebeu a aliança que joguei contra ele com todo o ódio e dor que suas palavras frias haviam me causado.
Corri para o palácio peguei Henry e Liv ignorando as perguntas de Lily. "Pol que você está cholando mamãe?" Destruiu comigo assim que coloquei Liv em sua cadeirinha e ela perguntou preocupada, aquilo foi o bastante pra me quebrar.
Quando olhei para Henry dormindo e chupado o dedo, quando Liv perguntou:
"Cadê papai?" foi o bastante para eu voltar a chorar, e Liv entendeu a garotinha de 4 anos, não perguntou mais, não falou mais, a garotinha de quatro anos não precisou mais perguntar para saber o que havia acontecido com seu pai, e quando o sinal ficou vermelho, a minha filha de quatro anos me abraçou, ela me envolveu com seus bracinhos de criança e me consolou ela fez com que as lágrimas que eu soltassem parecessem não tão patéticas.
Quando cheguei no hotel, já não chorava mais, carreguei Henry adormecido no colo, e Liv segurou minha mal enquanto caminhava caladinho ao meu lado.
Quando entramos no quarto deixei Henry dormindo do meu lado, cobri seu corpo e beijei sua testa desejando bons sonhos.
Quando dei boa noite a minha loirinha ela disse as palavras que eu precisava ouvir:
"Vai ficar tudo bem mamãe" ela segurou minha mãe "Vai ficar tudo bem polque eu, Enly e a Meg amamos muito você" eu assenti me segurando para não chorar de novo, e consegui alisei seus cabelos até ela adormecer e quando seus olhinhos se fecharam eu corri pro banheiro, fechei a porta e deixei meu corpo bater contra ela, deixei meu corpo escorregar e cair no chão frio, agarrei minhas pernas e chorei forte, com a cabeça entre meu joelho sentindo as lágrimas quentes caírem e deslizarem por meus joelhos, deixei que os soluços altos tomasse conta de minha dor, e aliviassem meu sofrimento.

No segundo dia, acordei no chão frio do banheiro, por Henry me chamando com a minha palavra favorita no mundo "Mamãe" era isso que eu precisava para poder me levantar daquele chão e voltar a minha vida.
Ele estava com fome, pedimos café da manhã no quarto, o coloquei em meu colo e dei frutos pra que sua fome fosse satisfeita. Alisei seus cabelos negros enquanto ele se sujava todo do líquido da melancia e do vermelho do morango.
Consegui rir enquanto dava banho a ele na banheira, com seu sorrisinho e sua água sendo jogada em mim, quase chorei novamente quando vi o quanto parecia com o pai, me segurei a ver Olívia mordendo uma maçã e logo a terminando e a jogando no lixo. Não consegui mais chorar quando ela tirou a roupa e pediu para eu dar banho nela também, ela se juntou ao irmão e eu banhei os dois.
Coloquei meus tisorinhos na cama assistindo desejo animado. Depois que penteei os cabelos loiros de Olívia a menina escolheu Barney para Henry e penteou o cabelo do irmão.
Quando entrei no chuveiro, deixei que a água limpasse as lágrimas que insistiam em descer por minhas bochechas.
Coloquei minha roupa e então me olhei no espelho, encarado meu reflexo inchado e acabado. Me pescoço marcado pelo seu chupão que me deu ontem de manhã, aquilo foi o bastante para quebrar ainda mais os pedaços de meu coração, arranquei o colar com a inicial de seu nome e joguei contra a pia, desejei que ele devesse pelo ralo, porém isso não aconteceu

No terceiro dia, deixei as crianças com Caroline. Aluguei o carro mais rápido que encontrei, e com ele dirigi por horas e horas, chorando e escutando musicas depressivas aos quais me ajudavam a pensar de "The Fray" fui a "Coldplay" a "Birdy" e a "Keane".
Depois de horas e mais horas ignorando ligações, desliguei o celular, apenas quando senti fome parei o carro e comi um cachorro-quente, caminhei pela cidade desconhecida até ver que estava escurecendo e que eu tinha filhos para cuidar.

No quarto dia: desabafei com Caroline, Liv foi à escola e lá passou o dia todo, deixamos Henry na creche e aproveitei i tempo que ele estava longe para poder desabafar e jogar tudo em Car, deixei seu braços me envolverem e que ela cuidasse de mim.
Pegamos Henry e Liv e com eles fomos tomar um sorvete. Liv ficou fazendo o dever de casa com Stefan, e Henry ficou brincando no chão enquanto Car e eu arrumávamos tudo e quanto insulto e história horríveis e negativas contra Damon. Tentei fingir que o odiava e que desejava tudo aquilo para ele, mas não era verdade.

No quinto dia, não senti mais dor, apenas ódio. Deixei as crianças com Car mais uma vez que as levou para a escola e se responsabilizou por elas durante o dia inteiro.
Chequei com a funcionária mais próxima de havia alguém na casa onde eu havia construído para nossa família.
Entrei na casa, e destruí tudo, quebrei tudo feito uma louca, gritando e quebrando, furei e rasguei suas camisas quebrei, joguei, e pisei em tudo que ele havia me dado.
Quase pôs fogo na casa, mais estava chorando demais para deixar que o fósforo caísse de minhas mãos.
Quando me recompôs, sai de casa e entrei na academia, paguei uma quantia alta para me deixarem ficar sozinha junto a lutas pretas de boxe e um saco de pancadas onde eu esmurrei sem parar, cheia de ódio e rancor, cheia de irá.
Parei quando meus punhos estavam machucados demais.

No sexto dia, eu não chorei, eu cuidei de meus filhos, e eu sorri mais de uma vez.
Me lembrei de Damon quando vi que o colar ainda estava na pia, não chorei, apenas sai do banheiro e tentei esquecer dele.

No sétimo dia, percebi queele não havia ligado, não havia ido atrás de mim, apenas percebi isso quando liguei meu celular em quatro dias, e não havia mensagem, chamada de voz, ligações ou qualquer vestígio de Damon no celular, joguei o celular contra parede quando vi nossa foto se beijado no papel de parede, infelizmente o celular não se espatifou como eu desejei, apenas rachou a tela, e o pior dele só ter rachado a tela, foi o fato de que:

"Precisamos conversar, amanhã, às 14h, almoçamos esclarecemos as coisa. Damon"


Eu pude ler essa mensagem, essa ordem tão fria e horrenda do meu marido, do meu futuro ex marido.
É só então eu percebi o quanto senti sua falta o quando o desejei tê-lo novamente comigo, desejei seus braços, seu toque, sua voz, seu beijo, seu amor.


"Esta bem"


E depois de dois dias sem chorar eu cai de joelhos no chão e apertei o celular contra minha mão.
Caroline abriu a porta do hotel com Henry no colo e Liv do seu lado, vi a surpresa e a pena em seus olhos, ela colocou Henry no chão que ficou ao lado de Liv, ambos parados me observando quando eu disse.
"Eu não posso! Eu não posso! Eu não posso fazer mas isso Caroline! Eu não posso"
Ela me abraçou, e eu chorei em seus braços, chorei como não havia chorado naqueles dois dias.

"Onde Upon a Time i was falling in love now I'm only falling apart"
~Total Eclipse of the heart

Notas finais
Unconditionally está chegando a reta final BJS!!!