Unconditionally
37 Love you goodbye.
Ela corriam num campo de flores, haviam flores amarelas sobre sua cabeça, uma coroa flores para ser mais específico.
Seu sorriso mágico conseguia brilhar mais que o sol seu vestido branco tocava a grama alta e suas mãos macias eram estendidas em minha direção.
–Damon
Ela sussurrou com sua voz doce e macia, e quando nossas mãos se encontraram tudo foi completo e perfeito, ela chamou meu nome novamente.
Não.
Ela gritará meu nome.
E então ele caiu sobre a grama verdinha que não era mais grama e sim um buraco eterno.
–Não!
Eu tinha que salvá-la!
Me joguei junto a ela. Escuridão e depois, nada.
Os gritos histéricos começaram, Elena chorava, Derek estava sobre ela, ele saia e entrava dentro dela várias e várias vexes, e ele ia com força, ele ia com muita força, ele queria machuca-la, ele queria que ela se rasgasse, que ela chorasse, que gritasse, que sofresse, que nunca mais quisesse viver novamente.
Eu estava imóvel, e via Elena subisse, parada, sem forças, apenas com as lágrimas descendo por seu rosto, ela olhou para mim, seus olhos estavam vazios, e eu não conseguia ver absolutamente nada neles.
Seus gritos pararam, sua voz ficou muda, é sua expressão era completamente desumana, ela estava desligada. Sua expressão poderia ser considerada como a de um robô mas as lágrimas faziam com que sua humanidade voltasse.
–Damon
Me virei Henry e Liv estavam pendurados com uma corda no pescoço, estavam mortos, estavam enforcados.
A frente era Charlotte, ela cheirava gasolina, havia um sequeiro em minha mão o ascendi, joguei nela, mas não era ela, era Elena.
–NÃO!-berrei em plenos pulmões.
–Damon...está tudo bem?-não era a voz tranquilizante de Elena, não era ela, não era ela, não era ela.
–Eu preciso dela...eu eu eu preciso vê-la, preciso ouvir sua voz, eu preciso dela, PRECISO DELA -eu gritei.
Charlotte se levantou pegado o celular, vestiu o robe, eram três manhã, era Mônaco, era frio, mas quem liga? Ela não estava lá, ela não estava comigo.
–Ele teve outro surto...não não não vou ficar aguentando ele gritando comigo...o que? Não não adianta eu ameaçar quem quer que for...ah Derek só cale a boca e passe para ela eu quero dormir, mais que merda!-Charlotte disse irritada.
Olhou para mim e então entregou o telefone.
–Damon?-ela sussurrou com a voz grogue, a você doce e calma, a voz do meu porto seguro.
–Elena-fechei os olhos e ouvi a beleza de seu nome, aquele era simplesmente o nome mais lindo que eu já ouvirá em minha vida-Elena...Elena...Elena...seu nome é tão doce...
–Oh Damon-ouvi ela se levantando, abrindo a porta do banheiro e batendo sua cabeça forte contra a mesma, e então chorará.
–Não bata sua cabeça, eu imploro, eu estou bem, você está aqui, é só isso que importa-eu disse rezando para que parasse de ouvir o barulho de sua cabeça batendo contra a parede-Por favor meu amor pare com isso-eu já chorava junto a ela, já soluçava junto a ela-Eu vou dar um jeito...eu prometo que vou dar um jeito...eu amo você e vamos ficar juntos, pra sempre.
"Grrr"
Foi o barulho feito pela porta. Minha cabeça doía, o sangue já havia parado quando pôs a mão sobre ela, já estava seco. Meus olhos tentavam se fechar, deveriam estar tão inchados, assim como todas as noites.
Derek entrou barba por fazer, olhos verdes sem nenhum sinal de sono, rosto fechado e braços cruzados.
–Apenas se levante-ele disse bravo-É a décima quarta vez que isso acontece, estou cansada dos pesadelos dele! Estou cansada dos telefonemas de madrugada! Estou cansado de toda vez a porta emperrar porque você dormiu ao lado dela! ESTOU CANSADO DE OUVIR VOCÊ CHORANDO O TEMPO TODO-meus olhos lacrimejaram novamente, tanto medo, tanto pavor-ENGULA ESSE CHORO SUA VADIA IMUNDA!
Sua mão voou no meu rosto, e depois tapas é mais tapas, eu estava no chão, ele me chutava variAs vezes e foi tanta dor, que depois eu não senti absolutamente nada.
Unconditionally.
–38 dias. 936 horas. 56.160 minutos.
São 1.417 Km de distância.
São quase 3.369.600 segundos longe de você.
–Ok, chega. Eu estou Cansada de você me acordando de madrugada, Derek está cansado de acordar porque eu ligo. Eu estou cansada de ligar, ele está cansado de atender. Eu estou casada de acordar com você sussurrando números, ele está cansado de acordar com a cama vazia e a porta do banheiro emperrada. Derek teve que espancar Elena hoje para ver se ela aprendia a lição e desde que ela conseguiu se levantar do chão do banheiro sangrando ela está tendo um ataque de pânico igual ao que ela teve quando viu Derek novamente. O guri mais novo chorar e a menina não para de perguntar o que está acontecendo, e convenientemente ela está chorando também. Achamos que a menina pode morrer por conta de tanto estresse é tanta violência, o médico disse que a gravidez de Elena e de risco, não posso deixar aquele bebê morrer e não aguento mais isso, você vai voltar para Londres e vai resolver tudo isso, caso não: sua mãe, seu irmão, sua cunhada, seu sobrinho, seus dois filhos vão morrer e eu vou tratar de você assistir a Elena ser torturada iguaizinhas a aquela época maravilhosa chamada medieval.
–Quanto tempo eu tenho com ela?
–Três Dias.
–Não é o suficiente-minha voz saiu forte e autoritária.
–Não me importa, faça com que seja-e então ela põe seus óculos de sol e parte para longe-Você sai em 15 minutos.
Três dias era tempo para amá-la a vida inteira. Era mentira, era sim tempo suficiente, qualquer segundo ao qual eu pudesse ter acesso ao seu rosto, seu toque, seus olhos, sua você, a ela era o bastante.
Três dias era tempo o bastante para poder amá-la e dizer adeus.
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