Unconditionally
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Notas iniciais
Trouble-Coldplay
"April morreu,Elena" as palavras de meu pai perfuravam minha cabeça, minha irmã morreu,já fazia dois meses e eu ainda não podia acreditar, doía perder alguém que amamos, mais perder a nossa melhor amiga que cresceu com você, não havia como se explicar a dor que se sentia.
E agora estava eu, olhando para a janela do meu trem voltando direto a Londres.
Era dia perfeito para a vida de uma mulher de 21 se acabar e um estalar de dedos, e eu era essa mulher.
O trem,o trem estava me levando para minha nova vida, uma vez que se faz um trato com a família real nada poderá desfaze-lo mesmo que você seja parte dessa família, mesmo sendo a filha do rei e da rainha, nenhum trato poderá ser desfeito a menos que eles queiram.
A seis anos atrás no meu aniversário de dezesseis anos eu pedirá a meus pais que invés de um presente eles fizessem um trato comigo e eles aceitaram de bom grado, pedi a eles que quando minha irmã mais nova (April) completasse dezesseis anos ela assumiria meu trono como Princesa da Inglaterra, me deixando livre para viver minha vida em que lugar que fosse, e como qualquer garota sonhadora de 18 anos eu viajei pelo mundo todo durante 4 meses até me estabilizar em Nova York onde começará a cursar em Harvad, e por lá vivi durante 3 anos.Até o momento da noticia que minha irmã havia falecido e eu teria que assumir seu lugar.
Meus pensamentos foram desviados quando as minhas duas horas de viajem tinham se passado me levantando da cadeira felpuda do trem e entrando na estação.
Ao sair da estação indo direto a garagem me deparei com o Frank segurando uma paquinha com meu nome e sem pensar duas vezes corri até ele o dando um abraço caloroso. Eu nunca poderia mentir e dizer que não sentia falta de Londres, de seu clima, das pessoas,de casa,da minha família,mas também não poderia mentir a dizer que eu preferia eles a minha própria vida longe da realeza.
–Está mais pesada,Elena-ele solta uma risada, e eu lar seu pescoço encarando um sorriso enorme entre seus dentes brancos iluminando sua face negra.
–21 anos mudam as pessoas-sorri devolta.
–Venha Princesa, temos uma longa viajem a fazer até chegar ao castelo, enquanto isso você pode se empanturrar das panquecas que Dorota fez pra você enquanto me conta suas novidades-ele sorri e me guia até o carro preto abrindo a porta pAra mim, e logo em seguida entrando no carro.
Então assim se passou a viajem eu contando minha história em NY. Sobre meus 2 namorados que havia tido, sobre a livreira que eu ia quando acabava a faculdade, sonbre minha colega de apartamento a Bonnie,sobre o metro que eu pegava todos os dias, sobre uma vida normal,livre de deveres e de responsabilidades, uma vida normal de uma mulher americana.
Assim que chagamos conseguir ver o palácio que eu cresci cercado de paparazzis,jornalistas, fotógrafos tudo o que era de gente.Frank abriu a porta pra mim e eu logo pôs os ósculos de sol, mesmo não estando sol eram necessários para se esconder deles.
Depois de muito sufoco conseguir entrar no castelo e logo fui surpreendida por minha mãe em um abraço reconfortante.
–Senti tanto sua falava minha filha.-minha mãe falou se soltando dos meus braços-Por que não veio ao enterro de sua irmã?-perguntou me perguntando com seus grandes olhos castanhos me encarando,enquanto alisava meus cabelos.
–Você sabe que eu nunca gostei de funerais,mãe-tirei meus óculos,dando para ver tudo com mais clareza.
–Mas era sua irmã, Elena-minha protestou me punindo com uma cara seria, e eu a correspondendo do mesmo jeito-Você e uma mulher independente pode fazer o que bem entender não é mesmo?-ironizou ela-e quem sou eu pra falar algo?-ela fingiu pensar-Ah!É,sou sua mãe-ela sorriu franzindo as sobrancelhas.
–Desculpe-falei.Uma das coisas que minha mãe odiava era a grosseria,para ela o maior pecado de uma princesa e quando ela não e dócil,gentil e boa,e a grosseria era tudo contrário e tudo que eu tinha desde que soube da morte da minha irmã.
–Venha,você tem que descansar,temos um belo rapaz para conhecer mais tarde-e é claro que ela não esqueceria de citar o tão lindo que Damon Salvatore era, meu futuro marido,em que época eles acham que estamos vivendo,não moramos na Índia, não somos muçulmanos, nem estamos no século XIX.
Meu belo,perfeito,rico,fino,educado galinha,canalha e mulherengo Príncipe Damon Salvatore minha mãe deveria ter escolhido pelo menos o príncipe Stefan que não e desse jeito mas claro que tinha que ser o Damon, o irmão mais velho.
Mais claro que não protestei,subi as escadas com a maior cara de criança mimada que não ganhou o brinquedo que quis.Assim que cheguei no meu quarto no jóquei em minha cama e chorei, chorei tudo que eu não chorei a um mês atrás, joguei tudo nos travesseiros macios minha raiva de ser princesa,a dor da minha irmã morta, a dor de não poder me casar com um homem que eu amasse,e no meio disso tudo,dormir.
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Acordei com a luz do sol batendo em meu rosto,decidi que iria por flores no túmulo da minha irmã, e então me levantei,tomei um banho demorado e me vesti, sai do palácio antes que minha mãe me notasse, e fui a pé até o cemitério.Era uma longa jornada até lá,mas eu sentia falta da cidade,e de sua paisagem, então caminhar com certeza era a melhor opção.
Quando cheguei ao cemitério o sol já estava se pondo e a cidade já estava um pouco fria. Eu abri os grande portão preto do cemitério e comecei a caminhar entres os milhares de túmulos que lá havia, eu definitivamente não gostaria de ficar em baixo da terra eu com certeza iria querer ser cremada e minhas cinzas serem espalhadas no mar, seria adorável,eu acho.
Quando fiquei diante do túmulo de April pôs a rosa branco na terra.
–Oi,nunca achei que ficar em baixo da terra fosse seu forte April-soltei um riso fraco-Eu vou ter que me casar April,eu vou ter que tomar o seu lugar irmãzinha,acredita eu princesa-uma lágrima teimosa caiu do meu olho fazendo eu a secar-Você fará falta,sinto muito não ter vindo pro seu funeral, eu não conseguiria, eu ficaria como eu fiquei quando a tia Jenna morreu,eu sinto muito ter acontecido com você,não era pra ter acontecido,mesmo eu ainda tendo o Jeremy você não deveria ter ido não deveria,NÃO DEVERIA APRIL!PORQUE VOCÊ FOI EMBORA-eu comecei a chorar,e jóquei a rosa branca contra a lápide com seu nome chorando cada vez mais-Não deveria-eu chorava agora como nunca tinha chorando antes de minha tia morreu,até que senti braços fortes me envolvendo.
–Sh...Sh...Sh,está tudo bem-ele alisava meus cabelos de um jeito que ninguém nunca tinha alisado,sua voz era grossa mais reconfortante-Vai ficar tudo bem-e ele ficou bem ali durante alguns minutos alisando meus cabelos enquanto meu choro ia se acalmando, mesmo eu não sabendo quem era ele,ele me acalmava me dava um ar de segurança, e quando eu parei de chorar ele simplesmente parou de alisar meus cabelos e tirou minha cabeça de seu peito,e eu pude encara-lo eu lindo homem de cabelos negros,pela clara, e corpo definido, e os olhos mais lindos que eu já havia visto,azuis cor de mar,um verdadeira imensidão.
–Obrigado-sussurrei
–Não a de quê-com isso eu me levantei e corri para longe dele,não poderia me apaixonar por ninguém agora,eu iria me casar com Damon Salvatore e nada poderia mudar isso.
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