Unconditionally
3 Coffe
Notas iniciais
Assim que cheguei em casa já era de noite e estava uma chuva enorme,desde a hora que eu larguei o homem de cabelos negros no cemitério eu não consegui tirar ele de minha cabeça,queria tanto conhecê-lo, saber seu nome, quem ele era, eu podia ainda sentir os braços fortes dele a minha volta, acolhedores,e confortáveis, eu me sentia segura nos braços dele, mais não poderia ter ele na cabeça me casaria com Damon Salvatore em dois dias, e isso parecia loucura, se casar com um homem que eu não conheço.
Caminhei em direção a sala para subir as escadas para meu quarto,mas fui surpreendida por grandes braços a minha volta.
–Elena...-Jeremy sussurrou em meu ouvido e eu não pensei duas vezes antes de abraçar ele de volta.
–Jer!-gritei em seus braços,como eu sentia falta do meu irmão.
Jeremy era meu irmão mais velho enquanto eu tinha 21 ele tinha 24,ele havia se casado com a duquesa Anna aos 22 anos mais não havia dado certo então agora ele tinha acabado de sair de um divórcio e acabado de voltar da França,diferente de mim Jeremy havia se casado com Anna porque achava que estava apaixonado por ela e agora...está aqui.
–Que saudade maninho-sorri quando ele soltou meus braços-Como foi com Anna?
–Ela demorou a assinar o divórcio mais não posso ficar casado sem querer não e mesmo?-ele sorriu e eu correspondi com o sorriso mais forcado que já havia feito,ao lembrar que me casaria com Príncipe.Damon.
–Bem agora vamos subir estou muito cansado,foi uma longa jornada de Paris para cá.-ele sorriu e seguiu em direção as escadas com eu o seguindo.
Logo chegamos nas portas de nossos quartos e nós despedimos (You know i'm not good-Amy Whinehouse ) eu entrei logo em meu quarto e me troquei, depois decide que iria falar com a Bonnie no Whatsapp.
Fui em direção a bolsa que não estava em nenhum lugar do meu quarto.
–Merda!-deixei a porra da bolça no cemitério,verifiquei que horas eram 20:30 o cemitério já estava fechado teria que ir amanhã,e por sorte morávamos em Londres e pelo menos todos eram honestos aqui,decidi não pensar em mais nada, sem jantar me joguei na cama esperando o sono me pegasse.
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Acordei e logo fui me trocar,tomei café com o Jer e minha mãe com a esperança de ver meu pai mais descobri que ele só chegava de viajem mais tarde.Fui em direção ao cemitério, não fui a pé,dessa vez, pedi pra Frank me levar.
Levava uns 30 minutos do castelo pro cemitério fiquei perdida em meu pensamentos enquanto escutava música no iPod .
Iria conhecer a família real da Itália sendo o objetivo conhecer o meu adorável futuro marido Príncipe Damon Salvatore,eu teria que estar em casa antes da hora do almoço,mas realmente precisava da minha bolça eu iria pirar sem ela. Era loucura o fato de que 2 meses atrás eu estava com a vida que sempre quis e agora tudo isso vai por água a baixo.
Demorei a perceber que tínhamos chega ao cemitério,sai do carro e esperei Frank abrir a janela:
–Você pode ir,vou voltar de metrô-sorri pra ele
–Você que manda Elenita-respondeu ele numa piscadela e depois sumindo de vista.
Comecei a caminhar até um escritório que havia no meio do cemitério,bati na porta duas vezes rápido pra ver se alguém abria, 10 segundos depois estava um homem na metade do meu corpo me encarando:
–Pois não-perguntou emburrado enquanto me encarava com seus gigantes olhos castanhos.
–Eu deixei a minha bolça aqui ontem...uma preta,de couro,alça comprida...-fiz uma cara esperançosa e o rapaz me encarava pensativo.
–Ah!Sim!-ele percebeu lembrar de algo e em seguida me lançou um sorriso-Um rapaz alto de olhos azuis pegou sua bolça e disse que pra você o encontrar na Roostmaster por volta das 11:00-quem ele pensa que é pra ficar pegando minhas coisas,e pra marca um encontro para que eu posso pegar elas,a filho de uma mãe-bem são 11:12 e melhor você correr-o homem falou,meu deus!Eles só podem estar combinando,como esse cara pode ser tão insistente, pelo menos ele tinha bom gosto,eu vivia indo pra essa lanchonete quando queria fugir da realeza, sem contar que essa lanchonete só ficava a duas ruas daqui,não pensei duas vezes,agradeci ao homem e sai em disparada em direção a lanchonete, não poderia deixar minha bolça nas mãos de um psicopata atirado daqueles.
Depois de 5 minutos caminhando cheguei a lanchonete, que na verdade era um ônibus comum de Londres que fazia comida mais mesmo assim era perfeito. Avistei um casal asiático conversando,um garoto estudando,uma gorda com mais duas amigas magrinhas, e uma mulher falando no telefone e uma criancinha que eu presumi ser sua filha, ela olhava uma margarida que estava do lado dela, comecei a olhar a menininha, cabelos cacheados bem loirinhos, um pele bem branquinha, e bochechinhas bem vermelhas, ele tinha cara de uns 3 anos, e mexia na flor e sorria, ela era tão pequena, tão delicada, tão...
–PUTA QUE PARIU!Seu viado do Caralho!-um filho de um mãe acabou de jogar café na minha jaqueta favorita-Filho de uma mãe,não olha por onde anda não?!-gritei toda irritada com todos que estavam na lanchonete parar par ouvir a louca gritando.
Pra minha surpresa o filho da mãe começou a rir.
–E só uma roupa garotinha,isso se lava-ele falou rindo-Sem contar que esse seu tecido e fácil de lavar nervosinha-ele terminou,NERVOSINHA,EU? A agora e que ele vai ver mesmo.
–Primeiro eu não sou uma garotinha, tenho 21 anos, segundo, você deveria pedir desculpa e não ficar me ensinando a lavar roupa, terceiro não ouse falar assim comigo seu filha da mãe, da próxima vez você olha por onde anda e evita de jogar café quente nas pessoas-pôs meus óculos mais acima,e por um minuto não acreditei no que estava vendo, minha bolça couro preta estava nas mãos daquele filho da mãe-Essa bolça e minha seu cachorro!
–Ah,então a morena nervosinha e que e a dona disso-ele sacolejou a bolça.
–E seu babaca dos infernos e minha-puxei a bolça das mãos dele-Da próxima vez entrega isso para o achados e perdidos.-gritei.
–Então quer dizer que vai haver uma próxima vez...ham?-ele chegou perto de mim.
–Eu preferia me afogar num copo de café do que ver você denovo-falei pondo a bolça em meu ombro, as pessoas continuavam a me olhar e isso tava me tirando do sério-Vocês não tem nada o que fazer da vida não?Vão comer!-gritei e todos voltaram para o que estavam fazendo como se não tivesse acontecido, e então me voltei pro moreno dos olhos azuis.
–Só para constar,nervosinha,cemitérios não tem achados e perdidos-ele sorriu sarcasticamente.
–Sim!Mas você...-antes deu gritar com o moreno de novo, uma voz vindo do ônibus lanchonete gritou.
–David!-eu a ignorei.
–Você poderia muito bem-o filho da mãe voltou sua atenção para mim-ter deixado com o.-fui interrompida de novo pela mulher.
–Já são,11:43-a mulher gritou, e então eu percebi como eu estava atrasada.
–PUTA QUE PARIU!-nos gritamos na mesma hora,eu fui a direita sem nem pensar duas vezes e ele a esquerda, eu teria que estar em casa em 17 minutos, e teria que conhecer o belo Damon Salvatore.
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Assim que cheguei em casa fui surpreendida pelos berros da minha mãe,e depois de 7 minutos reclamando me mandou subir pra me arrumar, o que foi o que fiz no segundo seguinte,cacheei meus cabelos depois me troquei pondo um vestido de mangas grossas, ele tinha várias flores coloridas espalhando por ele,tinha uma saia rodada,e um corpete de cima um pouco colado,e um decote discreto dos meus seios,teria que causar boa impressão.
Ouso três batidas na porta, e logo escuto a voz da Melanie, a criada em treinamento falar:
–Vossa alteza, a família Salvatore já está embaixo a esperando-ela fala com o som meu abafado
–Obrigada-falei abrindo a porta,e saindo com meu saltos-altos(bege) batendo no piso de madeira, comecei a caminhar em direção as escadas, eu estava nervosa,muito nervosa, meu corpo todo tremia de medo, meu coração estava acelerado, eu iria conhecê-lo, o homem que teria que aturar pelo resto da minha vida, cheguei as escadas, cada degrau eu ficava mais nervosa.
E foi chegando cada vez mais perto, então eu consegui a visão privilegiada do meu pai,e quando eu o vi, sai correndo sem me preocupar com os Salvatores:
–Minha filha...-eu pulei nos seus braços na mesma hora,ele acariciou meus cabelos, como eu sentia falta dele, como eu sentia falta de tudo que ele fazia comigo.
Meu pai havia me ensinado, metade de tudo que eu tinha aprendido de cavalgar, de jogar sinuca, basquete, e escutar músicas decentes, como Pink Floyd,Led Zeppelin, foi ele que me acompanhava nos shows que eu ia quando adolescente, que me ensinará a dançar, e a ver filmes de terror sem roer as unhas.
–Filha você está me apertando-ele falou rindo, e eu logo o soltei com um grande sorriso-Adoraria conversar como foi seus três anos em New York, porém temos convidados-ele nos virou em direção aos Salvatore que estavam bem atrás de nós-Essa e a família real da Itália, vossa alteza rei Giussepe e Edna Salvatore-QUE COISA FORMAL!!!Eu não suporto isso-Príncipe Stefan-olhei pro loiro com topete e olhos verdes claros-E seu noivo Damon Salv...-meu pai foi interrompido ao perceber que Damon Salvatore não estava aqui, começamos a olhar pela casa sem sairmos do lugar:
–O Damon, ele e...-a mãe de Damon tentou falar mais foi interrompido, pela porta sendo aberta, meus olhos não acreditaram no que estavam vendo, cabeleiras negras passaram, olhos azuis piscaram, um corpo musculoso entrou na minha casa-Mãe,foi mal o trânsito estava horrível, vossa majestade me perdoe-ele falava rápido, eu não acredito!
–Pelo menos você está aqui,não está-era o mesmo sorriso sacana que eu tinha visto a minutos atrás.
Damon pegou a mão da minha mãe e deu o beijo nela, e percebe minha mãe perder o fôlego, e em seguida fazendo meu pai coçar a garganta fazendo Damon soltar a mão de minha mãe.
–Jer, como é que vai?-ele deu um abraço masculino no meu irmão.
–To esperando aquela partida de poker que você me prometeu-ele riu,e Damon o acompanhou.
–Damon conheça Elena-meu pai falou,e Damon já estava com um pequeno sorriso no rosto:
–Vossa alte-ele parou quando me viu e se abriu um enorme sorriso sacana no rosto-Nervosinha!-ele sorrio mais-Não acredito que você e Princesinha...Elena Gilbert!-ele riu-Imaginava que era eu?-ele perguntou no meio de uma risada abafada,e eu revirei os olhos.
–Desconfiava que era alguém como você-sorri sarcástica.
–Vocês já se conheciam-minha mãe se pronunciou na nossa brincadeira.
–Eu derrubei café nela hoje de manhã-Damon riu mais,e voltou a me olhar, mas ele agora me olhava de um jeito diferente, como se quisesse decorar os meus olhos castanhos, e eu o encarava também, olhando para aquela imensidão azul.
–Então acho que devemos ir almoçar , não e mesmo, Elena,Damon-meu pai se pronunciou, fazendo nosso olhos se voltarem para ele.
–Estou morrendo de fome-Edna falou animada.
–Agora você pode me contar como foi com o embaixador da Rússia-Giussepe falou para meu pai, e todos começaram a andar.
Damon se voltou pra mim,olhou nos meus olhos, e disse:
–Alteza-Ele falou sorrido sarcástico, piscou pra mim e foi embora.
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