Unconditionally

36 All we ever do is say goodbye


Olhava a chuva cair pela janela enquanto apertava sua mão e sentia seus dedos fazerem carinho na mesma, meu coração mantinha-se acelerado em um ritmo intenso de puro desespero, e eu só conseguia pensar em como o céu chorava junto a mim estava sendo consumida pelo medo, pelo panico que insistiam em me perseguir.
A porta foi aberta então Charlotte entrou com seus cabelos ruivos, vestido curto e vinho e saltos que faziam com que os prováveis 1,55 de altura melhorassem um pouco. Ela sorriu sádica e logo eu tirei a cabeça de seu ombro soltando sua mão com medo do que mais aquela maluca seria capaz de fazer.
–Boa tarde vocês dois-disse ela sentando atrás da mesa ficando frente a frente conosco, ela juntou suas mãos nos olhando seria por um momento mostrando uma expressão de puro desprezo-Não vou repetir a história toda pois imagino que da maneira dramática de Damon ser, ele deve ter explicado a historia inteira, certo?
–Dramática?! Você...-Damon pôs a mão sobre a minha como se fizesseum pedido de silêncio e eu logo me calei respondendo ao solicitado.
–Sua voz é abominável e irritante Elena-disse ela com abuzo-Mas bem, agora que você já sabe vejamos como ficaram as coisa: você ficara aqui com suas crianças abomináveis nesse seu período de férias com essas sua criancinhas abominávei que vocês chamam de filhos-abri a boca mas Damon novamente apertou minha mão-E eu partirei com Damon durante esses quatro meses até que vocês se reencontraram e moraram no palácio, mas óbvio em quartos diferentes, Damon comigo claro-riu sozinha-E apareceram em público juntos, pois não quero suspeitas de ninguem. Não tentem fazer nada pois os telefones empregados e funcionários estão sobre minhas ordens e qualquer pessoa que saiba disso será executado estamos entendidos?
Eu não havia percebido mas eu chorava apavorada, por saber que toda a minha vida agora seria controlada por uma lunática, por saber que viveria uma vida sem Damon, uma vida de riscos a cada piscada de olho, que eu não saberia mais o que era felicidade depois disso tudo, Me perguntei quanto tempo isso iria durar, como ficaria a criação de meus filhos, como eu explicaria que eles não o veriam mais durante eternos quatro meses? Me perguntei se isso era realmente viver.
–Então Elena, agora que estamos combinadas tenho uma surpresinha pra você-Charlotte disse fria, enquanto se inclinava sobre a mesa com um sorriso maquiavélico.
Funguei o nariz tentando parar de chorar, tinha que me manter forte. Segurei a mão de Damon com medo de que ela visse meu gesto.
A porta se abriu e então eu vi meu maior medo entrar por ela.
–Derek...-eu congelei ao ve-lo ali parado bem a minha frente depois de anos e mais anos esperando que aquele demonio de meu passado sumice finalmente de minha vida e então sem ter comando sobre meu corpo sai correndo o mais longe o possível daquele homem soltando um grito alto e agudo sentindo todo o meu corpo começar a tremer, comecei uma serie de soluços e um choro alto que não tentava conter, agarri minhas pernas e comecei a abraça-las e sacolejar meu corpo desejando que aquilo fosse apenas um pesadelo horrível e que logo logo acordaria e fiaria tudo bem.
Ouvi vozes, vozes baixas como se fosse algum tipo de zumbido.
–O que você fez com ela? Quem é esse homem?
–Eu não disse, Derek? Eu sabia que ela não iria contar para ele-parecia a voz de uma mulher, e uma risada muito falsa.
–Você faz as honras ou eu falo?-era o demonio agora, que ria junto a ela com rua risada forte e assustadora.
–Elena foi sequestrada com nove anos Damon, ficou até os treze anos desaparecida, seu sequetrador a mantinha em cativeiro a batia, deixava dias sem água, sem comida e claro a estuprava quase todos os dias, era Derek, o sequestrador.
Depois disso apenas escutei berros histéricos barulhos de coisas quebrando e mais gritos e eu apenas chorava e tremia inconciente. Depois do que pareciam ser horas alguem me pegou no colo e me levou para uma cama confortavel, fui aquecida por braços que me envolviam e me protegiam, e depois disso apenas a escuridão.


Pov.Damon


Horas chorando, horas conversando, horas nos seus braços, horas amando ela cada vez mais a cada minuto em que ela me contava de sua hist´ria e de cada dia e manhã horrível que tivera que passar suportando aquele homem. A pessoa mais forte que eu já havia conhecido.
Tomamos banho e descemos e então foi mais uma onda de choro o abraçando a cada momento em que eu olhava para Derek bem em frente a mim, bem ao lado de Charlotte.
–Então, Elena não ficara sozinha, Derek a acompanhará durante esses meses e é claro tambem dormirá no mesmo quarto que ela enquanto eu e você estamos juntos, e apenas o que ela terá que fazer é satisfazer as necessidades de Derek e trata-lo como seu esposo da mesma maneira que meu amor faz comigo, não é lindo?
Elena gritou novamente colocando o rosto em meu peito e me agarrando novamente enquanto chorava e tremia mais uma vez aterrorizada.
–Você está querendo que eu deixe esse homem estuprar a minha mulher sua psicopata?!-eu gritei a abraçando-Você só pode estar louca!
–Acho que Elena concorda comigo, quer que a Olívia fique bem? Henry? e a futura Megan Elena? Pois faça o que eu mando pois se não a ultima vez que ver seus filhos vai ser eles mortos dentro de um caixão!
E então Elena tirou o rosto de meu peito e olhou para Charlotte com apenas mais uma lágrima descendo por sua bochecha.
–Eu faço-disse confiante.
–O que? Não! Elena, não!-gritei olhando para ela incrédulo.
–Ótimo erga-se!-Derek falou.
Elena apertou os olhos mais uma vez deixando duas lágrimas rolarem por suas bochechas, e quando abriu-os era como se não houvesse mais ninguem dentro dela, apenas um robo e erguendo da cadeira e indo em direção as portas, indo embora para o quarto.
–Esperei anós para isso novamente-riu ele esfregando as mãos uma na outra, me ergui da cadeira pronto para arrancar sua cabeça.
–Eu mato seus filhos! Eu não vou nem hesitar! De um passo fora e a próxima notícia que receber é a morte deles, Elena nunca te perdoaria!
Eu parei de ouvi a risada alta de Derek que caminhou em direção a porta.
–Você é um gênio.
–Venha quero que venha comigo-Charlotte disse-Seguranças!
Dois homens apareceram e se posicionaram segurando meus braços e então me arrastaram até o andar de cima ficando bem a frente do quarto em que eu e Elena dormiamos, Charlotte nos seguiu com seu sorríso sádico sem sair de seu rosto, eu ouvi apenas sussurros e por um momento apenas o terror do silêncio.
–Isso e por ter me deixado anos naquele hospicio e támbem é o tão esperado prensente de boas vindas a Elena a família Salvatore.
Um grito, o grito apavaroda de Elena, um grito histérico clamando por socorro eu conseguia ouvir seu choro junto aos seus gritos, e me debati, me debati como um louco probto para derrrubar aquelas portas e tirar ela de lá mas era simpplesmente impossivel e depois de minutos com elena gritando e gritando sem parar Charlotte disse.
–Chega! Que garota histérica-me levando para longe dos gritos do meu amor.

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Depois de horas longe dela com Charlotte me forçando a conversar enquanto tentava esquecer o quão apavorada os gritos dela eram, Charlotte deixou eu estar com Elena uma ultima vez e ela apenas pediu para poder ficar um pouco com nossos filhos onde eu pude me despedir deles. As crianças dormiram conosco na cama enquanto eu abraçava Elena que conseguia emitir pequenos sorrisos para nossos filhos que nunca desanimavam.
Mas a manhã seguinte chegou e lá estava eu em frente a Henry e a Liv me segurando para não chorar mais uma vez. Meus filhos que não tinham ideia do porque do pai ir embora, que não entendiam o porque de sua mãe estar tão triste e de sorrir tão pouco.
–Tchau campeão papai promete que vai voltar logo ok?-baguncei seus cabelos sabendo que ele não entenderia.
–Eão?-como se ele entendesse que estavamos tristes ele pediu de um modo calmo e baixo.
–Grrr-fiz um rugido arrancando um grande sorriso seu que me abraçou e eu o abracei forte fazendo assim que eu o solta-se ele corresse em direção a Elena que mantinha a expressao séria e neutra enquanto me observava.
Liv veio em minha direção com seus longos cabelos loiros soltos e presos apenas pela tiara vermelha com um lacarote na mesma. Ela chorava, ela sabia, e de alguma maneira entendia tudo. Nossos olhos se encontraram e observamos a expressão um do outro por alguns segundos até que ela enterrou a cabeça em meu pescoço.
–Não plecisa fala nada papai-sussurrou ela no meu ouvido-Eu ti amu ta bom?
–Tambem te amo minha princesa-beijei sua testa deixando uma lágrima escapar pelos meus olhos, mas Liv logo limpou e tirou o medalhão que demos a ela quando pequena.
–Quelo qui fique com isso ta bom? Eu sei qui a mamãe mim deu quandu aconteceu uma coisa muito mal, e eu sei qui ta acontecendo agola, intão isconde antis qui a moça do cabelo di fogo veja-ela deu um beijo na minha bochecha e então correu em direção ao Henry pegando sua mãozinha e o levando para dentro do palácio

Pov.Elena.


Olhamos nossos filhos entrarem e nossos olhares se encontraram ficando suspensos no ar, Damon então caminhou em minha direção e a cada passo que ele dava uma parte de meu coração se quebrava, estava na hora do nosso adeus.
Meu corpo estava tremendo,minhas lágrimas estavam sendo sufocadas, eu me sentia sufocada, me sentia como se tivesse morrendo, meus olhos encontraram o dele, aqueles olhinhos azuis, aquele oceano em dois simples olhos uma imensidão que eu tanto amava.
–Damon...-sussurrei seu nome, sem conseguir mais segurar as lágrimas, com a voz rouca e tremula.
–Shh...-ele pôs o dedo em meus lábios e alisou meus cabelo, com uma cara triste e solidária-Não fale nada, não temos tempo.
–Damon...eu...eu...eu...-mais eu não conseguia falar, as palavras estavam presas, e o soluços do choro forte que eu soltava não deixava que eu fizesse nada.
–Eu sei...-ele deu uma pausa cansada-Eu também amo você-ele deu um sorriso fraco.
–Damon!-um grito grosso e sério veio de trás, e minhas lágrimas por um segundo congelaram-30 segundos-ela falou brava nos encarando, e meu choro voltou ficando muito mais forte.
–Ei...Ei...Ei-ele alisou meus cabelos fazendo eu olhar em seus olhos-Não chora tá? Eu amo você e amo a nossa garotinha-ele toucou minha barriga-eu vou estar aqui quando ela nascer eu prometo, cuide do Henry e da Liv, não faça nenhuma bobagem,cuide da Harla e não deixe de dar seu osso as quintas-ele falará tudo muito rápido com desespero nas palavras- me prometa: que cuidará das crianças e escutar música quando acordar, que nunca vai tirar o meu colar do pescoço e vai ligar todos os dias,certo? Não deixe de me escrever nenhum dia ok? E não pare de falar comigo que se não eu venho até você e FODASE o trato que fizemos com eles-ele riu- me prometa que cuidará do meus pequenos, se alimente direito, não volte pra Londres com nenhum outro homem além de mim entendeu? Não arrume outro Italiano além de mim-eu não consegui conter um riso no meio do choro.
–Damon!Acabou o tempo, se despeça dela.-a mulher disse fria.
–Eu te amo mais do que tudo no mundo entendeu?-ele falou e eu afirmei chorando mais-e não importa a quantos quilômetros estejam nos separados,eu vou até você sem me importar com a situação que seja,se você precisar de mim,eu vou até você-ele chorou depois de suas palavras.
–Unconditionally-eu consegui sussurrar, E ele riu no meio de seu choro que começará a ser forte.
–Unconditionally-ele repetiu em um riso fraco, beijou meus lábios com saudade,esperança,dor,paixão e amor, era como se tudo recomeçasse e o tempo parasse naquele momento,ouvíamos sussurros, mais não nós importávamos,continuávamos nos beijando cada vez mais forte.
–DAMON!- era o grito dela, forte e potente, soltamos nossos lábios e voltei a chorar.
Ele alisou meu rosto.
–Eu te amo sempre,pra sempre e incondicionalmente-ele alisou meu rosto.
E minha garganta ficou fechada sem conseguir respirar durante o segundo em que percebi que ele estava me deixando.
Ele segurou minha mão e começou a se distanciar.
–Eu vou voltar- com isso ele soltou minha mão