In the moment we're ten feet tall. And how you told me after it all. We'd remember tonight. For the rest of our lives.

Encarei o Pub do Dionísio, vendo que a decoração natalina ainda permanecia ali, mesmo fazendo mais de vinte dias desde que o natal havia acontecido. Talvez o pobre Dionísio não tenha tido tempo ou paciência para retirar tudo.

Virei meu rosto para Percy e controlei o riso, por ver ele desconfortável com um monte de meninas aos seu redor. Quando digo meninas, quero dizer adolescentes peitudas da faculdade.

Caminhei até ele e abri caminho pelas garotas, passando a mão pela sua nuca e puxando seu rosto em direção ao meu. E aquela explosão de sentimentos que acontecem sempre que ele me beija chegou.

– Perderam alguma coisa aqui? — arqueei minha sobrancelha, me virando para as meninas peitudas de queixo caído. Não me surpreendia o Percy estar desconfortável com elas — Acho que já perceberam que ele está acompanhando e, sinceramente, muito bem acompanhado pela namorada dele.

– Sério que prefere essa sem sal a mim? — uma delas perguntou olhando diretamente para Percy. Se ele não tivesse passado o braço pela minha cintura e prendido meu corpo ao dele, ela teria apanhado.

– Ela não é sem sal, só é mil vezes menos puta do que todas vocês — ele sorriu de maneira sarcástica. Deuses, como eu tinha saudades desse sorriso — E, para ser sincero, eu gosto dela assim, foi desse jeito que ela me prendeu. Acho que me viciei nela, porque ela é uma droga.

Eu pisquei e as meninas me encararam incrédulas, depois encararam o Percy e algumas bufaram, antes de sair rebolando atrás de um idiota que nem o Percy, que não estava mais tão idiota assim.

Virei para ele novamente e juntei nossos lábios, sentindo sua mão passar por baixo da minha blusa e acariciar a pele da minha costas. Ele não era mais aquele adolescente revoltado que conheci no final do verão, que só pensava em festas e em mulheres. Percy havia mudado, acho que depois de tantos meses juntos ele finalmente tenha descoberto algo que vala a pena lutar.

– Eu... — ele começou, mas depois balançou a cabeça e sorriu — Vem, vamos consolar o Nico, Lana lhe deu um outro fora.

– Quando será que ele vai entender que ela não quer nada com ele? — ri abraçando sua cintura e indo em direção ao bar. Silena dançava e rebolava, para chamar a atenção de Charles, enquanto Lana já havia conseguido puxar o garoto e dançava tão agarrada a ele que daqui a pouco os dois seriam um só.

Respirei fundo. Depois do enterro do Tritão, Percy me contou que Héstia havia aparecido e feito um escândalo, acusando Posêidon de ser um péssimo pai e ter deixado o "pobre coitado" morrer, se ele estivesse com ela ainda estaria vivo.

Acho que ele está ótimo do jeito que está, porém ainda não encontram o seu assassino e Posêidon teme que seja a mesma pessoa que matou Anfitrite. É incrível como descobrimos várias coisas ouvindo por trás da porta, já descobri sobre o Percy e recentemente ouvi Posêidon contar a minha mãe que Anfitrite havia sido assassinada e que ele encontraram o corpo dela nos Hamptons, porém ele pediu para que deixasse isso em segredo. Foi quando surgiu a ideia de que seu corpo havia desaparecido e nunca sido encontrado, após alguns anos a polícia abandonou o caso.

– Pega algo para mim beber — sussurrei no ouvido do Percy, soltei sua cintura e me aproximei de Nico. A mesma garota que havia me chamado de sem sal estava ao lado dele, mas não conversavam — Nico, o que foi?

– Sua adorável amiguinha está me provocando — ele resmungou virando o resto do uísque na boca eu batendo o copo no balcão. Indicou ao barman que queria outro e virou para mim — Ela adora me provocar.

– Talvez ela só queira que você tome a iniciativa — resmunguei tirando o copo cheio da mão do barman e virando nos meus lábios. Minha garganta ardeu, fazia meses que não bebia — Normalmente garotas como ela querem isso.

– Percy tomou a iniciativa com você? — ele arqueou a sobrancelha, puxando o copo da minha mão.

– Não lembro — dei de ombro. Realmente não lembrava, nos passamos por altos e baixos antes de um dos tomar iniciativa para alguma coisa. — Experimenta agarrar ela, se ela não te beijar, ela vai chutar suas partes baixas e se arrepender depois, então vai te beijar.

– Sério? Já aconteceu isso entre você e o Percy?

– Não — o meu "namorado" falou me estendendo um copo comprido com algo azul dentro. Claro que seria azul — Ela já me chutou várias vezes, mas nunca teve dó de mim... Não custa tentar com a Lana, ela é mais... Doce?

Nico novamente virou o resto do líquido nos lábios e caminhou em direção a Lana, empurrando a ruiva até a parede e a beijando. Virei meu rosto, não queria saber o que iria acontecer depois disso.

Encarei então o Percy. Se eu era sem sal e não era um doce como a Lana, era o que então? Revirei os olhos e bebi um pouco do líquido azul, era licor com alguma outra coisa... Vodka? Não sei.

– Esse é o seu último ano — ele me puxou para perto, levantando meu rosto e me dando um sorriso — Já decidiu para qual faculdade vai?

– Não sei — sorri de voltar, mas estando com raiva por ele tocar nesse assunto, ainda tinha seis meses para pensar — Estou pensando em Oxford sabe?

– Nem ouse em se mudar para o outro lado do Atlântico — dito isso ele me beijou novamente. Se continuassemos assim, iria acabar de um só jeito: na minha cama, com dois corpos ofegantes e suados. — Não te dou autorização.

– Não manda em mim — dei uma piscadela — Na verdade... Até hoje não conseguiu me conquistar sabia? O tempo está passando, Percy. Tick Tack.

Ele riu, tirando o copo da minha mão e me abraçando em seguida. Ele não precisava me conquistar, ele já me tinha, eu só queria uma prova dele, uma prova de que ele me queria como eu o queria.

– Annie...

– Não se faça de doce, você não é assim — disse acomodando minha cabeça no seu peito, ouvindo a música agitada da banda desconhecida. Ele riu novamente, acariciando meu cabelo e apoiando o queixo na minha cabeça. — Você me ama?

– Annie... — seu tom não era mais doce, era preocupado. Não, era essa a resposta que eu tinha dele. Havia fracassado. — Eu não sei, é sério... Eu sinto algo forte por você, mas não sei distinguir se realmente é amor ou não... Eu faria qualquer coisa por você, entraria na frente de uma bala para te proteger, eu sei que não quero seu mal e as vezez tenho medo de mim mesmo... Tenho medo de ficar perto de você e meus demônios fizerem algo incoerente. Tenho medo de que você se machuque por minha culpa... Mas não sei se isso que eu sinto é amor ou se é apenas proteção, tenho medo de te amar, sinceramente, todos que um dia eu amei e amo até hoje já morreram.

Mordi meus lábios para não chorar, ele talvez amasse, talvez ele só me queria como alguém que ele pudesse proteger dele mesmo e do mundo, talvez ele só quisesse uma amiga e uma amante para as horas necessárias... Talvez ele só me quisesse por perto.

Ele tinha medo de amar. Eu, talvez, tenha medo de amá-lo... Mas, no fundo eu sei que sinto algo profundo por ele, que faria por ele as mesmas coisas que ele provavelmente faria por mim. Se pudesse entraria na frente de uma bala, de uma faca ou até tomaria veneno no seu lugar, faria isso por ele.

– Você já me tem, Percy, mas só quero saber que isso realmente é o suficiente. Que assim como eu te quero, você me quer. — me apertei mais ao seu corpo, querendo sentir seu calor — É isso? Você realmente me quer ou na primeira oportunidade que tiver vai me deixar ir embora? Você não vai me deixar usar as minhas asas e voar, não é?

– Mais é claro, Annie — pude sentir ele sorrir — Sempre estarei ao seu lado, sempre estarei te protegendo — ele me fez encarar seus olhos esmeraldinos, mesmo com os meus lacrimejando sorri — Basta colocar a sua mão sobre o seu coração e me sentir aqui, eu estarei aqui te protegendo e te abraçando sempre que tocar seu coração.

As lágrimas caíram, de emoção. Era isso o que eu queria, era isso dele que eu realmente queria do Percy... Não, isso era mais do que eu queria, mil vezes mais do que eu esperava dele. Ele não havia sido clichê quando pedi para me conquistar, me levando para restaurantes caros e ao cinema, não, ele havia dito o que toda garota queria ouvir, não toda garota, mais quase isso que eu realmente queria ouvir .

Eu queria ele. Eu daria a minha vida por ele, assim como eu podia ter a absoluta certeza de que ele faria o mesmo por mim. Sim, ele faria sem exitar.

– Promete lembrar dessa noite? — pedi, acariciando sua linha de maxilar.

– Eu me lembro de todas as nossas noites, Annie, desde o dia em que esbarrei em você na porta da sua casa e fui um puto mal educado com a garota mais bonita que um dia já conheci — ele se aproximou dos meus lábios — Isso não é da boca para fora.

Beijei ele, não querendo mais palavras, apenas os seus lábios com gosto misturado de nicotina e álcool. Queria uma de suas mãos na minha nuca e a outra apertando meu corpo contra o dele. Queria seus dentes prendendo meu lábio inferior e o puxando com força. Queria nossas linhas batalhando e acima de tudo, queria sentir a corrente elétrica passar pelo meu corpo a cada segundo e a cada toque novo.

Quando seus lábios escaparam dos meus pude ver por cima do seu ombro Luke sorri de maneira maléfica e bater palmas de desdém. Não era possível ouvi-las devido a distância entre nós e a música alta, mas eu sabia que a partir daquele jeito que ele estava tramando algo.

– O que acha de ir dançar um pouco? — Percy falou, desviando meu olhar para ele e dando um sorriso largo — A noite ainda está no começo e você já sabe que...

– Que a noite é uma criança — tentei dar meu melhor sorriso, mas o sorriso de Luke ainda estava estampado na minha mente. — Pode ser, então.

– Eu preciso ligar para o Ethan, mas logo volto, tudo bem? — ele me deu um selinho e saiu sem a resposta. Ele foi na mesma direção em que Luke estava, mas provavelmente não trás de Luke, pois ele estava de trás para o loiro.

Respirei fundo e procurei minhas amigas com o olhar. Lana discutia com Nico em algum canto e Silena... Ela havia se resolvido com Charles.

De alguma maneira, a noite valeu a pena para todas.

Notas finais
Olha eu aqui novamente e depois de dias com o Nyah! em off, eu estou postando e vou postar feito maluca, tenho dezenove dias e vou confessar uma coisa: diminui o número de capítulo de Unconditionally para conseguir terminar ela no dia 12. Gente eu estou disposta a finalizar a fic no dia 12, nem que para isso eu tenha que postar todos os dias, mas eu vou acabar ela. Hoje vou postar dois, como um bonus pela demora, amanhã também vou postar um e se eu ver que a fic está indo bem até o dia doze, posto dois capítulos a mais antes do fim, mas ela terá apenas 40 capítulos. Comente por favor e me perdoem se tiver algum erro. Beijos da Lolla ♥