Unconditionally

12 Walking On Air


Just when I think I can't take anymore. We go deeper and harder than ever before. We go higher and higher. I feel like I'm already there

Encarei as meninas a minha frente, eu não estava nem um pouco afim de papo com qualquer pessoa que não se chamasse Percy Jackson. Era para mim estar com ele, se Serena não estivesse ligado chorando a meia hora atrás por que o idiota do Nico terminou de vez com ela.

Como consequência, Thalia veio junto com ela para a MINHA casa.

– Eu sabia que isso ia acontecer, o Nico é mil vezes pior do que o meu Percy — Thalia falou e eu fui obrigada que morder minha língua para não rir da sua frase idiota. Sorte que ela não sabia dos meus planos com o noivo e primo.

– Não conheço o Nico o suficiente, mas ele trocou a Leslie por você e agora te trocou pela Canddece, não? Então, acho que está meio óbvio que ele é um galinha — menti, eu já sabia que isso iria acontecer.

Ela mordeu o lábio inferior e depois se jogou para trás, caindo de costas na minha cama. Thalia começou a encarar meu mural de fotos.

– Por que tem uma foto do Percy aqui?

– Acho que isso não é da sua conta — dei de ombros. Ela me fuzilou com seus olhos azuis congelantes e eu não liguei — Por que não dá o troco, Serena?

Ela me encarou por algum tempo e depois balanço a cabeça, negando e pelo seu olhar podia ver que ela estava apavorada.

Suspirei e caminhei até Thalia, tirando da sua mão minha bailarina de cristal e a colocando ao lado da miniatura da Torre Eifel novamente, uma coisa que eu detesto é que mexam nas minhas coisas.

– Não mexa mais nas minhas coisas, eu detesto que façam isso — disse — E, para ser sincera, eu nem sei o que está fazendo aqui. Eu não gosto de você e você não gosta de mim, não tem motivos para ficar perto de mim e agir como uma garota falsa. O que você é na realidade.

– Você lava a sua boca para falar de mim, sua loira oxigenada — ela apontou o dedo no meu rosto — Você está se achando só porque conseguiu fazer com que o Percy te levasse para a cama dele, mas esquece, ele vai te trocar por outra daqui a pouquinho e pode ter certeza de que essa outra vai ser eu.

– Você tira seu dedo da minha cara, para início de conversar — falei apertando seu dedo em minha mão e o abaixando — E como você pode ter tanta certeza assim de que esse alguém é você? Pelo que eu sei, ele também tem um rolo com a Rachel.

– Eu sei que sou eu pelo simples fato de saber. O Percy me ama, só não quer admitir isso por que não acredita no amor.

– Não cansa de iludir a si mesma não?

– Você não cansa de ser puta?

Eu não pensei duas vezes antes de agir. Minha mão bateu com uma força maior do que eu esperava em seu rosto, fazendo um grande estralo que chamou a atenção de Serena. Thalia me fuzilou com o olhar.

– Some.Da.Minha.Casa — falei pausadamente — E se abrir essa sua boca podre para falar de mim novamente, não vai ser apenas um tapa.

O local do tapa estava vermelho e seus olhos, por mais que não parecesse, estavam lacrimejando. Ela iria chorar.

– Você me paga, Chase — ela falou com a voz controlada, era notável. Logo depois saiu andando rapidamente para fora do meu quarto.

– Pode ir atrás dela se quiser, Serena — dei ombros, encarando o lado de fora da sacada. Percy tinha visto tudo.

– Não vou apoiar ela, mas você não devia ter batido também — ela falou se levantando da minha cama — Até amanhã, Annie.

– Tchau, Serena — dei de ombros. Ela fechou a porta com último baque surdo enquanto eu caminhava para o closet, o outono chegou e junto com ele veio o frio... É nessas horas que quero minha única e melhor amiga comigo.

Eu demorei muito dentro do banheiro e quando sai já de pijama, encontrei minha mãe olhando para o meu mural de fotos. Ela me encarou quando bati a porta do banheiro.

– Só vim avisar que vou sair com Poseidon...

– Não precisa me dar satisfação de nada mãe, a vida é sua — me sentei na cama, escovando meus fios dourados.

– Okay — ela falou desconfiada. Bufei — Thalia foi embora chorando... Por que?

– Dei um tapa na cara dela — falei indiferente. Minha mãe arregalou os olhos — Ela me chamou de puta, foi um tapa merecido. Nada a mais.

– Se eu não tivesse que sair agora, teria uma conversa muito séria com você...

– Mas você tem que sair não é? Então melhor ir logo, homem detesta esperar — revirei os olhos. Minha mãe bufou, mas saiu.

Eu tinha plena consciência de que isso iria ser resolvido mais tarde, porém não queria me preocupar muito com isso. Os castigos de Atena nunca foram rigorosos e acho que esse também não será, o motivo é bobo demais.

Pensei em ligar para Silena, porém estava meio complicado para ela já que suas noites eram reservadas para suas buscas de ex-namoradas do seu pai no ano em que ela nasceu. Segundo ela, as coisas estavam bem complicadas, algumas das namoradas tinham morrido e outras eram atrizes famosas que não tiveram filhos naquela época e também eram as principais manchetes de revista. O pai dela era um verdadeiro galinha.

– Seus olhos escurecem quando fica pensativa — Percy falou parado na porta da sacada. Ele tinha um sorriso malicioso e seus olhos verdes estavam quase da cor de esmeraldas.

– Pulou a sacada?

– Pulei — ele deu ombros, se aproximando de mim — É apenas meio metro de distância.

– E quinze de altura — arregalei os olhos. Ele bufou — Veio brigar comigo por causa do tapa na Thalia?

Ele me encarou por alguns segundos, que pareceram passar lentamente, depois balançou a cabeça e deu um sorriso mínimo.

Eu podia passar o resto da noite encarando seus olhos.

– Não ligo para a Thalia, para ser sincero — ele deu de ombros — Eu só espero que ela não faça nenhuma loucura... Ela sempre foi meio instável, mas seu pai nunca aceitou isso pelo simples dela ser muito mimada.

– É notável — revirei os olhos — Ela tem sérios problemas.

Ele não concordou, mas também não discordou. Me virei um pouco mais para ele e passei as pontas dos meus dedos na sua linha do maxilar, sua barba começava a crescer. Ele apoiou suas duas mãos na minha cintura e me puxou para mais perto, por causa do fino tecido da minha camisola pude sentir que sua mão estava gelada.

Fechei meus olhos e me deixei levar. Seus lábios — também gélidos — tocaram os meus e a típica batalha, na qual eu ainda não havia me acostumado, começou e foi impossível me controlar.

Soltei um suspiro quando seus lábios desceram para o meu pescoço, onde ele mordiscou; chupou e beijou. Suas mãos começaram a acariciar as laterais do meu corpo até chegaram os meus seios e depois até meus ombros, suas mãos não exitaram em abaixar as finas alças e eu também não me importei.

– O que aconteceria se sua avó descobrisse que transou com a Thalia? — murmurei, essa pergunta ecoava na minha cabeça.

– Acho que ela me obrigaria a casar com ela agora — ele falou me encarando. Concordei com a cabeça e deixei com que ele me puxasse para o colo dele, minhas pernas ficaram completamente nuas quando abracei seu quadril com elas. — Se isso acontecesse, iria querer você como amante.

Não respondi, ataquei seus lábios enquanto levava as minhas mãos para a barra da sua camiseta, ele correspondeu o beijo com voracidade e urgência. Só soltei eles para retirar sua camiseta por completo, depois que a joguei em algum canto do meu quarto o ataquei de novo.

– Annie, as portas — ele falou quando o som da campainha ficou insistente. Me levantei bufando e bati a porta do quarto com força, depois caminhei até a porta da sacada e a batida com a mesma força, o som diminui, mas não parou.

O moreno soltou uma risada quando me sentei no seu colo de novo, empurrei seus ombros até ele estar deitado na minha cama.

Ataquei seus lábios e depois o mordi com força, fazendo um gemido rouco escapar da sua garganta. Ele apertou minha cintura e nos virou na cama, enquanto ele se divertia em deixar minha pele marcada por mordidas e chupões, me contentei em abrir sua calça.

– Porra, Jackson! Para que tanta roupa? — vociferei sentindo seu dente ser cravado na pele do meu ombro. Ele riu e se levantou, retirou a calça e depois puxou meu pé para a ponta da cama. Me sentei e o deixei me pegar no colo, depois abracei sua cintura com minhas pernas e o seu pescoço com meus braços — Assim fica muito melhor.

– Você ainda está completamente vestida — ele falou colocando a mão por baixo do tecido fino da camisola preta que eu usava. Soltei minhas pernas e senti meus pés tocarem o chão gelado, ele tirou minha camisola no mesmo segundo — Assim fica bem melhor.

Ri e o puxei para perto de mim, em vez de me beijar, ele me jogou na cama e se deitou por cima de mim, massageando meus seios enquanto trilhava beijos do meu pescoço até a minha boca.

Suas mãos voltaram a acariciar as laterais do meu corpo, até chegar a minha calcinha e arrancá-la rapidamente, não protestei, estava ocupada demais apertando sua bunda. Também tirei sua cueca e em seguida ele me penetrou lentamente. Um gemido longo saiu da minha garganta.

Ele me beijou novamente, aumentando seus movimentos e dando estocadas mais forte. Gemi contra seus lábios e unhei suas co.stas largas, deixando minha unha cravar em sua pele pálida.

Ele gemeu e mordeu meu lábio logo em seguida, começando a descer os beijos pelo meu pescoço; colo e depositando um singelo beijo no vale entre meus seios. Nossos olhos se encontraram e eu sorri sentindo suas estocadas lentas, porém fortes.

Era verde no cinza, e cinza no verde.

Apertei seus braços sentindo as esticadas ficarem mais rápidas, foi impossível controlar o alto gemido que saiu da minha garganta, pelo simples fato que era impossível de se controlar perto dele. A campainha voltou a tocar feito louca, porém nenhum de nós dois se importou, era nossa bolha particular.

– Percy... — gemi e ele soltou um riso fraco. Tomei seus lábios para mim, afim de controlar outro gemido.

Ambos estávamos suados, eu tinha a consciência de que meu cabelo estava muito bagunçado e que a minha cara não estava a das melhores, mas não me importava com isso, eu estava com ele de novo.

Meu interior se contraiu e suas estocadas aumentaram o ritmo, eu já tinha passado por isso com ele uma vez, não foi mais três que três estocadas para que eu atingisse meu ápice, ele deu mais algumas e seu líquido jorrou para dentro de mim. Ele se jogou do meu lado, ofegante.

Ficamos em silêncio por longos minutos, apenas o som da nossa respiração acelerada era emitida pelo quarto. Encarei meu lustre e contei minhas respirações, fazendo meu coração desacelerar depois de algum tempo, a campainha tinha parado a alguns minutos.

– Quem será que era? — virei meu rosto para ele. Ele me encarava com um sorriso bobo.

– Sei lá — ele me puxou para o peito dele, depois jogou a coberta dobre nos dois — Quem sabe um dia descobrimos.

– E se fosse importante?

– Não ligou para isso antes — ele deu ombros. Me aconcheguei melhor no seu peito e comecei a fazer desenhos desconexos com a ponta do dedo.

– Eu e você era mais importante — dei um sorriso, levantando meus olhos para ele.

– Era?

– Bem, não temos nada fixo e eu realmente não sei se teremos algo a mais que sexo...

– Namora comigo?

– Oi?

– Namora comigo?! — ele repitiu e eu coração falhou. Ele, que não acreditava no amor e que me conhecia a menos de dois meses, estava me pedindo em namoro após temos feito amor.

– Não... Não, Percy — me sentei, puxando o edredom para cobrir meus seios — Eu sei como isso acaba.

– Como?

– Comigo machucada! Já parou para pensar no que pode acontecer se o nosso plano que ainda não existe não dá certo? Eu vou me apaixonar por você e você vai casar com ela! Quem vai sair machucada nessa história sou eu, por que você não acredita no amor...

– Me faz acreditar então — ele pediu. Cometi o erro de olhar nos seus olhos e ver a sinceridade ali... Ainda era cedo, eu sabia muito bem disso, todavia, era só números, eu mais que ninguém sabia disso. Porém, eu era capaz de fazê-lo acreditar? Acho que eu tinha que tentar.

Encarei seus olhos verdes novamente, eles ainda mantiam a sinceridade ali, a cor era um verde musgo escuro e, talvez, esperançoso.

– Tudo bem — sorri. Ele sorriu e se aproximou de mim, beijou meus lábios com carinho e compaixão, eu acho, e depois, encostou nossas testas.

– Obrigado — ele falou e eu lhe dei um selinho longo.

– O que acha de um banho?

Notas finais
Ai meus deuses! Afrodite que me abane, por que né? Esse capítulo está tão awn ♥ Me apaixonei por ele *--* Só que, estou me desapaixonando por você u-u CADE MEUS COMENTÁRIOS? Poxa, isso faz falta no dia-a-dia :( Estou pensando em fazer aquilo que falei a alguns capítulos atras, de começar a postar a cada quinze dias... O que acham hein? Byebye ♥