Unconditionally
13 Troublemaker
You're so dangerous, yes you've got me in your clutch. So ridiculous, seems like I can't get enough. Caught up in your web, how'd I get in such a mess?
Duas coisas que eu gostaria de entender na Silena: a primeira é como que ela consegue ser linda até apavorada e descabela. A segunda é como ela consegue me deixar completamente confusa.
– Você é completamente maluca!
– Não ligo, eu detesto aquela loira cheia de plástica e silicone!– ela disse jogando as mãos para o alto — Promete que vai falar com a sua mãe?
– Claro... O que eu não faço por você? — arqueei a sobrancelha. Ela revirou os olhos.
– Ótimo, eu tenho dever de casa para fazer– ela acenou e a tela ficou preta. Bufei e fechei a tela do Mac.
A chuva finalmente tinha dado um tempo hoje, depois de uma semana inteira de raios e trovões por todo lado, hoje o sol apareceu entre as densas nuvens e deu um pouco de calor a Nova Iorque. Em pleno domingo minha mãe resolve me proibir de sair de casa.
Eu passei a tarde toda andando para cima e para baixo, descendo e subindo a escada, mudando os canais freneticamente e tediosamente, sem absolutamente nada para fazer até a Silena me ligar e contar sua ideia maluca.
Me levantei calmamente da minha cama e desci as escadas com mais pressa do que deveria. Não me importava se a minha mãe ia ouvir ou não, eu era adolescente, é completamente normal eu fugir de casa, meu namorado faz isso a todo momento e eu estou seguindo o exemplo.
– Annabeth? — minha mãe chamou, saindo do corredor. Merda — Aonde você vai?
– Na garagem... Eu acho que esqueci aquela minha jaqueta azul de couro sabe? Eu estava procurando ela por todo lado e não a encontrava, ai me lembrei que usei ela ontem de noite — menti, porém ela pareceu acreditar.
– Só não tente quebrar a escada da próxima vez que esquecer alguma coisa no seu carro — ela deu ombros, depois acabou refazendo o caminho até seu escritório e eu meu para a luz do dia. Acho que deveria ter ficado quietinha no meu quarto assistindo todas as temporadas de The Vampire Diaries novamente.
Me virei rapidamente e comecei a caminhar para a garagem em passos "tranquilos", não é todo dia que se encontra Réia, Zeus e Thalia te encarando do outros lado da rua. E é pior ainda quando eles começam a caminhar até você.
Abri o portão da garagem no mesmo momento que tirei o celular do bolso, e o fechei logo em seguida para não ter que olhar para a cara furiosa deles. Minha ligação para o Percy foi curta, porém simples.
– Pula a minha sacada agora! Eu acho que a Thalia abriu a boca sobre o tapa.
– Estou indo– sua voz soou rouca, porém desesperada.
Abri a porta que da no lado de dentro da casa e subi correndo as escadas, ouvindo a minha mãe gritar meu nome, me repreendendo. Não me importei, pisei no corredor e me virei rapidamente para o lado direito, batendo a porta branca assim que entrei no quarto e ouvindo outro grito da minha mãe, ou eu me controlava, ou eu me controlava ainda mais.
Para a minha sorte, Percy já estava ali.
– Falou com ela?
– Não... Só que não é muita conhecidencia ela estar junto com o pai e com a sua avó e ainda por cima caminhando na minha direção com um olhar mortal? — falei, fazendo uma longa pausa para colocar minha respiração no lugar.
– É, ela abriu a maldita boca dela — ele falou me encarando como se eu pudesse fazer alguma coisa. — Meu pai esta aqui?
– Eu não sei... Eu passei o dia todo dentro desse quarto — suspirei — O que eles vão fazer?
– Acho que ela me viu pular a sacada, Thalia estava olhando para o meu quarto quando fui pular a sacada...
– E pulou mesmo assim?
– Ela se virou para falar com o pai, eu pulei e corri para cá — ele falou e, se o desespero não fosse grande, eu teria rido da cena. Não é todo dia que se vê um garoto fugir de uma garota, ainda mais se esse garoto for o Percy.
Me sentei ao seu lado no mesmo segundo que a campainha tocou, apertei sua mão sabendo do que viria depois que a minha mãe abrisse a porta: o fim do que mal teve um começo.
– Eu vou descer com você!
– Eu sou a culpada disso.
– Ela só está fazendo isso, por minha causa.
Me aproximei do seu rosto e toquei nossos lábios com calma, ouvindo o barulho dos saltos da minha mãe na escada de vidro. Três... Dois... Um.
– Annabeth...
– Já estou descendo — apertei mais dos dedos do Percy, sabendo que ele mal sentia.
Ela saiu, porém deixou a porta aberta sem perguntar o por que da presença do Percy no meu quarto. Na mente dela, eu tinha certeza que ela estava aliviada por ter chegado a tempo de impedir qualquer coisa que fossem adiante daquele selar de lábios.
Percy levantou e me isentivou a levantar também, relutante eu me levantei e caminhei até o andar de baixo, não soltei do sua mão em momento nenhum. Podia ser o fim do nosso relacionamento, Thalia era esperta o suficiente para falar qualquer coisa que fizesse Réia obrigar Percy a casar com ela no dia seguinte.
– Você por acaso sabe o que a sua filha fez para merecer o tapa?
– Sei e acho que isso não seja motivo para que a sua batesse nela, já que, como sempre, uma Olympic foi mal educada — Zeus falou quando eu estava prestes a me virar para descer o outro lance de escadas, parei Percy para escutar — De novo, Atena, é alguém da sua família colocando a desordem na minha!
– Abaixa o seu tom com ela, Zeus — Posêidon falou. Eu e Percy nos encaramos no mesmo segundo — Isso já deu não é? Estamos no século vinte e um.
– Não começa, Posêidon! Você já sabe aonde isso vai dar.
– O que vai fazer? Me matar como matou o meu pai? Vai me envenenar com envenenou o seu marido e o fez mentir para o meu filho? É isso o que vai fazer, Réia? Eu sempre soube que você queria Zeus no comando da Olympus Buildings e não a mim, que quando o saiu o testamento do papai você ficou puta da vida por que ele deixou a empresa toda para o Percy! — Posêidon falou tudo em um tom estável, porém a raiva era visível em seu voz. Olhei para o moreno ao meu lado, ele estava em choque, com os olhos perdidos no nada. — Você só quer que a Thalia case com o Percy, para ela fazer com ele o mesmo que você fez com o meu pai, assim ela faz daquela empresa o que Zeus queria fazer desde o início, porém eu sou o mais velho e assumi a empresa primeiro, assim como ou MEU filho vai fazer e não existe nenhum papel que o obrigue a se casar com a sua filha!
Mordi meu lábio e encarei o moreno de novo, ele puxou meu braço e me fez sentar no degraus. Não sei se foi por sorte, mas o baque foi surdo.
Abri a pouca para falar algo, porém Percy tampou a mesma com uma mão e com a outra, fez sinal de silêncio.
– Não existe papel, Posêidon, mas existe um acordo a anos!
– Hades quebrou o acordo e continua com a empresa, já que esse acordo só existe para a empresa não sair da família...
– NÃO IMPORTA POR QUE O ACORDO EXISTE! O Percy vai se casar com a Thalia e isso vai ser o mais rápido possível, não vamos mais esperar ela fazer vinte...
– Ele não vai se casar com ela, ele não quer e eu também não quero — Posêidon falou. Prendi o sorriso que queria escapar de mim — Se eu fosse obrigado a obrigar ele a casar com alguém, esse alguém não seria a Thalia.
Me levantei, ignorando olhar raivoso do Percy e desci o último lance de escadas rapidamente, fazendo um alto barulho com os meus sapatos e recebendo outro olhar apreensivo da minha mãe.
– Cadê o Percy? — ela perguntou e eu apontei com a cabeça para a escada.
– Está descendo.
– Viu? Eu avisei que ele pulou a sacada dela!
– Claro que pulei — Percy apareceu, aparentando estar calmo.
Ele parou ao meu lado e eu encarei seus olhos. Demônios... Agora eles pareciam estar visíveis, já que seus olhos esmeraldinos estavam tão escuros quanto um mar revolto em uma tempestade e com um brilho sombrio no canto de ambas as íris.
Encarei Thalia e seus olhos congelantes. A raiva era visível neles, fazendo com que o gelo fosse cortado por raios eletrizantes e assustadores com a maquiagem marcada. Eu não tinha medo dela, mas sim do seu olhar mortal e revelativo, aquele tipo de olhar que transmite uma só coisa: que ela era capaz de absolutamente tudo.
– Qual o motivo dessa festa na minha casa? — arqueei a sobrancelha, desviando meu olhar do de Thalia e o voltando para as outras pessoas daqui. O olhar penetrante de Réia quase me fez encolher.
– Você me deu um tapa sem motivo nenhum!
– Claro, por que eu sou louca não é? — fiz questão de deixar a ironia transparecer na minha voz — Qual é, Thalia? Você deveria aprender a resolver seus problemas sozinha e não sair correndo para contar ao papai... Afinal, você tem dezessete ou sete?
– Olha o jeito que você fala com a minha filha!
– Olha o jeito que você fala com a minha filha, Zeus! A errada aqui é a sua.
– Você não soube dar educação a sua filha e a culpa é da minha? Olha só para sua, permite que um garoto pule a sacada dela! A minha nunca que fez isso, fora que eu já a vi fumando maconha!
– Por acaso já olhou a terceira gaveta da escrivaninha Thalia? Aquela que vive trancada? Sabe o que tem lá dentro? Um estoque de maconha, crack e cocaína... É eu sabia que você nem sonhava com isso, como também não sabe do aborto dela no início do verão e que aquela vez que ela foi dormir na casa da Bianca, foi na verdade para passar a noite com o Nico — Percy contou tudo na maior tranquilidade — Também tem a vez em que ela transou com a Clarisse, um dia antes dela se mudar... A Thalia pode ser tudo, menos a pessoa mais correta do mundo.
– Pai, ele está mentindo!
– Você que está mentindo, Thalia, é só olhar para suas mãos, elas tremem — falei e não só o olhar dela, mas o de todos, caíram nas mãos da mesma — Viu? Elas não estariam tremendo se isso fosse mentira.
Eu queria que isso acabasse, porém era visível nos olhos dela que era apenas do começo e, foi nesse momento que eu soube que a minha vida não seria mais a mesma. O olhar carnal que ela lançou para Percy deixou tudo claro.
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