Unconditionally
39 Not About Angels
How unfair it's just our luck. Found something real. That's out of touch. But if you'd search the whole wide world. Would you dare to let it go? 'Cause what about angels. They will come, they will go.
Soltei o coque do meu cabelo enquanto descia as escadas, usando apenas um short cintura alta e um cropped azul bebê, com meu par de tênis preto e os meus colares e a pulseira do Justin.
– Vou dar uma volta na costa da praia... Aproveitem para transarem enquanto estou fora, não quero ouvir gemidos durante a noite — disse pegando a minha bolsa e caminhando em direção a porta do chalé. Lana e Silena ficaram tão vermelhas quanto um tomate, então dei uma piscadela para os meninos e sai.
Peguei meus óculos escuros e coloquei, para que o sol não prejudicasse a minha vista frágil e caminhei até o pier bem movimentado.
Demorou para que eu me tocasse que foi aqui onde gravou e se passou A Última Música, um filme bonito, porém bem trágico. Talvez eu tivesse a esperança de encontrar algo realmente bonito aqui, além da vista, é claro.
Desci as escadas em direção a areia e comecei a caminhar pela orla, ouvindo as ondas pequenas quebrarem na areia e o cheiro de maresia inundar meu olfato, me lembrava ele, mas teria que enfrentar isso de cabeça erguida, não poderia evitar para sempre tudo que me lembrasse ele.
O mar estava tão claro quanto o céu, deixando o clima quente e a brisa fresca, diferente de Moutauk, que a essa hora estaria ventando de maneira gélida. Continuei caminhando sem destino, me distanciando cada vez mais do chalé, mas não pensava na possibilidade de me perder aqui.
Me perder em Tybee Island, essa seria boa, pois é um lugar desconhecido e eu sou uma turista aqui. Poderia ligar para o Nico, ou para as meninas, mas não saberia dizer onde estava, então seria de certa maneira bem cômico.
Sai dos meus denaveios por conta de assovios, então virei meu rosto para a direção de onde o som vinha e vi dois garotos. Um deles com a pele tão bronzeada quanto a minha era quando morava na Califórnia, o outro também tinha a pele bronzeada, mas não ao estremo.
Dei costas e continuei a andar, vendo que estava chegando ao fim da orla, perto de grandes rochas com fendas enormes. Estava presa, ou entrava ali e esperava eles me estuprarem, ou ia na direção deles.
– Ei, gatinha — um deles ronronou no meu ouvido, me causando arrepios — Como se chama, hein?
– Ou se afasta ou eu grito.
– Quem vai te ouvir? — o outro gargalhou. Percebi que era meio deserto aonde eu estava. — Vamos, diga seu nome... Hm, tem sotaque diferente e a pele bem pálida... Você é doente? Esse pálido é doentio.
– Por que isso interessa a você? Talvez eu tenha HIV — dei ombros, olhando para o mar claro.
– Aids... Não, não parece ser o seu tipo — o bronzeado mais escuro falou.
– Existe tipo para ter aids? — arqueei minha sobrancelha — Sou de Nova Iorque.
Eles se olharam e depois olharam para mim, com uma expressão confusa. Já estava cansada de expressões confusas, parecia que algo estava passando escondido por mim.
– Por acaso não é a Annabeth Chase, é?
– Sou — sorri sinicamente — Por que?
– Nícolas di Angelo... Ele nos procurou a algum tempo para fazer um serviço para ele e o seu nome foi citado — um deles falou, tirando o celular do bolso e procurando algo nele. Até que me estendeu o celular — Sabe quem é esse garoto?
É lógico que eu sei. A foto era minha com o Percy, uma das muitas fotos que nós dois tínhamos juntos. Essa foto dava para ver nosso rosto perfeitamente, ele tinha suas mãos nas minhas costas e eu abraçava sua cintura olhando para frente, ambos com um sorriso enorme e olhos brilhando.
– Conheço, ele é meu ex namorado — soltei um suspiro pesado — Morreu a três meses atrás.
– É triste ver que você realmente acredita que estou morto, Ann — meu mundo parou de girar, o ar sumiu dos meus pulmões e eu não acreditava no meus olhos viam. — Travis, Connor.
– Fala, Jackson — um dos gêmeos falou dando um tapinha no ombro do Percy, ainda não acreditava que ele estava ali. A dois dias eu foi até o seu túmulo e...
– O que acha de deixar eu conversar com a Annabeth a sós? — Percy falou para os gêmeos, que me olharam preocupados e depois saíram andando.
Examinei a pessoa a minha frente. A pele bronzeada, os fios escuros e bagunçados caindo sobre a testa, os lábios naturalmente vermelhos e os olhos esmeraldinos... Os demônios ali.
Ergui meu óculos e o deixei pousado na minha cabeça, piscando várias vezes até a minha visão se acostumar com a claridade e com ele. Meses sofrendo, chorando, gritando e sentindo a falta dele... Mas ele estava vivo o tempo todo, ele havia mentido para mim.
Dei dois passos para trás, balançando a minha cabeça freneticamente, eu estava ficando maluca. Percy estava morto, Clair havia dito com todas as letras que tinha matado ele, era loucura eu imaginar ele vivo e em Tybee Island, na Geórgia.
– Annie, espera, aonde você vai?
– Não, você está morto, eu estou imaginando coisas, estou ouvindo coisas, estou ficando louca — cobri meus ouvidos com as mãos, apertando meus olhos com força e andando para trás.
Ele estava morto, iria contar até dez e abrir meus olhos, tudo o que iria ver era as criancinhas brincando na areia.
Respirei fundo e contei até dez, um número para cada jato de ar que entrava nos meus pulmões. Até que suas mãos tocaram meus ombro e me puxaram para um abraço, me envolvendo da mesma maneira de sempre e deixando meu ouvido rente ao seu coração, que batia rapidamente... Ele batia.
– Você deveria estar morto — murmurei ouvindo as batidas frenéticas do seu coração. O seu coração batia, rapidamente e ritmamente. — Clair tinha matado você, junto com o Luke...
– Ela mandou Luke me matar, mas ele não fez isso — ele apoiou o queixo na minha cabeça, me apertando mais a ele — Como eu senti a sua falta, Annie, você não tem noção de como eu senti a falta de você nos meus braços... Falando nisso, eu não tive a chance de dizer, mas... Eu te amo tanto, te amo demais, incondicionalmente.
As lágrimas caíram ao ouvir isso dos seus lábios, a sua voz rouca dizer isso lindamente. Uma coisa era ler várias vezes a mesma carta, a outra ouvir dos seus lábios essas três palavrinhas e ouvir a nossa palavra.
– Eu também te amo, Percy, incondicionalmente! — abracei seu pescoço, afundo meu rosto na sua curvatura e sentindo o seu cheiro. Ele não estava usando o perfume amadeirado de sempre, mas seu cheiro ainda era bom, ainda era hipnótico.
Ele me fez olhá-lo, então me beijou. Oh meu Deus! Nossos lábios se tocando, sua língua invadindo a minha boca e explorando cada canto da mesma, nossas bocas se encaixando como se tivessem sido desenhadas uma para a outras, nossas línguas batalhando uma com a outra.
Eu sentia tanta falta disso. Tanta coisa mudou nos últimos meses, mas o beijo dele ainda era o mesmo, ainda me levava a Lua, seu toque ainda deixava minha pele formigando e isso era o suficiente.
Aprofundei mais o beijo, ficando na ponta do pé para isso, então ele agarrou as minhas coxas e me levantou no ar. Abracei seu quadril com as minhas pernas e enfiei meus dedos nos seus fios macios e sedosos, sentindo uma de suas mãos na minha nuca e a outra na minha cintura, me apertando mais ainda a ele.
Infelizmente nossos ar acabou e fomos obrigados a separar nossos lábios, em pequenos selinhos e mordidas. Então eu encarei ele, deixei minhas mãos acariciaram seu rosto e seus lábios inchados.... Era ele mesmo.
– Você está vivo! — exclamei ofegante, sorrindo. Ele concordou com a cabeça, também sorrindo para mim, com as suas mãos na minha cintura.
– É, estou — ele falou acariciando a minha pele exposta. Ofeguei ainda passando meus dedos pelo seus lábios vermelhos.
Abracei ele, sentindo seu cheiro maravilhoso novamente para guardá-lo para mim, para que eu nunca mais esquecesse. Era maravilhoso e ao mesmo tempo maluco, se ele não estava morto, quem é que estava?
– Você me deve explicações — me afastei dele, bruscamente. Encarei seu rosto terno e calmo, com seus demônios também calmos.
– Eu sei — ele disse me colocando no chão. Encarei ele enquanto sua mão descia pelo meu braço e parava na minha mão, entrelaçando nossos dedos e me puxando em direção ao pier. Fui de boa vontade. — Moro aqui perto, não tão perto do chalé do Nico, mas é na costa também.
– Seu pai sabe? Digo, que você está vivo e que está aqui.
– Sim, ele sabe — Percy disse me puxando para para perto, enquanto nos aproximavamos de uma casa relativamente grande. A casa era de mármore, o que a fazia ser bem fresca, para calor que fazia aqui. — Ele que comprou a casa aqui, e me manda dinheiro toda semana... Sua mãe e o Nico também sabem.
– Por que eu não sabia?
– Porque você não podia saber até a Clair e o Luke estarem presos, e a Thalia estar em uma clínica psiquiatra — ele falou abrindo a porta e me deixando entrar, de fato, a casa era fresca e muito bem decorada. Tinha dedo da minha mãe aqui, sem dúvida alguma. — A casa é dos nossos pais, é um presente de casamento para a Atena, por isso a decoração tão a cara dela... Mas quando disse que estava perto, ela me obrigou a ficar aqui.
– Faz o tipo dela — falei me sentando no sofá. Esperando ele se sentar ao meu lado e me abraçar novamente. — Mas a minha mãe não é muito fã da Geórgia.
– Eu sei, por isso ela me obrigou a ficar aqui — ele disse se setando ao meu lado e me puxando para seu peito. Me aconcheguei ali e fiquei brincando com seus dedos. — Clair queria me ver morto, então mandou Luke ir atrás de mim... Nem cheguei a chegar na cabana da minha mãe novamente, Luke me parou na metade do caminho e me falou a verdade.
"Ele estava louco, literalmente, disse que se ele não me matasse, a Clair mataria você, mas ele não queria me matar, disse que estava estava cansado de fazer os trabalhos sujos da Clair. Então ele me deu duas opções: Eu trocava de carro com ele e fugia para qualquer lugar fora de New York, me fingiria de morto. Ou então eu iria ter que suportar a dor de perder você... Entre me fazer de morto e te perder por minha causa, eu me fingi de morto."
– Você não pensou em mim? Na dor que eu iria sentir e senti? — olhei para ele, com os olhos cheios d'água.
– Pensei, Annie, mas eu já havia te causado danos demais e a sua morte seria pior para a sua mãe... Não iria ser de mentira, Clair estava disposta a te matar, não mandaria alguém, ela mesma faria o trabalho — ele disse rouco, com algumas lágrimas caindo nas suas bochechas. Era a primeira vez que o via chorar. — Eu fugi, Luke colocou o corpo de alguém já morto no meu carro e afundou ele no Rio, então ele voltou para a Clair e foram questões de horas até que encontrassem o meu carro e um cadáver.
"Luke disse que a pessoa morta la dentro tinha o mesmo porte físico que o meu, mas estava com o rosto danificado demais por causa da briga. Não sei quem ele matou para colocar no meu lugar, mas isso funcionou com a Clair.
Liguei para o meu pai e pedi para ele contar apenas para Nico e para a Atena a verdade, então como estava perto da Geórgia, sua mãe me obrigou a vir para cá, no dia seguinte meu pai apareceu com as chaves, uma mala de roupas novas e uma porção de dinheiro, dizendo que mandaria mais toda a semana, se precisasse.
Pedi para ele não deixar transparecer nada para você, quanto mais você acreditasse que eu estava morto, seria melhor. Eu sabia de tudo, sabia que entrou em estado depressivo e que estava se drogando, sabia que você havia sido expulsa das mundias de tênis e proibida de jogar por causa do alto nível de drogas no seu organismo...
Quando seu aniversário chegou eu quis te ligar, mas não podia, então sua mãe me contou que você tinha decidido sair com seu amigo e eu só pude concordar, não podia ir atrás de você e tinha que deixar viver, a ideia inicial era nunca mais te ver.
Nico me contou da sua vontade de mudança e do sequestro, de como você havia sido esperta ao deixar o celular ligado para ele rastrear a ligação enquanto descobria tudo... Quase toda a verdade da Clair e do Luke, e é claro da Thalia."
– Ele me amava... Tudo o que eu fiz foi ficar longe dela e a odiar, quando ela só queria ser minha amiga — falei mordendo meu lábio, entrelaçando nossos dedos novamente. — Clair manipulava ela, Luke havia trocado seus remédios...
– Eu sei — ele suspirou pesadamente, então deu um beijo da minha cabeça e continuou — Quando Nico me contou que eles estavam presos que que ficariam assim por longos anos, decidi que era hora de voltar. Mas não podia simplesmente aparecer em NYC, sem mais nem menos, então fiz ele te trazer para cá.
"Eu sei que ele queria que você trouxesse o Justin, mas ele também sabia que você iria negar isso até o fim. Então você não trouxe ele e, hoje pela manhã, ele me contou que vocês havia chegado de madrugada... Pedi para ele contar ao resto do pessoal e me avisar quando você saísse, coloquei Travis e Connor na sua cola e quando você veio na minha direção, apareci. "
– Como um anjo — me virei para ele, dando um rápido selinho e depois me ajeitando mais no seu colo. — Obrigada por inflar ainda mais meu ego.
– Não à de quer — ele deu uma piscadela. Foi a gota d'água para mim, eu sentia falta dele, eu não sentia apenas falta dele, sentia falta de tudo nele.
Me sentei e puxei a gola da sua camisa, roubando seus lábios para mim e o beijando. Ele correspondeu de imediato, me inclinando para trás até eu estar completamente deitada, com as mãos na barra da sua blusa e a puxando para cima.
Por segundos nossos lábios se separaram, apenas para que eu tirasse a sua blusa e pudesse ter a visão rápida do seu abdômen definido. Mordi seu lábio e o puxei para outro beijo, unhando toda extensão das suas costas, o puxando para mais perto de mim.
Ele abriu o zíper do meu cropped, que era na frente e o jogou para longe, enquanto descia seus lábios para o meu pescoço. Não me importava de ficar com marcas roxas ali, então deixei ele morder e chupar meu pescoço a vontade, queria que seus lábios beijassem todo lugar possível do meu corpo. A saudade era grande demais, era simplesmente terrível pensar em ter que me separar dele novamente, nem que fosse por segundos.
– Nunca mais fique longe de mim — falei fazendo ele me olhar.
– Não seria louco de repetir o mesmo erro duas vezes.
– Ótimo — falei puxando para mim, roubando seus lábios novamente, enquanto tirava meus tênis com o pé mesmo. Passei as mãos pelo seu abdômen e parei no cós da sua bermuda, onde abri e lutei para tirá-la.
Seus beijos desceram novamente para o meu pescoço, para a minha clavícula e para o vale dos meus seios, ele depositou um beijo ali e então abocanhou um dos meus seios, massageando o outro com a mão, sem apertar forte demais ou fraco demais.
Gemi quando ele soltou um mamilo e foi para o outro, lutando para retirar o meu próprio short para me ver livre de qualquer roupa pesada. Mordi meu lábio para não gritar quando ele mordeu meu mamilo, mas um ruído estranho saiu da minha garganta.
– Eu te amo, Annabeth — ele disse puxando meu lábios e depois me beijando.
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