Unconditionally
40 Unconditionally

Come just as you are to me. Don't need apologies. Know that you bad days with your good. Walk through this storm, I would. I'd do it all because I love you. I love you.
– Da última vez que me fez uma surpresa...
– Nos tivemos uma noite maravilhosa.
– Eu iria dizer que te perdi no dia seguinte.
– Isso não irá acontecer novamente.
– Como sabe?
– Sabendo.
Bufei, cega pela venda negra que ele havia colocado em mim, sem saber onde pisava ou onde estava e muito curiosa. Mas as mãos de Percy firmes em meus ombros me guiando por sei lá onde já me deixava um pouco mais confortável e tranquila, mas bem pouco.
– Você bem que podia usar menos essa pulseira que o Justin te deu — ele murmurou, me parando e dando alguns passos, depois voltando e me pegando no colo. Um grito de surpresa escapou dos meus lábios. — Nada de tirar a venda, ainda.
– Eu já estou com isso a horas! — resmunguei morrendo de cansaço. A última coisa que me lembro e de estar entrando no carro do Posêidon.
– Percy, seja gentil com ela — minha mãe disse, dócil.
Ele não respondeu, mais podia ouvir o ressonar do Declan ao meu lado e sentia que estávamos nos movendo para cima. Talvez um elevador, não sei dizer, mas tinha Percy atrás de mim e estava entre Posêidon e a minha mãe.
A única coisa que me deixava ainda mais confortável era eles estarem juntos, pois se fosse apenas o Percy, ficaria desesperada em passar sei lá quanto tempo desacordada.
Depois que entrei no carro, ele colocou a venda e depois de longos minutos, lembro de subir escadas e aceitar água. Depois disso acho que dormi.
– É, Percy, seja gentil comigo, posso te colocar para dormir no seu quarto por quanto tempo quiser. — cruzei meus braços, irritada com a demora para tirar a venda.
– Não iria fazer isso.
– Se não quer acreditar — dei de ombros, sentindo um leve solavanco e o barulho de portas de elevador se abrindo. É claro, estamos em um elevador.
Deitei minha cabeça na curvatura do pescoço do Percy e deixei ele me levar para qualquer lugar, não estava com sono, ou cansada, apenas queria saber aonde estava.
Ele caminhou por algo longo e parou, ouvi uma porta sendo aberta e depois ele voltou a andar comigo, fechando a porta com o pé. Era um abre e fecha de portas que eu já estava ficando mais irritada ainda, até ele finalmente me colocar no chão e dedilhar seus dedos pelo meus braços nus e parar no elástico da venda.
Ele exitou em tirar, mas eu pude perceber que estávamos em um lugar alto por conta da brisa e do fraco barulho de carros, o sol morno esquentava a minha pele e, mesmo sem saber aonde estava, eu adorei.
Então a venda foi tirada dos meus olhos e eu fui obrigada a apertá-los com força, por conta da claridade, então aos poucos eu o abri novamente e tive a vista mais perfeita do mundo.
– Estamos em Paris! — exclamei, cobrindo meus lábios com as mãos.
– Estamos — ele falou tranquilamente.
Me virei e abracei ele, deixando ele me erguer no ar e me apertar. Encarei ele com um sorriso radiante e o beijei, um beijo rápido, pois queria ver mais de Paris.
Me soltei do seu abraço e fui até o parapeito, olhando para baixo e vendo as pessoas andando tranquilamente e os carros passarem, depois voltei meu olhar para a Torre Eiffel novamente e soltei um suspiro feliz.
– Incrível não?
– Perfeito — sorri sentindo seus braços me abraçarem por trás. Umedeci meus lábios e pousei minha cabeça no seu peito, fechei meus olhos e deixei a brisa bater no meu rosto — Por que isso?
Ele me virou, levantou meu queixo e acariciou meus lábios, então sorriu e se aproximou de mim. Me dando um beijo rápido e trilhando mais um monte até a minha orelha.
– Aniversário de namoro — ele sussurrou tão baixo que quase não ouvi, então me encarou de novo e me beijou.
Três anos... Quem diria que já fazia três anos que estávamos juntos, sem ninguém atrapalhar e sem nada a temer. Não existia coisa melhor, ele havia terminado a faculdade e eu estava entrando no meu último ano, ele iria assumir a empresa e eu iria passar quase um ano distante dele.
Tinha confiança nele, sempre tive, mas desde que voltamos, em Tybee Island, eu tinha uma confiança mil vezes maior. No início fiquei um pouco medrosa, mas depois tudo melhorou e eu percebi que não tinha o que temer, Percy estava comigo, ele me amava e era leal a mim.
Depois de longos meses, mas precisamente no início das férias de inverno, fui até a clínica onde a Thalia estava internada e conversei com ela. Era novamente a Thalia da primeira noite que sai com todos, mas ela não estava tão animada assim.
– É o melhor presente do mundo — murmurei roçando nossos lábios e o beijando novamente. Ele era a melhor coisa que havia me acontecido, sem a menor dúvida.
– Sabe o que eu me toquei?
– Não, o que? — mordisquei seu lábio.
– Você já é de maior — ele me pegou no colo e me sentou no parapeito, se encaixando entre as minhas pernas. — Sua mãe não é mais responsável por você.
Soltei um suspiro, me apertando mais a ele. Do jeito que o Percy é lerdo, poderia me fazer cair dali a qualquer estante e eu ainda sou muito jovem para morrer.
– E dai?
– Já podemos fugir para Las Vegas e nos casar em uma capela, com um padre vestido de Elvis Presley e passar a nossa lua de mel...
– Sonhar muito faz mal, sabia? — dei una tapinhas no seu rosto, empurrando seu corpo pesado para trás e me afastando no parapeito. — Aonde estão os nossos pais?
– No quarto do fim do corredor — ele respondeu me seguindo para o quarto grande, bem decorado e fino. — Para eles é como uma segunda lua de mel.
– E o Declan?
– Ele vai ter traumas sérios se acordar durante a noite — ele riu se jogando na cama, então me encarando — Já nós dois...
Revirei meus olhos e comecei a procurar as minhas malas. Precisava de um bom banho, de comida e dos meus pés no chão, mas Percy estava disposto a não deixar eu fazer nada disso.
– Percy! Eu quero tomar banho, comer e sei lá, fazer alguma coisa — balancei meus pés no ar, começando a ficar irritada novamente.
Ele fingiu não me ouvir e me jogou na cama, tomando meus lábios para os dele, não quis corresponder, mas era ele, era impossível negar alguma coisa para ele, então desobedeci a minha consciência e correspondi o beijo, passando os braços pelo seu pescoço e unhando a sua nuca.
– Hoje temos uma reserva para dois no restaurante da torre — ele disse separando nossos lábios, mas as suas mãos procuravam a barra da minha blusa.
Ajudei ele e tirei a minha blusa, aproveitando que ele tirava a dele para tirar o meu short também. Então quando ele me encarou e encarou o meu corpo, me inclinei para frente e o beijei, ao mesmo tempo abrindo a sua calça e a puxando para baixo.
Se Percy queria ser romântico, ele estava conseguindo. Me trouxe para Paris, reservou um lugar no restaurante da Torre Eiffel e fez um pedido informal de casamento. O que viria depois?
Deixei ele me deitar na cama novamente, retirando com os meus próprios pés as minhas sandálias e apertando seus ombros, para trazê-lo para mais perto de mim, se é que isso era possível.
Ouve batidas na porta e eu deixei um muxoxo escapar dos meus lábios, por causa da interrupção e por causa dos seus lábios no meu pescoço. Empurrei seu ombro para trás e soltei um suspiro.
– Atende lá — murmurei levantando da cama e vestindo a sua camiseta, peguei as minhas roupas e as joguei para um canto qualquer. Ele arrumou a calça e foi em direção a porta.
Me sentei na cama novamente e passei os dedos pelo cabelo, então um chofer entrou com as malas e deu um aceno para mim, depositando as malas ao pé da cama e saindo logo em seguida. Percy deu algo a ele e então fechou a porta, me encarando novamente com um olhar de tigre.
– Aonde paramos mesmo? — ele arqueou as sobrancelhas, vindo na minha direção e se inclinando para frente, deixando nossos lábios a centímetros de distância.
– Na parte em que você me beija inteirinha — sorri passando as mãos no seu pescoço e o puxando para mim.
Ele correspondeu o beijo, me empurrando para o centro da cama e puxando a sua camiseta para cima. Ele me beijou novamente, procurando o fecho do sutiã com as mãos.
❤
– Hei, vou te esperar no saguão, tudo bem? — Percy perguntou colocando a cabeça para dentro do banheiro.
– Claro, já estou quase pronta, não vou demorar muito — sorri para ele, colocando uma mecha do cabelo atrás da orelha.
– Fique mais linda ainda — ele deu uma piscadela e saiu andando. Respirei fundo e encarei meu reflexo no espelho, tocando meus lábios com a ponta dos dedos, ainda sentindo o formigamento por causa dos seus beijos.
Fechei meus olhos, ainda com os dedos nos lábios, me recordando de tudo o que havia acontecido nos últimos quatro anos. Desde o momento que o vi pela primeira vez.
Como um flash, tudo foi passando rapidamente, como acontece nos filmes. Não podia negar, me mudar para NYC foi a melhor coisa que me aconteceu, conhecê-lo foi a melhor das melhores coisas que aconteceram em toda a minha vida.
Percy já não era aquele garoto machucado pelo destino que foi grosso comigo no dia da mudança, nem mais aquele rude cheio de medos e demônios, muito menos aquele super-protetor e ciumento. Percy era ele mesmo, um jovem com seus defeitos e qualidades que voltara a acreditar no amor, que tinha feito as pazes com a família e que acima de tudo, tinha feito de tudo para me proteger.
Eu o amava. Perdê-lo significaria perder a minha vida mais uma vez. Não estava disposta a viver em um mundo onde Percy Jackson — o garoto cheio de inseguranças e demônios que conheci no final do verão de quatro anos atrás — não vivesse.
Respirei fundo e voltei a minha atenção para a maleta de maquiagem, que sem dúvida alguma, havia sido feita pela Silena, então me maquiei de maneira simples, mas bonita e caminhei em direção a minha mala.
Peguei um vestido azul bebê com brilho e o coloquei, junto com um cinto fino prata. Calcei um par de saltos meia pata preto e coloquei várias pulseiras, uma gargantilha e brincos, tudo do mesmo conjunto.
Peguei uma bolsa e coloquei ali tudo o que iria precisar, então caminhei em direção a porta do quarto e sai dali, indo em direção ao elevador.
Não tinha visto a minha mãe em momento nenhum desde que entrei no carro, não estava preocupada com ela, minha mãe era madura, mas eu queria perguntar por ele por que motivo eu estava tão ansiosa e nervosa.
– Vamos, Annabeth, é só um jantar... Apenas um jantar em Paris — disse a mim mesma, vendo as portas se abrirem.
Lá estava ele, magnífico com uma calça escura, a blusa branca com decote em V e o blazer preto. Seus cabelos ainda estavam naturalmente bagunçados e os seus olhos brilhavam, me encarando.
Caminhei em sua direção com um sorriso enorme e o abracei, sentindo toda aquela ansiosidade só piorou, mas meu nevorsismo diminuiu por completo.
– Vamos? — ele perguntou me fazendo encará-lo, concordei com a cabeça e peguei a sua mão.
❤
Sempre soube que comida francesa era magnífica, mas essa era a primeira vez que provava a mesma. Sem duvida alguma, era magnífica.
– Aqui é incrível — soltei um suspiro, admirando o lugar bem romântico e perfeito, com toda a agitação de Paris abaixo de mim. O restaurante ficava no primeiro andar da Torre, era incrivelmente lindo. — Desde quando planeja isso?
– Hm... Já faz um bom tempo, acho que desde o dia dos namorados — ele sorriu acariciando minha mão. — Já te disse que está maravilhosa?
– Não, mas já disse que estava linda e perfeita — dei um sorriso gentil para ele, entrelaçando nossos dedos. — Eu amei tudo, até agora.
– Você ainda não viu quase nada, meu amor — ele falou inclinando a cabeça para o lado. O garçom apareceu com a garrafa de vinho.
– Aceitam mais vinho, Sr. e Sra. Jackson? — ele falou em um inglês puxado, com um leve sotaque.
– Claro — respondi sem tirar meus olhos do Percy.
Sr. e Sra. Jackson... Isso era surreal, não eramos casados, mas ele não sabia disso, então eu gostava de ouvir. Ele nos serviu, fez uma reverência rápida e saiu andando. Soltei meus dedos dos do Percy e peguei a taça, levando o vinho tinto até meus lábios.
Abaixei meu olhar do de Percy, imaginando o que ainda podia esperar dele para hoje... Não tinha mais nada na minha cabeça, tudo que eu imaginava seria surreal demais, porém eu confiava demais nele, qualquer coisa que ele fizesse, eu iria adorar.
– Será que você poderia me olhar, por favor? — ele pediu, gentil e eu o fiz.
Perdi meu ar ao ver a pequena caixinha de veludo vermelha em forma de coração aberta a minha frente, com um anel em ouro branco com um diamante grande no centro e outros dois menores ao seu lado, sendo seguido por mais duas predinhas menores de diamante em cada lado.
Coloquei as mãos sobre os lábios, não acreditando no que via. Olhei para ele, surpresa, e encontrei seu sorriso. Isso eu não havia imaginando nem em mil anos.
– Quando eu te conheci, achei que seria apenas mais uma... Mas você era diferente, você me deixava intrigado e irritado. É, eu te achava demasiadamente irritante. — ele falou tranquilamente — Mas então eu quebrei essa barreira que você tinha construído entre nós dois, vi o quão diferente você era das outras garotas, e não acreditei em mim mesmo em nenhum momento.
"Mas então você cedeu, eu cedi, e deu no que deu. Você descobriu meus demônios e nem mesmo assim desistiu de mim, quando eu mesmo já havia desistido a anos.
Vi o tão quão dedicada você era no que te propunham, quando pedi para me ensinar a amar, você fez isso a sua maneira, sem você mesma se tocar... Cheguei a duvidar em alguns momentos de nós dois, mas sempre que via você me encarando, encontrava seus olhos cinzentos me encarando com um brilho diferente, me lembrava de como você me deixava irritado e de como eu gostava que isso acontecesse.
Passamos por altos e baixos, enfrentamos loucos e psicóticos, nos afastamos e voltamos. Eu te perdi por longos meses, te causei um estrago tão grande que ainda me culpo as vezes, mas então eu te olho e vejo que você não é a Annabeth Chase que conheci, não é mais aquela adolescente que acreditava que os livros eram a única solução dos seus problemas.
A Annabeth que eu conheço hoje é forte, corre atrás dos seus objetivos e não se deixa abalar por alguns demônios."
Respirei fundo, tentando conter as minhas lágrimas, mais era em vão. Ele estava sendo magnificamente perfeito, ele estava abalando ainda mais meus sentimentos sensíveis. Percy estava me pedindo em casamento!
– Eu gosto das duas versões da Annabeth, mas acima de tudo, eu gosto da Annabeth que eu tenho a minha frente agora, a Annabeth que eu quero que passe o resto da vida ao meu lado. — ele pegou a minha mão direita e o anel. — Annie, aceita passar todos os dias da sua vida ao meu lado? Aceita ser a Senhora Jackson, oficialmente? Aceita se casar comigo?
Limpei minhas lágrimas com a mão esquerda, respirando fundo e tentando me controlar, tentando encontrar a minha voz. Eu estava tão emocionada, alegre e com medo.
– Sim, eu aceito — disse com a voz rouca, quase em um murmuro. Ele colocou o anel no meu dedo e beijou, então se levantou e pediu para que eu fizesse o mesmo.
Obebeci ele, sentindo sua mão deslizar na minha cintura e ele me puxar para mais perto, então acariciar meu rosto com a outra mão, limpando as lágrimas teimosas que ainda caiam. Então ele me beijou, nosso primeiro beijo como noivos. Um dos milhares de beijos que já recebi dele, e sem dúvida, um dos mais deliciosos.
Apoiei minhas mãos no seu rosto e o puxei mais para perto de mim, ficando nas pontas dos pés para aprofundar ainda mais o nosso beijo. Não queria me separar dele, queria que esse beijo durasse mais que as nossas respirações permitiam.
Dei alguns selinhos nele e o abracei, ouvindo palmas ao nosso redor, foi ai que me lembrei que estávamos em Paris, no restaurante da Torre Eiffel, que tinha pessoas ao nosso redor. Então corei, afundando meu rosto no pescoço do meu noivo, envergonhada.
– Ei — ele riu me apertando. Depois que as palmas acabaram, respirei fundo e ousei olhar para o ambiente ao meu redor e depois para Percy. — Você ainda tem vergonha.
– Lógico! Não conheço ninguém daqui, não me culpe — cobri meu rosto com as mãos, sentindo Percy descobrir ele e me dar um selinho rápido — O que acha de voltarmos para o hotel?
Ele concordou com a cabeça e chamou o garçom, então pediu a conta. Esperei ele pagar e o abracei pela cintura, indo em direção ao elevador.
Estava feliz, não sabia como cabia tanta tanta felicidade dentro de mim. Eu amava ele, ele me amava e nós dois iriamos nos casar, nós estávamos em Paris, andando sob o céu estrelado e abraçados, com um anel de noivado no meu dedo.
Não poderia estar mais feliz do que isso. Eu amava Percy do jeito que ele era e é, vou amá-lo de qualquer maneira... Não tenho medo dele, do que ele pode me causar, já passamos tantas coisas juntos e isso não diminuiu em nada o que eu sinto por ele, ao contrário, apenas aumentou.
– Tem mais surpresas ou essa foi a última? — olhei para ele, sorrindo.
– Não sei, quem sabe eu ainda esteja planejando algo a mais — ele falou parando e tirando o blazer que usava, então colocou ele sobre os meus ombros e me puxou para perto novamente. — Eu fiquei receoso, quanto ao pedido... Tive medo de você não aceitar.
– Por que não aceitaria?
– Sei lá... Você ainda vai terminar a faculdade, depois vai voltar para Nova Iorque e tal — ele disse olhando para o céu estrelado — Talvez você quisesse começar uma vida antes de casar.
– Eu já tenho uma vida, Percy, ao seu lado... Eu vou terminar a faculdade, eu vou voltar para Nova Iorque e eu vou começar uma vida nova ao seu lado, como sua esposa — acariciei seu rosto, sorrindo. — Eu sou tão grata por ter você, por você não ter ficado com a Thalia e sim comigo... Eu te amo, Percy, já te disse isso um milhão de vezes, é você quem eu quero ao meu lado, não saberia viver ao lado de qualquer outra pessoa sendo que o meu verdadeiro amor é você.
– Eu também te amo, Ann, demais — ele me abraçou — Não vejo a hora de ter meu sobrenome no seu.
– Sra. Jackson não? Até que não fica tão ruim assim — ri, me virando para frente novamente.
– Fica perfeito — ele entrelaçou nossos dedos, levando minha mão até seus lábios e beijando o dedo com o anel de noivado.
– Nossos pais já sabem?
– Lógico... E o Nico, e a Lana e a Silena... Talvez o Charles também saiba — ele respondeu, me fazendo encará-lo. — Precisava de ajuda com o pedido, com o anel e com a surpresa.
Revirei os olhos e continuei andando, vendo os casais passeando com seus filhos e as mulheres grávidas. Talvez um dia eu passasse por tudo isso, então voltaríamos a França e eu contaria essa história aos nossos filhos, do pedido de casamento e de toda a surpresa.
Minha vida ao lado do Percy tinha começado a quatro anos atrás, agora acabamos de finalizar um livro com nosso namoro. Acho que essa história seria uma saga, agora iriamos escrever a história do nosso noivado, depois a do nosso casamento e assim por diante.
Seria uma saga bem longa, se dependesse de mim, nossa vida juntos seria tão longa quanto qualquer outro. Se até agora, depois de tantas coisas que passamos juntos, ainda estamos juntos, por que não daria certo daqui para frente.
Nós dois tínhamos nossas diferenças, nossas intrigas e os nossos problemas, mas eramos abertos um com o outro, não tínhamos medo de absolutamente nada, desde que estivéssemos juntos.
Logo chegamos ao hotel, ainda de mãos dadas e com sorrisos radiantes. Entramos no elevador e esperamos chegar ao andar do nosso quarto, abraçados e felizes. Estava cansada, foi um dia cheio, mas eu estava feliz, alegre e estava noiva. Isso era o suficiente para mim.
– Não quero decepcionar você, Annie, mas eu ainda tenho meus demônios e ainda tenho medo de te machucar por causa deles...
– Percy, eu não quero decepcionar você, mas eu também tenho demônios — falei olhando para os números dos andares. — Acho que os nossos demônios juntos se completam e se acalmam...
– Acho que eles se amam — ele me virou, até estar de frente a ele, e me beijou. Ele estava brincando comigo, com as minhas emoções, e estava me desafiando, para ver até onde era capaz de ir.
– Você é idiota — resmunguei com um sorriso. Ele me encarou incrédulo, então sorriu e me deu um selinho.
O elevador parou e as portas se abriram, deixei Percy lá dentro e fui em direção ao nosso quarto, depois percebendo que não tinha o cartão de acesso. O moreno riu com o cartão na mão, girando entre os dedos.
Ele abriu a porta e me pegou no colo, me levando para dentro enquanto eu ria disso. O certo era apenas depois do casamento, mas não iria julgar, ele estava tentando ser romântico.
O quarto estava todo iluminado com levas e pétalas de rosas vermelhas estavam jogadas por toda a extensão do quarto. Olhei para Percy, com os olhos brilhando de admiração e de amor, e sorri.
❤
– Sorria, Annabeth — ele disse com a câmera na frente do rosto. Cruzei meus braços. — Por que não vai sorrir para mim?
– Porquê não, papai — revirei meus olhos, me sentando na grama verde do jardim da nossa casa em São Francisco.
Ele tirou a câmera fotográfica da frente do rosto e pude ver o seu olhar preocupado, seu cenho franzido, seus lábios contraídos.
– O que houve, querida? — ele se aproximou de mim e se sentou que minha frente, pousando a câmera na perna — Por quê está brava?
– Não estou brava, papai, estou triste — abaixei meu olhar, fazendo círculos na perna com a ponta do dedo. Meu cabelo loiro com cachos caiu no meu rosto.
– Medo do que, meu amor?
Mordi meu lábio, não querendo chorar. Respirei fundo e encarei ele, colocando meu cabelo atrás da orelha. Era o meu pai ali, com seus fios cor de areia, a bermuda escura e uma regata, com a pele bronzeada e os olhos claros. Ele era um típico californiano.
– De nunca ser amada, papai. — solucei abraçando meus joelhos. — Ninguém que eu gosto, gosta de mim, papai... Todos os garotos não ligam para mim, só para as outras meninas. Eu não tenho amigos.
Ele me encarou, mais sério ainda, então deu um sorriso gentil e acariciou meu cabelo, me fazendo encará-lo com a visão turva de lágrimas.
– Annie, um dia você vai encontrar a pessoa certa para você, aquela que vai te marcar de uma forma maravilhosa. Vocês terão seus altos e baixos, passaram dificuldades e até se separem um dia, mas você saberá que ele sempre estará com você, mesmo que não esteja perto — ele levantou meu queixo — Posso não estar presente no dia do seu casamento, mas você é esperta, só se casará com a pessoa que realmente ama e que corresponde esse sentimento por você. Eu vou aprovar qualquer escolha que você faça, qualquer garoto que escolha e que saiba que é o certo para você, pois só quero a sua felicidade.
– Como sabe disso, papai?
– Não sei, mas, meu amor, quando a pessoa certa aparecer na sua vida, todos vão tentar tirá-lo de você... Assim você vai se transformar, para mantê-lo ao seu lado a qualquer custo. — ele deu um beijo na minha testa. — O que acha de dar um sorriso enorme agora?
❤
– Hei, por que você está chorando? — acordei com o Percy me olhando, preocupado. — Sonho ruim? — neguei com a cabeça, limpando as lágrimas que caiam constantemente.
Foi o melhor sonho da minha vida. Eu me lembro desse dia, bem, me lembrei completamente agora. Eu tinha treze anos, meus pais ainda estavam juntos e era férias de verão, o início delas.
Lembro de gostar de um garoto que nunca me olhava, que nem sabia que eu existia, mas eu era obcecada por ele. Então, no último dia de aula, eu o vi beijando outra garota, a menina que sentava ao meu lado na aula de álgebra.
No dia seguinte amanheci me sentindo horrível, pela falta de amiga e pela falta de alguém que me amasse... Não um amor como o dos meus pais, mas um amor como o do Percy.
Meu pai queria porque queria tirar uma foto minha para mandar a minha avó, que estava na Rússia, mas eu simplesmente não conseguia sorrir. Então ele me perguntou o que aconteceu e eu expliquei, em troca, ele me deu aquela resposta.
– Annie?
– Foi apenas um sonho, Percy... Uma lembrança — mordi meu lábio, limpando meu rosto e sentindo o anel.
Será que a reação do meu pai seria mesmo aquela? Será que ele iria aceitar Percy pois eu tinha escolhido ele, pois ele era a pessoa correta para mim?
No fim das contas, meu pai não foi uma pessoa tão ruim assim. Eu iria entrar sozinha na igreja, assim como Percy, então de alguma forma, nossos parentes mortos iriam estar lá...
– Quer compartilhar?
– Não é nada demais... Uma lembrança minha com o meu pai, a alguns anos atrás, antes dele se separar da minha mãe — disse cobrindo meus seios com o lençol. Ele acariciou meu rosto e me deu um beijo, no qual eu correspondi tranquilidade.
– Sobre o que era essa lembrança? — ele disse por fim.
– Ele me contando sobre o amor, sobre meu medo de não ser amada e sobre ele me dizendo que iria aceitar quem eu achasse que era melhor para mim — me aconcheguei no seu peito, ouvindo seu coração bater tranquilamente. — As vezes queria ele vivo.
– Não odiava ele?
– É impossível odiar Frederick, eu sentia raiva por ele ter me trocado pelo trabalho e por ter traído a minha mãe... Mas nunca odiei ele, os poucos momentos que passamos juntos, foram incríveis.
– Eu sei como é — ele disse, dando um beijo na minha cabeça. — Acha que ele me aceitaria?
– Se eu acho que você é a pessoa certa para mim, se eu te amo, ele iria te aceitar sim... Pelo menos foi isso que ele me disse — levantei meus olhos, para ele.
– Eu te amo — ele nos sentou e ficou de frente para mim, acariciando meu rosto.
Olhei para ele, no fundo dos seus olhos e ali eu vi o nosso futuro juntos. Eu e ele, um completando o outro, subindo e descendo nesse montanha-russa maluca que a vida é, com nossos medos e inseguranças a cada descida, mas acima de tudo, com a nossa união e o nosso amor nas subidas.
– Eu também te amo — me aproximei dele, me sentando no seu colo — Incondicionalmente.
– Incondicionalmente — ele me beijou.
Unconditional. Unconditionally, I will love you unconditionally.
Fanfic Nova: http://fanfiction.com.br/historia/512186/Teenage_Dream/
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