Unconditionally

21 Miss Nothing


And as I watch you disappear into the ground. My one mistake was that I never let you down. So I'll waste my time, and I'll burn my mind

Respeirei fundo, me surpreendendo com as minhas próprias palavras. Eu sou o tipo de pessoa que não diz "Eu te amo" da boca para fora... Na verdade, eu nunca havia dito eu te amo. Isso pegou a mim e ao moreno de surpresa.

– Eu... O que aconteceu depois que desmaiei? E antes — mudei o assunto, puxando meu corpo para cima, de forma que minhas costas ficassem encostadas na cabeceira da cama. Eu não fazia a minima ideia de onde estava, não reconhecia esse quarto — Aonde estou?

– Moutauk... Não podia levá-la para o condomínio no estado que você estava, sua mãe me mataria — disse, desconfortável. Não queira, mas uma pequena parte de mim se arrependeu das minhas palavras — Thalia bolou seu sequestro muito mal, esqueceu que Nico sabe rastrear celulares e esse tipo de coisa... Quando voltei para a frente da casa você não estava mais lá, porém eu consegui ver o carro da Thalia saindo e havia um taco de beisebol largado no chão. Eu te procurei, é obvio, como não encontrei, fui até Nico e bem, pedi para ele rastrear seu celular.

– Você obrigou ele, melhor dizendo — sorri torto, querendo mostrar que não queria uma resposta sua.

– Quase isso — ele riu. Meu corpo relaxou — Ele não conseguiu rastrear o seu, mas o de Thalia sim. Ela havia levado você para a saída da cidade, em uma casa abandonada... Foi fácil de achar, porém foi difícil ver ela fazer o que fez com você por minha causa... Charles apagou Tritão e eu dei um jeito na Serena... O Luke continua o mesmo imprestável para a luta, desmaiou depois de três socos na cara e alguns chutes... Thalia não notou isso, ela estava ocupada demais te chicoteando e quando tudo desabou, acho que a ficha dela caiu, mas ela soube atuar muito bem e se fazer de louca...

Engoli em seco, acho que não queria ouvir o que restava, minha mente voltava a me torturar.

– Chega — tampei meus ouvidos e apertei meus olhos, mas não ficou nem meio segundo fechados, meu medo das imagens voltarem me fez abri-los rapidamente e desesperadamente — Que dia é...? Digo, da semana.

– Sábado de noite... Não ficou muito tempo desacordada desde que saímos, não em comparação a primeira fez — ele falou acariciando meu rosto — Ártemis esta cursando medicina e te examinou, os cortes do chicote são superficiais, pois Thalia o comprou em algum sexshop e foi preciso dar outros pontos em sua testa, o corte havia aberto devido a alguma pancada.

Concordei com a cabeça, não sabendo o certo o que fazer ou o que dizer, era complicado. Poderia agradecer, mas uma parte de mim o culpada por isso, eu definitivamente odiava essa parte.

Olhei mais uma vez para o quarto branco. Ele era o quarto do Percy, isso era óbvio, da última vez que estive aqui não consegui bisbilhotar ele, mas pela aparência e por causa do cheiro do perfume dele, era óbvio que era dele.

– Eu preciso de um banho — falei olhando para ele, sem saber meu estado físico e a minha aparência... Mas tendo a noção de que ela era o mais horrível possível.

– Claro — ele sorriu — Silena trouxe algumas roupas para você, mas provavelmente não vai querer usar o que ela trouxe?

– Tendo a noção de que a morena usou e abusou do meu closet? Não — ri e ele me acompanhou.

– Pode pegar algum moletom meu — ele disse me ajudando a levantar. Ter a visão dos cortes das minhas coxas foi doloroso, mas antes que ele pudesse notar que eu olhava, levantei meu olhar e sorri. Dei-lhe um beijo na bochecha e caminhei para o banheiro.

Encostei a porta e liguei o registro da ducha, tirando a camiseta que provavelmente era o Percy e a minha lingerie, me colocando sob a água quente e relaxante. Deixei toda a tensão do tempo em que passei desacordada ir por água a baixo, na esperança de que as memórias também fossem com elas, mas qualquer maneira, fechei meus olhos o menos possível.

Quando a água entrava em contato com os cortes, uma ardência acontecia, não era todos superficiais, conforme espalhava o sabonete líquido pelo meu corpo pude sentir alguns pontos nas minhas coxas e na minha cintura. Percy podia ter me contado isso, assim ficaria menos assustada quando sentisse.

Retirei todo o sabão do meu corpo e do meu cabelo e me coloquei para fora do box, me sequei de maneira apressada e me enrolei na toalha, caminhando até a minha mala media e pegando a primeira lingerie que achei. Do quarta roupa de Percy tirei um moletom grande o suficiente para cobrir minhas coxas e tirei todo o excesso de água de cabelo, depois desci as escadas do chalé descalça mesmo, encontrando todos na sala.

Mordi meu lábio ao ver o olhar de todos caírem sobre mim. Todos com pena de mim.

– Não me olhem assim... Não me olhem com dó! — pedi abraçando o meu próprio corpo. Percy levantou e caminhou até mim, passando o braço no meu pescoço e me puxando para mais perto dele, então abracei sua cintura e o deixei me levar para qualquer lugar longe daqueles olhos.

Eu sabia que sempre que olhasse para Silena, Nico ou Lana iria ver a dó nos seus olhos, mesmo que eles não estivessem sentindo dó de mim. Era meu psicológico querendo me deixar para baixo, era para isso que eu tinha Percy, ele era meu porto seguro; meu farol e meu guia. Me apertei mais a ele.

– Ei, calma — ele puxou meu corpo para frente e segurou minha cintura, me puxando para cima e me sentando na bancada gélida da cozinha — Ficar tranquila, eles não vão te fazer mal...

– Eles vão me olhar com dó... Eu não quero isso — escondi meu rosto no seu pescoço como uma criança de três anos faz com o pai quando se machuca. Ele acariciou meu cabelo e depois segurou meu rosto com carinho, limpando as poucas lágrimas que caíram dali.

Até que elas demoraram.

– Você é forte, Annie — ele beijou minha testa. Apertei meus olhos para que as lágrimas dali terminassem de cair — Eu estou aqui, estou aqui para ajudar você e para ficar ao seu lado.

– Obrigada — respondi juntando nossos lábios.

O beijo lento, a guerra entre nossas línguas, sua mão na minha cintura. Eu apenas precisava disso para me acalmar. Do seu toque, do seus lábios nos meus, do seu calor e do seu cheiro.

Ouve um pigarro atrás de nós e ambos nos separamos. Lana e Silena estavam de braços cruzadas e com as sobrancelhas arqueadas como desaprovação... Quem sabe não seja tão complicado assim.

– Eu achei que ele iria te alimentar — Lana disse, encarando a mim e logo depois a Percy. Ele abriu a boca para responder, mas a ruiva o cortou — Não me importa, saia e eu cuido dela.

– Lana... — murmurei. Ela negou com a cabeça e começou a andar pela cozinha, pegando as coisas para preparar algo que eu comesse. Olhei suplicante para Percy, mas ele não podia fazer nada, então apenas beijou minha testa e saiu da cozinha, me deixando sozinha com Silena e Lana.

Desci da bancada e me sentei no banco, deixando meu cabelo cair sobre meus ombros e fazer uma barreira no meu rosto.

– Se vocês fizerem algum discurso sobre eu ser forte e que eu vou superar isso rapidamente, saibam que eu não sou forte e que depois do que passei, não tenho a minima chance de superar isso — avisei levantando a minha cabeça — Então não me olhem com dó e não tenham piedade de mim... Eu posso estar assustada, eu posso estar com medo de fechar meus olhos, eu posso estar com medo de qualquer estranho... Mas a Thalia abriu meus olhos para uma coisa e eu não me importo com a opinião de vocês sobre a minha decisão, mas não vou ouvir vocês ou a Rachel, não vou desistir do Percy... Nem que isso me faça virar cinzas! A Thalia vai tentar me assustar de novo, vai, mas eu acho que já posso esperar de tudo dela, também sei que posso esperar tudo de mim... Se o Percy ou a Thalia me transformar em cinzas, em pedaço de caco de vidro ou em qualquer outra coisa... Se eles me destruírem, eu iriei aceitar.

– A pancada na cabeça foi forte? — Silena perguntou me encarnado. Minha recente explosão me fez dar conta de que tudo o que eu estava sentindo, era por que eu queria sentir — Não quero você mais perto dele... Você está assim por causa dele.

Levantei meu olhar para o teto, casa contrário, iria fazer algo que não queria com que Silena, ou com que Lana que estava quieta na dela, preparando algo com um cheiro malditamente bom.

– Sua opinião não me importa, tudo o que eu falei não foi da boca para fora, entenda isso — respondi voltando a encarar ela — Ele é tudo o que importa para mim.

– Você é louca — Silena riu com desdém — Não acredito que ainda quer ficar ao lado dele mesmo sabendo que a Thalia é capaz de te queimar viva por causa dele... Você sabe que antes de você, era ela e que estava tudo certo para o casamento dos dois...

– Chega, Silena! — Lana gritou largando a faca e se virando para a morena. Dei um pulo por causa do surto da ruiva — Chega, okay? Você não vê que ele acalmou ela? Que depois de três horas gritando e se debatendo ele finalmente conseguiu fazer com que ela se acalmasse... Deixe de ser chata e respeita ela, ele faz bem a ela é visse versa! Chega.

– Mas ela realmente está ficando maluca! Aonde já se viu querer ser destruída por um garoto que nem acredita no amor?

– EU AMO ELE! — gritei em pleno pulmões, deixando bem claro para a casa toda que eu o amava. Dito isso eu me levantei e caminhei até a sala, onde Percy se contrata com Nico e seu computador e havia um cara grande e desconhecido por mim. Me sente ao lado do meu namorado e deixei ele me abraçar.

Eu fiquei olhando Nico digitar e anotar em um caderno por exato um minuto, antes de Silena aparecer vermelha de raiva e se colocar na minha frente.

– Você é louca. Eu deveria ligar para a sua mãe e contar toda verdade agora mesmo, sabe por que? Porque ela iria concordar comigo e iria te mandar para um hospício!

– Eu não quero saber — respondi. Ela abriu a boca para falar novamente, mas eu tampei meu ouvido — Lalalala não quero saber.

– Para de fazer papel de criança! Você tem dezessete anos, não sete, vê se amadurece Annabeth.

– Falou a garota que quer destruir o casamento do pai — revirei meus olhos. Foi a gota d'água para Silena.

– Eu quero acabar com o casamento do meu pai porque eu sei que a vagabunda da Violet só quer o dinheiro dele! Já você não, quer estragar o casamento da Thalia por pura filha da putagem e puro fogo do cú — sim, a garota toda sofisticada e fina estava falando esses palavreados vulgares — Se toca, Annabeth, você deveria aceitar a proposta do seu pai e voltar para São Francisco. Lá não iria existir Percy, Thalia, Tritão ou Luke.

– Eu estou aqui — Percy disse por fim. Ele não estava nem ligando para a nossa discussão.

Respirei fundo, me controlando para não responder o que queria para a Silena. Ela era a minha amiga, ela sabia o tão quão difícil era tocar no nome de Frederick para mim e ela deveria respeitar as minhas escolhas. Mas não, é claro que a patricinha iria se opor a mim, ela sempre se opôs que eu acho um milagre nós duas ainda sermos amigas.

– Foda-se, minha conversa é com a Annabeth e não com você, então ficaria quietinho na sua que será a melhor coisa que vocês faz — Silena disse. Dessa vez foi a gota d'água para mim, ela sempre fazia a mesma coisa e eu ficava quieta.

– Chega, Silena, eu não aguento mais você ficar se entrometendo na minha vida e nas minhas decisões! A vida é minha, porra, se eu quiser colocar fogo nela agora eu vou por e você não vai poder fazer nada, não nasceu grudada comigo e isso é uma escolha minha. Eu sei que eu vou mê destruir, mas foda-se, eu quero ser destruída, é o máximo que eu mereço receber em troca, é o sinal de que tudo deu certo! — explodi — Para de ficar se entrometendo na minha vida, para de ficar colocando seu dedo nas minhas decisões! Caso contrário, serei obrigada a te dar um gato ou a arranjar um namorado que te aguente.

Silena abriu a boca para responder, mas a fechou e abriu em seguida, repetindo isso por um longo tempo. Bufei e olhei para Percy, ele exibia um sorriso orgulhoso para o garoto grande e moreno do outro lado da sala.

Revirei meus olhos, puxando na memória de onde eu o conhecia... Silena, ela havia me falado dele na quinta, o garoto que estava no Starbucks com o uniforme da Pratt. Charles, o Percy havia me falado sobre ele enquanto me contava o que perdi enquanto estava desacordada.

– Eu avisei que ela era foda — Percy disse por fim — Não duvide das loiras, Charles.

Ele riu e concordou com a cabeça. Ele era mudo ou o que?

– Tudo bem, Percy, mas eu prefiro as ruivas — ele deu uma piscadela. Nico levantou o olhar do computador na mesma hora.

– Ruivas? — ele arqueou a sobrancelha. Eu cai na gargalhada.

Homens, eles realmente acham que são donos das mulheres e que podem fazer algo para que elas estejam caindo ao seus pés. Estão enganados, eles pensam que escolhem, mas somos nós na verdade.

– Nico, não esse tipo de ruiva... Mimada demais, detesto mulher mimada — Charles disse. Lancei um olhar de "Viu!" para a Silena. Sorri vitoriosa.

Notas finais
HAPPY FUCKING FOUR MONTHS FUCKERS! HAPPY TOBIAS MONTH ♥♥♥ Ai que orgulho, quatro meses de Fuck ♥ Parabéns meninas!!!!!!!!!! Bem ai está, o próximo só vem domingo que vem, eu estou cheia de trabalho de escola e logo as provas começa... Então demorarei um pouco para postar e isso vai ajudar para que eu consiga finalizar Unconditionally no dia em que desejo, 12/06, conhecida como dia dos namorados. Beijos ♥