Unconditionally
37 It's Time
It's time to begin, isn't it, I get little bit. Bigger, but then, I'll admit. I'm just the same as I was. Now, don't you understand. That I'm never changing who I am.
– O que acontecerá com eles? — Silena perguntou, se sentando ao meu lado com uma raspadinha na mão.
Encarei o seu azul, com as nuvens brancas feito algodão. Talvez elas realmente fossem feitas de algodão, ou de algo parecido com o algodão, mas hoje elas estavam lindas... O céu nunca esteve tão azul assim.
– Serão presos — admiti, olhando para seus olhos azuis escuros — Thalia vai passar por uma série de exames e talvez vá para um hospital psicológico... Mas Luke e Clair serão presos, e eu espero que eles morram lá dentro.
Eles tinham pegado penas longas. Duplo homicídio, roubo, tentativa de assassinato e sequestro, além de abuso de pessoas mentalmente incapacitadas, diga-se a Thalia. Iriam morrer lá dentro, ou sair de lá quase mortos.
Serena estava em coma profundo, eles tentaram matar ela e não pareceu funcionar, mas a garota tinha perdido os movimentos das pernas e as possibilidades dela voltar a andar eram, no máximo, mínimas. Os pais dela estavam arrasados e queriam justiça, por mais que ela estivesse inconsciente.
– Sente dó de Thalia?
– Não, mas também não a odeio — respondi a Lana, com um sorriso. Nico logo apareceu com três copos grandes de raspadinha, com o verão quente, nada melhor do que isso. — Ela... Está indo na direção certa. Na verdade, já deveria ter ido a muito tempo.
– Nós sabemos disso, mas vamos mudar de assunto? Então, nos vamos para a Geórgia — Nico falou se sentando ao lado da Lana e nos entregando nossas raspadinhas. O Central Park estava lotado e a brisa estava na temperatura ideal para o dia. — Mas especificamente para Tybee Island.
– Por que isso? — Silena questionou — Talvez não consiga ir, tenho a entrevista com a Colúmbia essa semana....
Nico gargalhou alto, chamando a atenção de algumas pessoas ao nosso redor. Eu entrei na minha bolha particular novamente, como tenho entrado sempre nos últimos dias, desde o sequestro falho.
Por que ele queria ir para a Geórgia? Ainda mais para Tybee Island? Nico nunca baterá muito bem da cabeça, mas talvez essa viagem ajude em alguma coisa.
– Para comemorar, oras — ele sorriu graciosamente — A Annie e a Lana passaram em Harvard, você sem duvidas alguma para passar na Colúmbia e meu pai aceitou minha transferência para a faculdade das duas, o ensino da Pratt é ótimo, sem duvidas alguma, mas o de Harvard é mil vezes melhor.
– Todos sabemos disso, Nico — Lana revirou os olhos. Passei a ponta dos meus dedos na grama verde e sorri, me lembrando de como à brisa da praia era adorável.
– Será uma ótima, Nico — concordei, inclinando minha cabeça para o sol — Quando nos vamos?
– Sexta. Já que a audiência da Silena é amanhã — ele respondeu dando petelecos no couro do meu coturno. Suspirei e abri meus olhos para encará-lo, com um sorriso. — Dessa vez você ficou bem menos abatida — ele acariciou meu rosto — Eu detesto te ver abatida.
Sorri para ele, mas então olhei por cima dos seus ombros e vi duas criancinhas brincando de pegar. Um garoto e uma garota, ele era loiro e ela ruiva, brincando de correr um atrás do outro. Isso era ta clichê, mas se eles não fossem irmãos, dali poderia surgir algo a mais.
– Só tome cuidado, Nico, Percy não era o único a ter demônios não — respondi percebendo que ele me encarava confuso.
– Ele faz uma falta — Lana murmurou — Acho que ele era o mais animado.
– Lógico que era, o Nico é um morto-vivo e o Charles é sério demais — Silena tremeu — Mas eu gosto do Charlie.
– Só está ficando em NYC por causa dele — revirei meus olhos, jogando uma pedrinha nela — Quando vão assumir o namoro em?
– Quando a Lana e o Nico assumirem o deles — ela devolveu a pedrinha. Olhei para o Nico e depois para a Lana, mas eles estavam... Normais.
Se eles estivessem namorando, Nico já estaria gritando para Deus e mundo, pois isso era o que ele mais queria, mas ele estava de boa e sendo ele mesmo. Lana era tranquila sempre, as vezes ficava admirada com a sua paciência e tranquilidade em momentos difíceis, mas se ela estivesse namorando, ela iria deixar alguma coisa transparecer.
Mas as vezes eu gostava de ver elas sozinhas, como eu, pode parecer egoísmo, mas eu ficaria com inveja delas se as duas começassem a namorar. Eu seria deixada de lado, trocada por um garoto e alguns beijos, elas iriam parar de me chamar para sair... Como eu fiz com elas, quando comecei a namorar com o Percy.
Não pensei na minha amizade com as duas quando comecei a namorar. Não pensei nos problemas que as duas poderiam estar enfrentando, principalmente Silena que havia descoberto que Afrodite era sua mãe. Eu só pensei em mim, nos meus problemas e nos do Percy, não fui uma amiga aceitável...
Eu fui terrível, mas mesmo assim elas ficaram ao meu lado, me dando apoio e carinho. Em momento nenhum elas me abandonaram, nem mesmo quando a única coisa que eu queria no mundo era ficar sozinha... As duas sempre estiveram ao meu lado e eu estaria no delas a partir de agora.
– Qual é, Silena, acha mesmo que o Nico seria idiota ao bastante para pegar alguém como a Lana? Todos sabem que ele odeia meninas... Hm... Como posso descrever a Lana... Calmas? — dei uma gargalhada, vendo o olhar incrédulo da Lana. Seria questão de tempo para ela colocar tudo em jogo. — Ele prefere pessoas agitadas e problemáticas. Tipo a Leslie e a Serena.
– Uh! A Leslie postou uma foto na faculdade — Silena bateu palmas, entrando no meu jogo. Nico estava vermelho que nem um tomate — Não me admira que ele queira pegar ela, a Leslie tem um corpão e é muito bonita, mas um tanto infantil.
– Queria! Q-U-E-R-I-A! — ele exclamou e soletrou nervoso. Lana tinha deixado o cabelo cair no rosto, mas era possível ver que seu rosto estava tão vermelho quanto os fios.
– Nico, quem foi a última garota com quem você ficou mesmo? Acho que o nome dela era Canddece não? — perguntei batendo as unhas no copo da raspadinha, ele trincou os dentes. — Nossa, já faz tempo hein! Acho que eu e o Percy ainda estávamos namorando! E olha que já fazia meses que a gente havia terminado quando ele se foi.
– Eu agarrei a Lana no pub — ele deu de ombros, dando um suspiro pesado.
– Não falo disso... Estou falando de sexo — murmurei a última parte, por causa das criancinhas que brincavam perto de nós.
Isso deixou o Nico bravo, pois ele respirou fundo e me olhou como se fosse me matar. Lana levantou o olhar e o intercalou com Silena, depois deixando ele cair sobre mim.
Eu havia acordado a fera de dentro do Nico.
– Por que está falando isso, hein? Você também não está muito melhor do que eu, já que você ficou com o mesmo cara por quase um ano — ele deu um sorriso sínico. Dei de ombros, pois ele não sabia de nada.
– Tão inocente — gargalhei levando a raspadinha para os meus lábios.
Havia tido um caso rápido com o Will em um dos banheiros do clube, em um dia que estava com raiva de Percy por ele agir como se fosse ou meu dono. Não me orgulhei daquela cena, mas também não me arrependi.
Existia Justin, que por mais que não ouvisse rolado penetração, tinha acontecido alguns amassos no dia do meu aniversário, dentro da sala de cinema. A sala estava quase vazia e a minha saia curta ajudou muito em alguns aspectos.
– Com quem você ficou que eu não estou sabendo? — Silena questionou. Me aproximei do seu ouvido e sussurrei o nome do Will e do Justin, ela soltou uma exclamação e depois riu.
– Vão ficar de segredinho agora? — Lana arqueou a sobrancelha, incrédula. Sorri para ela e concordei com a cabeça, fazendo a mesma bufar. — Tudo bem! Eu e o Nico estamos FICANDO, não namorando nem nada do tipo e sinceramente, isso não faz nem um mês. Agora pode contar o seu segredo?
Mordi meu lábio, olhando para o Nico com um olhar de tigre, antes de pular em cima dele e começando a cutucar a sua barriga. Ele gargalhou alto e me colocou sentada na grama novamente.
– Will e Justin — respondi por fim, respirando fundo.
Ela soltou a mesma exclamação que Silena, cobrindo os lábios com as mãos e arregalando seus olhos verdes. Lana era mais tranquila, mas sabia fazer um escândalo quando algo chamava a sua atenção.
Respirei fundo novamente, me preparando para o interrogatório, mas ele não veio, pois Nico balançou a cabeça negativamente quando Lana olhou para ele, pedindo permissão para me interrogar. Soltei meu ar, aliviada.
– Vamos voltar a falar da Geórgia? — perguntei animada, deixando a minha raspadinha de lado. — Vamos ficar em um hotel?
– Não, minha mãe tem um chalé lá — Nico deu ombros, se deitando na grama verde. — Uma semana inteira em uma cidazinha com poucos habitantes e sem a normal agitação de NYC... Tem coisa melhor? Não, eu sei que não.
– Achei que amasse a agitação.
– Experimenta morar aqui por dezenove anos, se torna insuportável — ele resmungou, fechando os olhos — Vocês três são como turistas aqui. Annie e Silena caíram de paraquedas aqui e a Lana foi expulsa do Canadá a pontapés, não sabem o como isso é sufocante.
São Francisco também era grande e tinha uma densa população, mas não era como NYC, porquê NYC não tinha comparações. Não me arrependia de ter mê mudado para cá, mas o Nico tinha razão, era sufocante em alguns aspectos e em outros também, além é claro que eu morria de saudades dos meus amigos da Califórnia.
Zoë estava solta no mundo, a tempos não tinha notícias dela, nem Silena tinha notícias dela. Luke estava aqui e estava preso. Hazel e Frank... Não fazia a mínima ideia do que havia acontecido com eles, me distanciei da mesma maneira que me distanciei do Leo.
Eu havia crescido em New York, não só fisicamente ou publicamente, mas emocionalmente também. Porém nunca iria mudar quem eu realmente era. Nunca.
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