Unconditionally
1 Home, not sweet home!
How To Love.
See, I had a lot of moments that didn't last forever. Now I'm this corner tryna put it together. How to love
Peguei a última caixa no carro e fechei a porta com dificuldade, minha mãe só podia estar louca em querer se mudar para esse condomínio de idiotas riquinhos e fresquinhos, de filhinhos de papai. O que fiz para merecer isso, Deus? Fiz Strip Tease na cruz?
Olhei para o conteúdo na caixa e notei que era uns livros antigos dela, comecei a caminhar até minha nova casa e trombei em alguém, fazendo nós dois cair no chão.
– Olha por onde anda, menina — uma voz incrivelmente nervosa e sexy falou na minha frente, me fazendo encarar ele.
Seus olhos verdes irradiavam raiva, a boca vermelha estava em uma linha reta e os cabelos pretos bagunçados naturalmente faziam sua pele ficar mais branca ainda. Ele era perfeito, apesar de bravo.
– Desculpe — falei vendo ele se levantar, crente que ele iria mê ajudar a levantar ou a recolher os livros da grama, mas isso não aconteceu, ele apenas pegou as chaves no chão e se virou.
– Tanto faz — falou e depois saiu andando em direção a casa ao lado da minha.
Suspirei e recolhi os livros do chão, me levantei e caminhei até a minha nova casa, na qual eu não queria nem um pouco morar.
– Aonde eu coloco isso, mãe? — perguntei olhando para ela, que terminava de arrumar o último quadro na parede.
– No meu escritório, por favor — ela deu um sorriso rápido e voltou a olhar para o quadro, gesticulando com a mão para os empregados arrumarem da forma que fosse — Ai esta ótimo!
Revirei os olhos e caminhei para o escritório, que eu nem sabia aonde ficava para falar a verdade, então tive que abrir porta por porta até o encontrar. Ele ficava ao lado do lavabo.
Ao abrir a porta, achei ele encantador. Três estantes para livros, a mesa com um MacBook e alguns porta retratos de família, tudo em branco e preto.
Pisquei e coloquei a caixa em cima da mesa. Dei uma olhada nas fotos e depois sai, indo direto para a escada e me preparando para abrir mais portas até encontrar meu quarto, mas não foi preciso, a porta dele estava aberta e ele era do lado direito da escada, aparentemente o único cômodo desse lado.
Minha mãe mê surpreendia cada vez mais, o meu quarto era perfeito!
Das quatro paredes, duas eram estantes embutidas com todos os meus livros e mais algumas coisas também. Minha cama também era embutida, fazendo com que as estantes fossem mais alta em toda sua largura e depois voltassem a ir do chão ao teto. Havia uma parede toda espelhada e outra em roxo, com duas portas bem distantes uma das outras e uma escrivaninha branca e roxa, aonde tinha um telefone, meu MacBook e outras coisas também.
Caminhei até a primeira porta lilás e a abri, dando de cara com um enorme banheiro todo roxo e branco (minhas cores preferidas) e depois fui até a outra, dando de cara com um enorme closet (o que era desnecessário) e vendo que todas as minhas roupas já arrumadas no lugar.
– Minha mãe pensa que eu sou o que? — mordi meu lábio fechando a porta atrás de mim, e pretendendo abrir ela o menos possível.
Olhei para os meus livros e sorri, minha mãe sabia muito bem como eu era.
Caminhei até a minha cama e mê joguei nela, reparando pela primeira vez em uma cortina grossa e roxa fazendo outra falha da minha estante embutida perfeita.
Caminhei até ela e notei uma sacada, que acabava a meio metro de distância da sacada do meu vizinho.
A janela dele estava aberta, mostrando boa parte do quarto dele.
Pelo que pude ver, era bem o estilo de playboy. As paredes era azuis e todas com desenhos grafitados incríveis, tinha uma cama gigante toda bagunçada e outras coisas comuns nos quartos de garotos.
O dono do quarto apareceu, apenas com uma calça jeans escura. Mordi meu lábio ao ver seu corpo bem definido sem nenhum excesso. O peitoral perfeito e os braços musculosos.
Como ele era gostoso.
– Olha, não é legal ficar secando seu vizinho quando ele acaba de sair do banho, sabia? — ele falou novamente de forma sexy, só que dessa vez sem a raiva.
– Foi mal, vizinho, sou nova aqui — ergui minhas mãos, como se estivesse mê rendendo.
– Não é a única — ele revirou os olhos — Bem vinda ao inferno.
– Obrigada, apesar desse lugar não parecer o inferno — dei um sorriso e ele bufou, saindo de vista e depois voltando de camiseta e com o celular na mão.
– É proibido isso, é proibido aquilo, não pode ter som alto depois da meia noite... Blá blá blá faça uma vizinhança amigável — ele revirou os olhos digitando no celular.
– Mora aqui a quanto tempo?
– Infelizes três meses — ele falou me olhando rapidamente — E como isso é um tédio, vou sumir antes que o coroa apareça.
– Seu pai?
– Infelizmente — ele falou enfiando o celular no bolso e pegando as chaves na cama — Até mais, vizinha.
Eu ia perguntar seu nome, as ele sumiu e eu pude ouvir a porta bater fortemente no seu quarto.
Olhei para o céu avermelhado de New York e entrei no meu quarto de novo, procurando algo para fazer até a hora do jantar. Mas não se tem nada para fazer, não estou em San Francisco e muito menos com meus amigos... Nem com meu pai.
Sai do meu quarto e comecei a abrir outras portas, achando dois quartos de hospedes e o quarto da minha mãe. Fora que achei outro lavabo.
Desci as escadas e me joguei no sofá, eu estava com sono por causa da cansativa viagem e por que tinha acordado cedo pra caralho.
– Mãe esse lugar é um tédio — resmunguei quando ela passou colocando um vazo na mesinha de centro.
– Por que não vai andar pelo condomínio? Quem sabe faz amigos — ela sorriu e eu apenas estreitei os olhos, minha mãe não era do tipo carinhosa.
– A claro, vou ficar andando que nem louca por esse lugar incrível — revirei meus olhos — Por que nos mudamos pra cá? Não podíamos apenas mudar de casa em San Francisco?
– New York é o melhor para nós duas querida — ela sorriu de novo e essa foi minha deixa, em um pulo me coloquei de pé e sai andando rapidamente para fora de casa.
Um alienígena só podia ter tomado o corpo da minha mãe para ele. Ela está muito estranha.
Olhei na minha volta e vi um carro parar na casa do meu vizinho mal humorado e revoltado com a vida. Do carro saiu um homem muito parecido com ele, apesar de ser bem mais velho e usar terno, fora isso tinha os cabelos bem pretos e os olhos verdes intensos, fora a pele branca.
Ele me olhou e deu um sorriso amigável, que com certeza, pelas minhas bochechas quentes, me deixou vermelha.
– Olá — falou ainda sorrindo para mim — A dona da casa?
– Filha dela — sorri de volta — Annabeth Chase, filha de Atena Chase.
– Posêidon Jackson — ele falou olhando rapidamente para a casa e depois assumindo um tom sério — Viu se algum adolescente da sua idade saiu daqui?
– Sim... Já faz uns dez minutos que isso aconteceu — mordi meu lábio, não era do tipo fofoqueira, mas o seu rosto sério e preocupado me fez falar — Algum problema?
– Nenhum que não possa resolver — ele deu um outro sorriso e depois foi embora para a casa elegante e fina, da casa vizinha da dele saiu o meu vizinho de mal com a vida e um garoto branquelo de cabelos pretos. Todos aqui são branquelos?
Os dois entraram em um Marserati preto e saíram do condomínio, com a cara de quem iria aprontar e muito.
Eu apenas voltei para casa e fui para o meu quarto, tomei um banho relaxante e depois me joguei na minha querida cama.
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