Unconditionally
2 Everything Has Changed
Cause all I know is we said hello. And your eyes look like coming home. All I know is a simple name, everything has changed
Bufei irritada com o som do meu vizinho, são duas da noite e eu estou querendo ler, mas parece impossível com ele escutando rock no último volume.
Ai que não é proibido som alto?
Desistir de discutir comigo mesma e me levantei pronta para xingar aquele gostoso mal educado.
Mas isso não foi preciso, ao sair na sacada encontrei ele e o pai discutindo, parecia que a coisa era feia, mas o som alto não me deixava escutar o que eles falavam, eu também não queria saber, só queria que ele abaixasse a droga do som para que eu pudesse ler.
Acho que o pai dele desistiu de discutir com ele e saiu, fazendo ele pegar sei lá o que de vidro e tacar contra a parede.
– Ei! — gritei mais alto que a música, sorte que ele ouviu e veio até o fim da escada.
– O que você quer?
– Pode abaixar o volume, por favor? Estou tentando ler!
– O problema é seu. Nunca ouviu falar na frase "Os incomodados que se mudem?" — ele perguntou me encarando de braços cruzados, como alguém tão perfeito pode ser tão escroto?
– Eu nunca quis estar aqui — cruzei meus braços também — Mas estou pedindo com educação para abaixar a droga daquele som pois eu quero ler!
– Já falei que o problema é seu... Moro aqui primeiro — ele sorriu de forma sarcástica — Então loirinha, qual seu nome?
– Annabeth Chase.
– Você é filha daquela arquiteta metida a besta que vai trabalhar com o idiota do meu pai? — ele me encarou como se eu fosse um monstro.
– Sim eu sou filha da arquiteta que vai trabalhar para o seu pai, mas minha mãe não tem nada de metida e muito menos de besta — falei irritada com esse idiota perfeito, quem ele pensa que é? — E quem você pensa que é para falar assim da minha mãe?
– Percy Jackson. Infelizmente filho do patrão da sua mãe — ele suspirou olhando para o lado e bufando — Já conseguiu o que queria, Chase.... Por que eles não mê expulsão logo daqui? — Percy murmurou voltando para o quarto e desligando qual quer coisa por onde saia a música.
Ele me deixava intrigada, não sei se é por que ele é tão bonito e tão idiota ou se é por que ele me julgou sem ao menos me conhecer... Ele realmente me deixava intrigada.
Entrei correndo para o meu quarto e peguei meu livro, acendendo a luz da varanda e me sentando na espreguiçadeira que minha mãe tinha colocado ali, New York era quente demais.
A música do quarto do Percy foi ligada de novo, dessa vez mais baixa e eu pude ver ele sentado no pé da cama... Ele parecia estar chorando.
Mordi meu lábio e voltei a ler o livro de novo, por algum motivo que eu não conheço, ele não ouvia mais o rock, a música agora era mais calma e triste, a letra falando de dor e sofrimento... O que tinha acontecido com ele?
Comecei a ler mantendo minha mente distante do quarto dele, e apenas ao finalizar o livro (que não era muito grande), percebi que a música tinha parado, a porta da janela estava fechada e o quarto estava silencioso.
Entrei no meu quarto de novo e me joguei na minha cama e adormeci depois de algum tempo.
Não sei por quanto tempo eu dormi, mas quando acordei (graças ao delicioso do meu vizinho mal humorado) parecia que eu tinha dormido por mil anos.
Me sentei na cama e tentei achar meu celular na linda bagunça que eu tinha feito ontem, pois é, não faz nem vinte e quatro horas que me mudei e meu lindo quarto já está uma bagunça, com livros para todo lado e roupas também (já que é impossível achar alguma coisa naquele closet inútil).
Suspirei e me arrastei para o banheiro, tendo consciência de que estava com um pijama minúsculo e que tinha esquecido de fechar as portas da sacada ontem de madrugada.
Me banhei calmamente e coloquei uma roupa qualquer, e depois tive que trocar, já que tinha colocado sem querer um suéter e lá fora estava mais quente que o inferno.
Deixei meu cabelo solto e desci as escadas, sentindo o cheiro de lasanha e me assustando, nunca na minha vida eu dormi tanto assim!
– Por que não me acordou? — perguntei passando pela minha mãe e pegando a jarra de suco dentro da geladeira.
– Não está acostumada com o fuso daqui, achei que se te acordasse, seria pior.
– Mãe, eu tenho que acordar sedo para consegui dormir em um horário aceitável de noite! Vai me dizer que não sabe disso? — me sentei em um dos bancos e a encarei enquanto bebia o suco.
– Esqueci... É muita coisa na minha cabeça — ela finalmente falou, colocando um prato na minha frente e servindo um pedaço de lasanha.
– Não vai comer?
– Mais tarde, preciso terminar de arrumar algumas coisas — ela falou e saiu da cozinha, me deixando comento solitária, já que nem passarinho tem aqui.
Suspirei e comecei a comer feito louca, parecia que não comia a dias e não a algumas horas... Apesar que, ontem eu não jantei por fogo, sempre fui preocupada com o meu corpo.
Balancei a cabeça e continuei a comer, pensando em San Francisco, no meu pai, no Luke...
Balancei minha cabeça rapidamente e tentei acalmar as batidas do meu coração e minha respiração acelerada.
Terminei de comer e coloquei o prato na lavadeira, subi para o meu quarto e escovei meu dente, descendo de novo e saindo de casa... Hora de conhecer esse inferno não?
Ele era incrivelmente grande e com casas decoradas de maneiras diferentes, tinha uma com a faixada gótica e outra a sua frente totalmente cor-de-rosa, tipo, tudo rosa mesmo, até as portas... Acho que encontrei a casa da Barbie, só acho.
– Casa da Afrodite... Na frente a casa de Hades — a voz de Percy ecoou como um sussurro no meu ouvido, me fazendo levar um susto.
– Achei que me odiasse — me virei para encará-lo, percebendo o tão quão lindo ele era sorrindo.
– E odeio... Mas minha vó tem aquela coisa de boa vizinhança sabe? Se descobrir que te odeio, vai mandar nos dois para um chalé em Long Island e lá não tem nenhum meio de comunicação — ele falou revirando os olhos — Ela fez isso com o Leo e com o Frank.
– Deixe-me adivinhar, os dois se odiavam por causa de uma garota?
– Não ou sim... Ah sei lá, não morava aqui quando isso aconteceu — ele falou começando a andar e eu o acompanhei — Mas não é só adolescentes que ela manda, já mandou a Afrodite e a Ártemis para esse chalé também.
– As duas são amigas?
– Não muito, Ártemis tem vinte anos e Afrodite basicamente o dobro — ele cruzou os braços, inquieto — Ela não fala a idade para ninguém. Vai conhecê-la no dia da reunião.
Concordei com a cabeça e olhei para outra casa, dessa vez toda em dourado e prata.. Estranho.
– Apolo e Ártemis, são os gêmeos daqui... Moram aqui por causa da faculdade, só que a família vive no Texas — ele falou provavelmente notando meu interesse na casa, que pelo o que parecia, era a menor de todas — Parece pequena né? Mas por dentro é gigante... Normalmente todos se perdem quando tem festa aqui.
– E quando tem festa ai?
– Quase toda semana... É que os gêmeos malucos não estão ai, se não amanhã mesmo teria uma festa que só acabaria na quarta — ele sorriu torto — Aquela é a casa da Rachel Dare... Eu sempre esqueço o nome dos pais dela.
– Só tem a gente de adolescente?
– Não... Tem o Nico, minha prima Thalia, a Piper... Tem alguns adolescentes, afinal aqui é um condomínio familiar — ele falou se virando e sorrindo mais ainda, acompanhei o olhar e não entendi — Bem, Chase, ache outro guia ou se perca nesse inferno... Meu coroa saiu e eu também já vou sumir.
– Só estava aqui comigo para se livrar do seu pai? Ele parece ser tão legal.
– Sim sim... E as aparências enganam muito — ele falou e depois saiu andando, me deixando completamente sozinha em um lugar que não conheço.
Homens são todos iguais, pelo amor de Deus, não existe nenhum que seja decente ou que não brinque de ser amiguinho para alguma coisa?
– Ih querida, esquece — uma voz de mulher ecoou atrás de mim — O Percy é o garoto mais difícil desse condomínio... Mas quando ele pega alguém, dizem que ele te leva ao céu.
Me virei e encarei a figura ruiva e sardenta, ela era baixinha e gordinha... Usava roupas largas e óculos fundo de garrafa, tinha várias espinhas na cara e também usava um aparelho... Que horror!
– Nancy Bobofit — ela sorriu olhando para figura minúscula de Percy distante, acho que ele já estava entrando no carro — Mas voltando, o Percy é o mais gostoso e o mais hipócrita desse condomínio... Tem que ser muito gostosa para ir conhecer o quarto dele.
– Eu já vi o quarto dele... Não totalmente, mas uma boa parte — olhei para ela, tentando não mostrar meu horror.
– Não esse quarto, o outro quarto — ela falou revirando os olhos — Eu acho ele incrivelmente lindo, pena que ele nem olha para mim.
Também né, até eu não olharia para você com essa cara vermelha e cheia de espinha... A menina era feia demais! Tipo, o cabelo todo armado e os dentes tortos, apesar do aparelho...
– Bem. Não perca seu tempo com ele... Nem se colocasse silicone e fizesse mil plásticas no rosto ele te diria "Oi" — ela suspirou se achando a gostosona, só que não — Eu tenho que ir, tchau queridinha.
– É... Nancy? — a chamei fazendo ela me olhar — Ele já falou comigo... Três vezes em menos de vinte e quatro horas.
Sorri e a deixei com uma cara de "Whats?", refiz meu caminho e me sentei na calçada da minha casa, notando a falta do carro da minha mãe.
Fechei os olhos e comecei a pensar em como as pessoas daqui são estranhas, até que o rosto de Luke aparecer na minha mente e eu abrir os olhos apavorada.
Respira, Annabeth, foi só uma imagem.
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