Unconditionally

5 Complicated.


Somebody else round everyone else. You're watching your back like you can't relax. You're tryin' to be cool you look like a fool to me.

Coloquei o último livro na caixa e caminhei até o andar de baixo com a mesma, ignorando o casalzinho feliz que se pegava no sofá e abrindo de novo a porta que dava para o porão.

Deixei a caixa em um canto e subi as escadas de novo, controlando as minhas lágrimas e a minha vontade maluca de matar ela, já que ela era a culpada de tudo, ela tinha destruído tudo o que eu tinha construído na minha vida nesses dezessete dias.

Bati a porta com força e encarei a nova decoração do quarto, sem paredes ou camas embutidas com dezenas de livros. Uma decoração que mostrava realmente como eu era e que eu pude fazer sem qualquer ajuda da minha mãe.

Soltei meu cabelo e me joguei na cama, mordendo o travesseiro com força para não gritar. Eu só queria gritar.

Ela mal tinha chegado e já tinha roubados meus únicos amigos na mesma noite. Ela conseguiu ir para a cama com o meu vizinho sexy e pelo qual eu estou afim. Ela se dá bem com todos no condomínio. Ela tem a vida perfeita. Ela é perfeita!

O cabelo longo com as pontas enroladas naturalmente é azul. Os olhos são azuis escuros. A pele é mais branca que a neve. Os lábios cheios são avermelhados. O corpo é cheio de curvas.

Apertei os olhos e ouvi a porta ser fechada com força, os passos eram rápidos e logo eu pude sentir meu cabelo ser afastado e sentir beijos e mordidas no meu pescoço.

– Leslie me deixa! Vai ir comer o Percy! — resmunguei voltando a jogar meu cabelo na nuca, arrepiada.

– Tudo bem então, loira, até mais — a voz de Percy ecoou baixinha no meu ouvido e me fez virar rapidamente.

Ele riu e se inclinou mais um pouco, o suficiente para deixar seus lábios a centímetros dos meus e isso era muito tentador. Estamos falando de Percy Jackson na minha cama.

– O que está fazendo aqui? Não está mais pegando a Leslie? — frisei o nome da minha prima querida, só que não.

Ele revirou os olhos e se jogou ao meu lado da cama, colocando os braços na nuca e encarando o teto.

– Eu e a Leslie estamos apenas ficando, isso não me impede de ficar com outra pessoa — ele falou encarando o quarto — Azul ficar melhor que roxo aqui, fora que é minha cor preferida.

– Então é por isso que está ficando com ela? Olho azul, cabelo azul...

– Por que cisma tanto com ela? Estou ficando com ela por que ela é gostosa e sexy para cacete — ele falou irritado.

– Você se irrita fácil — me virei para encará-lo sorrindo — Bipolaridade não é?

– Sei lá — ele deu ombros.

Nós dois ficamos em silêncio por um longo tempo, ele encarava a nova decoração do meu quarto, já que eu mudei a antiga por que ele falou que o meu quarto parecia uma biblioteca arrumada.

Na verdade não foi apenas por ele, foi também por que sentia falta do meu antigo quarto em São Francisco e tentei me basear o máximo possível nele para redecorar esse. Consegui fazer tudo em quinze dias.

– Por que não está mais com a minha prima?

– Nico quer pegar ela, mas ela não quer pegar ele por que está comigo, então como sou uma pessoa muito legal, terminei com ela para o Nico ficar com ela e inventei que estava afim de pegar você, pois é mais gostosa e blá-blá-blá — ele falou tranquilamente minutos depois — Agora vai ter que desfilar do meu lado como minha ficante.

– E se eu não quiser?

– Eu sei que você quer! — ele falou se deitando em cima de mim, sem apoiar todo o seu peso no meu corpo — Eu sei que me quer desde o dia que chegou aqui.

Eu queria poder rir e negar com todas as minhas forças que isso era mentira e que era ele que me queria desde o dia que cheguei aqui, mas era verdade o que ele falou, eu o queria demais. Queria sentir seus lábios vermelhos nos meus. Queria sentir suas mãos grandes pelo meu corpo. Queria ele.

Parece psicótico, mas algo nele me chama a atenção desde que nos esbarramos na frente da minha casa. Ele me odeia. Eu odeio ele me odiar.

– Jackson...

Seus lábios nos meus deixaram a frase no ar. O beijo que tanto pedi. Nossas línguas guerreando. Nossas bocas se encaixando perfeitamente.

Eu poderia estar sonhando.

Ele mordeu e puxou meu lábio com força, logo depois me dando um selinho e se jogando ao meu lado na cama.

– Tudo bem — falei depois que recuperei meu ar — Eu aceito fingir ser sua ficante para agradar o Nico.

– Não é agrado, Chase, eu apenas estou sendo amigo — ele deu ombros — O Nico não é de ficar com qualquer uma.

– A Leslie é qualquer uma — revirei os olhos, me sentando.

Ele deu ombros novamente e me encarou. Suas íris estavam em um tom de verde musgo que chegava a hipnotizar de tão lindo que era. Ele era lindo.

Suspirei e prendi meu cabelo de novo, agradecendo por faltar tão pouco para o outono e me desanimando por saber que as aulas iriam voltar daqui a umas semanas.

Cidade nova. Casa nova. Vida nova. Escola nova.

Eu nunca fui muito boa com mudanças, isso chegava a ser frustante em alguns momentos. Queria ser mais aceitável e menos desconfiada. Queria ser menos orgulhosa.

– Você sempre fica pensativa desse jeito?

– Você sempre interrompe os pensamentos das pessoas desse jeito?

Ele deu um sorriso mínimo e se sentou. Ele segurou meu rabo e puxou, fazendo meu cabelo cair sobre o ombro e me fazendo revirar os olhos.

– Você ficar melhor com o cabelo solto — ele deu ombros, soltando meu elástico na cama e se levantando — Depois a gente se fala, Chase.

Encarei ele por uns minutos, atônita.

Ele entra no meu quarto, me faz aceitar fingir que estou ficando com ele, me beija e depois solta meu cabelo. Ele ainda quer sair como se nada tivesse acontecido?!

Me levantei também e caminhei até ele, tranquilamente e com um sorriso divertido no rosto.

Parei na sua frente e passei minhas mãos pelo seu peitoral coberto pela camiseta verde, acariciando ele até chegar na barra e depois colocando minha mão por baixo da mesma, ficando na ponta dos pés e me inclinando para frente, agradecendo pelo decote grande que usava.

– As coisas não são tão fáceis assim, Jackson — falei levantando sua blusa — Eu nunca vou tornar as coisas fáceis para você.

Ele me empurrou até a parede e me prensou lá, aproximando seu rosto do meu e me dando outro beijo. Um beijo mil vezes melhor que o primeiro. Uma guerra mil vezes melhor que a primeira. Um beijo voraz e uma dança sensual.

Ele separou nossos lábios quando o ar acabou, apertando minha cintura com força e mordiscando meu queixo.

– Toma cuidado, Chase — ele falou com um sorriso sarcástico — Quem brinca com fogo, acaba se queimando.

Ele me soltou e caminhou rapidamente para fora do quarto, me deixando totalmente paralisada e ofegante, sem tirar aquele sorriso sarcástico dele da minha cabeça.

Balancei minha cabeça e recuperei meu ar, caminhando até a porta e saindo do meu quarto rapidamente. Desci as escadas correndo e era tarde demais, ele já tinha saído e eu estava sozinha na casa, isso se Leslie não tivesse saindo — eu esperava que sim — e se a minha mãe não tivesse voltado mais cedo do trabalho.

Caminhei até a cozinha e abri a geladeira, tirando de lá a jarra de suco e colocando em cima do balcão de mármore. Peguei um copo no armário e me sentei, enchendo o mesmo com o liquido amarelo e encarando fixamente o nada por longos minutos, dando pequenos goles de vez em quando.

Eu devia estar ficando maluca por aceitar fazer aquilo para o Jackson. Eu estava deixando ele me usar para agradar o Nico... Que tipo de pessoa eu era? Não sei aonde estava com a cabeça quando aceitei isso! Não sei aonde ele estava com a cabeça quando falou para a Leslie que estava ficando comigo! Ele me odeia!

– Então... Que bruxaria você fez para o Perseu aceitar ficar com você em, Chase?

– Uma que com certeza você não deve ter conseguido fazer direito... Quem diria, ser trocada pela prima — dei um sorriso irônico para Leslie, vendo a mesma ajeitar o piercing no nariz — Eles sempre acabam ficando com a loira gostosa.

– Mas, você não ganha nada com isso — ela deu ombros, se sentando na minha frente — Ele vai te usar e depois jogar fora, Chase... Ele não é do tipo que se importa com o que as pessoas sentem e muito menos do tipo que liga se está ou não magoando alguém.

Seus olhos azuis estavam bem destacados pela maquiagem preta e a franja — agora azul desbotado — estava molhada, assim como o resto do cabelo quase verde. Ela usava um short verde claro e um corpete branco... O que fazia ela parecer uma prostituta ou uma dançarina de Strip Tease dos bares de Las Vegas.

– Quando vai contar o que por que de estar aqui em? Todos sabemos que você odeia a minha mãe e a mim... Com certeza deve ter sido expulsa de novo daquelas escolas nojentinhas que você frequenta não é? — falei aproximando meu rosto do seu — Leslie, quando você vai aprender que suas palavras não fazem diferença na minha vida? Que eu parei de me importar com o que você pensa de mim?

– Eu não preciso aprender nada, Annabeth — ela falou piscando rapidamente e depois voltando a me encarar — Quem precisa aprender aqui é você! Você tem medo de se divertir ou de aproveitar a vida como ela realmente é! Você prefere ficar trancada dentro de um quarto lendo coisas que não são verdade... Os livros iludem, Annabeth, eles te fazem criar esperanças falsas de um amor ou de uma amizade verdadeira.

– Eles não iludem, Leslie — me levantei ainda encarando ela — Eles te fazem sonhar e imaginar, mas não é todos que tem força de vontade para realizar seus sonhos não é? Você é um exemplo disso. Veio morar aqui por que seu pai é um empresário conhecido nacionalmente e seria chato as pessoas souberem que a única filha dele está apaixonada pelo filho do motorista... Você é o exemplo puro de preconceito.

Ela me olhou atônita, como sempre faz quando se sente ameaçada por alguém ou quando não sabe como provar o contrário de algo. Eu podia odiar a Leslie com todas as minhas forças — que nesse caso eram muitas -, mas eu a conhecia e sabia bem quando alguém estava fugindo de algo, afinal, eu já fugi de algo.

– Como sabe disso?

– Você ainda não perdeu a mania de deixar seu diário aberto em qual quer lugar, querida — dei ombros, caminhando para as escadas tranquilamente.

Eu acho que teria sido melhor eu ter ficado no andar de baixo com a Leslie do que ter subido para o meu quarto e passado pela porta da sacada.

A cena era um tanto... Repugnante? Isso, era repugnante demais ver o Percy e a Thalia quase transando. Já que ela era prima dele e ele já havia negado ela tantas vezes... Agora lá estava ela, apenas de calcinha sendo jogada na cama incrivelmente grande do moreno que estava apenas de cueca.

Bati as portas da sacada com força.

O Perseu me surpreendia cada vez mais com sua vida repugnante. Esses dias o pai dele teve que ir na delegacia retirar ele de lá pois foi pego dirigindo bêbado e em alta velocidade. Ele só tem dezoito anos!

Peguei meu Mac na escrivaninha e me joguei na cama macia com ele, abrindo minha rede social e começando a ver as notificações... Já fazia dias que não entrava e tinha muita coisa atualizada, muita solicitação de amizade e muita mensagem de pessoas que não vejo a anos ou que simplesmente nunca vi na vida.

Mas as fotos me chamaram a atenção.

Eram da Thalia e o Percy estava marcada em todas. A maioria eram fotos de brincadeiras dos dois e tinha algumas dos dois abraçados ou quase se beijando em uma praia... Nico também aparecia em algumas com uma garota morena, Reyna era o nome marcado e os dois pareciam estar ficando pelas fotos.

A foto de capa dela era tão perfeita que cheguei a sentir ciúmes... Os dois se beijando enquanto o sol nascia atrás deles, fazendo a imagem ficar alaranjada e os dois ficarem parecendo sombras pretas... Era tão romântico!

Talvez invejasse os dois... Ou talvez eu quisesse estar no lugar dela... Não sabia bem o que o suspiro triste que soltei involuntariamente significava, mas ele me fez fechar a rede social e o Mac rapidamente.

Fechei os olhos e sem querer — mas querendo — levei meus dedos aos meus lábios, recordando o beijo voraz hoje e notando que isso era nada perto do que Thalia tinha dele... O sangue, o beijo, o corpo, o carinho... Tudo perto de um mísero beijo que ganhei dele para aceitar fingir que estávamos ficando para ajudar o Nico com a Leslie... Que tipo de pessoa eu sou?

Uma puta – minha mente sussurrou.

Uma apaixonada– meu coração murmurou.

Balancei a cabeça afastando aquela loucura da mesma. Não estava apaixonada pelo Percy! Nem mesmo o conhecia!

Eu admito que tenho uma queda física por ele, afinal, o moreno dos olhos verdes é gostoso demais e é meio que impossível não ter uma queda física por ele, apenas isso, nada mais.

Abri os olhos ao ouvir um grito ardido vindo do quarto ao lado e resolvi sair do meu próprio quarto para não ter que aturar a putaria dos dois Olympus. Isso chegou ao um ponto trágico então.

Eu fiquei sem rumo, sentada na escada de vidro por longos minutos pensando nas fotos que tinha acabado de ver na internet e tentando juntar os pontos na minha mente... Thalia havia falado que a avó deles não sabia sobre o sexo, as drogas e o álcool... Mas aquelas fotos era tão revelativas.

– ANNABETH, LESLIE — minha mãe gritou batendo a porta. Ainda era cedo para ela estar em casa — TEMOS UMA FESTA PARA IR!

– Qual é tia... — Leslie resmungou em algum lugar da casa.

Notas finais
Sinceramente, eu estou em dúvida. Não sei se sou eu que não mereço comentários, ou se são vocês que não merecem capítulos. Poxa, eu passo a maior parte do tempo me dedicando a fazer capítulos para vocês e em troca recebo três comentários.. Claro, por que estou contando os comentários como "Não demore" e "Posta logo". Então cheguei a seguinte conclusão: Esse é o ultimo ano que escrevo aqui - infelizmente - e queria terminar pelo menos uma fanfiction com um bom numero de comentários decentes, e bem, essa dá para fazer isso, tenho um bom numero de leitores e de pessoas favoritando.. Fora os acessos que são grandes. Então cheguei a conclusão de que, se o numero de comentarios não melhorar, irei começar a postar a cada quinze dias. É um bom tempo para esperar comentários e um melhor ainda para que eu possa escrever mais tranquilamente. Se não querem isso, comentem!