Unconditionally
6 American Girl
We talked about all our dreams. And how we would show 'em all. I told him I got a plan and I'm gonna dominate
Ignorar o Perseu durante a grande parte da festa foi a coisa mais fácil da face da Terra em minha opinião, afinal, a ruiva perfeita estava lá para dar apoio a ele e isso me deixou com muita raiva. A festa era para ele.
A família Olympus tem uma grande influência no país e no mundo com o designer e construção de iates, lanchas, cruzeiros e coisas desse tipo. Percy iria assumir a empresa depois que terminasse a faculdade e essa festa era como um rito para eles. Thalia também iria assumir uma parte da empresa, mas o Perseu seria o "Poderoso Chefão" disso tudo.
O ego dele devia estar enorme por causa disso. O assunto da festa era ele e todas as garotas que estavam ali, caiam aos seus pés e deixavam a porcaria do seu ego maior ainda.
– Para quem está ficando com ele, você não dá muita importância para as outras garotas que quase comem ele com o olhar — Leslie falou com uma taça de champanhe entre os dedos — Vai lá, mostra que você é melhor que elas.
– Por que não vai achar alguém para te comer e para de tentar ser minha amiga? É bem melhor nisso — revirei meus olhos enquanto trocava a taça de champanhe, ignorando o seu bufar — Eu estou ficando com ele e, segundo você mesma, o Perseu não é homem de uma garota só.
Ela me olhou provavelmente de forma incrédula, mas eu fui melhor e apenas dei ombros para seu olhar, encontrando Bianca do outro lado do salão com uma garota ruiva e baixinha, mas mesmo de longe, dava para ver que ela era linda.
Caminhei até elas e sorri quando Bianca me viu e me puxou para a conversa das duas. A garota ruiva era Ártemis, irmã do Apolo e dona da casa com as melhores festas daquele condomínio, e ela muito simpática. Descobri também que Bianca iria para o segundo ano da faculdade no outono — que estava bem próximo — e que estava cursando química. Já Ártemis ia para o terceiro ano da faculdade de biologia animal, mesmo não parecendo que ela gostasse daquilo.
– Quando se está na faculdade, nada aparenta ser como realmente é — Ártemis riu da minha pergunta — É como falam nos filmes: Curtição, sexo, drogas e por fim, o curso de verdade.
– Então quer dizer que todo universitário é assim?
– Não, Annabeth, tem os nerds que simplesmente se focam no curso e fica por isso sabe? Eles não tem vida social ativa, ficam no campus o ano todo e só saem para as férias de verão e o feriado de fim de ano — Bianca respondeu com seu típico sorriso — Pode não parecer, mas o Percy é bem nerd e bem esperto.
– Verdade. Ele pode ter esse jeito maluco, viciado em sexo e que não liga para nada mesmo, mas ele sempre foi bem esperto — Ártemis respondeu olhando para o moreno incrivelmente bem vestido — Ele está se controlando muito para não focar bêbado essa noite.
– Por que a Réia está aqui?
– Não. Depois que ela descobriu o negócio da delegacia, também descobriu todo o resto e está incrivelmente brava com ele — Bianca riu como se aquilo fosse realmente engraçado — Mas essa empresa é a vida dele praticamente... Ele prometeu para seu avô... Você conhece a história dele?
Olhei para o Percy rapidamente e neguei com a cabeça. Ele parecia estar realmente feliz com aquela festa. O sorriso no rosto, os olhos brilhando mesmo com a pouca iluminação, a cada minuto em um lugar conversando com uma pessoa diferente... Nem parecia o Percy que eu conhecia.
– Os pais dele se separaram quando ele tinha sete anos e então ele se mudou para a Califórnia com a mãe e com o novo padrasto, só que esse cara que estava com a mãe dele era abusivo e batia muito nele. Quando ele contou para o pai, Posêidon riu e falou que não podia mentir, que ele não iria voltar com Sally e fim... Foi quando Percy cortou todas as relações com ele. Eles pararam de se falar e a única pessoa da família Olympus que ele aceitava ver era o avô, Cronos Olympus...
– Achei que Olympus era o sobrenome da Réia.
– E é. Cronos e a Réia eram primos, assim como ou Percy e a Thalia. Agora posso terminar minha história? — Bianca pediu e eu concordei — Bem, pelo o que eu sei dessa história, o avô dele ia visitá-lo todo mês e depois da morte da mãe dele, tentou ficar com a guarda e tudo mais, só que o Percy não aceitou e foi morar com a avó materna dele... Eu esqueci o nome dela, pois não sou nenhum dicionário de nomes ok? Então, ai as visitas ficaram mais intensas e ao mesmo tempo o Cronos ficou doente demais, então uma semana antes de morrer ele foi visitar o Percy, acho que a essa altura ele já tinha quinze anos ou mais. Eles conversaram e Percy prometeu para ele que iria assumir a Olympus Buildings e que iria fazer dela a melhor empresa de designer e construção do mundo. Por isso que ele ama isso aqui.
– Ok. Mas se ele odeia o pai, por que está morando com ele? — perguntei e Thalia apareceu no mesmo momento.
Ela estava incrível com os cabelos presos em um coque elegante, a maquiagem escura mais também elegante e o longo vestido roxo e long. Com as mangas transparentes e com um decote poderoso que se abria nos seios e fazia um V até o umbigo. A parti dai ele tinha uma saia um pouco mais solta.
– Ele perdeu todos os que amava, ele perdeu a confiança no amor e acho que não deviam falar disso aqui e não hoje — Thalia falou deixando a taça de champanhe na bandeja de um garçom — Estamos em uma festa de empresa e vocês querem discutir os pontos fracos do meu primo? Aqui esta cheio de amigos, mas ao mesmo tempo também está cheio de inimigos e falarem disso aqui é um perigo sabiam? Qualquer coisa que esses caras descubram pode ser o suficiente para ele usarem contra o Percy quando ele assumir a empresa.
Bianca corou e Ártemis deu ombros, como se não tivesse nada haver com aquilo que tinha acabado de acontecer — e de fato não tinha -, Thalia olhou para mim e estreitou os olhos azuis gélidos. Me lembrei do que tinha visto mais cedo e senti nojo dela, ai me lembrei que Réia tinha se casado com o próprio primo e senti ciúmes dela.
Eu estava pronta para sair daquela roda de meninas quando uma mão foi colocada em minha coluna e me imobilizando no mesmo momento e no mesmo lugar.
– Alguem está afim de ir para uma balada depois daqui? — a voz animada do Perseu me fez querer sair dali no mesmo segundo.
– Não vou a lugar nenhum assim e se eu voltar para casa, meu pai não vai deixar eu sair — Thalia resmungou sem grande animação, apenas seca.
– Seria ótimo se não tivesse um compromisso para depois daqui — Bianca sorriu maliciosa e olhou para Ártemis.
As duas riram e depois saíram andando pelo salão de festa. Thalia me encarou atentamente e de forma ameaçadora e depois saiu, me deixando completamente refém do Perseu.
– Chama a Rachel, ela já te fez companhia a noite inteira mesmo — dei ombros pronta para deixar aquele lugar, mais sua mão foi para o meu pulso e ele me puxou para a pista de dança que ali tinha — Não quero dança com você.
– Ninguém aqui perguntou se você quer o não — ele falou colocando os braços na minha cintura. No mesmo momento uma música mais calma começou.
Isso era completamente ridículo e parecia coisa de filme. O garoto pega a garota para uma dança e no mesmo momento a música agitada é trocada por uma lenta e romântica. Clichê.
Percy revirou os olhos e depois me encarou atentamente, ai me toquei que ainda estava com os braços fora do pescoço dele e então coloquei, revirando os olhos e deixando ele me guiar ao ritimo lento de Turning Page.
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– Por que tenta ser romântico? Isso não parece do seu feito — murmurei notando que as luzes diminuíram e que havia poucos casais dançando.
– E não é. Não planejei te puxar para dançar e que quando fizesse tal coisa, começaria a tocar uma música lenta e que as luzes iriam diminuir — ele revirou os olhos de novo. Sua pupila estava dilatada, o que fazia o verde parecer um anel que protegia o preto. Incrível. — São apenas conhecidencias.
– Você gosta de conhecidencias?
– De algumas, sim — ele sorriu me puxando para mais perto dele — Não precisa ter medo de mim. Eu não mordo... Pelo menos não em público.
Seu sorriso se transformou em algo brincalhão quando minhas bochechas esquentaram e acho que nossos rostos estavam perto o suficiente para que ele pudesse ver tal coisa.
– Não gosto da ideia de você me usar para agradar o Nico... Não sou nenhum tipo de objeto, Percy — falei deitando minha cabeça no seu peito. Seu coração batia calmamente — Você faz das mulheres um objeto e não quero ser mais uma... Eu te vi hoje com a Thalia.
Ele não respondeu, seus braços ficaram mais firmes na minha cintura e sua respiração ficou mais pesada.
– Preciso lembrar de fechar as portas da sacada — ele riu sem humor, minutos depois.
– O que eu quero dizer, é que: Não vou ser mais um objeto seu. Não vou ser que nem a Rachel ou a Thalia... Não vou ser fácil — levantei minha cabeça para encará-lo, no mesmo momento a música começou a chegar ao fim — Eu nunca vou facilitar as coisas para você.
– Acho que não quero que facilite, Annabeth — ele deu um pequeno e sincero sorriso — O que é mais difícil, é mais emocionante.
– Ainda não entendeu...
– Eu entendi sim, pode ficar tranquila — ele falou no mesmo momento em que a música acabou. Ele sorriu em meio as palmas que soaram pelo salão e me puxou para fora da pista de dança — Bem, amanhã o Nico e eu vamos para Moutauk e ele está afim de chamar a Leslie... Se ela for, poderia, por favor, ir também?
– O que eu acabei de falar, Perseu? — olhei incrédula para ele.
– Não precisa ficar comigo, só para curtir sabe? Aposto que ainda não conhece a costa de Long Island — ele sorriu e seus olhos atingiram um brilho tão intenso que foi impossível deixar de olhar — Vamos, Annabeth, deixa de ser anti-social e vai curtir sua adolescência! Depois que tudo isso acabar, depois que se formar na escola e tudo mais, não terá tempo para se divertir e irá se arrepender de não ter saído quando ainda podia... Vai falar assim: "Poxa, eu devia ter ido para Moutauk com o Percy naquela vez que ele chamou."
Foi impossível não rir da sua tentativa fracassada de tentar imitar minha voz, o bom disso foi que ele acompanhou e depois que ambos nos recuperamos, ele me virou para ele e me encarou atentamente.
– Você vai?
– Por que eu? Você tem a Thalia, a Bianca, a Rachel... Tem um monte de meninas que pode convidar e por que justamente eu? — perguntei arqueando a sobrancelha — Tudo bem que as loiras são mais gostosas, mas eu sou baixinha e como você mesmo falou: sou anti-social. Não vou ter pique para seguir o Nico, a Leslie e você nas baladas que provavelmente irão...
– Annabeth fala um sim logo! Caso não se lembre essa festa idiota é para mim e eu tenho que cumprimentar um bando de empresário gordo e chato ainda — ele riu, afinal, é notável que quando fico sem saída começo a falar demais.
– Se a linda da minha prima for — revirei os olhos — Eu vou ok? Mais nem pense em tentar tocar em mim!
– Desse jeito? — ele falou cutucando meu braço com o dedo, de forma infantil.
– Não desse jeito, Perseu — revirei os olhos.
– Ou desse jeito? — ele aproximou seu rosto do meu e encostou nossos lábios. Um arrepio percorreu minha coluna apenas com aquele selar de lábios e por mais que uma parte de mim gritasse para que eu chutasse as bolas dele, outra parte — uma bem maior — gritava para que eu apenas aproveitasse o momento.
Ele levou suas mãos até a minha cintura e me puxou para mais perto, pedindo passagem com a língua. Foi nesse momento que decidi que iria ouvir a minha parte maior e levei minhas mãos para o seu rosto, correspondendo o beijo.
Sua boca parecia ter sido moldada para se encaixar na minha, como duas peças de um brinquedo. Nossas línguas travaram um batalha calma, explorando cada canto de nossas bocas. Tudo parecia ir em câmera lenta. Parecia bom demais para ser realidade. Parecia um sonho, no qual eu não queria acordar.
Ele separou nossos lábios e eu quis protestar, mais ele apenas mordeu meu lábio inferior e depois me deu um selinho.
– Exatamente desse jeito, Perseu — falei ofegante e ele riu, passando o dedo nos meus lábios e talvez limpando o batom borrado. Dei um sorriso ao ver que tinha um pouco de batom rosa na sua boca e também limpei.
– Ok, Chase, não iriei tocar em você — ele riu e eu dei graças a deus por ninguém estar olhando.
Ele olhou por cima do meu ombro e soltou um suspiro longo e pesado, depois dando um sorriso visivelmente falso e acenando rapidamente — Eu odeio festas de empresa.
– Não precisa passar por isso, ainda falta anos para assumir a empresa — falei me virando um pouco e vendo o cara para quem ele acenou.
– Eu sei, mas isso é rito e não quero ser eu a acabar com essa passagem... A partir de agora eu estarei, de alguma forma, relacionado com os trabalhos da empresa sabe? A partir do outono vou poder visitar as construções dos barcos, participar de pequenas reuniões ou até mesmo desenhar algum modelo de barco pequeno... Como uma lancha.
– Uau muito pequeno — ri e ele revirou os olhos — Você já desenhou alguma vez?
– É basicamente isso o que eu faço quando tenho tempo livre — ele deu outro sorriso, um pouco mais verdadeiro dessa vez, e acenou para um gordo que passava — O que pensa em fazer?
– Eu? Arquitetura — falei sorrindo por dentro — Desde pequena gosto de arquitetura.
– É basicamente isso o que vou fazer, além da administração — ele falou dando outro aceno — Eu tenho que ir, nos vemos depois.
– Tchau, Jackson. Obrigada pela dança — dei um pequeno sorriso com meu pensamento atrevido.
– Por nada, Chase — ele sorriu de volta e caminhou rapidamente para um grupo de homens engravatados. Era irônico imaginar o Percy daquele jeito, já que ele estava com os primeiros botões da camiseta social aberta e não usava gravata nenhuma.
Caminhei rapidamente entre as mulheres elegantes e os homens engravatados, tendo uma rápida visão da minha mãe ao lado de Posêidon e de um outro homem, que tinha uma mulher linda ao seu lado, e depois voltando a caminhar até o toalete.
Quado abri a porta, ele aparentava estar vazio e olhei para o meu reflexo no espelho. Apesar dos meus lábios estarem sem qualquer batom, o resto ainda estava perfeito e da mesma maneira que tinha saído de casa. É claro que o meu cabelo estava um pouco bagunçado, mais como tinha feito um penteado simples e elegante, consegui arrumar rapidamente.
O vestido azul bebê caia perfeitamente em mim. Ele era colado até o quadril é depois sua saia era em tule e um pouco cheia, nada demais. Ele era bem simples e liso, apenas com a transparência nas minhas costas e meu salto branco nem aparecia.
Duas garotas entraram no mesmo momento que abri minha pequena bolsa e retirei meu batom de lá. Uma tinha cabelos incrivelmente negros e a outra tinha cabelos castanho claro, quase caramelo.
– Sinceramente, Reyna, se eu soubesse que o amigo do Nico era tão gato assim, eu teria vindo passar o verão inteiro aqui! Imagina, esse garoto deve ser um monstro na cama — a de cabelos castanhos falou abrindo a bolsa e retirando um batom de lá. Abri o meu batom rosa forte calmamente e comecei a passar bem devagar.
– O Percy? Cara quem consegue ir para a cama dele é muito sortuda — Reyna falou apenas se encarando no espelho. Ela era a garota das fotos da Thalia — Eu só sai com o Nico no final de semana passado por causa dele, mas ele preferiu pegar a Thalia.
– A metida a rockeira? — a menina perguntou e eu passei outra camada de batom nos lábios, tentando deixar mais forte. Reyna concordou — Aonde vocês foram?
– Hamptons, ficamos em um chalé alugado sabe? Sendo que o Percy tem um em Moutauk — Reyna falou indignada — Mas, cá entre nos, Calipso, o Nico também é bem gostosinho.
A Calipso revirou os olhos e elas mudaram de assunto. Eu guardei meu batom na bolsa e passei um lábio no outro. Dei um sorrisinho para as duas que pareceram perceber a minha presença e depois sai do toalete, dando de cara com Ártemis e também dando um sorriso para ela.
Voltei para a festa e comecei a procurar Leslie com o olhar. Agora ela seria obrigada a ir para Moutauk comigo e não a ir por que ela iria. Quem sabe eu esteja planejando algo especial para comemorar apenas com o Perseu.
A encontrei entre um monte de meninos. Eles provavelmente estavam babando na sua coxa que a fenda gigante mostrava ou no decote sem qualquer proteção do busto do vestido tomara-que-caia verde.
– Leslie vem aqui um minuto — sorri puxando ela pela mão e recebendo um monte de protestos de adolescentes, jovens e adultos que conversavam com ela — Já falou com o Nico essa noite?
– Se eu falei com ele? Minha prima, eu fiz muito mais que falar com ele — seu sorriso malicioso me fez soltar seu braço no mesmo momento — Ele me chamou para ir a Moutauk amanhã de manhã sabe? Ai eu neguei.
– Por que diabos negou? É de Moutauk que estamos falando sua problemática! E sabe de uma coisa? O Percy também me chamou, já que vamos ficar no chalé dele, e eu tenho certeza que você quer repetir qualquer coisa que tenha feito com o Nico em uma cama e com os dois nus. Não é?
– Sim, mas é praia e eu odeio praia! Deixa o cabelo com areia, partes do corpo com areia e por mais que você tome banho, ainda ficam cheirando a maresia — ela fez uma careta — Não vou e fim.
– Eu te arrumo um novo maço de maconha se você for. Minha mãe não vai deixar eu ir sozinha — falei e seu olhar se iluminou.
– Ok, eu vou então — ela sorriu — Quero a maconha hoje de madrugada.
– Não vou conseguir maconha a essa hora!
– Te vira — ela falou e saiu andando.
Suspirei e me perguntei aonde iria conseguir maconha as onze da noite. Ai me lembrei que tinha uma salvação e comecei a procurar por ela.
Acho que fiquei uns quinze minutos procurando um magrelo não tão magrelo, que parecia ter vindo do polo sul e que tinha cabelos negros por aquele salão enorme. Meus pés já latejavam por causa dos saltos gigantes que fui obrigada a colocar e agradeci quando consegui achar o Nícolas Di Angelo.
– Preciso que me arrume um maço de maconha, pra agora!
– Está me achando com cara de traficante? Se vira, Annabeth, ninguém mandou se viciar.
– Não é para mim, seu idiota! É para a Leslie e acho que me deve isso, convenci ela a ir com você para Moutauk — cruzei os braços diante dele — Por favor, eu sei que você tem um maço fechado.
– Tudo bem — ele falou me puxando para uma área mais escura do salão e tirando o maço fechado do bolso da calça — Vejo que o Perseu te contou que nós vamos amanhã.
– Ele fez uma chantagem para que eu fosse também — menti pegando o maço da sua mão e o colocando na bolsa — Eu não iria não.
– Se ele te fez chantagem, ele te quer muito lá — Nico riu se encostando na parede e arqueando uma sobrancelha — Ele não é dessas coisas, está acostumado com qualquer garota beijando o chão que ele pisa.
– Você não pode reclamar muito, é a cópia dele — resmunguei — Além do mais, eu não sou qualquer garota.
– Ui — ele riu e eu revirei os olhou, dei dois tapinhas no seu rosto e depois caminhei para a multidão de novo. Me focando em conversas diversas e tudo mais.
Depois de meia hora que a festa tinha acabado, minha mãe decidiu ir embora e eu agradeci quando entrei no carro e pude tirar o salto alto. Como a minha mãe e a Leslie aguentavam aquilo?
Não liguei de estar descalça quando o carro parou na frente de casa e entrei rapidamente. Abrindo o meu vestido ainda na escada e depois batendo a porta com força.
Deixei o tecido escorrer pela minha pele ainda encostada na porta e depois pegando ele no chão. Caminhei de lingerie até o meu closet, parando de frente a porta da sacada e vendo o quarto escuro de Percy. É claro que ele ainda ia ficar naquele salão por algum tempo.
Voltei a caminhar para o closet e joguei os saltos lá, assim como joguei meu vestido perfeito em cima da poltrona roxa que tinha bem no centro. Peguei o primeiro pijama que achei e depois me encaminhei para o banheiro, tomando um longo e relaxante banho.
Quando sai do banheiro, encontrei Leslie jogada na minha cama e com o celular no ouvido. Ela fez um sinal para que eu esperasse e eu fiz algo melhor, fui me sentar na sacada já que ganhava muito mais com isso.
O quarto dele agora estava iluminado, eu podia ouvir a música baixa que saia de lá e apesar da porta de vidro fechada e das cortinas azuis também, dava para ver sua sombra andando de um lado para o outro cada hora com alguma coisa na mão.
Olhei para o céu e notei que ele estava meio avermelhado. Dizem que quando ele está assim é por que o dia vai ser quente e etc e tal... Não sei, não gosto de saber dessas coisas.
O barulho de fechadura me fez olhar para a porta de novo, e ele apareceu todo sexy e com um pequeno sorriso no rosto. O cabelo preto estava molhado e bagunçado, ele usava apenas uma calça de pijama e sua pupila não estava tão dilatada como antes.
– Devia ir fazer sua mala, vamos ficar lá até segunda — ele falou se sentando na poltrona que tinha ali fora, era mais um puff para falar a verdade.
– Segunda? — arregalei os olhos e ele riu, concordando — Minha mãe nunca deixaria.
– Bem, essa noite fui obrigado a falar com todos naquela festa e tudo mais... Atena era uma das pessoas daquela festa e adivinha? Ela deixou — seu sorriso passou do brincalhão para o desafiador — Então, Chase, acho bom você ir fazer suas malas.
Encarei ele meio que incrédula. Acho que esse homem nunca tinha levado um não na vida e que aquela história que a Bianca me contou mais cedo foi apenas história para dormir, ele não tem cara de quem apanha... Apesar de que... Não.
– ANNABETH CHASE VENHA AQUI AGORA — Leslie gritou do meu quarto e eu dei um sorriso para o Perseu.
– Meus problemas me chamam — dei uma piscadela — Te vejo as...
– Nove na frente da minha casa — seu sorriso ainda era desafiador e eu apenas concordei, me levantando e caminhando para o meu quarto.
– Fala, Burkee — resmunguei passando reto por ela e caminhando para o meu closet. Peguei uma mala média e comecei a procurar as roupas que ia levar.
– Minha maconha, meu estoque acabou e eu preciso dela — ela falou entrando no closet, enquanto eu andava de um lado para o outro pegando roupas diversas e colocando dentro da mala — Leva agasalho, Moutauk é fria durante a noite.
– Como sabe disso? Não odeia praia? — perguntei dando ombros para ela e colocando alguns biquínis na mala.
– Conhece o meu pai, ele adora sol e praia... Já me arrastou para Moutauk uma vez e acredite, lá é frio durante a noite — ela cruzou os braços, se sentando na poltrona em que estava meu vestido da festa — Vai me dar a maconha ou não?
– Só depois que estiver dentro do carro e a caminho para Moutauk.
– Não confia em mim? — ela perguntou incrédula e eu a encarei, jogando alguns moletons na mala.
– Não.
– Sério mesmo que não confia na sua prima por parte de mãe?
– Sim — respondi olhando para os meus sapatos que nunca usei. Leslie bufou.
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