Unconditionally

34 All Of The Stars.


I can see the stars. From America. I wonder, do you see then, too? So open your eyes and see. The way our horizons meet. And all of the lights will leave. Into the night with me.

Bati a porta em um som oco, me virando devagar e com os saltos na mão, já era bem tarde e eu sabia que o Declan poderia acordar a qualquer momento, consequentemente minha mãe acordaria e não gostaria de não me ver na cama.

Subi as escadas rapidamente e na ponta dos pés, tomei um banho rápido e quando fui fechar a porta do meu quarto, ouvi um barulho no quarto do Declan, que era perto o suficiente do meu.

Caminhei até lá e encontrei meu irmãozinho balançando os pezinhos para o alto, com as mãos querendo tocar os dinossauros iluminantes presos no teto. Sorri para ele e o peguei no colo, desligando sua babá eletrônica e dando a minha mãe uma noite digna de sono.

Voltei para o meu quarto com o pequenino no colo. Ele tinha aquele sorriso banguela lindo que apenas bebês tinham e mexia nas pontas do meu cabelo longo demais.

– Você também é loiro, querido — sorri para ele, fechando a porta atrás de mim e indo para a sacada. A brisa quente da madrugada estava gostosa e foi ali que fiz o Declan dormir novamente, encarando as estrelas e contando a ele uma história, bebês gostam de histórias para dormir. — Era um vez uma garota que havia acabado de se mudar para um reino, lá ela conheceu o príncipe que subiria ao trono e que já estava com o casamento arranjado... Só que ele não queria se casar, ele queria lutar contra os dragons que ameaçavam a ele e a sua amada, não a noiva dele. Essa noiva era louca por ele e estava disposta a fazer qualquer coisa para tê-lo... — desisti de contar a história, lembrando do que Justin havia me dito mais cedo. Olhei então para ele e vi seus olhos atentos nas estrelas, uma das suas mãozinhas gorduchas se levantaram tentando pegá-las. — Assim como as estrelas, Declan, esse amor era impossível de se agarrar.

Ele me olhou enquanto eu falava, então sorriu e se aconchegou mais nos meus braços, fechou os olhos e apertou mais a sua mãozinha gorducha na ponta do meu cabelo. Cantarolei baixinho e quando ele caiu em sono profundo o deitei na minha cama, arrumando de um lado com vários travesseiros para ele não cair e me deitando ao seu lado. Dormi uma das suas mãos presas ao colar que Percy me dera na final.

– Posêidon, meu filho sumiu durante a noite e você pede para mim ter calma? Ai meu deus, como você pôde ficar tão tranquilo assim? — minha mãe falou, ou gritou do outro lado da porta. Ai me lembrei que Declan dormia ao meu lado e que a minha porta estava trancada.

Ouvi passos descerem as escadas correndo quando a campainha tocou e eu me levantei. Deixaria minha mãe maluca por mais algum tempo, deixaria Declan dormir mais um pouco e iria tomar banho. Então fiz isso, tomei banho, arrumei meu cabelo longo demais — nunca havia deixado ele crescer tanto, já passava da minha cintura — e me vesti. Coloquei um short branco de cintura alta, uma blusinha de seda preta com alças fininhas e amarrei uma blusa de manga longa com letras japonesas. Calcei coturnos pretos e fiz a minha maquiagem básica, apenas passando um batom açaí opaco. Coloquei meus colares novamente e a pulseira que Justin havia me dado, junto com algumas outras.

– Hei — peguei Declan antes que ele começasse a chorar e deixei ele brincar com o meu cabelo de novo. Peguei meu ray ban preto e a minha bolsa, então destronquei a porta e desci as escadas tranquilamente. — Bom dia — falei colocando meu irmãozinho no carrinho e dando um brinquedo para ele morder, deixei a minha bolsa de franjas sobre o sofá e coloquei meus óculos ao lado. Minha mãe me olhava como se eu fosse um E.T.

– Declan dormiu com você? — ela finalmente perguntou enquanto eu via as ligações perdidas dos meus amigos no celular. Concordei dando de ombros e indo para a cozinha, respondendo uma mensagem de Nico.

– Bom dia, Posêidon — sorri para o homem de costas a mim, preparando ovos mexidos e bacon.

– Uau, bom dia, Annie — ele disse depois que se virou. Me analisou bem e puxou um prato, colocando para mim duas fatias de bacon e os ovos — O que te fizeram?

– Nada — disse virando o suco no copo para mim. Minha mãe entrou na cozinha com o carrinho de Declan e se sentou ao meu lado, então colocou a mão na minha testa enquanto eu comia.

Ela murmurou um "estável" e então encarou Posêidon com um misto de preocupação e alegria. Continuei a comer, me lembrando de como os bacons fritos de Posêidon eram ótimos.

Ontem Justin me levou para o cinema, ao museu de cera e ainda passamos no shopping. O dia havia sido legal e ele sabia exatamente o que evitar, mas ele não sabia que eu não queria evitar... Pelo menos uma parte de mim não queria.

Meu celular bipou e eu o peguei na pressa, vendo a nova mensagem de Lana e aceitando seu convite de ir almoçar junto com o Nico e a Silena.

– Aceitei a resposta de Harvard — falei por fim, colocando o copo com suco pela metade sobre o balcão de mármore. O rosto da minha mãe se iluminou e ela me abraçou apertado, foi ai que percebi que hoje era segunda e consequentemente o dia em que ela ia voltar a trabalhar.

– Fico contente, meu amor... Mas achei que escolheria algo mais perto, como a Pratt ou a Columbia. Acho que até Cornell estava bom.

– Mãe... Minha entrevista já está marcada, vou para Cambridge no início da semana que vem — suspirei não querendo que ela dissesse que eu tinha que ficar aqui no estado de New York.

O silêncio tomou conta de nós novamente e eu não quis quebrá-lo, terminei meu café da manhã e subi novamente para o meu quarto, com o celular na mão e não me importando em fechar a porta da sacada ou a cortina, deixaria o sol entrar a vontade no meu quarto. Então comecei a organizar tudo o que havia desorganizado nos últimos meses.

Não levei muito tempo para recolher as fotos rasgadas do chão e joga-las no lixo, sabia que existia outras delas com a minha mãe, pois se tratava de fotos minha com o meu pai. Organizei tudo e coloquei tudo no seu devido lugar, até a minha cama arrumei sozinha, pois normalmente a empregada fazia isso quando deixava que ela entrasse no meu quarto.

Então me sentei na cadeira da escrivaninha e liguei meu MacBook, procurando minha agenda nas gavetas enquanto ele iniciava. Deixei anotado na agenda a data da minha entrevista e arranquei o papel dali, colando ele na lateral do Mac para que eu me lembrasse e fechei a agenda, deixando cair um foto dali de dentro.

Peguei ela e sorri por causa da lembrança agradável que ela me trazia, mas ao mesmo tempo senti a saudades apertar meu coração como se quisesse esmagá-lo brutalmente.

Todos estávamos todos sujos de pó colorido, aquele que se usa no Festival das Cores. Eu estava nas costas do Percy, enquanto Lana olhava para o seu próprio corpo multicolorido — lembro que ela reclamava da roupa estar detonada — e a Silena fazia uma cara de choro, assustada e brava ao mesmo tempo, já Nico estava jogado de joelhos com as mãos para o alto. Ele gargalhava alto por causa das reclamações da Lana e da Silena, e o Charles — que havia batido a foto — acompanhava ele. Percy também ria na foto, seus olhos estavam apertados e sua gargalhada era alta, com um sorriso largo e aberto. Eu mostrava a minha língua, mesmo rindo, e tinha um dos braços levantados para o alto.

Não podia chorar pela perda dele para sempre, mas eu poderia me lembrar dos vários momentos malucos e pra lá de bom que vivemos juntos. Como essa, os meninos haviam enchido várias bexigas com tinta colorida e nos falado que era trigo, a gente estava nos Hamptons para um feriado com os nossos pais e decidimos fazer algo louco. Com mais de cem bexigas cheias de pó colorido e seis adolescentes com problemas mentais começamos a jogar um no outro, só percebendo quando a primeira bexiga estourou — na Silena — que era pó e não trigo, então a brincadeira ficou legal pois todos acabamos todos sujos por tentar fugir das bexigas.

Eu fiquei pior que todos, pois os três garotos e a Lana jogaram em mim ao mesmo tempo. Posêidon e Hades ficaram malucos, enquanto minha mãe e a de Nico riam das nossas caras, pois levamos um sermão bem foda.

– Fiquei de castigo por uma semana — Nico falou atrás de mim, encarando a foto também. Me virei para ele e sorri.

– Minha mãe não me fez nada, mas tirar aquele pó do cabelo já foi um castigo terrível — falei colocando a foto para escanear, então abri o navegador da internet e abri a minha rede social — O que faz aqui?

– Vim ver como estava — ele disse cruzando os braços — Não atendeu meus telefonemas ontem e a sua mãe disse que havia saído cedo... Ai agora ela me disse que você havia voltado a viver e eu tiver que vir me certificar disso, ai te peguei encarando a foto.

– Estava me lembrando de como aquele dia foi bom — ri salvando a foto e a mandando para a galeria do meu perfil — Acho que ficar chorando e me matar aos poucos não vai trazê-lo de volta.

Ele pegou a foto de novo e analisou bem ela, franzindo os lábios e lutando contra si mesmo por alguma coisa. Ele soltou um suspiro carregado e então me devolveu a foto, ele percebeu que eu o encarava e me deu um sorriso nervoso.

– Podemos deixar a sua memória viva — ele disse então, concordei vendo os comentários na foto que havia postado. Todos direcionados a saudades das pessoas que conheciam o Percy.

Ele seria esquecido por elas daqui a algum tempo, não passando de um amigo de adolescência que estudou com elas e que teve o fim tão trágico. Mas para nós, como o Nico e eu — até a Thalia -, ele estaria sempre vivo nas nossas memórias, pois passamos momentos bons e ruins juntos.

Percy não havia morrido na minha memória, ele nunca morreria... Meu amor por ele sempre seria lembrado por mim, não por ele foi o meu primeiro namorado — coisa que ele não foi — mas sim porque eu o havia amado de verdade. Eu havia amado Perseu Jackson Olympus incondicionalmente.

– Algumas coisas nasceram para serem lembradas, Nico — disse por fim. Ele franziu o cenho, tentando entender — Não podemos tentar manter a memória de alguém viva se realmente não a amamos. Elas nunca morreram caso contrário.

Notas finais
Gente esse capítulo é tão fofo pelo simples fato do Nico estar ali.. Hm, com o que será que ele estava lutando hein? Eu vou fazer um quiz com vocês, quem responder corretamente terá spollier da minha próxima fanfic, a mesma que postarei no dia em que for finalizar essa. As perguntas são: 1) Quem é a pessoa que parou a Annie no enterro do Tritão e o que ela queria lá? 2) O que levou Frederick e Atena a se separarem? O que fez a Annabeth odiar tanto ele? AS RESPOSTAS ESTÃO ABERTAS!!! E nem tentem olhar o comentário das pessoas que derem as respostas, quem acertar terá o spollier por MP. ROSE WEASLEY ESSE CAPÍTULO É PARA VOCÊ MEU AMOR, SUA RECOMENDAÇÃO FOI... PERFEITA! DIVA! LINDA! 600 comentários? Uh??? Beijos e respondam as perguntas!!!