Uncommon Love
4 O que você não deve fazer com sua sobrinha gostosa
Notas iniciais

Não me pergunte por que eu havia provocado Damon aquele dia, nem mesmo eu sei dizer... Talvez a resposta mais correta que eu possa dar é que se você tivesse um tio como o meu, provavelmente teria feito a mesma coisa.
– Anda garota, sai de cima do meu namorado – Ela fez gestos com as mãos e eu a mostrei a língua, queria mesmo era provocar aquela mulher – Damon, estamos atrasados para o voo.
– Vamos viajar? – Perguntei sorrindo, Damon se levantou e eu o abracei.
– Seu tio e eu vamos...
– Elena, pegue uma mochila com suas roupas. Leve o violão – eu assenti e sai do escritório. Caroline o olhou com raiva.
(...)
Eu não ia deixar Elena a sós com Danny. Não ia mesmo. Naquele momento, não me importava o quanto Caroline esperneasse, gritasse ou me batesse, Elena iria comigo.
– Você só pode estar pirando, Damon! – Sim, ela estava furiosa.
– Carr, Elena vai.
– Ah, ok – ela cruzou os braços – Elena vai... Caroline e sua viajem romântica que se fodam!
– Não é nada disso – eu balancei a cabeça – Mais Elena tem que ir, faz parte do pacote, entende? Se sua sobrinha vem para a sua casa passar um tempo, você deve cuidar dela, leva-la mesmo que você for para o Alasca.
– Ok, então vamos levar Matt e Nathan também – ela sorria irônica – Danny vai estar desocupado, transferi todos os nossos casos para a próxima semana, tenho certeza que ele vai adorar sentar ao lado de Elena no carro até o aeroporto. Aproveitamos e chamamos a irmã do Matt e seus filhos! Um deles tem 17 também! Vou aproveitar e ligar para minha mãe agora, pago a passagem dela, tenho certeza que ela vai adorar a Califórnia !
– Caroline, Elena vai. Eu não vou mudar de ideia a respeito disso. Não vou a deixar sozinha.
(...)
Corri para o armário de remédios do banheiro, alguma coisa ali iria ajudar a me livrar de Caroline. Eu estava muito animada com a ideia de um final de semana na praia, mais não com a ideia de Caroline estar lá. Arrecadei cinco comprimido escrito “purgante” e fui até a cozinha. Naquele almoço, Mary havia preparado suco de Abacaxi ao meu pedido e sobrara muito, porque Danny não gostou. Amassei todos os comprimidos e despejei em um copo de suco. Servi mais três copos e os deixei posicionados estrategicamente na bancada.
– Tio Damon! Caroline! – chamei – Venham tomar um pouco de suco – Eles vieram, Damon como sempre sério, e Caroline com sua expressão de deboche. Peguei um copo para mim, entreguei o outro para Damon e deixei o especial da Caroline na bancada.
(...)
Caroline estava vermelha quando saiu pela sexta vez do banheiro. Ela alternava entre vomitar e defecar e tinha um olhar de ira sobre Elena.
– O que você colocou naquele suco, Garota? – Ela perguntava, estava ficando fraca, sua voz perdia forças.
– Eu não coloquei nada no suco – Elena balançava a cabeça – Para de me acusar!
– Garota, você não sabe com quem esta se metendo!
– Chega, Caroline – eu disse a apoiando – Vou levá-la ao hospital.
– O que houve? – Danny adentrou o apartamento, as marcas em seu pescoço foram cobertas por curativos.
– Essa Barbie decidiu passar mal na hora da viajem...
– Eu estou morrendo! Foi você que me envenenou!
– Deixa de ser dramática... Comeu algo estragado – Elena se jogou no sofá.
– Vou te levar no Hospital, Carr...
– Não, eu não vou para o hospital, eu vou para a Califórnia!
– Se pegar um avião nessas condições, não vai chegar viva...
– Deixa que eu levo a Caroline pra ser medicada – Danny se ofereceu – Vocês podem ir para o aeroporto, me encarrego de a por em um voo depois que estiver melhor.
– Não sei... – falei.
– Eu acho uma ótima ideia! – Elena sorriu se levantando – Vamos, já devemos estar atrasados.
– Ok, vão na frente – ela concordou, o que me assustou – Danny manda o endereço do chalé. As chaves estão aqui – ela esticou o chaveiro que carregava, eu retirei as 4 chaves diferentes – Pretendo chegar lá o mais rápido que eu puder.
– Ok, Caroline – assenti. Elena sorria de modo estranho, eu estava começando a achar que ela realmente tinha algo a ver com o estado de Carr.
Danny me mandou por mensagem o endereço e eu repassei para o motorista do taxi. Fiquei boquiaberto com o local e o chalé que Caroline havia alugado e Elena parecia estar do mesmo jeito.
– Esse mar é perfeito! – ela olhava pela janela, estava escuro, mais a lua brilhava sobre a água – Nossa, não sei já havia visto uma paisagem tão bonita pessoalmente.
– Caroline se superou desta vez – respondi.
– Ainda não tinha vindo aqui?
– A essa casa não. Já estivemos na Califórnia, mais ficamos em um hotel. Eu te confesso que prefiro ficar em uma casa... Danny disse que a casa tem dois quartos, e que tem uma empregada que deve estar chegando, você pode escolher o seu – Ela assentiu. Seu sorriso ia de orelha a orelha, Elena estava linda. Peguei minha mala e fui para o outro quarto.
Não era grande, era pequeno e aconchegante. Liguei o ar-condicionado, vesti uma bermuda e uma camiseta e tirei um livro da mala depois de organizar minhas roupas na cômoda. Quando começaria a ler, Danny mandou-me outra mensagem de Caroline.
“A empregada vai chegar somente as 6 da manhã. Tem pão fresco, queijo, presunto e legumes na geladeira, o suficiente para um sanduiche. Há também, um pote de sorvete de chocolate. Caroline queria sair para jantar com você, por isso não mandou preparar nada. Ela também ainda não teve alta, parece que o problema foi mais sério do que ela imaginou, o médico já me disse que ela passará mais uns 2 dias pelo menos aqui. Ela vai ficar louca quando descobrir... Qualquer coisa, te aviso. Não deixe de se divertir, saia com Elena para jantar... Um abraço.”
Sorri. Eu estava satisfeito, feliz por Caroline não estar ali, mesmo não sabendo de onde esse sentimento vinha exatamente. Fui até a cozinha e encontrei Elena de top e seu short de algodão, ela comia o sorvete diretamente do pote. Sorri instantaneamente.
– O que foi? – Ela me perguntou também sorrindo.
– Você está linda – eu respondi, era a única coisa que me vinha na cabeça, Elena está linda.
– Obrigada – ela disse, parecia surpresa – Quer sorvete?
– Sim – Ela me estendeu sua colher e o pote, eu me aproximei dela e fiquei ao seu lado apoiado na bancada – Pelo visto, você ainda adora chocolate...
– Costumo dizer que o chocolate foi meu primeiro amor, tio... – sorri.
– Me conta... Me conta um pouco da sua vida, Elena...
– O que quer saber? – Ela me olhava intrigada.
– Como você se tornou a primeira pessoa a ser expulsa de um dos colégios mais rígido da Europa?
– Provoquei uma briga entre três garotos – ela deu de ombros.
– Provocou uma briga?
– Pois é...
– E o que mais?
– Ah, tio Damon...
– Ok – disse a entregando o pote de sorvete — Pode contar outra hora se quiser...
Ela assentiu. Não consegui entender porque ela não me disse.
– E a “Caroline” – Ela fez uma imitação débil da voz da minha namorada – Quando ela vem?
– Parece que não vem tão cedo – Ela sorriu e eu a observei. Elena não era mais aquela criança inocente que eu conheci. Ela tinha crescido, mais até agora isso não tinha sido bom. Fora seu histórico, Elena havia chego em Nova York, atiçado meus amigos, ido para a cama com um deles e me feito pensar em coisas que eu não queria. Naquele momento, desejei voltar aos meus 15 anos para estar ao lado de uma criança inocente e não de uma mulher tão linda, tão desejável e tão provocante.
– Quero que cante comigo – ela me olhava nos olhos.
– Cantar? – Perguntei, embaralhado por meus pensamentos anteriores.
– É... Quero tocar um pouco, sabe... Exercitar... E quero sua companhia.
– Não – balancei a cabeça sorrindo. Não hoje... Podemos deixar para amanhã? — Ela apenas balançou a cabeça. Sorri em agradecimento e a beijei a testa – Eu estou feliz que você tenha voltado, Elena.
Era a verdade, eu estava feliz por Elena estar ali comigo, com medo também, mais feliz. Naquele inicio de noite, deitado em minha cama, pude refletir mais sobre sua chegada e meus anseios. Mandar Elena para minha casa não era nem de longe uma punição, o pensamento de todos era que eu, o “grande advogado Damon” pudesse colocar um pouco de juízo na cabeça de Elena. Por mais que eu sempre tivesse seguido as riscas todas as recomendações de meu pai, me formado como o primeiro da turma e sempre ter honrado suas expectativas, sobre isso eu não tinha certeza que podia dar conta, até porque, nunca soube ser o adulto mandão e nunca precisei ser. Talvez essa tenha sido a razão da minha recusa inicial sobre a vinda de Elena, o medo de não honrar as expectativas da minha família.
Depois de meu irmão morrer e ela ir embora, me senti extremamente só. Não que eu não gostasse ou não quisesse estar ali com meus pais, mais, eu havia perdido o meu melhor amigo e a minha melhor amiga, mesmo que Elena só tivesse uns 5 anos, nossa relação não era somente sanguínea. Mais eu não via em Elena, a extensão de Stefan, pelo contrário, ela não era uma lembrança de meu irmão, ela era só... Elena... Somente a amiga tirada de mim. Não sei se este seria um pensamento correto para a maioria das pessoas, por conta da diferença de idade que tínhamos, mais era certo para mim.
“É verdade o que dizem de você
Que você não é como eu
Que sempre sabe onde ir,
E que nunca se perdeu.
Diga uma palavra pra me acalmar,
Me convença que um dia
Tudo vai melhorar.
Abra os seus braços pra me refugiar
Eu quero amplificar.
Pra que todos saibam
E possam escutar...”
A ouvi cantar do corredor. Meus lábios se abriram em um sorriso, eu não me lembrava exatamente onde ou quando tinha escutado essa musica, eu não sabia a letra, mais a melodia que vinha de fora era muito agradável. Abri a porta.
– Não sabe cantar em português, não é? – Ela me perguntou entrando no quarto.
– Não – Ela se sentou na beirada da cama. Voltei a meu lugar me reencostando na parede – Elena, eu não quero cantar – Ela bocejou.
– Nem eu. Vim aqui pra pedir outra coisa...
– Ok, o que foi?
– Posso dormir aqui?
– Não acho que seja uma...
– Podemos conversar sobre a faculdade, então? – ela rebateu antes que eu terminasse.
– Podemos – assenti. Ela levantou e encostou o violão na parede. Depois se encaminhou para o outro lado da cama.
– Tio, o senhor sabe que eu não me dou muito bem com escolas...
– Podia pelo menos tentar por um tempo...
– Eu vou tentar – ela confirmou com a cabeça – Mais eu não quero que crie expectativas exageradas – Ela agora estava encostada na parede ao meu lado. Me olhava nos olhos – Eu odeio isso.
– Odeia que a pressionem – ela desviou o olhar e encarou a parede do outro lado.
– Odeio ter que viver pelos outros, tio Damon. Odeio que esperem de mim atitudes de robô, coisas que queriam ter feito.
– Elena, eu não quero que faça nada que você própria não queira – ela voltou a me encarar sorrindo.
– Eu sei, percebi isso nesses dias que estive na sua casa, mais... Eu tenho que te perguntar, tio Damon... Era isso mesmo que o senhor queria?
– Como assim?
– Advocacia... Dividir apartamento... Caroline...
– Era, eu escolhi ser advogado, não impuseram a carreira que eu deveria seguir – pensei um pouco – Bom... Não diretamente... E eu estou feliz com isso, com Danny no meu apartamento também. Fui mentor dele, criamos uma boa relação de amizade. E Caroline... Certo, Carr foi algo bom na minha vida.
– Bom? – ela estava sendo irônica – E como a conheceu? Ou melhor... Como gostou dela?
– Caroline e eu fizemos faculdade juntos – disse apenas.
– Essa casa tem TV a cabo? – ela perguntou, sorrateiramente cobriu suas pernas com o lençol.
– Tem – assenti. Estendi minha mão até o criado mudo e peguei os controles. Logo em seguida os dei a ela – Caroline não dá ponto sem nó... Você não vai sair daqui, não é?
– Não – ela balançou a cabeça, novamente me lançou seu sorriso mais lindo. Levantei para desligar a luz e escovar os dentes, quando voltei ela estava vendo um filme de terror.
– Venha tio Damon – disse – Começou agora! O filme tinha um nome estranho e não me despertou a atenção. Quando dei por mim, estávamos no escuro e Elena apertava a minha mão.
– O que houve?
– Foi embora a luz! – ela disse incrédula – Droga!
– O que você tem?
– Medo, tio! Eu estou vendo um filme de fantasmas e vai embora a luz, o que quer que eu tenha? – eu gargalhei alto a deixando chateada – Pare de rir, é sério!
– Calma, pestinha – disse ainda rindo. Sua mão ainda segurava a minha.
– Ok, isso é completamente normal – ela disse para si mesma. Fui pego de surpresa quando senti sua mão direita sobre meu peito. Elena me abraçava. Senti sua respiração quente sobre minha pele e virei instintivamente ao seu encontro, algo em mim não estava certo.
– Elen... – não pude terminar.
Não sei como ou se posso explicar, mais fui tomando por uma vontade diferente de todas que já havia tido, a vontade de ter aquela mulher em meus braços. Senti seus lábios quentes e vorazes sobre os meus, corespondendo meus beijos. Não pude fugir de suas investidas, ela era mais rápida do que qualquer pensamento sensato que eu poderia ter naquele momento.
Talvez eu estivesse fora de mim quando fiquei por cima de Elena na cama, acariciando seus seios. Beijei seu pescoço antes de estender meus beijos a eles. Puxei seu short de algodão tão rápido quando sua calcinha de renda. Deixei que ela tirasse minha camisa e minha calça e ela o fez tão rápido quanto eu. A luz voltou no exato momento que ela se posicionou em cima de mim, mais a televisão não ligou, a luz fraca que emanava pela janela pode me dar uma visão nítida de Elena inclinado seu corpo para me beijar. Talvez a visão mais linda que eu já tenha tido.
Tirei minha cueca Box quando ela deu passagem e pude sentir melhor o calor de seu corpo sobre meu membro. Senti o toque delicado de suas mãos sobre ele, ela iniciou um gostoso ritmo de vai e vem, ela sabia muito bem o que estava fazendo. Procurei pelo criado mudo e acabei derrubando meu livro e o celular de cima dele, vi seu sorriso novamente. Abri a gaveta e tirei um dos pacotinhos que estavam ali dentro, ela o tomou de mim, sentada sobre minha coxa, tirou a camisinha e a colocou sobre meu membro. Ela se posicionou sobre ele e eu a dei sustentação segurando sua cintura. Ela rebolava sobre mim e eu estava completamente entorpecido de desejo.
A coloquei sobre a cama e voltei a beijá-la, a provocando com meus dedos. Seus gemidos eram musica para os meus ouvidos, eu não conseguia pensar em mais nada.
– Não faz isso comigo – ela pedia no meu ouvido – Não faz, não me provoque assim. Eu quero você em mim por completo.
Coloquei meu membro em sua vagina e ela gemeu mais alto. Continuei em meu movimento de vai e vem contínuo até atingirmos nosso ápice.
Ficamos de frente um para o outro depois de nos cobrirmos parcialmente com o lençol, eu segurava em sua cintura e ela em meu braço. Não falamos nada, eu não sabia o que dizer. Apenas nos observávamos sobre a luz fraca. Não ao certo quanto tempo depois adormecemos, mais acordei a abraçando, sentindo o perfume de seus cabelos.
Sentei rapidamente sem a acordar, passei minha mão sobre o rosto tentando clarear minhas ideias. Eu estava pelado, havia dormido com minha sobrinha menor de idade, minha única sobrinha. “Que tipo de monstro eu era? Que tipo de cara faz isso? Que grande merda, Damon!” Naquele momento eu só conseguia me condenar.
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