Uncommon Love

3 As garotas só querem se divertir


Notas iniciais
Primeiramente, quero agradecer a todos que comentaram. Cada comentário é muito importante para mim! Vocês estão em meu coração e ganharam mais um capítulo fresquinho :3 PS: este capítulo está dividido entre o ponto de vista de Elena e o ponto de vista de Damon :)

Elena estava ofegante e com a blusa vestida ao contrário quando falou comigo aquela noite. Achei estranho, mais não quis perguntar mais, porém, não acreditava que abdominais a poderiam deixar daquele jeito.

– Onde foi ontem a noite? – perguntei a Danny na manhã seguinte. Sempre tomávamos café juntos e Elena provavelmente estaria dormindo.

– Ao banco – ele me disse. Eu o encarei.

– Ao banco, Danny? Que tipo de banco? – fixei meu olhar no seu – Caixa eletrônico, banco do Carro, da praça ai da esquina ou o banco que a Mary colocou no quarto da Elena? – Ele tossiu engasgado com um pouco de café no mesmo instante em que Elena adentrou pela cozinha.

– Bom dia! – Ela disse sorrindo, piscando levemente para Danny – Dormi maravilhosamente bem!

– Imagino, dependendo do exercício que fazemos antes de dormir, podemos ter ou não ótimos sonhos, não é mesmo? – perguntei, novamente encarando Danny. Elena continuava sorrindo.

– Sim, eu acho – ele respondeu.

– Elena, tenho que te matricular em um colégio. — Já terminei o ensino médio, tio – ela disse mordendo o pão.

– Bom, então tenho que te matricular em alguma universidade, um curso de espanhol, sei lá...

– Porque eu não posso simplesmente me deitar no sofá e assistir televisão?

– Porque eu sou um adulto responsável – eu disse pensando no que meu pai diria – Eu tenho que agir como um adulto responsável.

(...)

​Tio Damon estava desconfiado. Olhava de um modo estranho para Danny e eu estava me divertindo. Mais as coisas mudaram quando ele veio com aquele papo de me botar na universidade...

– Olha tio – eu o falei, o encarando nos olhos – Eu não vou estudar, não mesmo. Mereço um pouco de descanso... Se quiser me matricular, vá em frente, eu não estou nem ai, mais vou logo te avisando... Vai ser só gasto de dinheiro – Danny riu disfarçadamente.

– Quem merecia descanso era os professores que te deram aula, pestinha...

– Pestinha? — Eu recebi todo o seu histórico escolar... Notas baixas, várias advertências de mal comportamento... Expulsão de um dos colégios mais rígidos da Europa. Elena, você quase faliu os seus avós...

– Pestinha é apelido, meu amigo... – Danny disse calmo, ainda tomando seu café – levantei meus braços em um claro “ok, eu me rendo”.

– Você tem essa manhã toda pra fazer uma escolha. Eu pago o curso que for, pode escolher – balancei a cabeça...

– Ok, tio Damon, eu vou pensar em alguma coisa...

(...)

​Elena era a típica adolescente rebelde sem rumo ou metas para a vida. Eu pretendia mudar isso durante o tempo em que ela ficasse em casa, o qual eu não tinha ideia de quanto seria.

– Bebê, tenho uma programação pra gente esse fim de semana – Caroline chegou animada no meu escritório.

– Programação, Carr? – perguntei, ela notou a minha pequena falta de interesse.

– Sim, Praia na Florida!

– Praia? – balancei a cabeça – Carr, eu tenho trabalho para esse fim de semana...

– Não, não tem... Nathan vai cobri você com os assuntos do escritório – Ela sorria satisfeita – Você vai ser todo meu nesse fim de semana, amor!

– Caroline...

– Não, não, não, Damon! – ela disse me beijando – Não tem desculpas...

(​​​​​​... ​)

Passei aquela manhã assistindo séries no canal pago de Danny e Damon. Eu não fazia ideia do que dizer a ele quando chegasse a respeito do curso que me mandou escolher, mais eu não estava nem ai.

– 10 horas da manhã? – Perguntei quando avistei Danny entrar no apartamento.

– Caroline transferiu todo o nosso trabalho para a segunda-feira – Ele disse largando as chaves de seu carro na mesinha de centro– Mary está ai?

– Sim, lá na cozinha. Esta preparando o almoço... Porque transferiram todo o trabalho para a próxima semana? Hoje ainda é quinta-feira...

– Não sei direito... Carr disse algo muito rápido sobre Damon e viajem para a Califórnia, não compreendi nem quis saber de nada...

– Viajem pra Califórnia? Com meu tio? – perguntei sentando em seu colo.

– Parece que sim, gostosa – Ele sorriu e eu o dei um selinho – Como é Caroline que está planejando tudo, deve ser uma viajem só para os dois então... Parece que teremos 4 dias livres sem Damon, pra... Você sabe... Fazer exercícios...

– Sinto muito, tio Danny, mais aquela loira não vai tirar meu tio de mim por quatro dias...

– O que está me dizendo? Caroline não vai deixar você ir...

– Estou te falando que não importa o que a Caroline diga, meu tio Damon vai me levar para a Califórnia.

(... ​)

Almocei com Caroline e a escutei falar sem parar em seus planos para nossos quatro dias na Califórnia, que na verdade seriam 3, pois já chegaríamos a noite na casa de praia. Minha vontade era ir embora para casa e questionar mais Danny... Droga! Danny provavelmente estaria em casa sozinho com Elena.

– O que foi Damon? – Ela perguntou com seu olhar de espanto ao me ver levantar da cadeira no restaurante – Eu ainda nem falei do que planejei para sábado!

– Me desculpe, amor... Mais Elena está sozinha em casa.

– Está preocupado com aquela garota? Ela já deve ser até maior de idade... Além disso, Danny deve estar em casa...

– Exatamente – eu concordei, tirando 50 dólares de minha carteira – Danny deve estar em casa... E não, ela ainda tem 17 anos... Além disso, fiquei de conversar com ela a respeito de seu ingresso em alguma universidade.

– Mais... Damon!

– Vou te esperar em casa as 16h30, daqui com mais uma duas horas... Até mais, Carr! ​

Me apressei, o caminho até meu apartamento era longo. Quando cheguei, não havia sinal de Danny ou Elena, bati no quarto dos dois e nada. Então decidi arrumar minha mala para a viagem. Não demorou muito até ouvi a porta bater e sons de risadas.

– Adorei, Danny! – Elena disse. Ela segurava uma casquinha de sorvete de chocolate – Valeu.

– Não por isso, gostosa – Ele respondeu a segurando pela cintura.

– O que pensa que esta fazendo? – perguntei segundo em sua direção. Ele largou Elena instantaneamente e eu o agarrei pelo pescoço.

– Damon, calma! — Você chamou mesmo a minha sobrinha de gostosa? – Perguntei, ele estava vermelho – Você chamou a minha sobrinha de gostosa na minha própria casa?

– Nossa casa, amigão – ele falou, sua voz estava abafada.

– Mais minha do que sua! – Gritei – O que mais você fez com ela aqui? Transou?

– Larga ele, Damon – Ela gritou – Larga ele agora! – Eu o liberei do aperto na garganta mais ainda o empurrava contra a parede. Ele não disse nada – O que te interessa eu ter transado com o Danny ou não? Você não tem nada a ver com a minha vida, nunca teve, nunca lutou por mim, tio Damon! Se ta achando que o fato de eu estar morando aqui te faz ter algum direito sobre mim, você está muito enganado! Eu vou continuar fazendo tudo o que eu gosto e com quem eu quiser e pode me mandar de volta pra qualquer internato, pode me mandar de volta para o Brasil, eu não ligo, mais você não tem autoridade sobre mim! – Suas palavras me atingiram de maneira impressionante – Eu já disse, tio Damon! Solta o Danny! ​

Liberei Danny de meu aperto e ela correu para atende-lo. Ele me olhava incrédulo. Elena havia me deixado sem palavras e ela tinha razão em tudo, em dizer que eu não tinha autoridade sobre ela, em dizer que eu não podia a proibir de nada e principalmente, que eu não havia lutado por ela.

(​​​​​​...)

Tio Damon seguiu para seu escritório em silencio, sem nem olhar uma ultima vez para mim ou Danny. O pescoço de Danny tinha marcas rochas e estava muito vermelho, Damon o havia apertado com muita força e ele estava começando a inchar. Eu era a pessoa menos indicada para cuidar dele.

– Eu vou ao hospital, Elena – ele disse pegando as chaves de seu carro.

– Eu vou com você.

– Não – ele me impediu de continuar – Você tem que falar com Damon!

– Falar o que com ele? Olhe o que ele fez com você!

– Ele é seu tio, Elena, e meu melhor amigo! Droga, eu transei com a sobrinha do meu melhor amigo...

– Ah, não – balancei a cabeça – Não vem com esse papo!

– Elena, você tem que conversar com o seu tio – balancei a cabeça, vencida. ​

Depois que Danny saiu, passei um longo tempo no sofá pensando no que eu tinha dito. Eu tinha pego pesado demais com Damon, querendo ou não, ele era meu tio e eu estava na casa dele. Ele não havia saído de seu escritório. Quando me levantei do sofá, avistei ao lado da estante um instrumento que me havia passado despercebido todo esse tempo, sorri instantaneamente quando um pensamento me veio a cabeça. ​

Peguei o violão e o afinei rapidamente, não sabia o quanto eu poderia estar enferrujada, já fazia mais de 8 meses da ultima vez que toquei, mais eu tinha que tentar. Me posicionei em frente a porta do escritório e comecei a dedilhar uma das minhas musicas preferidas e que eu sabia que meu tio reconheceria.

I come home in the morning light

My mother says 'when you gonna live your life right?'

Oh mother dear we're not the fortunate ones,

And girls, they wanna have fun,

Oh girls just wanna have fun

The phone rings in the middle of the night

My father yells 'what you gonna do with your life?'

Oh daddy dear, you know you're still number one,

But girls, they wanna have fun,

– Oh girls just wanna have… — Ele cantou a ultima parte junto a mim. Sorrimos um ao outro. Ele abriu toda a porta e me deixou entrar.

– Pensei que você não tocasse mais – ele disse.

– Tive alguns amigos que tinham violão – sorri pela lembrança – Além disso, era algo que eu tinha em comum com minha mãe... Na verdade, tio Damon, a imagem da minha mãe tocando para mim, é a minha lembrança favorita... Não que eu lembre muitas coisas...

– Eu deveria ter insistido para que ficasse, Elena – ele encava seus papeis – Eu tinha que ter insistido... Me desculpe...

– Quantos anos tinha, tio? – Sorri para tentar espantar dele esse pensamento – Você não tinha idade pra cuidar de uma pirralha...

– Eu quis cuidar de você, meu amor – ele me encarava ao mesmo tempo que seu olhar estava distante – Mais não deixaram você ficar, meu pai decidiu que você iria...

– Não me importo, tio... Você não teve culpa e eu fui muito dura com você na sala – Ele permaneceu calado por um tempo.

– Danny não é muito velho pra você? – Perguntou-me sentado de sua cadeira. Eu encostei o violão na parede e continuei em pé. Ele me analisava.

– Não sei, quantos anos ele tem? Sua idade?

– Não, ele é dois anos mais novo.

– Se considera muito velho pra mim? Por que eu acho que não é – sorri – Pelo contrário, tio Damon... Você é muito novo pra ser meu tio– Andei até ele e me joguei sobre seu colo.

– Elena... – ele me olhou nos olhos.

– O que, tio Damon? – me balancei em seu colo, sabia que estava atiçando algo nele.

– Elena, acho que não pode mais sentar no meu colo... – ele tentava se controlar.

– Porque tio, Damon? – Sorri, cada vez mais próxima de sua boca – Você sempre deixava eu sentar no seu colo.

– Você não tem mais cinco anos de idade, Elena – ele disse, fechando os olhos.

– Não tio, eu não tenho mais 5 anos de idade — puxei suas mãos para minha cintura, sentindo seu membro crescendo — E você pode ver perfeitamente isso.

– Elena, eu sou seu tio — ele me olhava nos olhos.

– Mais o que diabos você está fazendo no colo do meu namorado, garota? A loira estava parada de braços cruzados na porta do escritório. A raiva subiu pela minha cabeça e eu tive vontade de pular em se pescoço, mais não o fiz. Apenas beijei o rosto de Damon e a olhei.

– Estava fazendo as pazes com tio Damon e você atrapalhou "Caroline" — eu disse seu nome fazendo careta.

– Sentada no colo dele? — ela ainda nos olhava incrédula. Continuei sentada.

– Já disse, Carr. Elena é minha sobrinha — ele a olhou nos olhos.

– Quero saber se eu não posso sentar mais no colo do meu tio. — Respondi enquanto ela me encarava. Eu estava me divertindo muito com isso!

Notas finais
Espero que gostem e me perdoem por qualquer erro, estou postando pelo celular. Vem vindo surpresas quentes no próximo capítulo ! Xoxo!