Notas iniciais
"Quando eu dei por mim nem tentei fugir do visgo que me prendeu dentro do seu olhar.." F.V

Levantou um pouco o corpo, de modo que seu rostos se afastassem o suficiente para direcionar a outra, novamente, aquele olhar predador, que engolia Clara.

Imediatamente a dona de casa entendeu o que Marina queria, e ela também queria. Queria tudo.

Marina saiu de cima dela, dando espaço para que pudessem, juntas, terminar de tirar as roupas da dona de casa. Marina ajudou-a a tirar o resto da calça e da calcinha, e a outra, ainda deitada na cama, rapidamente tirou o que vestia na parte de cima, deixando, como provocação, o sutiã para a fotografa tirar.

Marina assistiu-a assim, seminua por alguns segundos admirando-lhe o corpo. A mulher a sua frente além de linda, também era muito gostosa, tinha um corpo perfeito. Não se segurou por muito tempo, tinha que desfrutar dele, abusar. Em vez de deitar sobre ela novamente, virou-a de costas e ai então deitou-se.

O corpo nu da fotografa, agora, encontrava-se com o de Clara. Seu sexo encontrava-se com a bunda dela, seus seios, com suas costas seminuas. Marina virou o tronco um pouco de lado, tirando apenas essa parte de cima da dona de casa, somente por tempo o suficiente para desbotoar-lhe o sutiã preto. Tendo o feito, tirou a peça jogando-a longe. Deitou novamente sobre sua mulher levando as mãos por debaixo dela, encontrando-lhe os seios, agora livres. Apertou-os, um com cada uma das mãos e enquanto fazia isso passava o nariz pelo pescoço da outra, próximo a nuca, cheirando-a, causando arrepios nela que quase inconscientemente empinava a bunda chocando-se mais com o sexo da fotografa. A mesma percebendo o movimento, começou balançar o próprio quadril para que fosse de encontro a ela.

Movimentavam-se como se Marina estivesse fodendo-a ali e Clara estava achando isso muito gostoso o que aumentava seu tesão. Gemia baixo, enquanto a fotografa ainda tinha as mãos em seus seios, massageando-os firmemente. Após algum tempo nessa posição, Marina julgou ser a hora de descer. Sua boca salivava por aquele corpo, porém, antes, desfrutou do pescoço de sua mulher. Beijando-o, mordendo, passando a língua por ele. Dali, se estendeu ao ombro, utilizando o mesmo ritual. Deixava um rastro de saliva por onde passava. Dos ombros, desceu a língua molhada lentamente por toda a extensão da coluna vertebral da outra, arrancando-lhe suspiros. A boca chegou a bunda de Clara, que ganhou não beijos, mas, mordidas leves. A fotografa sentia os arrepios na pele da mulher e deliciava-se com eles.

Virou-a de frente, e se posicionou de joelhos com o quadril da outra no meio e sentou-se.

Clara sentiu o sexo molhado de Marina sobre sua virilha, a sensação era maravilhosa, aliás, tudo que havia sentido desde que conhecera a mulher que estava sentada sobre si tinha sido maravilhoso. Seu semblante agora transmitia a mais pura luxúria, só pensava no prazer que a fotografa poderia lhe proporcionar.

Marina utilizou-se do mesmo ritual que fez na parte de trás, agora na frente. Detendo-se um pouco mais apenas nos seios da outra. Eram deliciosos, cabiam perfeitamente em sua boca.

O sexo de Clara pulsava, a demora de Marina estava castigando-a e Marina queria castigar. Desceu ainda lentamente pela barriga da dona de casa e quanto lhe alcançou a virilha pediu a ela:

_Abre as pernas pra mim, gostosa.

E foi o que Clara fez, imediatamente, não via a hora de sentir a boca da outra ali.

A fotografa posicionou o corpo no meio delas, de modo que seu rosto alcançasse perfeitamente o centro do prazer da dona de casa. Parou para admirar o órgão que reluzia à sua frente por causa do líquido que minava. Com os dedos abriu os grandes lábios olhando daquele ponto pulsante ali no meio para o rosto de Clara e novamente para ele, beijou-o com delicadeza.

O corpo de Clara retesou-se, pensou que gozaria naquele momento ao sentir os lábios macios lhe beijando o objeto de seu prazer. Teve que se segurar para não fazê-lo. “agora não, eu quero mais, preciso de mais” pensou e conseguiu acalmar o próprio corpo.

A fotografa antes de começar a usufruir, com a boca, do prazer que estava a sua frente. Levou uma das mãos à outra entrada de sua mulher, a de trás. Já havia lubrificação ali, o líquido que saia da frente escorria para lá e Marina invadiu aquela parte com o indicador, colocando dentro apenas a ponta do dedo. Não pretendia comer Clara naquela região, o que tencionava era outra coisa.

A dona de casa já não sabia pensar, só sentir e esperar, entre gemidos e suspiros o que a outra tinha a lhe oferecer.

Marina passou então a sugar vorazmente o sexo dela, desfrutava do gosto inigualável que a dona de casa possuía, Sua boca salivava tanto que sua saliva se misturava com o líquido presente no local. Esfregava seu rosto no sexo da amada, queria lambuzar-se, se perder. Por vezes levava a língua à entrada daquela vagina e penetrava-a, preenchendo a outra e sentindo sua textura do lado de dentro.

Clara já não tinha juízo algum, e quando Marina fixou a língua sobre seu clitóris, que já quase explodia, e em vez de apenas massageá-la ali, com a língua, começou também a fazer o mesmo com o dedo que estava em sua outra entrada, ela surtou de vez.

Não se sabia mais se os sons que saiam de sua boca eram gemidos ou choro, ela agarrava o próprio seio direito com uma das mãos, e com a outra os cabelos da mulher que estava no meio de suas pernas, matando-a. Sim, matando-a. Era o que Clara pensava, pois estava perdendo as forças, o mundo sumira ao seu redor. Então ela sentiu, houve o clímax, como foguetes iluminados no céu noturno, era o prazer, puro e absoluto consumindo-a mais uma vez. Desfaleceu acabada, absorvida, mas sorria, um riso ofegante, que refletia surpresa, realização.

Marina, lá da posição em que se encontrava, assistiu a cena, contente. Deitou-se ao lado dela, ainda observando-a, nunca cansaria de olhar para ela.

Ambas estavam exaustas.

_Quem me dera morrer de amor e continuar vivendo.

Foi Clara quem disse isso, timidamente, porém com o semblante apaixonado.

Arrancando da outra um sorriso sincero e olhos cheios de lágrimas.

***

Namoraram-se por um tempo que não saberiam dizer quanto foi. Aproveitaram para conversar, se conhecer melhor. A certa altura pediram pizza e comeram tomando o vinho que Marina tinha aberto mais cedo e mal tinham tocado.

Ambas estavam surpresas com o quanto a conversa entre elas fluía fácil, como se já fossem velhas conhecidas.

Marina agora observava a outra, e seu olhar mudara, era um olhar profissional. Com uma das mãos virou delicadamente o rosto de Clara para a esquerda, analisando-o, o que deixou a dona de casa confusa.

Marina percebendo a curiosidade dela por causa do gesto adiantou-se:

_Posso te pedir uma coisa?

Perguntou a fotografa.

Clara fez com a cabeça que sim.

_Possa pra mim?

_Oi?

_Você é tão linda. Além disso, tem uma luz que precisa ser captada pela lente de uma câmera.

_Tá, mas espera aí. Nua?

_ Sim.

Antes que Clara tivesse a chance de recursar, coisa que a fotografa já viu em seu rosto que faria.

Marina continuou:

_ Sim, nua. Existe um motivo para eu fazer fotos de mulheres nuas. É que quando um corpo não tá nú, parece que as pessoas não olham. Não enxergam. Entende o que eu quero dizer?

_ Bom, o resultado é ótimo.

_Então. Eu quero fazer essas fotos pra te dar de presente. Fazer, quem sabe, você se enxergar com outros olhos.

Fazia uma cara de criança pidona o que fazia com que fosse impossível para Clara dizer não.

_Tudo bem, mas...

Ao ouvir que Clara concordara Marina ficou extremamente feliz pulando de alegria na cama onde estavam sentadas.

_Espera, espera. Deixa eu continuar.

Chamou-lhe a atenção a dona de casa.

_Então, eu aceito. Mas com uma condição.

_Qual?

_ Que vai ser só você no estúdio quando for fazer essas fotos e que você nunca vai mostrar isso pra ninguém, pode ser?

_ Sobre nunca mostrar pra ninguém pode até ser, mas Clarinha eu preciso de pelo menos mais uma pessoa no estúdio comigo pra me ajudar na produção, na luz, essas coisas.

Clara levou a mão ao rosto já sentindo a vergonha aquecendo-lhe as bochechas. Antes que pudesse falar a fotografa continuou.

_Mas, tem a Flavinha. Acho que você a viu ontem na hora que chegou no quarto. A morena. Lembra?

_Sim.

_Então, ela é minha produtora fotográfica. Uma ótima pessoa, superdiscreta. Você vai gostar dela.

_Táaa. Uma pessoa, só uma. Tá ouvido dona Marina?

Falou isso levantando o dedo indicador sinalizando o número um.

Marina repetiu o que ela havia falado e mostrado o mesmo dedo, caçoando dela e rindo.

_ Sim senhora, coisinha!

Disse-lhe enquanto apertava suas bochechas e continuou:

_Então tá marcado. Amanhã a tarde...

_O que? Amanhã a tarde?

Marina gargalhou agora, com o susto e desespero da outra com a data tão próxima.

_Sim, amanhã a tarde. Por que não?

_Mas, Marina. Eu preciso de tempo pra pensar nisso, tomar coragem.

_Que tempo o que, meu amor. Não vai ficar mais fácil se for depois de amanhã, semana que vem ou daqui um mês. Pára com isso, esquece essa vergonha. Você vai gostar.

_Não sei não.

Disse à outra sendo sincera.

_ Vai sim. Eu tenho certeza.

Marina falava como se tivesse o segredo de como lhe fazer o bem em coisas que nem mesmo ela sabia que precisava.

_ Eu não duvido disso. Só que, amanhã? Me dá mais um tempinho pô.

_Não. Pensa que você vai se aventurar, se abrir pra algo novo. Se sentir mais livre depois dessas fotos. E se é pra ser assim, melhor já começar de uma vez, se jogando de cabeça.

_Eu já me abri pra muita coisa nova esses dias, você não acha não?

Perguntou, mas sem seriedade no olhar.

_ A vida é assim, meu amor. O tempo não para pra você poder se acostumar com o que quer que seja. Ele continua correndo e a vida passando.

Clara pareceu refletir sobre isso por um momento e concordou com ela.

_Tudo bem. Amanhã então.

Marina parecia flutuar de felicidade com a concordância. Sua mente começou a trabalhar, pensando em como faria esse ensaio. Queria que tudo fosse perfeito.

Notas finais
Obrigada pelos comentários, fico feliz que estejam gostando. :)