Unchained Melody
46 We
Notas iniciais
A lingerie perfeita que ela usava era azul-marinho, não pude deixar de me tremer inteira quando ela se virou para mim e me beijou. Eu interrompi o beijo e fiquei admirando a beleza das suas curvas por alguns instantes. “Como ela é perfeita, gostosa, deliciosa” eu pensava, então me dei conta de que eu não precisava apenas pensar, podia dizer:
_Meu Deus, Clarinha. Como você é gostosa! — Ela me dirigiu um olhar tímido, mas que eu sabia ser pura provocação. Por isso, eu falei mais:
_Cachorra, colocou essa lingerie só pra me enlouquecer, não foi?
_Não. Foi pra você tirar! — Respondeu com a voz rouca que tanto me mata de tesão.
Senti o sexo em meio as minhas pernas molhar, ao mesmo tempo em que ela falou:
_Vem comigo? — Perguntou afastando a manga do vestido largo que eu usava, ele escorregou até o chão. Eu não usava sutiã, por isso, restou-me apenas a calcinha. Fez isso deixando claro que o que falara não se tratou de pedido, logo, eu fui, fui com ela em direção ao banheiro.
Lá chegando, enquanto a grande banheira enxia, continuamos o que começamos no quarto.
Com a boca eu afastei com paciência as alças do sutiã azul dela, e com uma das mãos desabotoei-o nas costas, deixando os pequenos seios morenos expostos, apontando desejosos para mim. Abocanhei um deles e simultaneamente ela foi precisa na retirada da única peça que cobria parte do meu corpo.
Estávamos ambas totalmente nuas, eu devorava com fome seus seios tão deliciosos e ela segurava minha cabeça como se guiasse e incentivasse a minha boca a continuar o que fazia. A banheira já quase transbordando, então, embora um pouco a contragosto, eu deixei os objetos do meu desejo e entrei na água não sem direcionar a ele um olhar lascivo. Eu estava com muita vontade dela, do corpo, do calor, do sexo...
Mergulhada na água quente eu joguei o sabonete liquido de minha preferência e ele logo fez com que a mesma ficasse coberta de espuma exalando um cheiro inebriante. O meu cheiro. Aquele que deixava a minha Clarinha enlouquecida.
_Entra e senta aqui. -Apontei o meio das minhas pernas.
Ela entrou e obediente sentou onde eu indiquei. Assim que o fez virou o rosto para mim, buscando meus lábios, minha boca que nesse momento salivava querendo grudar na dela.
_Abre as pernas. — Pedi e com a mão indiquei como elas deviam se posicionar.
Dessa forma, sobrepus as pernas dela em relação as minhas de modo que elas ficassem bem abertas e levei, prontamente, a mão direita ao meio delas.
Mesmo sob a água eu conseguia sentir o liquido viscoso que escorria de dentro dela. Ela tremulou quando minha mão alcançou o nervo rígido que pulsava desesperado em sua fenda. No entanto, não fiquei com a mão naquela parte específica muito tempo. Tirei deixando-a, a princípio, confusa pois eu sabia, tudo o que ela mais queria era que eu continuasse. Porém, logo a fiz compreender minha intenção. Peguei sua mão direita que estava dentro d'água e levei-a ao seu próprio sexo induzindo-a a se estimular.
_Faz você! — Falei.
Ela me olhou safada. Ao que minha mão esquerda foi ao seio esquerdo massageando-o com fulgor. Nos beijamos mais uma vez, um beijo molhado, indecente, cheio de excitação e tesão reprimido, que precisava urgente ser liberado. Eu ainda segurava a mão dela que estava no sexo induzindo-a. ou. Talvez, ajudando-a se estimular. Diante da empolgação do momento eu não saberia precisar.
Continuei fazendo-o no mesmo ritmo que ela até que a deixei fazê-lo sozinha, então de lá a minha mão foi a outro lugar. Enfiei-a na minha frente entre mim e ela e alcancei seu outro orifício. Penetrando-o lentamente. Ela gemeu baixo, porque gostou. Eu sabia que sim porque conhecia aquele gemido, era um gemido de aprovação, satisfação.
Deixei que ela se masturbasse por algum tempo. Até que altiva, eu assumi o controle do ato. Então, nesse momento eu a estava estimulando atrás e na frente. Ela já não se virava mais para mim e eu não podia ver seu rosto, mas pelo tom dos gemidos que saiam de sua boca e pelas reações de seu corpo eu notava que ela delirava, delirava de prazer. Um prazer que eu satisfatoriamente dava a ela.
A certa altura, ela virou a mão para trás alcançando a fonte do meu prazer, que nesse momento, pulsava alucinado, retribuindo a massagem.
Ficamos assim mais algum tempo. Ela sentada a minha frente, em meio a minhas pernas abertas com as dela também abertas sobrepostas as minhas, minhas duas mãos ocupadas estimulando-a e a dela estimulando a mim. Até que eu senti em seu corpo os espasmos involuntários de um gostoso orgasmos, mesmo assim, continuamos na mesma posição, com ela me masturbando até que eu desfrutasse do mesmo prazer. Eu me agarrava nela com mais força na medida em que ia sendo preenchida pelo prazer descomunal que seu toque despertava em mim.
Quando gozei e me recuperei um pouco da respiração ofegante, ela me disse algo que me enlouqueceu, de novo.
_Porque você não come essa parte logo de uma vez do jeito que eu sei que você quer?
Respondi a altura.
_Porque você não pediu, meu amor.
Ela entendeu que eu quis dizer “porque você ainda não pediu do jeito que eu quero”. Naquela noite dormi pensando nisso, imaginando.
Mas antes, isto é, ainda na banheira, viramos de frente uma para outra, entrelaçando nossas pernas e braços de modo que nossos sexos colaram, os seios se comprimiram um no outro. Assim, beijamo-nos hora na boca, hora com carinho nas bochechas ou delicadamente no pescoço. Hora nos fazíamos carinho nos olhando quase sem coragem de piscar e perder por milésimos de segundo a imagem uma da outra. Falamos do amor que sentíamos. E do tesão também. Nos excitávamos, provativas. No fim, mesmo que dentro D'Água nossos sexos estavam melados em consequência do contato de nossas peles e das palavras proferidas. Em dado momento, Clara me fez o convite irresistível:
_Vamos pra cama? Tem uma coisinha que eu quero fazer com você lá.
Fomos e ele me comeu, com calma e carinhosamente com a ajuda do strap-on. Gozei divinamente.
Dormimos, após mais um início de noite de amor personificado na luxúria. Não sem antes, é claro, que eu passasse alguns minutos pensando, sonhando e imaginando inúmeras situações em que ela faria, quer dizer, me pediria aquilo que eu tanto queria que ela pedisse. Além disso, pouco antes de deixar que o sono me levasse, outra coisa, uma fundamental, invadiu meus pensamentos anunciando meu desejo mais forte: “Eu preciso de você aqui comigo todos os dias, dormindo e acordando”. Pensei em dizer a ela, mas decidi que ainda era cedo e que ela ainda tinha problemas a resolver. Então, disse apenas “Te amo” baixinho, enquanto ela pegava no sono.
***
O dia seguinte era um sábado e Clara resolveu que faria uma surpresa para Marina e Ivan.
De manhã elas foram até o quarto onde o garoto dormira e ele já não estava lá.
_Que estranho! — Falou a mãe.
Na copa uma das empregadas informou que o menino levantou e foi direto com o cachorro para piscina.
_O que? Ele entrou na água?
_Não, dona Clara. Ele bem que queria, mas eu disse que a senhora não ia gostar. Então, ele foi pra lá brincar com o cachorro aproveitando o jardim. Eu até levei o café pra ele e aproveitei e pus a mesa para as senhoras também. O Gildo, piscineiro, tá lá com ele.
_Ah. Brigada, Cida. Você é um amor.
_Que nada, dona Clara. Esse menino é uma graça.
_Vamos combinar uma coisa? Sem essa de senhora ou de dona Clara, ok?
_Ih, eu quero ver você conseguir isso, Clarinha. Porque olha, eu já até cansei de tentar fazer essa dai parar com isso. — Intrometeu-se Marina . — Faz eu me senti uma velha de oitenta anos.
As três riram e Cida olhou para elas como se dissesse “Sinto muito”.
**
O cachorro minúsculo correu em direção a elas quando as avistou. Clara pegou-o no colo ganhando lambidas no rosto enquanto o afagava e logo passou-o à fotografa que foi vítima do mesmo ritual de lambidas. Bolinha, mas do que Clara e Ivan parecia se sentir em casa ali. O filho de Clara veio correndo em seguida.
. _Bom dia, pestinha. Ta ai atormentando o seu Gildo, é?
_Que nada. Esse rapaz tava aqui me ajudando a limpar a piscina pra senhoras.
Clara olhou para Marina como se dissesse “mais um?”. Elas riram.
_Gildo, sem essa de chamar a Clarinha de dona, tudo bem?
_Tudo bem, Marina. Mas, então, como eu ia dizendo eu e esse rapazinho – afagou a cabeça de Ivan – estávamos limpando a piscina para o caso de vocês quererem usar mais tarde.
Ivan assentiu.
_Eu posso né, mãe? — Perguntou o menino em expectativa.
_Poder até pode, mas primeiro eu queria que vocês dois – apontou para a namorada e o filho – fossem comigo a um lugar.
Deixou-os, sobremaneira, curiosos.
_Onde? — Perguntaram os dois ao mesmo tempo.
_Primeiro vamos sentar e comer, tô morrendo de fome – sorriu à Marina como se no olhar dissesse a ela o porquê de toda a fome e recebeu um olhar cúmplice de volta – e aposto que o senhor ainda não comeu nada, né? — fez a pergunta retórica ao filho.
Os três se reuniram em volta da mesa farta e se alimentaram.
_Meus amores! Bom, como eu disse antes, eu — pausou fazendo suspense. — preciso de vocês hoje pra me acompanharem numa coisa.
_Que coisa? — perguntaram de novo ao mesmo tempo.
_Bom, já que agora a mamãe trabalha – falou diretamente para o filho — resolvi comprar um carro novo.
O menino vibrou. E Marina ficou feliz por Clara dar um presente a si mesma.
_Então, preciso que vocês me ajudem a escolher.
_Obaaa!
_Você tava mesmo precisando de um carro novo, porque aquele, olha...
Marina e Ivan riram e Clara fingiu-se de ofendida até começar a rir junto com eles e concordar que o carro que, inclusive, ainda dividia com o ex marido estava caindo aos pedaços.
Na primeira concessionária Clara se apaixonou por um carro que trazia o mesmo conceito do que o que estava em vias de ser trocado, isto é, um Jeep, mas esse, obviamente, era novo, um modelo um pouco menor que trazia um ar de feminilidade e mais delicadeza na cor branco, a namorada de Marina achou-o um pouco caro, mas a mesmo incentivou-a a realizar o desejo.
Com o carro escolhido e devidamente negociado os três saíram de lá e o menino sugeriu sapeca:
_Vamos tomar um sorvete pra comemorar?
_Antes do almoço? — Perguntou a mãe um pouco indignada.
_Só pra comemorar ué.
_Engraçadinho. Você sabe muito bem que se tomar sorvete agora não almoça.
_Ah, mãe, eu prometo que como tudo no almoço poxa.
_Te conheço moleque. — Ela riu
_Tenho uma solução então. — Marina intercedeu. -Vamos agora almoçar num lugar superlegal e se esse mocinho comer tudo a gente toma sorvete, pode ser?
Os dois concordaram prontamente.
Clara praticamente babava com o jeito que a namorada tinha em lidar com o filho. Ivan por outro lado, alheio a isso estava preocupado com o cachorro que tinha deixado na casa da fotografa.
_Calma Ivan, lá a casa é grande. Vai ter muito espaço para ele brincar, correr, marcar território. — Marina riu- Não vai nem sentir a nossa falta, você vai ver.
Mesmo consolando-a a fotografa achava muito bonitinho a preocupação e cuidado do garoto para com o melhor amigo peludo.
**
Na tarde daquele mesmo dia Cadu ligou para Ivan e o menino inocentemente contou que dormira na casa de Marina e que eles, isto é, ele, Marina e a mãe saíram para passear. O pai ficou furioso, mas disfarçou. Ainda não decidira o que faria e enquanto isso não queria que o filho notasse nada.
Verônica notando a irritação do “Chef” resolveu se entrometeu, conversando com ele.
Em dado momento a conversa fora para a dúvida de Cadu em relação a infidelidade da ex:
_Fico me perguntando será que elas estavam juntas quando a gente ainda eram casados?
_Melhor você não pensar nisso. Não vai adiantar nada. O que quer que tenha acontecido já foi, passou. Melhor você aceitar, ela parece determinada.
_Você conversou com ela?
_Sim, mas também não precisava. É nítido o amor sincero que uma sente pela outra.
_Você já tinha reparado?
_Não tinha como não perceber.
_Só o idiota aqui que não sabia de nada.
_Tem certeza? Ou você percebeu só não queria acreditar que a sua ex pudesse estar se relacionando com outra mulher?
_É. Agora você me pegou.
_Pois é, Cadu. Mas acho que você devia pensar. O amor não tem hora pra acontecer. E dizem, e eu concordo com isso, que também não tem sexo. Não conheço muito a Clara, mas ela parece ser uma ótima mãe. E o importante não é isso? Eu não acho que ela faria nada que prejudicasse o filho de vocês. É claro que essa não é uma situação fácil, que provavelmente existirão dificuldades, mas esse é mais um motivo pra você ficar do lado dela, pelo seu filho. Com vocês dois juntos, qualquer coisa que ele venha a ter que enfrentar vai ser mais ameno. O importante é que vocês sejam uma família feliz e que o Ivan sinta isso.
_Você tem razão. — Concordou e ele falou a ela sobre o amor que desenvolveu pelo garoto desde que Clara contara sobre a gravidez.
No final do discurso Verônica estava emocionada com a sensibilidade do “chef” e a conversa que começara a fim de acalmá-lo, acabou terminando em um beijo. O primeiro após tantos meses, porém, muito embora não tenha, em absoluto, sido o último.
**
A incerteza e a apreensão tomou conta delas por alguns dias. Cadu, porém permaneceu em silêncio. Aquilo não podia ficar assim, Ivan perguntava sobre o pai e a mãe não sabia o que responder. Clara teria que procurá-lo de novo. No entanto, durante os dias que se seguiram depois de teremos voltado, elas se prometeram por mais de uma vez que ficariam juntas, sempre “pro que der e vier” disseram-se.
**
Dias depois...
_Oi, Cadu! Eu vim porque a gente precisa ter uma conversa definitiva. Sem acusações e deixando de lado os nossos problemas. Precisamos pensar no nosso filho, é ele que importa.
_Ta certo, vamos sentar. Vou pedir pra Ritinha levar um suco pra gente.
Clara se espantou com a receptividade do ex, mas achou que aquilo era bom sinal.
Uma vez sentados quem começou a falar foi ela.
_Porque você foi ate o estúdio discutir com a Marina, cara? — Perguntou ressentida.
_Eu tava com raiva. Cego. Só conseguia ver aquela cena na minha cabeça.
Clara corou.
_E agora tá mais calmo?
_Tô. A Chica teve aqui outro dia conversando comigo e a Verônica também me deu uma força.
_E, então?
_Bom, eu amo o nosso filho e não vou fazer nada que posso prejudicá-lo ou fazer ele sofrer.
Clara relaxou e sorriu em alívio.
_ Que bom, Cadu. Você não sabe como eu fico feliz em ouvir isso.
_Mas Clara, eu ainda não entendo muito bem essa sua relação e você não pode achar que as coisas são tão simples. Por isso, eu te peço que na frente do nosso filho você maneire com – pausou, ainda era difícil para ele falar sobre aquilo – qualquer manifestação de carinho.
_Cadu, mesmo que eu namorasse um homem eu tomaria cuidado na frente do meu filho de oito anos, né?
_Tô falando isso pra você evitar acidentes como aquele que tivemos aqui.
_Tudo bem e não tiro sua razão. Não vai acontecer. Prometo.
_Olha, eu sei que fui idiota, babaca e preconceituoso. Mas, é que eu não esperava. Nem sonhava com uma coisa dessas.
_Eu te entendo. Eu também nunca sonhei que isso pudesse acontecer comigo.
_E você tá feliz? Feliz mesmo com isso? — Perguntou, apesar de tudo, Cadu era uma cara legal e se importava com a felicidade da ex. Sentia também, medo por ela. Que a relação homossexual lhe causasse qualquer tipo de constrangimento, dor, mesmo o que primeiro a fazê-lo tenha sido ele. Mas, agora que finalmente estava com Verônica ele enxergava as coisas por outro ângulo.
_Muito feliz. Assim como eu fui com você.
_Que bom. — Falou sincero.
_Mas, me conta essa história da Santa Verônica. — Perguntou curiosa.
Cadu contou.
_Fico feliz por vocês. De verdade!
Clara foi embora pensando que tanto ela quanto Cadu eram privilegiados. Um dia haviam se encontrado. Desse encontro surgira Ivan, a coisa mais valiosa que ambos tinham. Foram felizes os três por muitos anos e agora os dois haviam encontrado duas pessoas sensacionais. Ela não podia falar por Cadu e Verônica, mas no que dizia respeito a ela, ela sabia que Marina estava destinada a ser sua parada final. E o coração quase não cabia no peito de alegria por isso.
**
Chegou irradiando felicidade na mansão. Antes de adentrar o estúdio, porém, Clara roubou uma flor do jardim para levar à amada e anunciar a boa nova. Entrou escondendo a humilde flor nas costas.
Marina estava sozinha sentada em sua cadeira pensativa e apreensiva.
_Clarinha! Finalmente. Porque você não me ligou?
_Quis fazer uma surpresa. — E deu a ela a flor junto com um sorriso iluminado.
Marina aceitou emocionada com a delicadeza do gesto.
_Então – pausou – quer dizer que correu tudo bem?
_Mais que bem, meu amor.
Clara contou toda a conversa a ela que se sentiu, enfim, livre de toda aquele turbilhão de acontecimentos pelos quais passaram desde que se conheceram. Enfim, elas podiam pertencer uma a outra sem obstáculos, sem amarras.
Depois de um beijo amoroso Marina puxou Clara pela bunda para mais perto.
_Uhm, isso merece uma comemoração – falou mal-intencionada.
_Comemoração, é? E no que consistiria essa comemoração? — perguntou esta, se demonstrando ainda mais mal-intencionada.
Por óbvio, e pelo tempo que já tinham passados juntas ambas podiam apostar muito dinheiro que a outra já estava molhada.
_Você não faz nem ideia? — Marina perguntou deixando uma das mãos passear “distraidamente” pelo sexo da amada.
_Eu não. Não faço a mínima ideia. — riu.
_Eu posso te mostrar. — falou chupando o lábio da namorada, mas, o fez como se a intenção fosse a de chupar outra parte do corpo da amada.
Clara se arrepiou. Sentiu o ventre pegando fogo e bem que queria ter tempo para que Marina colocasse em prática o que tinha em mente, mas…
_Ain, Marina. Para, deixa eu falar.
_O que?
_Nem bem resolvi um problema e já tenho outro.
_Como assim? — Marina perguntou sobressaltada.
_Bom, pelo menos dessa vez não é nada comigo. É com a Leninha coitada, ela tá que não se aguenta com esse envolvimento da Luíza com o Laerte. Me chamou pra conversar, quer dizer, eu e você. Eu disse que a gente ia.
_Não, claro. Vamos sim. É sua irmã e deve tá precisando de apoio.
Clara se aproximou dela e depositou um beijinho no nariz em agradecimento.
**
No jantar tudo ocorreu maravilhosamente bem. Apesar dos problemas, Helena fora uma ótima companhia. E em vez de jogar em cima delas suas frustrações por causa de Luíza, se deixou levar pela conversa da fotografa.
Falaram muito de arte e por causa disso consequentemente acabaram caindo no assunto sobre objetos antigos o que era a especialidade da irmã mais velha de Clara.
_Você tem que ir a um leilão nosso lá na casa de leilões.
_Pois é, fiquei esperando convite, né Clara? — Falou um pouco ressentida.
Clara corou.
_Nem eu tenho ido a esses leilões. O trabalho lá no estúdio e no galpão tem consumido tanto.
_Trabalho, sei. — Falou divertida a irmã.
O jantar continuou divertido ao ponto que as três acabaram bebendo além da conta.
Na hora de ir embora, o motorista de Marina, inclusive, teve de deixar Helena em casa antes de seguir com as duas namoradas bêbadas para Santa Tereza.
**
Na mansão, do dia seguinte o cenário encontrado pelos empregados seria esse:
Roupas, calcinhas e sutiãs jogados pela cozinha junto a muita, muita bagunça.
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