Notas iniciais
"Pois meus olhos vidram ao te ver São dois fãs, um par Pus nos olhos vidros pra poder Melhor te enxergar Luz dos olhos para anoitecer É só você se afastar Pinta os lábios para escrever A sua boca é minha..."

Adentraram sorridentes e um pouco “altas” pela porta da enorme casa e pararam por ali mesmo, na sala de visitas.

_Complicada essa situação da sua irmã, hein? — Comentou Marina.

_Muito. O pior é que a gente não pode fazer nada. Como é que vamos privar a Luíza de viver essa história? — Clara referia-se ao envolvimento da sobrinha com o primo Laerte. — Quem é que pode dizer que não vai dar certo? Todo mundo muda, porque só o Laerte continuou o mesmo nos últimos vinte anos?

_Ah, sei não Clarinha. Pelo que vejo dele lá no galpão, não parece ser a pessoa mais fácil de se relacionar. Acho até que se não fosse a Verônica nós dois, inclusive, já teríamos tido problemas.

_Eu sei, mas, a Luíza é maior de idade, então não tem nada que qualquer um possa fazer a não ser aconselhar e isso não tá adiantando.

_É, isso é verdade. Qualquer coisa que tenha de errado com ele, ela vai ter que descobrir por conta própria. — Marina se aproximou da namorada – Depois nós é que somos complicadas.

Clara sorriu enquanto a namorada a abraçava carinhosamente por trás.

_Tem saquê na geladeira geladinho e bem gostoso. — Disse a fotografa — Quer um pouco?

_Só uma dose, se não eu faço muita besteira. — Respondeu a outra insinuante.

_Êêê, descobri o ouro então, vou pegar um litro de saque.

As duas riram.

Marina foi para cozinha, porém, não sozinha, Clara a acompanhou. Seguiram até lá de mãos dadas, curtindo o finalzinho de uma noite que apesar dos problemas familiares, fora agradável.

Uma vez no cômodo e de posse da garrafa, Marina as serviu.

_Enfim, sós.

Ergueu o copinho quadrado próprio para aquele tipo de bebida.

_E enfim livres! — Clara se referia ao fato de que todos que importavam finalmente sabiam e aprovavam a relação das duas. Estavam livres de qualquer segredo.

Brindaram.

**

Uma dose de saquê acabou virando quase uma garrafa. E elas estavam entorpecidas pelo álcool. Riam sem qualquer motivo especial e seus o rosto estavam, sobremaneira, corados por causa da bebida. Em decorrência disso, a certa altura, logicamente o clima do ambiente mudou, e elas passaram a se olhar como duas leoas famintas.

_Tá me olhando desse jeito por quê? — Clara perguntou com dificuldade e ao mesmo tempo debochada.

_Me diz você, também tá me olhando como se eu fosse um prato de comida.

Elas gargalharam e após alguns instantes pararam em silêncio se olhando, só de dessa vez de uma maneira diferente da de antes. O teor alcoólico em suas correntes sanguíneas faziam com que seus olhares apaixonados soassem quase exagerados. Mas, com o álcool é assim, ele potencializa a exteriorização das emoções, sejam elas boas ou ruim e no caso delas, eram de amor desmedido.

De repente, em um rompante, Marina teve a ideia. Derrubou todos os objetos que estavam cuidadosamente dispostos sobre o balcão da cozinha. Era um balcão largo, diferente do da casa de Clara, quase parecido com uma mesa. No gesto, foram ah chão: taças, copos e vários utensílios domésticos.

_Louca. — falou a namorada assustada com o ato repentino. — Vai acordar a casa inteira!

Era engraçado, porque a confusão mental etílica na mente da assistente, fez com que ela se preocupasse com o barulho e não com o ato em si.

_Duvido que, conhecendo nós duas, alguém tenha coragem de vir até aqui.

Elas riram, aquele riso peculiar dos bêbados, é claro.

Então, a fotografa fez questão que Clara sentasse no balcão agora livre. E avançou nela sem jeito, porém, com muita, muita vontade.

A partir dai, seguiu-se o frenesi. Elas se unharam, morderam, apertaram, e o principal, livraram-se de toda e qualquer peça de roupa deixando as mesmas espalhadas pelo chão da cozinha junto a todo resto da bagunça.

Segurando Marina nos braços, enquanto a mesma mordia seu pescoço, Clara se pronunciou:

_Sou louca por você, sabia sua safada?

_Sabia. E eu por você. Pelo seu corpo – mordeu indecentemente o queixo da outra – pelo seu cheiro – lambeu o pescoço – pela sua pele macia – tocou-lhe com desejo a pele em brasas dos braços – Seu beijo – engoliu a boca dela em um beijo de turar o fôlego.

_Somos duas loucas! — Clara falou quando, sabe-se lá Deus quanto tempo depois, elas se desvencilharam.

_Insanas.

Riram.

_Me mostra essa sua insanidade?

_Tem certeza que quer mesmo ver isso?

_Quero. Quero muito. Aliás, não quero só ver, quero sentir. Quero que você me morda mais – pausou – me lamba – pausou novamente – me beije, como acabou de fazer só que em outros lugares e que – pausou mais uma vez — me coma também, muito.

As palavras e pedidos deixavam a fotografa trastornada, seu desejo era fazer todas aquelas coisas ao mesmo tempo. Tinha tanto desejo pela namorada que ficava perdida ao pensar por onde começar. No entanto, sabia bem aonde queria terminar.

Clara apertava com intensidade tamanha as nádegas de Marina que a marca de suas mãos ficavam ostensivamente nelas quando, por ventura, as soltava. O que fazia apenas para levar o dedo, provocando-a, até a entrada circular que havia entre elas.

Em um outro momento, Marina apertava os mamilos de Clara deixando-os enrijecidos. Depois tateava-os de modo que com as palmas das mãos pudessem senti-los duros. Fazia isso assistindo o próprio ato vidrada, extasiada. A outra, por sua vez, além da excitação que sentia por ser tocada em uma parte tão sexualmente sensível, também morria de tesão pelas expressões no rosto da amada. Era um olhar meio confuso, cansado, transtornado por causa da quantidade excessiva de saquê.

_Chupa! — Ofereceu um deles para Marina. Que, a princípio, colocou apenas o mamilo entumecido na boca, mamando-o como uma criança. Depois, quis mais e com furor desmedido tentou colocar o seio inteiro na boca, não satisfeita, também esfregou lascivamente o rosto neles. Clara, inclinada no balcão, com os braços para trás servindo-lhe de apoio apenas a olhava e deixava-a desfrutar do seu corpo. Queria sentir, queria sentir ao máximo, queria sentir tudo o que sua mulher tinha a oferecer. “tudo MESMO” pensava a mente perturbada. Aquela seria uma noite “daquelas”.

_Delícia, adoro quando você chupa eles assim – se referia aos próprios seios. — Quando se esfrega neles.

_Eu sei que você gosta – respondeu a outra com a boca cheia. — Pela sua respiração, pelo jeito que você segura o meu cabelo. Sua safada!

Clara, agora, estava de fato segurando-a com uma das mãos pelos cabelos e aproveitou a deixa para puxá-la para si com intensidade e beijando-a despudoradamente.

_O que mais você acha que eu gosto, hein? — Perguntou após o beijo.

_Muita coisa. Mas hoje vou te mostrar uma nova. Tenho um presente pra você.

_O que? — Perguntou doida para descobrir.

_Depois. Primeiro eu vou – pausou levando a mão até em baixo – te chupar, aqui – mostrou com um dos dedos o local úmido – bem gostoso.

Clara se arrepiou, tomada por choques, os quais ela já aprendera a conviver dada a frequência com que eles andavam a vitimando. Porém, não entendeu quando a namorada se afastou. Queria Marina perto. O mais perto possível , de preferência dentro dela.

_Aonde você vai? Volta aqui, volta?!

_Só um minuto, amor.

A fotografa foi até a geladeira e tirou de lá um frasco que a princípio a assistente não soube identificar. Então, voltou correndo para o lugar onde estava, entre as pernas da namorada. Marina a empurrou um pouco, de modo que ela voltasse a se inclinar, assim deixando a superfície da barriga sarrada de Clara livre. Dessa forma, tendo o espaço necessário para fazer o que tinha em mente, primeiro a fotografa desenhou um coração, torto, mas, ainda assim, romântico fazendo com que a namorada se desmanchasse. O conteúdo do frasco era chantilly um acompanhamento que, Clara sabia, Marina adorava e agora, obviamente, pretendia fazer da própria Clara a sobremesa principal.

E foi o que aconteceu. Olhando para a namorada com um jeito safado, olhos virados para cima a fim de que pudesse enxergá-la, a fotografa lambeu sensualmente, o que desenhara, causando arrepios múltiplos na outra. Em seguida, foi desenhando uma linha reta ascendente com o produto, do umbigo de Clara até que o sexo quente entre as pernas. Provocando ali um choque térmico entre o gélido doce e calor que emanava do ventre em brasas.

_Ai, Marina. É covardia isso.

_Não quer que eu continue?

_Quero! — Respondeu mais que depressa. — Não quero que você para nunca mais. — Riu, mas falava muito sério.

Sem rodeios, Marina atacou o sexo encharcado com o doce como se o sexo rosado de Clara fosse um morango ao qual ela tivesse coberto com a espuma branca.

Outro choque térmico acometeu a assistente, agora, a superfície que fora resfriada, recebeu o calor da boca salivante da namorada e isso a deixou ainda mais doida de tesão. Sem contar, é claro, o olhar devorador, a fome com que comia a espuma branca doce e a chupava.

Assim, a fotografa, lambeu e comeu todo o que jogara ali, com muito gosto. Mas, parou antes que existisse qualquer possibilidade de que a namorada gozasse antes da hora. Sob mais protestos de Clara ela se encaminhou até a bolsa jogada pelo chão da cozinha e tirou de lá um objeto que ao identificar o que era, a assistente se contorceu, além de ter pensado “Marina, Marina sempre cheia de surpresas” e sorriu de fato satisfeita.

_Tô vendo que você gostou. — a fotografa falou antes que Clara se manifestasse.

_Vou gostar mais quando você vier aqui com isso.

Marina foi rapidamente, iria até correndo se fosse preciso e a distância entre elas não fosse tão curta.

Quando a namorada a alcançou, Clara sem qualquer puder pediu, prontamente:

_Mete em mim, mete.

Os olhos da assistente brilhavam na expectativa de desfrutar do objeto que a namorada tinha em mãos.

A fotografa obedeceu imediatamente, a final de contas, “Clara não era sua dona? Não era ela quem mandava?” Se divertia pensando. Apesar que, embora ela, Marina, gostasse de pensar que tinha o controle de todas as situações, ela não tinha bem certeza de que isso fosse verdade. Ou que, alguma delas duas tivesse controle de qualquer coisa quando estavam naquele tipo de situação.

Deslizou o objeto para dentro de Clara sem dificuldades alguma e apenas quando o mesmo estava praticamente todo dentro dela foi que Marina ligou o dispositivo. O que fez com que o objeto agora dentro da namorada começasse a tremular, vibrar.

Levou somente alguns segundos para que a assistente se mostrasse em êxtase, deliciada. Conhecia o objeto, sabia que algumas, talvez muitas mulheres tinham “brinquedinhos” como aquele para satisfação pessoal, ela porém, nunca fora uma delas, embora sempre tenha tido muita, muita curiosidade. “Ai, Clara. Seu mal é a curiosidade” raciocinou rindo de si mesma, levando em consideração que estava naquele momento transando com uma mulher. “Ai, a curiosidade”. Concluiu rindo internamente de novo ao mesmo tempo em que sentia a satisfação do objeto tremulante dominando todo seu corpo.

Assim que captou o olhar delirante da namorada e ouviu os primeiros gemidos a fotografa voltou para a tarefa que executava antes. Isto é, voltou a chupar o sexo da amada com afinco.

Clara sentia a língua enlouquecedora invadindo-a, lambendo-a, massageando, sugando. Por vezes seu clitóris ficava inteiro preso dentro da boca da namorada. O que a levava ainda mais as alturas.

_Ai. Isso. Assim, amor. — pausava — Não para. Que delicia! — pausava — Vou gozar.

Falava de forma desconexa, tinha pensamentos desconexos também. “Tô ficando louca, só pode”, “Vou explodir”, pensava e falava.

A fotografa sentia a cabeça rodar, pelo tesão, pelas coisas que a outra falava, pelos sons que emitia e também porque a bebida ainda fazia muito efeito sobre ela, no entanto, mesmo assim fazia o trabalho muito bem como se o desejo maluco por Clara despertasse nela uma espécie de piloto automático. Ela não precisava ter ao certo, noção do que fazia, simplesmente precisava fazer. E o fez até que soube, isto é, sentiu o orgasmo iminente que vinha da estimulação do clitóris e ela não o queria. Não naquele momento. Por isso, parou de chupá-la, tirou a boca da superfície rosada e macia da namorada, não, é claro sem dor no coração.

_Cachorra, não faz isso. Continua.

Clara estava desesperada.

_Calma, apressadinha. Você vai gozar logo e muito mais gostoso.

A outra sabia que Marina cumpriria a promessa, ela sempre cumpria.

Mesmo a fotografando tendo interrompido a massagem oral, o vibrador continuou trabalhando de forma efetiva, a fotografa ajudou ensaiando um movimento de “vai, vem” com ele dentro da namorada e assim que a mesma voltou a revirar os olhos aproveitando o prazer que estava sendo proporcionado a ela, a boca da fotografa voltou para o lugar de onde nunca devia ter saído. “Clara teria um orgasmo duplo”, era isso que Marina queria dar a ela. E foi isso que Marina deu.

Notas finais
Atendendo a pedidos: Nossas heroínas ganharam um vibrador, o que acharam? rsrs Capítulo curto, mas acho que deu p vocês se divertirem um pouquinho, não? E é claro, podem crer que a noite delas continuou, e continuou, e continuou... rsrsr Até o próximo.