Notas iniciais
"Uma tigresa de unhas negras e íris cor de mel Uma mulher, uma beleza que me aconteceu Esfregando a pele de ouro marrom do seu corpo contra o meu Me falou que o mal é bom e o bem cruel..."

Todos os músculos de Clara foram atingidos pela descarga de prazer ao ponto de ela poder jurar que estavam “bambos, frouxos”. Mas era, de forma alguma uma sensação desagradável, ao contrário, era de um relaxamento infinito.

Instantes depois, Marina levantou o próprio corpo ficando frente a frente com a namorada, voltando assim a se encarrarem.

_Louca. — Conseguiu falar Clara ainda fraca.

_Louca, completamente louca por você. — A fotografa respondeu com a loucura estampada no rosto.

_Eu também.

_É mesmo?

_Uhum, muitooo louca.

_E você faria qualquer coisa por mim?

_Qualquer coisa.

_Vem aqui então.

A fotografa saiu puxando-a.

_Paraí, Marina. — Clara tropeçava nos próprios pés — Pra onde c tá me levando?

“Vai ser hoje, Clarinha”. Pensava maldosa a fotografa.

_Pro nosso quarto, meu amor.

_Mas espera. Eu tô pelada!

_O que, que tem? Se alguém tiver que ver, que veja. Vem!

Pararam na sala, beijaram-se e dai quem tomou o comando da situação foi a assistente.

_Gosto assim, já tá indo na minha frente...

_Ué, tem uma coisa que você disse que queria que eu pedisse, então...

Ela piscou e sorriu um sorriso extremamente convidativo e se virou andando em direção ao quarto. Marina foi quase correndo atrás, hipnotizada. Antes, porém, se lembrou do vibrador largado no chão da cozinha. Precisava voltar buscá-lo. O resto da bagunça já seria informação o suficiente para os empregados da casa. Não precisavam se deparar com mais aquilo.

_Vai subindo, delícia. Eu já vou. — E saiu apressada de volta a cozinha. Não queria perder tempo além do estritamente necessário.

Quando a fotografa chegou ao quarto Clara já se encarregara de pegar a cinta com o pênis artificial.

_Veste. — Olhou-a com um ar da mais pura sensualidade.

A fotografa vestiu e ajeitou a cinta, não sem dificuldade pois o álcool ainda fazia efeito. Quando levantou uma das pernas para passá-la, inclusive, quase caiu em cima da namorada que a segurou firme. Elas riram. Em pé, uma segurava a outra para que não desabasse.

_Calma, amor. Isso tudo é pressa? — Perguntou Clara, divertindo-se.

_Não, sua bandida, é aquela dose única de saquê que você disse que íamos beber.

_Bandida é você! Acha que eu não sei que me embebedou de propósito pra poder abusar de mim?

_Eu? É essa a ideia que você faz de mim?

_É. É sim.

_Pois você tá bem certa. Eu quero mesmo abusar de você. — Falou olhando sacana para ela.

_Eu sei o que você quer. Mas vai ter que me deixar muito doida de tesão pra conseguir fazer com que eu peça.

_E você vai, gostosa. Vai implorar.

E Clara sabia que a possibilidade de fazê-lo era praticamente certa.

Botando fim ao breve diálogo, Marina puxou o cabelo da outra e tratou também de morde-lhe o queixo. O pênis roçava na virilha, provocativo. Então ela virou Clara de costas ainda segurando-a firmemente nos cabelos de modo que a cabeça se inclinava para trás. O pênis passou então a roçar as nádegas. Ela mordeu, beijou e lambeu o pescoço da namorada. Soprou perto da orelha. As vezes ela posicionava o pênis entre as nádegas de modo que o contato com o objeto rijo provocasse a namorada e provocava ao ponto da bunda de Clara em movimentos involuntários (ou não tão involuntários assim) chegar a se empinar indo de encontro a ele. Ao mesmo tempo as duas mãos da fotografa iam aos seios a frente.

Clara por sua vez esfregava as costas nela criando um atrito delicioso entre suas costas lisas e os bicos duros dos seios da amada.

A movimento de ambas eram como uma dança quase exagerada tendo em vista o teor etílico no sangue. Pudores não haviam nenhum.

Depois Marina fez com que a assistente voltasse a encarrá-la de frente e elas passaram a se esfregar nessa posição, se olhando com desejo e paixão insana. Barriga com barriga, seios com seios. Seus mamilos sensíveis e rijos estimulavam um ao outro. O pênis foi encaixado no meio das pernas de Clara e dessa forma roçando no clitóris entumecido. Marina realmente a estava endoidecendo. Assim, sentindo a excitação crescente da namorada ela a jogou na cama e foi para cima dela com necessidade extrema de ter e possuir por completo o corpo bronzeado agora ali deitado gritando pecado.

__Eu preciso comer a sua bundinha, hoje. Agora! — pausou – Pede pra mim, pede. — A fotografa falou manhosa no ouvido de Clara e esta sorriu, fez como se estivesse refletindo sobre assunto e viu, logicamente, expectativa febril no rosto da namorada.

_Não. Você vai ter que se esforçar mais.

Marina não conseguiu evitar dar um tapa na cara dela e pegar-lhe firme pelo queixo aproximando o rosto do dela, quase colando-os.

_Vagabunda! — Se expressou demonstrando indignação.

_Agora sim, tá melhorando. — Respondeu a outra cínica.

“ora, ora a safada tá aprendendo direitinho” Pensou.

Marina então, virou-a de costas deitando em cima dela. Levou uma das mãos a um dos seios da outra apertando-o e fazendo-o de apoio, enquanto que o objeto rijo em meio a suas pernas calculadamente roçava em meio as nádegas de Clara. A outra mão foi ao clitóris masturbando-a.

Clara, por sua vez, sentindo o peso gostoso da namorada em cima de si e o estímulo irreal que o objeto duro exercia sobre aquele lugar específico quase fazendo-a implorar para que ele entrasse.

Então, por fim ela pediu. Por que não? Fazia tempo que aquela ideia rondava, sobremaneira, sua cabeça e ela sabia que a de Marina também. Naquela noite elas estavam comemorando o fato de enfim serem livres para se amares em paz, sem segredos ou medos, por isso, experimentar algo novo seria extremamente perfeito para o momento. Assim, ela, por fim fez o que a namorada tanto queria. Pediu.

_Come minha bundinha, delícia. Come ela toda, bem gostoso. Vai.

Marina ouviu deliciada mas manteve-se imóvel queria ouvir mais como se existisse uma ou umas palavras chaves que a faria se mover. Então Clara disse mais:

_Come. Mas, come gostoso. Daquele jeito que só você sabe.- Falou com a voz rouca que lhe er peculiar e tinha o poder de levar a namorada às nuvens — Me arromba!

A fotografa foi à estratosfera e voltou em milésimos de segundos. Depois, a posicionou cuidadosamente como desejava. Não a deixou propriamente de quatro e sim agachada com o troco inclinado para frente e os joelhos dobrados e afastados um do outro de modo que ela ficasse aberta. Em seguida, Marina tirou da mesa de cabeceira um frasco que rapidamente Clara identificou o que era.

_Nossa, você pensa em tudo.

_Em tudo, delícia!

A fotografa deixou certa quantidade do lubrificante escorrer na fenda onde as nádegas de Clara se separaram espalhou-o com o dedo tão lentamente que pareceu a ambas que elas estavam, vivendo aquele momento em câmera lenta. Depois fez questão de deixar sua boca se deliciar com aquela parte do corpo da namorada. A língua passeou pelas nádegas e mergulhou no meio delas também, até que se deteve na entrada do orifício presente ali.

Clara estava achando aquilo muito gostoso, principalmente por causa do fetiche que Marina tinha por aquela parte específica de seu corpo.

_Enfia a língua, vai.

Marina o fez, quer dizer, tentou fazê-lo, porém sem muito sucesso. Contudo, o pouco que conseguiu já foi o suficiente para fazer com que Clara suspirasse deliciada. Depois da língua, foram os dedos da fotografa a passear por aquela parte, espalhando mais o lubrificante agora misturado à saliva. Um dedo de Marina invadiu Clara levando o lubrificante com ele, depois mais um seguiu pelo mesmo caminho. A fotografa ensaiou um movimento com os dois dentro da outra, mas este foi breve porque naquela noite, comeria … de outro modo.

_Anda, Marina. Fode, eu sei que você quer. Me faz completamente sua, faz.

_Por?

_Por favor.

_Maravilha.

O pênis de tamanho e largura avantajados invadiu firme, porém não com força com o ânus de Clara. A fotografa não queria machucar a namorada, queria dar prazer a ela. Esta, por sua vez, foi envolvida pela delicadeza de Marina ao fazê-lo e delirou ao se sentir sendo, aos poucos, totalmente preenchida naquela parte específica do corpo. Não houve dor, até porque, se o tesão quase sempre a deixava amortecida o que dizer sobre o entorpecimento causado pelo álcool?

A princípio os movimentos da fotografa foram lentos, mas na medida em que a própria Clara ia de encontro ao objeto, o ritmo foi aumentando. A assistente fazia o movimento contrário ao de Marina com tamanho ímpeto que os seios na frente balançavam aflitos.

Ambas gemiam descontroladas quando Marina passou o braço sob o corpo da namorada e chegou ao clitóris que pulsava descompassado como se fosse explodir a qualquer momento.

O gemido de Clara se intensificou com o gesto criando uma Marina ainda mais insana devido a excitação extrema. Segurava o quadril dela com tanta força que depois as duas se dariam conta de que as unhas gravaram fundo a ponto de penetrar a pele. Ao mesmo tempo, os seios da fotografa com os mamilos feito pedra roçavam as costas da namorada causando-lhe uma sensação gostosa, junto a todas as outras.

Para a assistente, a experiência era totalmente nova e estava se desenvolvendo de forma estranhamente prazerosa, o pênis após entrar e sair algumas vezes alcançara um ponto sensível de prazer e a cada estocada, ela sentia-se tremular como se tivesse “mini-orgasmos” que se propagavam por todo o corpo.

A fotografa por sua vez, transcendeu. Saiu do próprio corpo e fora para algum lugar que ela não saberia dizer onde, assim aumentou o ritmo com que o quadril se movia de encontro com a bunda da amada e junto ao ritmo acelerado vieram os tapas estalados na nadegada e coxa rechonchudas dela. O ato, obviamente fazia também parte do fetiche e a namorada parecia gostar. Essa, sem dúvidas, era a melhor parte.

_Rebola pra mim, vadia. — Terminou dando-lhe um tapa.

Clara obedeceu e o “vai e vem” entre elas tornou-se quase frenético. Logo depois a assistente se manifestou:

_Vou gozar. — Clara falou e pela maneira com que Marina gemia e ofegava atrás de si, previu que ela também. — Goza comigo, Marina – Pediu. A outra, por sua vez, respondeu intensificando ainda mais o movimento.

Por causa da experiência adquirida pela constância do sexo com Marina a assistente aprendera algumas técnicas. Segurou para que o orgasmo fosse duplo e intenso como o que tivera quando ainda estavam na cozinha.

_Assim, mais rápido, vai! — Pedia desesperada em nome de próprio prazer, mas também por saber que a fricção se encarregaria do gozo da outra.

Gozaram. Juntas. Clara apenas milésimos de segundos antes de Marina explodindo em mais um orgasmo devastador e desfalecendo quase inconsciente. A fotografa caiu em cima dela em um torpor alucinógeno. E a cada flash que vinha em sua memória referente ao que tinham acabado de fazer era acometida por descargas elétricas. Mesmo tendo acabado de gozar ela sentiu o próprio liquido quente escorrendo pelas pernas.

_Ai, nossa! — Clara disse com a respiração fraca. Suada e com uma Marina ainda mais suada em cima de si.

_É, eu sei. — Respondeu a outra também com respiração fraca.

Elas na verdade queriam dizer: Magnifico, esplêndido, maravilhoso, mas não tinham forças.

_Nós estamos ficando boas nisso. — Clara conseguiu dizer.

_Você acha? — Perguntou irônica, considerando que a outra tinha dito o óbvio.

Riram e depois permaneceram em um silêncio revigorante.

Instantes mais tarde, quando finalmente se julgou disposta o suficiente para conseguiu falar, Clara o fez. Teve a necessidade de revelar à namorada como se sentira em relação ao ocorrido:

_Ai, promete pra mim que você vai fazer isso mais vezes! — Não era uma pergunta.

_Se for um habito – pausou — perde a graça, meu amor. — Marina riu e piscou. Deixando a outra um pouco constrangida com a sua saliência.

Por fim, tomaram um banho relaxante e dormiram aninhadas, como de acostume, sentindo-se completas e apaixonadas. Cada dia mais apaixonadas.

**

Na manhã seguinte...

Marina estava concentrada olhando algumas fotos no computador. E Clara deitada ao seu lado na cama, pensativa.

_Tô aqui pensando. Nós duas somos duas loucas.

_O que te faz pensar isso, meu amor? — Marina perguntou divertida.

_Tava lembrando de Angra.

_Engraçado, pensei que você fosse falar de ontem a noite – gargalhou.

_É, tem isso também.

_Não gostou?

_Amei. Ontem, Angra, tudo. Mas pensando racionalmente... é muita loucura. Aquilo na praia...

Era loucura mas deu vontade de repetir ao lembrar.

_E quem quer ser normal?

Depois acabaram mudando de assunto indo para o jantar da noite anterior.

_A noite ontem foi muito agradável. — A assistente declarou.

_Tá falando do jantar ou – pausou fazendo uma cara safada – de depois?

Clara deu um tapinha nela demonstrando falsa indignação.

_Para, palhaça. Tô falando do jantar, pô – riu — Fiquei feliz de ver você e a minha irmã se dando tão bem. Sem contar que o tato da senhora é ótimo. Ela chegou lá péssima que você envolveu tanto ela na conversa que no final percebi que ela estava bem mais leve.

Ah, pra mim não foi sacrifício nenhum. Sua irmã é muito agradável e eu fiquei impressionada com o conhecimento dela sobre arte. Esse negócio da sua família, de leilões é muito especial, sabia? Isso tá cada vez mais raro aqui no Brasil (...)

Desde que começaram a conversar, Marina mantivera-se um pouco aérea, e não deixara de prestar atenção no notebook em seu colo.

_Que tanto você olha ai nesse computador? — Clara quis, enfim saber/

_Vem aqui mais perto, vou te mostrar. — Marina virou o notebook para que ambas pudessem ver as imagens na tela. — Olha essas fotos e me diz o que acha.

A fotografa foi passando e Clara se admirava e fazia algum comentário em cada uma delas. Ainda ficava deslumbrada com o trabalho da namorada mesmo que tivesse feito parte da produção da maioria delas. Na verdade, de todas, mas Clara não se deu conta disso.

Após a amostragem da última foto que havia selecionado até ali, Marina quis saber a opinião da namorada, mesmo depois de todos os elogios que a mesma tecera enquanto ia passando-as.

_Então, o que achou?

_Magnificas, Marina. — Respondeu sincera e empolgada.

Marina sorriu e com o ar de mistério, falou:

_Que bom que gostou.

Havia um ar de mistério no semblante da fotografa e Clara quis saber mais.

_Porque essa carinha ai hein, dona Marina?

A fotografa mal se aguentava de empolgação, por isso, não quis mais fazer suspense.

_Lembra que te falei há alguns dias que estava pensando em uma nova exposição?

_Sim, lembro.

_Eu te enganei. Na verdade estou pensando nisso há meses. Só que essa exposição não vai ser como as outras.

_Como assim?

_Porque vai ter outra artista assinando as obras junto comigo.

Clara ficou confusa. Trabalhava todos os dias lado a lado com Marina e não sabia nada sobre ela trabalhar com outra artista. Quer dizer, a não ser Flavinha, mas essa nos últimos meses deixara de ser assistente para fotografar sozinha, cada uma das duas tinham trabalhos à parte, então...

_Não tô entendendo.

_Pois já vai entender.

Marina abriu uma foto.

_Você se lembra desse dia?

_Lembro sim. Foi um dos meus primeiros trabalhando com você. Eu fazia tudo errado. — tapou o rosto demonstrando vergonha.

_Pois é, mas olha esses resultados. O ângulo, a luz. Não ficou bom?

_Ah, mas...

_Mas nada, Clarinha. Todas essas fotos aqui que eu separei, tem parte da sua visão. São fotos que a princípio eu descartaria por causa dos supostos “erros”, mas, na medida em que o tempo foi passando eu percebi que estavam melhores que as outras porque não são comuns. Meu trabalho sozinho, estava se tornando “mais do mesmo” mas, olha só – foi passando as fotos mais rapidamente – essas estão diferentes, imprimem um novo olhar, um outro olhar. — Clara mantinha-se atenta ao que a fotografa tentava lhe mostrar — Então, eu mandei as comuns para os clientes e guardei todas essas e outras que ainda falta selecionar.

Clara entendeu a explicação mas, não sabia aonde Marina queria chegar com aquilo e sua expressão demonstrava confusão.

_Deixa eu explicar. Em todas essas fotos não carregam com elas só a minha visão, tem a sua também.

_Os meus erros você quer dizer, né?

_Olha pra isso – Abriu uma foto específica – você acha que tem algum erro aqui?

_Bom, eu não. Até lembro desse ensaio, você falava comigo pra fazer as coisas de um jeito e eu sempre fazia de outro. A Vanessa até me xingou. Mas o que eu acho não importa ué, a fotografa é você e eu acabei te atrasando porque você não tinha coragem de me chamar a atenção.

_isso é verdade – Marina riu – Mas a questão é que talvez … o cliente pudesse até estar errado, mas – pausou- artisticamente falando, a foto ficou perfeita! Quer dizer, não só essa, têm várias que eu venho guardando nesses meses.

Clara começava a entender, só não sabia se estava gostando daquilo e o semblante transmitia isso.

_Essa exposição não vai ser só minha. Vai ser sua também. E sobre você. Como você me ensinou um outro olhar.

A fotografa se emocionou ao terminar de falar, porque o coração reagia à completa verdade das palavras que proferia. E a maneira como descrevera tudo deixou a outra também emocionada, talvez até mais.

_Eu fiz isso mesmo? Ou você tá fazendo isso...

_Responda você. Não acha essas fotos diferentes?

_Sim, mas... — Clara estava sem palavras. A própria vida mudara tanto desde que conhecera a fotografa. Marina havia lhe dado tanto, não em relação a coisas materiais ou em declarações de amor. O que a fotografa fizera por ela, Clara, mãe, esposa, dona de casa de classe média fora mais, muito mais. Dera a ela a oportunidade de se sentir capaz, de se sentir importante, de estar fazendo, de certa forma, diferença no mundo.

_Mas, nada. — Se aproximou dela e depositou um beijo em seus lábios, dali o beijo seguiu carinhoso para o nariz e testa.

_Vai ser lindo! — Apertou com força a mão de Clara.

_Vai ser lindo! — Concordou retribuindo o aperto de mão cúmplice.

**

Enquanto iam para o galpão, no carro, elas conversaram mais sobre a exposição. Agora as duas estavam empolgadas.

_Quero que você participe de tudo. De cada detalhe, desde a escolha das fotos até a organização do evento.

_Mas, tem um problema ai. Eu não sou fotografa.

_Eu sei, mas isso não impede de assinar o projeto como idealizadora, organizadora e principalmente, musa inspiradora. — Terminou olhando-a com amor.

Conversaram e fizeram planos até adentrarem a sala de aula.

**

Naquela manhã durante a aula o dever de casa que Marina passou aos alunos fora o seguinte:

_Eu quero que vocês fotografem imagens, quaisquer imagens que emocione vocês até a próxima aula, ok? Por isso, fiquem ligados e de preferência sempre com a câmera em mãos.

Clara, sentada em uma das primeiras carteiras, não teve a menor dificuldade em definir qual a imagem que a emocionava sobre todas as outras há meses e que com certeza continuaria emocionando-a pelo resto da vida.

Sorriu. (...)

Notas finais
Então, falem-me um pouco sobre o calor... rsrs