Notas iniciais
Oi gente. Desculpem o sumiço. Final de ano, sabem como é, né? Não deixem de comentar p eu saber q vcs ainda estão lendo, ok?? rsrs 25 comentários até o próximo capítulo, o que acham? rsrs Ps: Em vez de ficarem me pedindo calcinhas (e cuecas) novas, porque vocês n mandam algumas (calcinhas, por favor) p euzinha aqui?? hehehe Agora vamos lá: “Through the storm we reach the shore You give it all but I want more...” U2

(…) e anunciou isso à namorada levantando sutilmente a sobrancelha esquerda. Uma marca sua. Em situações como aquela ela costumava levanta-la de forma sexy e ao mesmo tempo aparentemente desinteressada. O que para Clara soava como um gesto extremamente safado porque através da manifestação peculiar ela conseguia imaginar todas as coisas indecentes que estariam assolando a mente da namorada e, tratando-se de Marina, com certeza não seriam poucas. Enquanto aos outros toda vez passava totalmente despercebido quer fosse ali naquele almoço, quer fosse durante o trabalho, nas aulas ou em qualquer outro lugar e momento em que não estivessem sozinhas e isso era “extremamente excitante” raciocinava a assistente.

Contudo, apesar da vontade urgente e dos pensamentos libidinosos que começaram a fluir por suas mentes talvez na mesma velocidade com que o sangue corria por suas veias, tiveram que esperar o que para elas pareceram séculos, pois depois do almoço Chica ainda serviu a todos um café elas não puderam escapar afinal de contas aquele almoço, embora não tivesse sido mencionado por ninguém, tinha sido oferecido para elas.

Logo após o café eterno elas se despediram de todos fazendo o possível para disfarçar a pressa e desceram, sem escalas, para o apartamento de Clara. Assim que cruzaram a porta a fotógrafa foi atacada pela dona da casa. A mesma pregou os braços na parede mantendo Marina acuada no meio entre os dois. Desse modo, passou a olha-la ameaçadoramente.

_ Que, que tá acontecendo com você, hein? — A fotógrafa não conseguiu segurar a curiosidade. O olhar predador que a outra dirigia-lhe aguçava-a.

_ Nada. Só tô com vontade de você. — Respondeu com a peculiar voz rouca habitual desses momentos. Então, em vez de bolinar Marina ou arrancar a roupa dela, Clara começou a tirar a própria. Ela usava uma camisa de botões e foi desabotoando-a devagar ora olhando para a namorada, ora fitando o próprio corpo com lascívia enquanto o mesmo ia ficando desnudo. Por baixo da blusa usava um sutiã de renda e antes mesmo de se livrar totalmente da blusa jogou os braços para trás a fim de desabotoa-lo como fizera com a blusa. Livrou-se dos dois deixando-os caírem displicentes no chão.

Os seios de Clara estavam maiores que o habitual e duros mais do que o normal. Apontavam para Marina, pidões e esta sentiu-se em brasas por causa disso. A fotógrafa segundos depois se refestelaria neles.

_ Amor, você tá perto daqueles dias?

Primeiro Clara a fitou por instantes tentando entender ao que namorada se referia, então quando por fim conseguiu absorver a pergunta, falou:

_ Eu? Num sei – pausou pensando melhor. — Tô, acho que tô.

_Uhm, então tá explicado. — Marina sorriu safada. Já tinha notado anteriormente que a namorada ficava particularmente mais “fogosa” por assim dizer durante esse período do mês o que era extremamente comum a todas as mulheres. Ela mesma também sempre sentia-se mais estimulada nessa época e era uma delícia apesar de um pouco torturante.

Se pegam ali mesmo na sala do apartamento da assistente em um frisson alucinante e quando a mão de Marina encontrou o sexo de Clara ela delirou com o quanto o órgão estava ensopado, praticamente escorria.

Depois foram para o quarto tomando cuidado de levarem consigo todas as peças de roupa que tinham espalhado pelo chão.

Já na cama em cima da namorada, com Clara nua e ela mesma apenas de calcinha Marina quis saber onde a namorada guardara o presente que dera a ela.

_ Naquela gaveta – indicou. — Dentro de um bauzinho. A chave tá naquela outra gaveta – apontou.

Marina olhou-a com um olhar questionador.

_ Criança em casa, amor. Mexem em tudo.

_ Ah é.

Marina que já tinha abusado consideravelmente do corpo da namorada a essa altura, foi com pressa buscar o acessório que seria peça principal para por em prática o que tinha em mente. Quando voltou para cima de Clara, levou o vibrador já ligado ao sexo dela depositando-o em cima do clitóris pulsante.

Clara gemeu, se contorceu. Sentia-se inteira á flor da pele, sentia todos os órgão pulsando em um ritmo só. Era assustador como o corpo podia se modificar em função dos harmónios, ficar extremamente sensível, respondendo a todos os estímulos em uma experiencia quase extrassensorial, por assim dizer. A pele estava quente, queimando como se ela estivesse com febre. E talvez estivesse, mas com um outro tipo de febre, uma que apenas o sentimento pela fotografa despertava e que era boa, divinamente boa. Enquanto o objeto em meio as pernas vibrava sobre seu clitóris ela virava os olhos em demonstração do prazer proporcionado pelo mesmo. Então, sem avisos sentiu-o a preenchendo. Nesse momento além dos olhos revirarem, ela agarrou os lençóis e contorceu o corpo em espasmos.

Marina por sua vez se deliciava com as reações. Ela havia metido o vibrador até o fundo da namorada que ofegava, gemia e se contorcia tudo ao mesmo tempo tendo, inclusive, dificuldade em ter tempo para respirar. A fotógrafa via também satisfeita a namorada se agarrar forte aos lençóis como se se não o fizesse fosse levantar vôo porque para ela a impressão era essa, a de que Marina estava a induzindo a alcançar o céu.

_ Ai, delícia. Continua Marina, me come com força. — Dobrou um dos joelhos a fim de facilitar o movimento que a fotógrafa empreendia.

Marina comeu, com força e velocidade. Ao mesmo tempo que falava no ouvido da namorada de modo que as palavras proferidas fizessem um trabalho adicional.

A partir de certo momento se segurar nos lençóis não foi mais o suficiente para Clara. Ela sentiu-se alçando vôo sem qualquer capacidade de controlar. Marina estrava sobre ela com o braço firme introduzindo o vibrador dento dela. E ela transcendia e o corpo ardia pelo fogo que emanava do meio de suas pernas. E ela movimentava o quadril ora em um movimento reto para frente e para trás, ora rebolando.

_ Ai, ai — a voz saiu tremula na mesma proporção do tremular do corpo — vou — parou para gemer. — Gozar.

Clara gozou em um urro que aos ouvidos da fotógrafa era música.

_ Tá melhor? — A fotógrafa perguntou irônica quando a respiração a outra finalmente se acalmou.

Clara não estava e sentia-se uma tarada por causa disso.

_ Não, amor. Preciso de mais. — Respondeu sincera e em agonia obviamente sem motivos já que a fotógrafa teria todo o prazer em satisfaze-la o quanto ela quisesse ou precisasse. A boca desta, inclusive, estava cheia de água pensando em beber todo o líquido que sentiu escorrer do sexo de Clara enquanto a comia. Além disso, tinha também o fato que naquela tarde em especial o corpo da namorada emanava uma sensualidade ímpar. Marina sentia-a de forma quase palpável por isso a essa altura os hormônios faziam efeito não apenas nela. Faziam com que a fotógrafa também perdesse o juízo.

Marina com Clara sob si ainda sentia os mamilos dela duros, compridos em seu tórax. A pele dela também ainda estava quente, muito quente.

Beijavam-se ofegantes e desejosas quando o filho de Clara bateu na porta. Assustando-as.

_ Mãeee. Ô mãeee. Abre aqui!

_ Espera um minuto filho.

_ Tá, mas não demora.

As duas levantaram em um pulo.

Se compuseram da melhor forma possível entre mais batidas na porta e após alguns minutos a mãe de Ivan finalmente pôde abri-la.

_ Quem tá morrendo, hein bichinho?

_ Ninguém, mas a Marina disse que ia passear na praia com a gente – Se referia a ele e o cachorro aos seus pés. – O que vocês tavam fazendo ai?

_ Nada filho. — Respondeu a mãe sem graça e sem ter mais o que dizer.

_ Continuam querendo me tratar como criança. Sei que tavam namorando. Mas, agora a gente pode ir?

Marina e Clara coraram e riram.

_ Namomo... — Clara gaguejou – rando?

_ É ué. Quando as pessoas namoram elas se abraçam e se beijam, não?

_ Sim filho. — A mãe concordou embaraçada, mas aliviada ao mesmo tempo, pois quando o filho falou ela tinha ficado com medo de que ele pudesse estar entendendo como funcionam certas coisas de adultos e ela achava que ainda estava muito cedo para isso.

**

Naquela noite, antes de dormir, nos braços de Clara recendo um cafuné, Marina desabafou:

_ Esse dia foi — pausou tentando escolher bem a palavra — mágico. — Disse enfim, de fato encantada.

_ Foi mesmo – A assistente concordou – E sabe de uma coisa? Eu não vejo a hora de passar todas as noites da minha vida assim grudada em você como agora, sabia?

_ Jura? — Marina emanava felicidade.

_ Juro.

_ E porque nós não passamos?

_ Como assim?

_ Bom, o Ivan já sabe da gente então, quando você por algum motivo não puder ir ficar lá em Santa Tereza comigo, eu posse ficar aqui com vocês, o que acha?

_ Mas a gente já faz isso...

_ Sim, mas não sempre. Quero dizer... todo dia.

_ C tá falando sério?

_ Uhum.

_ Eu... eu — pausou — vou achar ótimo. — Disse Clara, sincera. — Já tinha pensado nisso, mas fiquei sem jeito de sugerir que você saisse da sua casa, da sua comodidade porque esse apartamento você sabe... não tem o mesmo conforto quanto a sua casa...

_ Tem o mais importante: Você. Você e o Ivan e o Bolinha, claro. E já que a gente tá conversando sobre isso... também acho que ta na hora de você levar pelo menos parte das suas coisas lá pra casa...

Não foi necessário que Marina explicasse, Clara sabia que se algum dia viessem a morar juntas seria na casa da fotógrafa e o que a mesma acabara de sugerir, trava-se apenas de um “convite de entrada”, por assim dizer. Algo a deixava indescritivelmente contente.

E assim fizeram a partir daquela noite.

_ Marina...

_ Oi?

_ Você não terminou o que começou hoje a tarde.

***


Os dias estavam se passando rápido e a data da exposição ficava cada vez mais próxima e junto com ela vinha o nervosismo. Clara e Marina eram o nervosismo em pessoa.

As duas escolheram juntas cada detalhe da exposição. Além das fotos que seriam expostas havia também o tamanho em que cada uma seria impressa. Decidiram que seria melhor se variassem. Houve ainda a escolha do local, a disposição dos painéis no espaço. O que seria servido aos convidados, a contratação do Buffet e da empresa de decoração, etc. Fora um trabalho exaustivo, mas prazeroso. Cada uma tinha seus próprios motivos para pensar assim. De um lado a fotógrafa mantinha-se fascinada pela revolução de seu trabalho artístico após a entrada de Clara em sua vida. A assistente por sua vez estava nas nuvens por estar primeira vez na vida sendo a protagonista de algo tão importante.

As meninas do estúdio ajudaram no que puderam, mas de fato aquele evento em especial era coisa delas, como se juntas estivessem construindo seu mundo particular personalizado naquela exposição.

Nos intervalos entre as aulas no galpão, o trabalho no estúdio e os preparativos para o grande dia elas pelo menos tentavam arrumar tempo para as corridas na praia, passeios com Ivan, almoços e jantares com as meninas do estúdio ou com algum familiar de Clara e as habituais noites de amor. Não que estas ocorressem necessariamente á noite, se é que você entende.

No dia anterior a exterior à exposição ambas estavam com os nervos a flor da pele. Depois de terem passado a tarde inteira no espaço cuidando dos últimos detalhes, foram para casa a fim de descansar e se preparar para o dia seguinte, no entanto, com a insegurança latente, tanto Clara por ser a sua primeira, quanto Marina que sentia-se como se fosse, acabaram voltando a noite para re-conferir os últimos detalhes. Ambas tinham a impressão de que haviam esquecido alguma coisa.

_ Somos duas loucas. Não tem mais nada a se fazer aqui. Tá tudo pronto! — Clara manifestou após terem conferido tudo o que dava para ser conferido.

Marina gargalhou.

_ Verdade. Mas, acho que eu não conseguiria dormir se não viesse verificar e ter certeza. Até parece que é a minha primeira exposição.

_ Sei bem como você tá se sentindo. Até porque no meu caso, realmente é a primeira, né?

_ Verdade. — Marina concordou e parou um instante, pensativa ao mesmo tempo em que foi se aproximando de Clara. — Bom, já que estamos aqui acho que não devíamos perder a viagem. — Falou sugestiva e insinuante.

_ Uhm. Você tá querendo dizer o que eu acho que tá?

Notas finais
Que coisa linda essas duas, não acham? Ps: Parabéns p nós! Passamos dos 90.000 acessos o/ Se eu ganhasse um real por acesso, hein? kkkkkk