Notas iniciais
Obs: Raquel, você me deu uma boa ideia. kkkkk Presentinho de Natal p vcs: "And speak to me I want to feel you I need to hear you You are the light That's leading me to the place Where I find peace... again"

_ Pode ser certeza que sim.

_ Aqui? — A pergunta era retórica, Clara perguntou mais para que tivesse tempo para amadurecer a idéia e quando o fez, olhando em volta concluiu que a mesma era extremamente excitante.

O salão estava repleto de painéis de variados tamanhos na penumbra porque elas já tinham desligado o quadro de força.

_ Quer coisa melhor pra aliviar essa tensão que a gente tá sentido? — Marina continuou após mão ter obtido nenhuma resposta.

Clara riu, mas concordava, com certeza concordava mesmo assim resolveu indagá-la:

_ Pra você todas as coisas se resolvem desse jeito, né?

_ E não?

_ Não sei. Só tem um jeito de descobrir – Clara se aproximou da namorada. — Me mostra? — Pediu.

_ Como? Assim… — A fotógrafa aproximou o rosto do dela e sugou-lhe os lábios – ou assim – lambeu-os suavemente.

As pernas da assistente perderam a força. Marina tinha um poder indecifrável de causar-lhe isso quando a provocava daquela maneira.

_ Acho que assim dá pra ter uma idéia, mas – pausou mordendo os próprios lábios — mostra mais. — Pediu em um sussurro rouco.

Então a fotógrafa, com a paciência e suavidade que lhe eram inerentes, se dirigiu a orelha da namorada, depois ao pescoço fazendo questão de expirar um vento quente enquanto beijava ou mordia essas duas regiões.

_ E agora? Acha que tá mais calma? — Marina perguntou.

_ Uhm... Acho que não. Vou precisar de mais. Por que você – Clara pegou a mão esquerda da fotógrafa – não faz tudo isso, aqui – encostou a mão que segurava no próprio sexo por cima da calça. Marina alcançou seus lábios e enquanto se beijavam de forma indecente a mão que Clara levara ao próprio sexo lá continuou apertando-o. Depois de um tempo sobre a peça que tinha um pano fino, Marina pôde sentir a umidade emanando dali. No entanto, quando a fotógrafa tentou levar a mão para dentro querendo sentir a textura macia e lubrificada daquela parte específica da namorada, Clara a impediu com firmeza segurando-a pelo pulso.

A partir dai virou a namorada de costas e atacou-lhe a parte sensível: A nuca. Marina se esfregava sensualmente nela e dessa forma Clara foi empurrando-a até a parede da escada que havia no salão e fez com que ela entrelaçasse os braços nas grades do balaústre.

_ Amo você assim atrás de mim. — a fotografa manifestou.

_ Eu sei, sua safada. E agora vou fazer você ficar calminha já que é disso que você precisa.

_ Como? Se assim você me mata de tesão?

_ E vou te matar de prazer na mesma proporção putinha. — A maneira com que falou remetia ao fato da fotógrafa ter transformado uma ida “inocente” até ali para conter a ansiedade em um momento de luxúria. Marina, porém de forma alguma se incomodava com isso, ao contrário, ser tratada daquela forma a excitava. Muito.

_ Por que você não para de falar e começa a fazer em, Clarinha? — Marina provocou.

Clara então levou as mãos aos seios dela e apertou-os forte, dessa forma seus corpos colaram um no outro. Depois com uma das mãos ela pegou os cabelos da nuca de Marina puxando-a e fazendo-a virar o rosto de modo que pudesse sugar sua boca. O fez com volúpia. Marina se segurava as grandes da escada.

_ Come, Clarinha. Come a sua putinha vai. — Pediu desejosa ainda com a boca grudada na da namorada.

Clara puxou a saia que a fotógrafa usava com tamanha pressa que a calcinha saiu junto. A bunda pálida de Marina ficou exposta e após admirá-la por um instante, Clara penetrou o sexo molhado ali no meio, forte com os dois dedos.

_ Mais um, amor. Fode minha boceta toda.

Clara fez o que a outra pedia, sem contestar.

_ Passei o dia todo pensando em te comer aqui. — A assistente confessou em um sussurro no ouvido da fotógrafa fazendo com que a mesma soltasse um gemido diferente em meios aos de prazer. Era de satisfação, ou talvez de alguma coisa que na verdade queria dizer “eu também”.

E os dedos melecados entraram e saíram com violência de dentro de Marina ate aqui ela perdesse as forças que a seguravam de pé consumida por um orgasmo devastador fruto do empunho de Clara, mas também da magia proporcionada pelo local em que estavam fazendo aquilo.

A assistente de forma luxuriosa levou os dedos ensopados a própria boca chupando-os um por um ao mesmo tempo em que a fotógrafa se virava para ela.

_ Por que você não usa essa boca deliciosa pra chupar outra coisa, hein?

_ Tem alguma sugestão?

_ Aqui em baixo. — Falou ao mesmo tempo em que segurou os ombros da namorada pressionando-a a se abaixar.

Clara obedecer. Ajoelhou e chupou, lambeu e bebeu.

Marina escorada na parede escada, levantou uma de suas pernas apoiando-a no ombro da outra de modo que a namorada pôde se posicionar exatamente em baixo dela, o que facilitava o trabalho desenvolvido pela boca. Assim a mesma a chupou divinamente se aproveitando da textura lisa e macia daquela região.

Marina gozou gostosamente mais uma vez.

Mais tarde em Santa Tereza, a fotógrafa retribuiu de bom grado o “serviço” prestado pela namorada.

E logo depois, deitadas nos braços uma da outra sem conseguirem dormir, elas conversaram:

_ Tô sentindo você tensa ainda, qual o problema? — Marina quis saber.

_ Ah, é que — pausou — você todo mundo conhece, mas e eu? Tenho medo de que todo mundo olhe e diga “a quem é essa dai, pô”?, “desfilando do lado da artista importante e se achando artista também...”

Marina gargalhou pelo jeito com que Clara se expressou.

_ Não ri, tô falando sério. Você é famosa, rica, elegante e eu? Uma dona de casa metida e intrometida, talvez.

Marina não se aguentou e gargalhou de novo. Clara fechou a cara.

_ Desculpa, amor. É que você falando desse jeito fica muito engraçada. Mas agora falando sério, para com isso. Se alguém resolver pensar assim que pense, mas será que você realmente não sabe a toda a importância que teve na minha vida durante esses meses? Porque se não sabe deveria saber. Quanto a fama ou a falta de fama, meu amor pode ter certeza de que isso está prestes a mudar. -

Clara gelou, ainda não tinha pensado nesse aspecto. — E outra coisa, e dai se eu sou rica? Isso é defeito?

_ Não, mas...

_ Mas, você tem medo que – pausou – de repente pensem ou digam que você está atrás do meu dinheiro.

_ É. Acho que sim.

_ E você está?

O semblante de Clara manifestou ofensa de forma inconsciente e Marina gargalhou outra vez.

_ Ai Clara, para com isso. Tá dizendo um monte de bobagens. Deve ser sono. Vem aqui...

E a fotografa fez a namorada insegura se virar de modo que ela pudesse abraça-la por trás, assim ficaram deitadas e dormiram em posição de “concha” não sem antes que Clara se sentisse protegida e segura pelos braços da amada.

**

Não muito cedo na manhã do dia seguinte elas acordaram de uma noite de sono que acabou sendo tranquila. Não tinham mais nada que preparar a não ser a si mesma, por isso, tomaram café e seguiram para um dia que Marina tinha reservado em um SPA. Passaram um dia relaxante em que primeiro passaram por massagem, limpeza de pele, etc e após pausa para o almoço foi a vez da depilação, de cuidarem das sobrancelhas e de fazerem as unhas escolhendo a mesma cor de esmalte o que, por alguma razão, fazia com que elas se sentissem mais unidas. As vezes é difícil entender as mulheres, diriam os homens sem saberem que, as vezes ou quase sempre, para elas também é difícil se entender...

Cabelo e maquiagem ficaram por último já a noite quase na hora de se vestirem.

**

É chegada a hora da exposição.

“You are the strength

That keeps me walking

You are the hope

That keeps me trusting

You are the life

To my soul

You are my purpose

You're everything”

Lifehouse

Na porta havia um cartaz enorme escrito “Outro olhar” com uma foto de Marina e uma outra de Clara sobreposta e em baixo escrito: Marina Meirelles. Colaboração: Clara Fernandes. O nome da exposição por si só já despertava a curiosidade do público, mais ainda a foto de uma mera desconhecida indo à frente daqueles que na visão de todos (ou quase) era a estrela da noite. No entanto, para Marina explicações não seriam necessárias antes do discurso preparado por ela. Até lá ela queria que as imagens falassem por si mesmas

Entre os convidados estavam todos da família de Clara. Helena e Virgílio, Filipe, Chica e Ricardo, Luíza e Laerte, até Rosa a empregada de Helena. Além desses Cadu e Verônica e é claro, Ivan. Todos os alunos da turma de fotografia e alguns professores do galpão com quem Marina mantinha um relacionamento cordial. Vanessa, Flavinha, Gisele e o namorado Murilo, Branca e os supostos dois namorados, Juliana e Jairo, Nando e a surpresa entre os presentes ficou por conta do pai de Marina, Diogo chegou causando frisson, mas isso foi depois.

Primeiro aconteceu a chegada triunfante das protagonistas do evento, ambas divinamente produzidas a ponto de tirar o fôlego de qualquer um que ali estava.

Clara usava o cabelo preso em um coque alto que dava-lhe um ar imponente, a maquiagem era escura, forte realçando-lhe os traços e tom da pele. Ela usava um vestido que caia-lhe abaixo do joelho, preto com a alça trespassada no pescoço no detalhe ele possuía uma fita que passava pela cintura e era amarrada atras, nas costas.

Marina usava o cabelo solto, ondulado como já lhe era de costume porém agora um pouco esvoaçante. A maquiagem era leve, realçada apenas nos olhos. E ela usava um vestido muito parecido com o de Clara, mas branco e sem a fita.

Quando elas entraram no salão ao som de aplausos (aplausos que eram na verdade para Marina uma vez que no mundo da fotografia Clara era desconhecida) o primeiro a aborda-las foi o garoto loiro correndo entre as pessoas. Ivan abraçou a mãe com carinho e depois a fotógrafa. O menino foi seguido de perto do pai que estava acompanhado de Verônica e os dois aproveitaram para dar os parabéns a elas.

_ Bom, eu não entendo muito de fotografia, mas já demos uma circulado por ai e as imagens são lindas, sensacionais, alem disso a festa também tá divina, de muito bom gosto. Parabéns. — Manifestou o ex-marido de Clara ao que Verônica anuiu ao que fora dito por ele.

Elas agradeceram.

À Ivan, Cadu e Veronica seguiram-se os fotógrafos e jornalistas todos queriam assediar Marina, conhecer Clara e é claro tentar uma exclusiva sobre quem era a “desconhecida” e qual a participação dela na obra da renomada fotógrafa internacional. Havia quem dissesse que o trabalho de Marina estava ficando decadente, por isso, na verdade a autoria do trabalho era de Clara e Marina a estava usando. Outros diziam que Clara era um caso da fotógrafa e ela a estava usando para alavancar a carreira já que até então não passava de uma mera desconhecida, entre outros comentários. Mesmo assim nem no começo nem durante quase toda a exposição nenhum jornalista conseguiu tirar o que quer que fosse de nenhuma das duas.

O assédio, principalmente, quando elas chegaram foi tanto que Chica, Ricardo e o resto da família Fernandes custaram a conseguir um espaçinho para cumprimenta-las.

A mãe de Clara quando enfim conseguiu se aproximar delas não deixou de expressar seu orgulho e o quanto estava feliz pela filha, no entanto, também não deixou de se mostrar curiosa.

_ Vem cá, me contem porque até agora eu não entendi. Qual sua participação nisso tudo, meu amor? — A mãe perguntou mais especificamente para filha.

_ Nada disso, Chica sinto muito mas você só vai ter essa explicação junto com todo mundo. — Foi Marina quem respondeu.

Embora essa exposição remetesse à Clara a que conheceu Marina, no aspecto visual era totalmente diferente. Não só o local escolhido era outro como também a decoraram e disposição das peças. Hoje o ambiente era completamente iluminado por a luz fria que refletia claridade intensa como se estivessem no saguão de um hospital. Cada peça recebeu um refletor própio que intensificava mais luminosidade, além disso toda a decoração do ambiente em cada peça estava exposta combinava com as coras fixas na imagem. Esses detalhes que talvez fossem o que fazia toda a diferença tinham sido pensado por elas em conjunto concluindo que “luminosidade” seria um toque final, que atiçaria e inquietaria o público o que acabou dando absolutamente certo, tanto Clara quanto Marina viam o deslumbramento das pessoas ao passaram por cada painel bem como um certo incômodo pela luminosidade excessiva, no entanto, isso não configurava motivo para se desviarem, ao contrário, alguns inclusive permaneciam bastante tempo olhando de um lado e de outro tentando enxergar melhor as imagens com curiosidade. Mais do que a nostalgia que a ocasião lhe trazia por lembrar-lhe do momento em que conhecera a fotógrafa, Clara também estava bastante emocionada desde o momento em viu sua imagem em proporção gigantesca ao lado da de Marina na entrada, tudo parecia um sonho. Ela pensava no fato de até pouco tempo atras ser apenas uma dona de casa que dedicava sua vida a cuidar do marido e do filho. Não que na época encarasse isso como uma coisa ruim, fora feliz assim, mas agora o que sentia era mais que felicidade era realização, a realização de sonhos que ela nem sabia que tinha. Lá dentro se inflava em orgulho a cada cumprimento, mas não de um orgulho ruim que beirava a soberba. Esfuziava ainda mais aos elogios dos familiares, da mãe coruja e do filho.

Marina por sua vez, não se lembrava de ter estado algum dia tão feliz quando estava agora. Lembrava-se da sua primeira exposição e de como se sentiu realizada, no entanto, hoje o sentimento era de completude. Além do sucesso profissional havia também o sucesso pessoal. Ali naquela noite não havia apenas fãs e admiradores do seu trabalho ou críticos e repórteres, havia também pessoas pelas quais ela se sentia “abraçada”, protegida por um sentimento que até então não conhecia em um conceito de família. Tinha também a alegria de ter encontrado seu porto seguro, de ter chegada à estação final: O amor de sua vida. Andava de um lado para o outro, conversando sobre o novo trabalho, apresentando Clara, e “namorando” o trabalho delas como uma mãe “lambendo a cria” então ela pensava que não poderia se sentir mais feliz, realizada e completa até que a figura de cabelos grisalhos entrou pelo salão e ela concluiu que sim, poderia.

_ Pai? — Falou para si mesma desacreditada olhando para o homem que ainda não a tinha avistado.

_ Oi? — Clara perguntou por não ter entendido o que ela falara.

_ É o meu pai ali – apontou.

Clara olhou, mas não conhecia Diogo, por isso, não foi capaz de identifica-lo em meio a todos os outros. A fotógrafa saiu andando rapidamente em direção a ele e a namorada foi atrás dela.

_ Pai! — Marina falou quando chegou próximo o bastante para ser ouvida.

O homem se virou já de braços abertos para abraçar a filha.

_ Meu amor!

Pai e filha se abraçaram.

_ Não acredito que você veio.

_ Ah, e eu iria deixar de comparecer a um evento tão importante da minha menininha?

Clara estava parada próxima aos dois. Próximo o bastante para Diogo reconhece-la afinal de contas tinha a visto em tamanho família no cartaz na entrada.

_ E essa moça bonita deve ser a que roubou o coração da minha filha e colocou ela nos eixos, tô certo?

Clara não saberia explicar, mas imediatamente sentiu uma empatia enorme pelo pai da namorada.

O homem então sem nem mesmo esperar pela resposta abraçou-a com vontade. Mesmo que Marina já tivesse falado do pai, Clara nunca imaginaria que o homem que ela sabia ser tão rico e importante seria tão simpático e receptivo.
_ É – pausou – acho que sou eu. — Respondeu tímida após o abraço.

_ Essa é a Clarinha sim, pai. — Marina falou e olhou para namorada apaixonada.

O pai apertou o queixo da filha.

_ Meu Deus, mas você tá apaixonada mesmo. Nunca vi esse sorriso nessa carinha. Olha Clarinha, depois você vai ter que me contar o segredo pra ter conseguido colocar essa mocinha na linha. Eu mesmo tentei e “ó”... não tive nenhum sucesso.

Diogo era animado e extrovertido uma combinação perfeita para que pessoas que não se conhecem quebrem o gelo rapidamente e foi isso que aconteceu entre ele e Clara. Assim, os três conversaram por um bom tempo não sem, é claro, as duas serem interrompidas algumas vezes. Marina e Clara contaram detalhes sobre a exposição e sobre como andavam as coisas no estúdio e falavam sobre as aulas de fotografia no galpão quando Ricardo e Chica se aproximaram, assim Ricardo cumprimentou o primo que não via a um certo tempo e apresentou Chica. Diogo se divertiu com a coincidência da filha namorar a filha da nova namorada/esposa do primo.

_ Quer dizer que a namorada da minha filha é filha da esposa do meu primo? É isso mesmo?

Todos fizeram uma cara confusa e riram.

_ É isso mesmo, primo. Estamos todos em família aqui.

_ Mas que Maravilha!

A noite foi passando entre conversas, apresentações, drinks e aperitivos até que Marina fora abordada por mais um jornalista. Na entrevista o mesmo quis saber o porque de ela que fotografava mulheres nuas como estilo fotográfico, e sendo esta sua marca, mudou assim sem mais nem menos.

_ Eu não mudei. Apenas variei, me descobri sendo capaz de fazer outras coisas sem mudar o estilo ou quem sabe até melhora-lo, mas isso não significa que eu não vá voltar a fazer o que fazia antes. As fotos da exposição de hoje são um apanhado de trabalhos feitos pra publicidade que eu resolvi transformar nisso – apontou – que vocês estão vendo aqui. Bom, enfim espero que dê certo e que todo mundo goste.

Encerrou se despedindo e saiu de forma educada levando Clara consigo. Ainda não era o momento dela dar entrevista, esse momento, diante do que tinha em mente preparado para o discurso, chegaria mais tarde.

E a hora chegou, minutos mais tarde ela subiu até a metade das escadas, acompanhada de Vanessa que levou para ela um microfone.

_ Oi! Tá todo mundo me ouvindo? — Ela riu em nervosismo – desculpa gente, mas é que eu tô nervosa. Acho que tá todo mundo me ouvindo sim, não é?

Lá de baixo Clara olhava para Marina fascinada, vê-la ali no alto, vestida daquela forma em uma exposição para ela era como estar tendo um "dejavu".

Os olhos da fotógrafa antes que ela continuasse encontraram os da namorada e por instantes seus olhares permaneceram fixos um no outro como se estivessem presos e não conseguissem fugir.

Depois Marina, em sacrifício, conseguiu desvia-los para que pudesse continuar. Era preciso.

_ Bom, muitos já me falaram essa noite sobre a diferença do meu trabalho e me perguntaram ao que se deve a mudança. Além disso, uns perguntaram, outros não, mas tenho certeza de que estão todos se perguntado quem é a Clara. — Apontou para ela. — Acho que essa curiosidade tem acompanhado vocês desde que divulguei minha nova exposição e sei que devo a vocês uma explicação e foi por isso que eu ensaiei esse discurso (...)

Notas finais
Só digo uma coisa: Preparem-se para fortes emoções. E digo mais uma coisa: Kd os comentários, heim????? Sem comentários a gente desanima... :/ Aos que comentam sempre meus mais sinceros agradecimentos :DDD