Notas iniciais
"Na escuridão o teu olhar me iluminava e minha estrela guia era o teu riso..." R.N.

E mais tarde na mesma noite elas planejaram como tudo seria.

Clara queria que Ivan fosse o primeiro a saber, mas com ele teria que ter mais jeito e não conseguiria simplesmente não contar para ninguém até lá, concluiu.

_ Fora isso temos só que dar entrada nos papéis, planejar a festa, a lua de mel, organizar nossas agendas pra podermos viajar – Marina ia continuar, mas, Clara a interrompeu.

_Viajar? Marina eu não posso simplesmente deixar meu o meu bichinho aqui.

_ Pode sim. Além de mãe, você também é muher, minha mulher muito em breve – sorriu em satisfação ao dizer essas ultimas palavras — Eu respeito mais do que qualquer outra coisa a sua relação com o seu filho, mas ele já tá crescido e tem um monte de gente pra cuidar dele. Sua mãe, a Helena, a Rosa, o Cadu... Do jeito que todo mundo mima esse garoto, ele nem vai sentir a nossa falta.

Clara riu em concordância a, agora, noiva tinha toda razão.

_Bom, continuando...

_Vestidos de noiva? Você vai querer vestida de noiva? — Clara perguntou empolgada com o casamento, no entanto, repudindo a ideia de se vestir de noiva.

_Ah sim, claro. Por que você sabe que eu sou muito tradicional, né?

As duas gargalharam depois pararam em silêncio se olhando em contemplação. Ambas ainda tinham problemas em acreditar que era real e que elas de fato iriam se casar.

_ Um mês. — Marina falou de repente mais para si mesma do que para a outra.

_ Um mês o que?

_ Vamos nos casar daqui um mês.

_ Tá doida? Um mês nem em sonho da pra gente preparar tudo.

Marina fez cara feia, “Clara tinha que ter tanto receio sempre”?

_ Dá pra preparar o mais importante: Os papéis, o resto a gente dá um jeito. Não quero esperar mais tempo pra ser sua mulher.

Clara se dereteu.

_Eu também não. — Respondeu pensativa, analisando se realmente seria necessário mais que um mês para isso e chegou a conclusão que não, não seria. -Tudo bem. Um mês. — Concordou e parou pensativa mais uma vez.

_Que foi, Clarinha?

_Você já pensou em ser mãe? — Perguntou de supetão, porém, demonstrando-se um pouco apreensiva.

_ E você acha que eu te pediria em casamento sem ter pensado nisso? Eu quero cada pedacinho seu e o Ivan é elemento principal nisso.

_ Não. Eu sei da ternura que você tem pelo meu filho. Quero dizer, ser mãe no sentido de ter um filho, engravidar. Porque um filho seu Marina, seria a coisa mais linda e preciosa do Mundo. — Confessou deixando a outra mais uma vez emocionada.

Onde morariam nem ao menos chegou perto de estar em pauta durante a conversa. Apesar de Marina declarar gostar de estar no apartamento de Clara, obviamente o mais sensato seria mãe e filho se mudassem para a mansão da fotógrafa por causa do espaço e também porquê era lá que estava o trabalho de ambas.

**

No dia seguinte assim que chegou em casa Marina imediatamente contatou seu advogado. Queria que os papéis ficassem prontos o mais rápido possível. Tinham um mês, isto é, estavam correndo contra o relógio.

Clara, por sua vez, ainda no caminho de casa ligou para mãe e para a irmã mais velha pedindo que as duas fossem a seu apartamento justificando que tinha uma notícia importante a dar.

Após alguns minutos na casa da caçula da família e tendo a mesma lhes preparado um café, tanto mãe quanto filha se renderam à curiosidade.

_Clarinha, filha diz logo o porquê de você ter nos chamado aqui assim.

_Isso mesmo, irmã. Que notícia é essa que você tem pra nós?

_Bom, — ela pausou respirando fundo. Parecia haver um buraco em seu estômago. Até ali a família fora extremamente receptiva ao seu relacionamento com Marina, mas será que em relação a casamento de papel passado e tudo continuariam reagindo da mesma forma? Bom, estava prestes a descobrir. — eu, eu – gaguejou – vou me casar com a Marina. — Terminou mostrando a aliança de noivado.

A princípio, Helena e Chica ficaram sem reação. Até o presente momento elas nunca nem tinham colocado em perspectiva essa possibilidade. Durante tantos e tantos anos o casamento entre pessoas do mesmo sexo fora proibido e a maior parte da sociedade se acostumara tanto com essa realidade que quando a proibição caiu por terra a maioria das pessoas nem a consideraram como algo factual. Por causa disso, a mente das duas custaram a processar a informação dada pela outra.

_ Ei vocês – Clara chamou – falem alguma coisa, eu tô nervosa, pô.

A primeira a acordar do transe foi Helena.

_ É sério isso? Vocês vão casar, no papel e tudo?

_ Uhum.

_Ah irmã... — Helena se levantou e fez com que Clara fizesse o mesmo, então a abraçou forte. — Fico muito feliz por você – Tinham se soltado agora e Helena havia pegado as mãos de Clara. — Feliz pela direção que você deu a sua vida. Por ter tido coragem pra buscar a sua felicidade apesar de qualquer consequência. É nítido o quanto vocês duas se amam e são complementares uma a outra. É mais que compreensível que vocês queiram dar esse próximo passo. — Falou com ternura e terminou com um sorriso sincero no rosto.

Dessa vez, foi Clara quem a abraçou deixando as lágrimas escorrerem pelo rosto.

_ E você mãe, não vai falar nada?

Chica ainda estava confusa, digladiando-se entre os conceitos pré estabelecidos que existiam dentro dela e o amor que tinha pela filha caçula, contudo, ao ser chamada pela filha viu-se obrigada a se manifestar.

_Oi? Ah – pausou – eu tô tentando assimilar essa notícia. Vocês duas sabem, esse tipo de relação nunca foi algo presente na minha vida. Além disso, a ideia de casamento pra mim sempre trouxe implícita que o mesmo era um ato realizado entre um homem e uma mulher. Tudo bem que eu aceitei essa sua relação com a Marina, mas casamento, a palavra casamento é algo que me deixa assustada. Minha filha, um casamento envolve tantas coisas, principalmente pra você que tem um filho.

Clara foi absolutamente paciente com a mãe. Tinha perfeita consciência que a mãe fora muito compreensiva com tudo até ali e a admirava por isso.

_ Eu sei mãe. Mas, o amor... ele não existe só entre um homem e uma mulher. Ele existe em várias formas e o casamento é a maneira que nós duas encontramos de oficializar isso. Eu sei que tenho um filho, mas o meu filho vai ter que aprender a conviver com a realidade da mãe dele. E a minha realidade é essa. Eu amo a Marina e tudo que eu mais quero nessa vida é me casar com ela.

_ Eu entendo, minha filha. — Com as palavras e olhar sincero da filha, Chica não tinha como não se convencer que esse era o certo a se fazer. Clara a olhava como um cachorrinho perdido, esperando o carinho do dono – Vem aqui. — Chica a abraçou confortavelmente e Helena abraçou as duas. — Espero que vocês duas saibam o que estão fazendo e acredito que sabem. Desejo que vocês sejam muito felizes, meu amor.

Nesse momento as três choravam emocionada, afinal de contas, um casamento tratava-se de um casamento e o mesmo tinha o hábito de deixar as pessoas emocionadas, principalmente as mulheres, e embora esse fosse um casamento atípico, não era diferente.

**

Em Santa Tereza, Marina esperava o pai para o almoço e reclamava com Vanessa e Flavinha pelo o atraso do mesmo quando ele entrou pela porta do estúdio.

_ Oi, meus amores. — Diogo se manifestou expansivo como lhe era de costume.

_ Ai pai, você demorou, hein?

_ Que isso minha filha, eu nunca me atraso. Chego sempre na hora certa.

_ E não importa que a nossa hora certa seja diferente da sua, né?

Ele riu em confirmação e abraçou a filha. Depois abraçou Vanessa e Flavinha elogiando particularmente a beleza de cada uma delas.

_ Vamos comer? — A fotógrafa sugeriu — Eu tô morrendo de fome. Mandei prepararem a mesa pra gente lá na piscina.

Os três concordaram.

Durante o almoço, entre conversas sobre os negócios e principalmente sobre o namoro com Clara, Diogo quis saber sobre a ausência da filha ao final da exposição.

_Tive um compromisso importante. — Ela respondeu misteriosa.

_ Ela sumiu e um tempo depois a Clarinha sumiu também Diogo. Isso não te diz alguma coisa sobre esse “compromisso importante”? — Vanessa falou divertida e os quatro riram.

_ Para com isso Vanessa. Não seja indiscreta. — Marina falou em um tom que não era, em absoluto, de desaprovação.

_ Isso mesmo, Vanessinha para com isso. A minha menina está amando de verdade, olhem só pra ela. Tá reluzindo.

E Marina de fato reluzia, nessa manhã mais que em todas as outras.

_ Mas me fala uma coisa, Marina. E esse machucado na boca?

Haviam outras marcas na fotógrafa que até então todos tinham fingido ignorar.

_ Mas hoje você tá demais, hein Vanessa? Credo. — Ela tentou desconversar ao mesmo tempo em que sentia um arrepio percorrer-lhe a espinha lembrando da noite anterior e do que causara aquele machucado e todos os outros hematomas que tinha pelo corpo. — Eu tenho uma coisa mais importante pra contar pra vocês do que dar satisfações sobre isso. Não querem ouvir?

_ Claro que queremos – Responderam, inclusive Vanessa que tinha desistido de chamar a atenção de Marina pelos excessos, por assim dizer, entre ela e Clara.

Após a afirmativa, a fotógrafa apenas estendeu a mão esquerda deixando que a aliança ficasse a vista de todos.

Diogo, Vanessa e Flavinha assim como a mãe e irmã de Clara ficaram paralisados, tentando concluir se aquilo queria mesmo dizer o que pensavam que queria.

_ C vai... C vai casar?! — Vanessa foi a primeira a se manifestar.

A fotógrafa balançou a cabeça exprimindo um “sim”.

_ Mas que boa notícia! — O pai de Marina saiu do estado anterior e contente se levantou a fim de abraçar a filha, o fez de forma tão efusiva que a levantou do chão.

Vanessa estava desacreditada. Julgava conhecer Marina melhor do que ninguém e por essa ela definitivamente não esperava. Não esperava que a fotógrafa fosse capaz de um ato tão “brega”, raciocinava. Fazia algum tempo que ela não atormentava mais Clara e Marina e estava se esforçando para superar o antigo relacionamento com a fotógrafa e estava conseguindo, por isso, não era o casamento em si que a deixava perturbada mas, o fato de concluir que a fotógrafa havia de fato mudado sendo, inclusive, capaz de tomar uma decisão anteriormente impensada. Seu sentimento não era de raiva, como teria sido há poucos meses atrás, era apenas de surpresa. Assim, após conseguir digerir a notícia ela abriu mão da surpresa para felicitar a melhor amiga que estava prestes a dar o passo mais importante de sua vida.

Vanessa e Marina se abraçaram e depois foi a vez de Flavinha parabenizar a noiva. Então, os quatro brindaram e continuaram o almoço em clima de alegria. Em determinado momento, Vanessa disse que também tinha algo a anunciar e o fez revelando que estava namorando Flavinha. Mais uma vez vieram abraços de felicitações e mais brindes.

O anúncio de Vanessa acabou completando de vez a felicidade de Marina, tudo estava no lugar certo, pensava ela. Ela e Clara se casariam e ela, enfim, também teria a melhor amiga de volta.

Mais tarde, antes de ir embora, Diogo manifestou que fazia questão que as despesas com a lua de mel ficassem por conta dele.

_Tudo bem, pai. Mas eu quero uma coisa mais importante que dinheiro. Queria muito que você jantasse comigo e com a Clara qualquer dia desses pra vocês se conhecessem melhor. E é claro, que estivesse no nosso jantar de noivado e no casamento, é claro.

_ Ô minha filha. — Ele a abraçou. — Sei que sou um pai meio ausente e também, você com a vida que levava antes nem fazia muita questão da minha presença, né?

Marina retribuiu o abraço se aconchegando nos braços do pai como se tivesse voltado a ser criança e reconheceu que sim, que embora sentisse falta do pai, até pouco tempo atrás a presença dele não se encaixava na vida que ela vivia e que ela mesma o havia evitado várias vezes.

Antes que ela respondesse ele continuou.

_ Mas pode contar comigo, minha querida.

O conceito de família andava rondando tanto sua mente nos últimos tempos e sensibilizando de forma que nunca antes sensibilizara. “Eu mudei” pensou e teve uma vontade inexplicável de chorar.

**

_Agora que estamos só nós duas, me conta uma coisa...

_O que?

_Me fala do sexo. Quero saber do sexo. — Helena quase cochichava como se estivesse falando de algo impronunciável.

Clara corou.

_Ai Leninha que pergunta! Ainda tá com essa ideia?

_Pois é. Tem meses que conversamos sobre você e a Marina e até hoje você ainda não me deu detalhes. Sempre se esquiva.

_Mas é claro! O que você quer que eu diga? Já disse que é bom – pausou contemplativa – muito bom.

_ Bem dá pra ver pelas marcas na suas costas – a irmã mais velha riu e Clara se deu conta que até então não tinha se lembrado desse detalhe e principalmente de esconde-lo — e eu entendi, mas irmã, essa coisa de duas mulheres na cama me deixou curiosa. Você sabe que eu sou das “antigas” não entendo nada dessas coisas alivia a curiosidade da sua irmã, poxa.

Clara refletiu e depois se deu por vencida.

_Tá bom. O que você quer saber? Pode perguntar, vai...

_Ah, assim... me conta o que é que você fazem, ou como vocês fazem.

Clara sabia que Helena referia-se a ausência do pênis então explicou, em partes, para ela como as coisas se desenvolviam. Ao final da conversa quem estava corada era Helena, além de corada, choca pelo que a irmã caçula contara sobre a noite anterior, porém, não era um choque reprovador. A outra, por outro lado, divertia-se da cara dela.

Um detalhe importante é que durante toda a conversa com a mãe e irmã e depois apenas com a irmã Clara não deixou de passar os dedos sobre a aliança que Marina depositara ali horas antes. Aquele anel trazia-lhe conforto como se um pedacinho da mulher amada estivesse colado junto a si.

**

No dia seguinte Clara aproveitou o término da aula de fotografia para conversar com Cadu. Despediu-se da noiva tendo as duas chegado a conclusão que seria melhor que os dois conversassem à sós e Clara assim o fez. O ex-marido bem como todos os outros, à princípio se surpreendeu, mas logo inteligentemente chegou a conclusão de que nada poderia fazer em relação a decisão dela, pois a ex-mulher com certeza estava absolutamente decidida. No entanto, lamentou o fato de que em breve estaria fisicamente mais distante do filho e que a logística entre eles teria que mudar.

Por causa disso, a conversa dos dois se estendeu. O casamento estava próximo e eles precisavam discutir sobre o que fariam com Ivan já que desde que os pais se separaram, o mesmo quando não estava em casa com a mãe, estava com o pai ou na casa da tia e avó que moravam no mesmo prédio. Caso eles se mudassem para Santa Tereza a rotina do menino mudaria e ainda tinha a escola que ficava no Leblon. Decidiram que a guardar a partir daquele momento seria compartilhada, assim Ivan ficaria um dia com o pai e um dia com a mãe. Ambos não quiseram muda-lo de escola pois essa seria uma mudança muito radical para ele ainda mais com o ano letivo se aproximando do fim. Esses e outros detalhes foram discutidos antes que a assistente fosse embora feliz por ter dado mais um passo rumo a passar o resto da vida com Marina.

Mais tarde naquela mesma noite houve uma surpresa que, por certos pontos de vista, não seria nada boa. Pelo ponto de vista de Marina principalmente.

Elas tomavam vinho sentadas na cama conversando sobre o casamento quando a fotógrafa já um pouco alta se aproximou empolgada da noiva beijando-a de forma provocativa. O álcool em suas veias fazia com que seu sangue fervesse e ela não precisava exatamente do toque da outra para se sentir excitada, bastava sua presença e a lembrança da noite no flat para fazerem isso por ela. O beijo, a troca de saliva ácida por causa do vinho, apenas potencializada tudo.

_Amor, para. Espera ai. Quero te pedir uma coisa. — Clara se esquivou falando quando percebeu a empolgação da noiva.

_ Uhm... Fala. — Marina respondeu sem se afastar, deixando os lábios dela e se atendo ao pescoço.

_ Não, Marina é sério. — Falou e empurrou a fotógrafa com suavidade para que ela parasse.

_ Tá legal. Fala, Clarinha. — Manifestou impaciente.

_ Falta um mês pro nosso casamento. Quer dizer, agora falta menos de um mês e eu queria que a agente fizesse alguma coisa que tornasse a nossa noite de núpcias especial.

Marina nem em seus sonhos mais loucos preveria o que a noiva estava prestes a sugerir e se o fizesse não seriam sonhos, seriam pesadelos.

_ E é claro que você tem algo em mente, certo?

_ Certo. — Clara pausou sem ter certeza de que realmente diria o que pretendia dizer. — Eu quero que – pausou novamente. — a gente fique sem fazer amor até a noite de núpcias.

_ O que? — Marina estava mais alerta do que estivera durante toda a breve conversa. — Você não tá falando sério, né? — A fotógrafa analisava a outra buscando no semblante dela sinais de que aquilo não passava de uma piada de muito mal gosto.

_ Muito sério. — Marina balançava a cabeça em sentido de negação e a noiva teve que continuar e tentar convence-la — Quero que seja especial. Que seja como a primeira vez.

_ Mas como eu vou conseguir ficar um mês, 30 dias sem te tocar?

_ Não precisa ficar sem me tocar, só não vamos seguir a diante.

_ E como você sugere que eu consiga fazer isso?

_ Com força de vontade, ué. E eu ainda não terminei.

_ Tem mais? — Marina riu, só que de nervosismo.

_ Quero que você me prometa que também não vai se tocar e eu vou fazer o mesmo.

A fotógrafa olhava para ela desacreditada.

_ Você tá sugerindo que eu aguente um mês sem qualquer atividade sexual? Nenhumazinha?

_ Isso mesmo. Não pode fazer isso por mim?

_ Poder, eu posso. Só ainda não consegui ver o sentido.

_ O sentido é que eu quero que o começo da nossa vida juntas seja especial, que tenha um diferencial e eu também eu pensei que assim a nossa noite de nupcias vai ser o máximo. Imagina, nós duas vamos estar … — Clara deixou que o resto da sentença ficasse a cargo da imaginação a outra ao passo que falou chegando perto dela insinuante e no final piscou, uma piscada quase indecente.

Marina arrepiou e o pensamento que surgiu em sua mente sobre como Clara conseguia passar de recatada à mulher fatal em um piscar de olhos, literalmente e riu consigo mesma. No mais, e a ideia de Clara até que não era ruim se você olhasse pelo ponto de vista que a mesma acabara de sugerir, consolou-se.

_ E é agindo assim que você pretende que eu aguente ficar sem te amar durante um mês?

_ Eu não disse que a gente não pode se provocar durante esse tempo.

Clara segurou a cabeça da noiva com as duas mãos e a beijou. Um beijo intenso, molhado e cheio de malícia.

Seria um mês difícil, sem dúvidas. Mas Marina faria a vontade da noiva ou pelo menos tentaria.

**

Clara levou quase uma semana para ter coragem de conversar com Ivan apesar de o filho saber do namoro e estar lidando super bem com ele e de ter, inclusive, estado presente no discurso que a fotógrafa fizera durante a abertura da exposição. Levou tanto tempo porquê a mãe sabia que a vida do garoto seria a mais afetada com a mudança de casa.

E de todos o menino fora o que reagira de forma mais negativa (…)

Notas finais
Tenho que confessar uma coisa pra vcs: Escrever capítulos como esse é extremamente mais fácil pra mim. Os capítulos sexualmente recheados me deixam mentalmente exaurida. rsrs No mais, agradeço por todos os elogios postados nos comentários. Sem vocês nada seria possível. Thanks e espero que estejam gostando do caminhar das coisas.