Notas iniciais
Oi gente! Por motivos de "coisas da vida" eu andei meio desanimada de escrever, aliás, desanimada de tudo, mas... aqui estamos nós de novo, isto é, eu, Clara e Marina rsrs Espero que perdoem as nossas ausências. Dito isto, vamos lá: "When the night has come And the land is dark And the moon is the only light we'll see No I won't be afraid, No I won't be afraid Just as long as you stand, stand by me"

_ Oi mãe. — O menino cumprimentou a mãe ao entrar em casa e depois olhou para os lados.

_ Cadê a Marina? Não tá aqui, não?

_ Ela vem mais tarde. — pausou- Bichinho, vem aqui. A mamãe precisa conversar com você.

Ele se aproximou.

_ Você gosta da Marina, né?

_ Gosto, ué. Ela é muito legal.

_ A mamãe também gosta muito dela.

_ É claro, se não, não namoraria com ela. — O menino falou como se tivesse acabado de dizer a maior verdade do mundo.

A mãe riu.

_ Verdade. Você tá certo. E você sabe o que as pessoas que se gostam fazem depois que elas já estão namorando por um tempo e continuam se gostando?

O menino parou pensativo até que balançou a cabeça em negação.

_ Elas se casam.

Ele arregalou os olhos.

_ Ficou surpreso, filho? Acha que se a mamãe se casasse com a Marina seria uma coisa ruim?

_ Não sei mas, vocês são meninas. Podem casar?

_ Nós não podemos namorar? Por que não poderíamos casar?

Ele parou reflexivo por instantes.

_ É. Realmente...

_ E o que você acha de eu me casar com ela?

_ Uhm – pausou – e eu?

_ E você o que?

_ Se você se casar com ela vai gostar mais dela que de mim?

A mãe se chocou um pouco com a ideia que passara na cabeça do garoto.

_ De onde você tirou isso? A mamãe te ama, você é a coisa mais importante da minha vida. O amor que eu tenho pela Marina é diferente do amor que tenho por você, meu amor. E nunca, nunca nem sequer por um minuto pense uma coisa dessas, entendeu?

_ Entendi, mas...

_ O que?

_ Ela vai ficar no lugar do papai?

_ Não. O seu pai sempre vai ser o seu pai e ninguém nunca vai interferir na relação de vocês mesmo que eu me case com a Marina ou que ele também se case com outra pessoa. Filho, como eu te disse quando eu e o Cadu nos separamos, a relação entre um casal não tem nada haver com a relação entre pais e filho, são coisas completamente diferentes. — Ele ficou em silêncio. O semblante ainda demonstrava que não estava convencido. — O que foi, meu amor? O que tá passando ai nessa sua cabecinha agora?

_ Que a gente vai morar com ela.

_ E você não gosta da casa da Marina?

_Gosto mas é que... eu gosto da nossa casa. Ela me lembra quando a gente morava juntos, nós três. Eu, você e o papai e que eu deitava no meio de vocês quando tinha pesadelos.

O coração de Clara apertou. O principal fator que a incomodava no divórcio era o de ter tirado coisas como essa do filho.

_Eu te entendo. E sinto muito por ter tirando isso de você, Ivan. Mas eu queria que você entendesse que as vezes as pessoas precisam de mais para serem felizes. Talvez você não entenda isso muito bem hoje, porque é criança, mas um dia vai crescer e entender melhor. Eu e o seu pai não podíamos continuar juntos se na verdade precisávamos de outras pessoas para sermos felizes.

_ Mas ele começou a namorar com a Verônica bem depois.

A mãe chocara-se mais uma vez com as palavras do filho, dessa vez, pelo entendimento que ele acabara de demonstrar ter sobre o fim de seu casamento. Por isso, decidiu que seria melhor ser sincera.

_ É verdade. Acho que eu não posso falar pelo seu pai, só posso falar por mim não é mesmo? Então filho, a verdade é que a mamãe precisava de outra pessoa pra ser feliz. — O semblante de Clara transmitia culpa e ela mal conseguia encarrar o menino nos olhos. — E eu... eu – gaguejou – sinto muito.

O menino se aproximou mais da mãe pegando uma de suas mãos tentando assim demonstrar que a apoiava. Não queria vê-la triste por sua causa.

_ Eu sei e não tô reclamando não. Na maioria das vezes é legal ter duas casas. Sem contar que todo mundo faz tudo pra me agradar. Você e a Marina, o papai e a Verônica, mas é que pensar em sair dessa casa me aperta aqui – levou a mão junto ao peito fazendo com que o coração da mãe doesse ainda mais.

_ A sua vida tem mudado muito ultimamente, né filho? E talvez, se eu me casar com a Marina vá mudar mais um pouquinho mas eu te garanto que logo você vai se acostumar e nós vamos ser muito felizes juntos lá naquela casa assim como você vai ser muito feliz com o seu pai e a Verônica na casa deles.

_ Mas e a casa da vó Chica? E a casa da tia Helena? A Rosa, o tio Virgílio...

_Meu amor, quando você estiver lá vai poder vir aqui visitar a hora que quiser.

_ E se você não puder me trazer?

_ O motorista te traz. — Clara tentava dar soluções rápidas para que o assunto se tornasse o mais leve possível.

O menino pareceu refletir.

_ Tudo bem. Agora eu posso ir jogar vídeo game?

_Antes de fazer a lição?

_ Uhum. — Ele balançou a cabeça levado.

_ Tudo bem, mas só hoje, hein?

Clara decidiu que o melhor seria não pressioná-lo assim quem sabe naturalmente ele se acostumaria com a ideia. Mesmo assim, não pôde deixar de se sentir chateada. Esperava que a reação do filho fosse melhor já que até então ele tinha se mostrado bastante maduro em relação a separação e com o seu namoro.

**

Mais tarde Marina chegou levando o jantar enquanto eles comiam Ivan surpreendeu a mãe fazendo uma pergunta à fotografa.

_ Marina, quando eu for morar na sua casa posso chamar meus amigos sempre pra brincar na piscina?

_ Oh, meu amor. Claro que pode. Nem precisa esperar tanto, a casa já é sua.

Ele sorriu e pareceu começar a ver o lado bom da mudança. Era ruim que isso significasse ter uma piscina? Não, as crianças precisam de artifícios para ter como lidar com as mudanças

Mais tarde, na sala de TV Marina e Ivan jogavam videogame e os três conversaram sobre o jantar de noivado.

_Prefiro que seja lá em casa. Faz tempo que quero receber a sua família lá.

_Por mim tudo bem.

_Por mim também. — Falou Ivan mesmo sem ter sido propriamente consultado.

_Então, se o senhor falou, tá falando. — Marina manifestou e os três riram. — Mas você vai jogar ou ficar ai enrolando? Tá com medo de perder, é?

**

Já no quarto Clara contou à noiva a primeira reação do filho e se mostrou surpresa por ele ter absorvido a conversa que tiveram mais cedo tão rapidamente. As duas dialogaram sobre isso por um tempo e sobre como o tempo das crianças é diferente do dos adultos, até que a fotógrafa chamou a atenção da outra para uma decisão que ainda não tinham tomado.

_Amor, precisamos decidir isso hoje. Não dá mais pra esperar. Onde vamos passar a nossa lua de mel?

E elas passaram um bom tempo em frente ao notebook vendo fotos, paisagens e decidindo-se sobre onde e como seria a viagem mais importante de suas vidas. Em dado momento, Marina resolveu se aproveitar da distração e empolgação da noiva com a viagem para tentar, quem sabe, demovê-la da ideia fatídica que tivera dias antes.

_Preciso de um banho. Vem comigo? — Perguntou casualmente, assim como quem não quer nada.

_Marina! — Clara falou com desaprovação.

_ Não me lembro de termos combinado que não podíamos tomar banho juntas.

_ Não combinamos, mas uma coisa leva a outra. — Encarrou-a crítica e a fotógrafa se deu por vencida indo contrariada para o chuveiro.

Clara, por sua vez, ficou olhando a cama vazia ao seu lado e inevitavelmente as lembranças das coisas que já haviam feito ali invadiram sua mente despertando-lhe calafrios e fazendo-a se arrepender da ideia brilhante que tivera.

Prontas para dormir, deitadas de lado com Marina atrás de Clara a mão daquela foi, aparentemente despretensiosa, descendo pelo corpo desta até chegar à beirada da calcinha em cima da virilha. A fotógrafa esperou que a outra a impedisse de entrar, mas ela não o fez. Deixou que a mão alcançasse o objetivo pretendido e estremecendo com o toque, todos os seus músculos relaxaram e vibraram pois há tempos (talvez não tanto tempo) sonhava com aquele toque, aquela mão.

Marina aproveitou a oportunidade e passou a massagear o clitóris sem deixar de, por vezes, se deliciar passeando a mão pela extensão do sexo da noiva que arfava e mal conseguia se controlar em movimentar o quadril e pensava em como a mão de Marina era perfeita, sempre sabia exatamente o que fazer e por onde ir. Onde ela, Clara estava com a cabeça quando teve a ideia de renunciar a isso por um mês inteiro? No entanto, lembrou-se do motivo: A lua de mel! Queria que fosse perfeita, então ela respirou fundo desacreditando no que ia dizer em seguida.

_Marina, por favor. Para. — Falou com a foz fraca e nada convincente.

_Por que, amor? Não tá bom? Deixa eu continuar, vai! — Pediu manhosa e pressionou habilidosamente o clitóris causando uma sensação deliciosa em Clara, difícil de abrir mão. — Deixa eu te fazer gozar gostoso, deixa?

Com Marina falando daquele jeito em seu ouvido era mais difícil ainda resistir. Clara queria, queria muito. Pensava que se não liberasse o tesão que estava preso dela já há alguns dias, explodiria. Assim, que a fotógrafa continuasse por alguns instantes até que reuniu forças novamente se apegando ao máximo aos planos que tinha para a viagem delas e puxou a mão da outra do meio das próprias pernas.

_Não, Marina. — Virou o rosto de frente para a fotógrafa — falta pouco. Vamos ter paciência e não me tortura se não eu vou enlouquecer.

A fotógrafa ainda não se dando por vencida, levou os dedos a boca e os chupou o que causou arrepios complexos na mulher a sua frente. Depois ela ainda mordeu os lábios e a beijou deixando que sentisse o próprio gosto na boca dela.

_Você vai me matar.

_Pelo menos eu não morro sozinha.

Vendo que Clara estava relutante, em conflito interno entre a vontade que sentia no momento e o acordo absurdo que inventara, a fotógrafa continuou tentando, provocando-a ainda mais. Sua mão voltou a percorrer o corpo a sua frente, dessa vez, apertando-o e, por vezes, passando as unhas nas partes mais sensíveis.

A cabeça de Clara girava, a mente parecia estar em outra parte de seu corpo e não cabeça. Era incrível como o mínimo toque da noiva era capaz de incendiá-la internamente, pensava. Tinha vontade de ceder, queria ceder.

_ Marina, para. Por favor. — Pedia agora de forma menos convincente ainda.

_ Isso não é sexo, Clarinha. Estamos só namorando. — Falou provocante em seu ouvido e deu um beijo leve, porém, molhado na parte do pescoço ali perto.

E como se as palavras tivessem sido o suficiente para convencê-la de que não estavam fazendo sexo, Clara deixou. Se deixou ser bolinada na cintura, nos seios, nas coxas, nas nádegas...

_ Preciso te chupar, sentir seu gosto, sentir você pulsando na minha boca. Preciso te comer, sentir você se fechando em volta dos meus dedos. — Marina falou quando concluiu que apenas o que estava fazendo não seria o suficiente.

_Aff ... não vou dormir com você, não consigo.

Clara levantou da cama e foi para o quarto do filho. Não sem antes andar feito barata tonta pelo apartamento tentando se recompor e acalmar o sexo em meio a suas pernas que gritava enlouquecido querendo voltar para o quarto onde as mãos e boca da fotógrafa receberiam-o com entusiasmo.

Sozinha na cama da noiva, Marina teve que usar toda a sua força de vontade para se controlar, no entanto, o fez. Respeitaria o pedido de Clara. "Definitivamente é muito amor" pensou antes de ajeitar o travesseiro e se jogar de cabeça, vencida, nele e tentar dormir.

**

O jantar de noivado foi marcado para ainda aquela semana e (...)

Notas finais
Capítulo curto, porém, eu não queria deixar vocês mais um dia na espera... Agradeço a todos pelos comentários e estou trabalhando para fazer um casamento feat lua de mel memoráveis. Não deixem de comentar p eu saber que vocês ainda estão ai depois de toda essa ausência rsrs.. Bjuxxx