Unchained Melody
34 Storm
Notas iniciais
À Vanessa, Marina parecia prestes a ceder. Conhecia-a como ninguém. Então, quando preparava para lhe beijar novamente a espera que a fotografa se entregasse a ela de vez, a mesma virou-se sentando-se na esteira e cobrindo-se com a toalha que trazia abaixo de si.
_Van, eu já te falei mil vezes, eu amo a Clara.
_Tá, essa parte eu entendi, mas o que, que tem? Você nunca foi fiel, vai me dizer que começou agora? — Vanessa se aproximou dela, tencionando seduzi-la a ponto de beijar-lhe a boca – Nós estamos sozinhas aqui, longe do Rio, ninguém nunca vai saber – se insinuava a fim de perturbar a fotografa.
_Eu mudei, Vanessa.
Disse, enfim se levantando.
Sobressaltada ao ponto de nem se preocupar em se cobrir direito, até porque não havia nada ali que a outra nunca tivesse visto.
A ruiva gargalhou, mas foi uma gargalhada de desespero, revolta.
_Faça-me o favor Marina que a dona de casa apaixonada acredite nisso vá lá, mas, você? Você acredita mesmo nisso? Pode até não ser comigo mas no primeiro momento em que passar na sua frente alguém que te desperte interesse você vai largar esse posto de namorada fiel. Você é volúvel, muda com o vento.
Marina se perguntou se Vanessa tinha razão, teve medo de si mesma e que sua natureza colocasse tudo a perder, mas será que essa “natureza” ainda fazia parte dela? Achava sinceramente que não, aliás, sentia isso, no entanto, lembrar-se da antiga Marina vazia-a duvidar. Mesmo assim, ela continuou:
_Melhor você ir pro seu quarto Van, eu não quero mais discutir com você. Não aguento mais.
Estava sendo sincera, aquela situação repetitiva com Vanessa já estava deixando-a exausta.
***
Antes de dormir a fotografa sentiu a saudade de Clara apertando como nunca. Talvez fosse o que acontecera a pouco, ou o fato da mesma não tê-la atendido nem retornado, ou talvez fosse à distância de um Estado contada em quilômetros. Não saberia dizer.
***
O que Marina interpretava como saudade, talvez fosse uma forma de o coração manifestar-se contando-lhe a dor que se abrigava no coração da namorada naquele momento, antes de dormir. Mil coisas lhe passavam pela cabeça e nenhuma delas era boa. “Porque Marina não contou que viajaria com Vanessa?” “Porque a ruiva estava no quarto dela”? “O que elas faziam que levara a fotografa a precisar tomar banho”? A cabeça dava voltas, mas sempre a levava na ideia de Marina se entregando a outra pessoa que não fosse ela. Isso fazia seu estômago se contorcer, revirar.
***
A volta de Marina ao Rio fora péssima, sem contar o fato de que Clara não a atendia e também não retornava, por isso, assim que chegou em casa apenas deixou as malas e foi até o Leblon atrás dela.
Clara estava aproveitando o meio da tarde de domingo para ajeitar um pouco a casa enquanto o filho repousava no quarto quando a campainha tocou.
Ao dar de cara com Marina na porta o estômago voltou a revirar, mas o coração também pulou acelerado dentro do peito, não imaginava que poderia sentir tanta saudade de alguém em apenas dois dias de afastamento, mas, mesmo assim, ela permaneceu estática, e muda.
_Não vai me deixar entrar?
_Ah, sim. Entra.
Saiu do estado de imobilidade, e fez sinal para que Marina entrasse. No entanto, seu semblante permaneceu impassível. A fotografa notava a frieza da amada, mas não entendia.
_E o Ivan, como tá?
_Melhor.
Respondeu seca.
_Clara, qual o problema? Porque você não atendeu minhas ligações, não retornou e agora tá me tratando assim?
_Porque você não disse que a Vanessa ia pra São Paulo com você?
Marina olhou-a confusa, como se raciocinasse como Clara sabia daquilo, depois julgou que não importava, mas também não compreendia porque isso era o motivo de tamanha frieza e indiferença.
_Porque eu não tive a oportunidade.
_Não teve a oportunidade? — Ameaçou levantar a voz até que se lembrou que o filho estava em casa, então abaixou o tom novamente – Você viaja como a sua ex e não achou que seria importante criar uma oportunidade de me ligar e contar isso? A não, espera. Claro que não achou importante, uma vez que você ainda MORA – deu ênfase a essa palavra – com essa ex, porque seria relevante dizer que viajou com ela? — terminou revoltada.
Com isso Clara expôs de vez o receio que tinha em relação a Marina e Vanessa morarem juntas.
Marina assustou-se com o jeito da outra. Nunca a vira falando daquele jeito.
_Clara – se aproximou dela fazendo força para conseguir segurar-lhe o rosto já que ela tentava se esquivar – olha pra mim.
Com muito custo Clara olhou.
_Eu não vou mentir pra você. Nem hoje, nem nunca – olhava-a fixa nos olhos a fim de transmitir-lhe a sinceridade de suas palavras – Me ouve? — Pediu.
Clara cedeu.
_Eu nunca fui santa. Você sabe. E eu não posso te jurar que vou ser daqui pra frente. Mas, eu nunca! Nunca vou mentir pra você. E Pra mim a traição reside nisso, você não acha?
Clara concordou.
_Pois, então. Eu nunca olhei pra outra mulher que não fosse você e me sinto muito feliz assim. Me sinto completa com você, você é a parte de mim que faltava. Eu sei que eu devia ter falado, mas tô acostumada a ter a Vanessa por perto, não achei que fosse importante até porque vocês estavam se dando bem nos últimos dias, e eu tava feliz com isso. Achei que em fim a teria como amiga novamente, não só minha, mas nossa. Mas já sei que me enganei – falou essas últimas palavras com pesar e Clara percebeu.
_Como assim? Porquê?
Antes que Marina pudesse contar o ocorrido na viagem ouviram um barulho e Clara correu para ver o filho.
Assim, Marina aproveitou para visitar o garoto que se alegrou com sua presença, não só ele como o melhor amigo de quatro patas também. Esse, fazia a festa toda vez que a fotografa aparecia. Durante a visita
Chica apareceu para ver o neto, dando a Clara a oportunidade de descer com Marina para terminarem de conversar.
Foram até um quiosque em forma de trailer perto do prédio da assiste e lá Marina teve a oportunidade de contar a ela com todos os detalhes tudo o que acontecera no quarto de hotel em São Paulo. A fotografa estava de fato chateada, por alguns dias realmente chegara a pensar que teria a melhor amiga de volta.
_Paralisou? Então quer dizer que você quase cedeu? — perguntou a assistente com o sangue subindo a cabeça.
_Não! Eu paralisei, porque – gaguejou — porque eu não acreditava que aquilo tava acontecendo — Respondeu sincera – Pensei que depois da última conversa que tivemos ela realmente tinha resolvido pelo menos tentar esquecer.
_Com toda essa proximidade ela nunca vai esquecer.
_Tá falando do que?
_De vocês morarem e trabalharem juntas, é claro.
“Será que o que a revoltada tanto no fato de Marina morar com Vanessa era mesmo o ciúme ou a vontade de estar no lugar da ruiva”? Clara questionou-se.
_Clara, a Van é minha melhor amiga, aquela a casa é a casa dela, o estúdio, por exemplo, de fato é dela, você sabe que ela é minha sócia lá, por isso eu não posso simplesmente “me livrar” dela, e também não quero isso, eu não posso desistir dela, é a única família que eu tenho. Só queria que ela conseguisse entender que acabou.
Falou chateada quase fazendo um “bico” o que acabou convencendo Clara. Marina era linda, e quando fazia aquela cara ficava ainda mais linda, além de fazê-la ter vontade de mordê-la, então ela não se segurou, sorriu ao que a fotografa enfim relaxou ao ver o sorriso largo no rosto da amada.
Assim, a mesma esticou o braço sobre a mesa buscando a mão dela, seus dedos se entrelaçaram e assim ficaram enquanto elas fitavam-se fixamente por instantes. Era a saudade. Queriam se olhar, guardar suas imagens na memória como se tivesse muito tempo que não se viam e tivessem medo de ficar mais um longo período sem se verem, por isso era necessário guardar a imagem da outra na memória.
Até que Clara saiu daquele estado e resolveu falar, aliás, perguntar:
_Mas me conta e o resto da viagem?
_Você quer saber tudo, ou quer que eu não fale da Vanessa?
Perguntou inocente e com medo de Clara ficar chateada ao ouvi-la contando que tivera uma viagem agradável ao
lado da ruiva.
_Tudo, pode contar.
Demonstrando interesse. Fosse o que fosse queria que Marina lhe contasse, não queria que tivessem hiatos e assuntos proibidos entre elas. Então a fotografa contou tudo, a parte boa e a ruim que dizia respeita à reunião com o sócio.
Ao final do relato, além da revolta com o sócio da fotografa, Clara também acabou se comovendo. Marina gostava mesmo muito de vanessa e de fato sentia pelas coisas que a mesma andava fazendo.
Não permaneçam ali por muito tempo uma vez que a assistente tinha que voltar para casa para cuidar do filho. A mão estava fazendo companhia ao menino, mas, mesmo assim, Clara não conseguia ficar em paz longe de Ivan quando o mesmo estava doente e Marina, apesar de estar com saudades, compreendia.
_Não, vai lá. E nem se preocupa com trabalho esses dias. Eu volto amanhã pra visitar vocês. A não ser que você ache que eu não devo.
_Mas é claro que você deve. E eu vou ficar muito feliz
Respondeu apaixonada.
Abraçaram-se ao se despedirem e Marina chamou a atenção de Clara para o fato de as duas estarem com o mesmo cheio.
_Tô usando sabonete que você me deu. Faz eu lembrar de você mesmo quando estou longe.
Marina então se aproximou dela apertando-lhe as bochechas.
_Coisinha – pausou – linda.
***
No dia seguinte Marina voltou ao Leblon durante a noite para visitar Ivan novamente levando um filme que os três assistiram juntos jogados na sala de TV do apartamento. O menino já estava bem melhor e antes da fotografa ir embora, a namorada prometeu-lhe ir trabalhar no dia seguinte.
_Tudo bem, mas eu já te disse que não precisa ter pressa. Eu e as meninas damos contas de nos virar lá no estúdio sem você esses dias. Pelo menos o estúdio consegue se virar sem a sua presença, já eu... Tô morrendo de saudade de você, do calor do seu corpo ao lado do meu na cama...
Falava baixo pois Ivan dormia no sofá.
_E também, muito. Você não faz ideia do quanto.
Falou sincera a dona de casa, com um sorriso tímido. Talvez a presença tão próxima do filho causasse-lhe isso.
Marina já do lado de fora da porta, desenhou um coração no ar como … de se despedir. Ao que Clara lhe disse “Eu te amo” apenas com os lábios, sem emitir som.
***
Clara de fato apareceu para trabalhar no dia seguinte mas só porque se convenceu que o filho estava bem o suficiente para mandá-lo para escola. “O bichinho já tinha perdido muita aula” falou à fotografa quando a mesma lhe questionou sobre sua presença ali.
Embora o discurso de Marina sobre Vanessa tenha convencido Clara que não devia interferir na relação das duas, sua relação com Vanessa era outra coisa. Não conseguiria agir como se nada tivesse acontecido. Estava furiosa na verdade, e não conseguia disfarçar.
Assim mais tarde quando Marina saiu para resolver algumas coisas na rua, deixando-as sozinhas, junto à Flavinha e Gisele elas não conseguiram deixar de se provocar. A presença das outras não foram, de forma alguma, o suficiente para as duas se conterem. Num dado momento em que as quatro conversam sobre a fotografa as provocações se desenvolveram dessa forna:
_Ah Marina – começou a assistente suspirante – ela fica ainda mais iluminada com uma câmera na mão, parece que nasceu pra isso.
_Ai ai gente, a Clarinha fala como se conhecesse a Marina há séculos.
_Por que você tá falando assim Vanessa? Eu por acaso precisava conhecer a Marina há séculos pra reconhecer o trabalho dela e elogiá-la? Você, por exemplo, conhece ela há séculos, julga conhecê-la muito bem, não é? Mas, pelo que eu sei não é bem assim.
Falou irônica e rindo ao mesmo tempo. Assim, Vanessa soube que Marina havia lhe contado o acontecido no hotel. Ficou irada, porém, não deixou transparecer, apenas tentou responder à altura.
_Tá rindo, Clarinha? Pois fique sabendo que ela pode até parecer sua agora, as vezes ela parecer ser de todo mundo mas a verdade é que ela não é de ninguém. Com o tempo você vai perceber isso.
Não se precisa nem dizer o quanto Flavinha e Gisele ficavam constrangidas todas as vezes que essas situações desagradáveis ocorriam, ultimamente com cada vez mais frequência, inclusive.
Por sua vez, Clara até tentava não se deixar envenenar, mas toda as vezes que Vanessa falava essas coisas ela acaba sentindo-se insegura. Marina a ela parecia a pessoa mais amorosa e romântica do mundo, já para Vanessa essa Marina não existia era ilusória, “qual das duas era a verdadeira”? Perguntava-se. Seu coração dizia que a sua, mas a cabeça teimava em desconfiar que era a outra.
No final das contas a raiva que Clara nutria de Vanessa virou-se contra Marina, pois estava de saco cheio daquela situação. Sentia-se insegura. Mas, ao mesmo tempo, lembrar de Marina dizendo que Vanessa era a única família que ela tinha a comovia, não poderia interferir, o amor que sentia por ela e o fato de querer vê-la bem não deixariam. Dessa forma, sua consciência .. seu conflito interno era muito grande, então não viu alternativa a não ser … Marina mais uma vez sobre aquilo. Assim, decidida esperou que a fotografa retornasse para que pudessem conversar novamente, tinha a esperança de que as palavras, os gestos e o carinho de Marina deixassem-na totalmente segura de uma vez por todas.
Antes da fotografa chegar ela recebeu um telefone de Cadu, avisando-lhe que passaria a noite com o filho. O ex marido também havia ficado muito preocupado com a doença do filho, não quis tirá-lo da mãe enquanto se recuperava, mas agora que estava melhor o pai fazia questão de tê-lo consigo, pelo menos por uma noite.
_Que cara é essa Clarinha?
Perguntou a fotografa despreocupada quando chegou e viu que a cara da namorada era de poucos amigos.
_Não sei mais por quanto tempo vou aguentar a Vanessa…
_O que foi que ela fez dessa vez?
_Veio falar de você pra variar, ressaltar o quanto te conhece bem e aquilo tudo que você já sabe. O problema é que eu não sei se ela tem razão, e pior, se ela realmente não tem motivos pra nutrir tanto amor assim por você.
_De novo isso, Clara? A gente já não conversou? Eu ainda nem tive oportunidade de conversar com a Vanessa – Fato que Marina não gostava de cobranças, mesmo que amasse a namorada profundamente, por causa disso acabou sendo mais rude do que esperava.
_Sim, de novo. Porque você diz que não pode desistir da Vanessa, que ela é sua melhor amiga, mas o que eu acho é que você não consegue abrir mão de ser venerada por ela. De ter alguém aos seus pés o tempo todo. Você gosta de seduzir as pessoas, tá sempre fazendo isso. Qual o seu problema? Você ainda não sabe se sente falta dela na sua cama – agora sem querer a raiva tomara conta dela, talvez fosse pelo tom como a fotografa falara com ela — te comendo? — pausou – ou dando pra você? Falou cínica.
Marina ofendera-se e acabou perdendo a cabeça dando-lhe um tapa na cara.
Incrível como em questões de segundos as coisas saíram do controle tão demasiadamente.
A assistente ficou chocada e petrificada com reação de Marina ao que mesna se arrependeu quase instantaneamente, embora Clara estivesse sendo injusta falando daquele jeito, e sendo também grosseira.
Já Clara, quando saiu do estado de perplexidade, após o tapa, transtornou-se de vez. Avançou sobre Marina tão inesperadamente que a mesma não teve a menor chance de se esquivar, pegou-a pelos cabelos e a jogou de costas na parede com força fazendo com que ela batesse o rosto nela e se machucasse. Então, posicionou-se atrás dela espremendo-a ali, levantando a saia larga que a fotografa usava Clara levou a mão direto ao meio de suas pernas em busca de lubrificação em seu sexo, sem levar em consideração a calcinha no meio do caminho, tendo o feito ela meteu sem rodeios dois dedos dentro de seu ânus de uma vez até o máximo que a extensão dos próprios dedos alcançavam. O que arrancou um grito demasiadamente alto da fotografa. No entanto, a assistente não ligou. Mostraria a Marina quem efetivamente era sua dona. O instinto sádico estava, sem dúvida nenhuma, de volta. Isto porque, obviamente, desistir de Marina não estava nem remotamente em seus planos. Sentia-se insegura sim, mas resolveria isso do jeito que a fotografa gostava, daria a ela “n” motivos para nunca mais querer qualquer outra mulher em sua cama.
Marina, por sua vez, tentava se desvencilhar mas não conseguia tendo em vista o porte físico superior de Clara em relação ao seu. Porém, se continuasse tentando conseguiria, por isso, a assistente a pegou pelos cabelos e puxou-os com o máximo de força o que a levou a pensar, inclusive, que aquela tinha arrancando um pedaço de seu couro cabeludo.
Enquanto isso os dedos de Clara ameaçaram sair de dentro dela indo ate a entrada, mas depois voltara com a mesma intensidade e força anterior, causando-lhe extrema dor.
Você vai me bater de novo?
Enquanto perguntava metia fundo nela e puxava o s cabelos com ainda mais força puxando-a para si.
_Não.
Clara repetiu o ato, só que com ainda mais força agora.
_Resposta errada. A resposta é “Só quando você pedir”, repete.
_Só quando você pedir.
Ela então deu-se por satisfeita. Porém, antes de soltá-la repetiu o processo de quase sair de dentro dela e meter a última vez ainda com bastante força com força.
_Te espero no quarto. Vou te dar o que você gosta.
Comunicou e saiu sem olhar pra trás.
A fotografa ficou um pouco chateada por Clara tê-la tratado daquela forma, mas, ao mesmo tempo, ela sabia e queria o que Clara pretendia lhe dar. Queria muito, na verdade. “Marina, Marina o que é que tá acontecendo com você” perguntou a si mesma. A Marina que ela conhecia nunca se deixaria ser tratada daquele jeito, porém, a que estava ali agora não só deixou como gostou, e seguiu atrás da outra o que, com certeza configurava uma anuência tácita ao que Clara acaba de fazer com ela.
Quando Marina chegou atrás dela pouco tempo depois, Clara sorriu sacana. Pois Marina fora rapidamente atrás de mais e isso a enxia de deleite. Tirou a própria roupa ficando apenas de calcinha antes, porém, de ir até a fotógrafa, ela foi até a cômoda pegar o acessório que pretendia usar. Pegou-o vestindo-o em seguida, Assim estava devidamente preparada para o que tencionava.
Botou marina sentada na mesa redonda que havia no quarto posicionando-se entre as pernas dela e, tal como fez no estúdio, no entanto, agora com o pênis, meteu-o de uma vez e sem qualquer receio dentro dela. Dessa vez na vagina. E mais uma vez em um período curtíssimo de tempo Marina gritou.
Clara, obviamente não se importou com o esse grito, nem com os que se seguiram, afinal de contas não era exatamente isso que ela queria? Assim, ela seguiu.
Comia Marina segurando-a nas costas quase a altura dos ombros com um dos braços enquanto o outro levava uma das mãos aos cabelos da fotografa por trás, dessa forma tinha um melhor apoio para movimentar o quadril firmemente. As duas estavam reclinadas na mesa agora. E a assistente metia na chefe (sim, era assim que ela pensava, isso fazia parte da fantasia) não muito rápido, no entanto, era forte, muito forte, sem o menor jeito ou cuidado. Queria ir fundo, o mais fundo possível. Naqueles momentos seu desejo era tão louco que se pudesse, entraria dentro da outra.
A fotografa durante algum tempo apenas gemeu, só que em certa ocasião em que o pênis entrou de forma tão violenta que pareceu rasgá-la, ela gritou e acabou ganhando, em retribuição um também violento tapa na face.
_Cala a boca! Você só tem o direito de gemer
_E se eu não quiser?
Marina era abusada demais pro gosto de Clara, por isso, o tapa dessa vez foi ainda mais forte.
_Se não quiser você vai se arrepender...
a fotografa achava que era bem possível gostar que Clara mostrasse isso a ela, mas resolveu se calar e obedecer, então, passou apenas a gemer, dando a satisfação de seus gemidos mais luxuriosos à namorada. Ao mesmo tempo em que Clara pensava: “O problema em castigar marina era que ela gostava”. Mesmo assim, seguiu fodendo-a da forma mais intensa que conseguia ao que a fotografa aranhava suas costas quase que com a mesma intensidade, tirando lascas da pele ali, inclusive.
Em dado momento, Marina não pôde mais se segurar, não mais apenas gemeria como Clara havia mandado, falaria , aliás, pediria, “afinal, porque não”? Raciocinou sacana.
_Vai gostosa, acaba comigo. Será que você precisa de motivos pra me foder mais forte? E se eu te disser que sinto falta dela na minha cama? O que você vai fazer?
Clara sabia que Marina lhe dizia isso a fim de provocá-la, estava brincando com seus limites.
Bateu no rosto dela e ela riu.
_Isso. Bate! Machuca! Mostra que é a minha dona, me fode, fundo. Me deixa sem conseguir sentar. Quero ver você me deixar cheia de marcas pra mostrar que é tudo seu, vai!
Quanto mais Marina pedia mais Clara enlouquecia, ou “será que Marina era quem era doida de testá-la daquela forma”? Questionava-se a assistente. Não sabia a resposta o que sabia era só que tinha medo de ultrapassar o limite da sanidade e fazer uma basteira e que aquilo não terminasse nada bem…
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