Unchained Melody
18 Seduction
Notas iniciais
Subiu na cama de joelhos e caminhou do mesmo jeito até ela. Puxou-a de modo que seu corpo ficasse um pouco mais na horizontal, mas sem deitá-la totalmente, abaixou, também, o ângulo de suas pernas, sem deixar que fechassem, se encaixou no meio delas e seus joelhos posicionaram-se embaixo dos dela. Aproveitou para tirar o próprio sutiã o que causou efeito positivo imediato no semblante de Marina, subiu também o sutiã dela tirando-o do caminho e deixando-lhe os seios livres. Poderia, enfim, engoli-los. Começou pelo direito, colocou-o o máximo que pôde dentro da própria boca e passou a sugá-lo com volúpia como se realmente pensasse ser capaz de engoli-lo. Ao mesmo tempo a mão esquerda fazia um trabalho excelente massageando e apertando o outro.
Enquanto isso o pênis repousava sobre a calcinha na altura da virilha da fotografa e um pouco mais abaixo. Mesmo praticamente imóvel o peso que ele exercia sobre o órgão de Marina era o suficiente para deixá-la mais excitada. Assim, a vontade da mesma era pegá-lo e com as próprias mãos enfiá-lo dentro de si, tamanha vontade de senti-lo ocupando-a. Não aguentava mais esperar.
_Mete Clara, anda.
Não se conteve em falar. O tesão alucinava-a.
Sentiu a face arder. Levara um forte tapa. E a ela nem ao menos saberia dizer como a mão da assistente alcançou-lhe o rosto tão rápido. Clara havia abandonado, a contragosto, o que estava fazendo e seus rostos estavam frente a frente agora.
_Eu vou te comer a hora que eu quiser, agora fica calada. Putas só falam se e quando o cliente manda.
O corpo de Marina arquejou, sem que ela pudesse controlar. O prazer a invadiu, tivera o primeiro orgasmo, também pudera, o corpo já havia aguentado demais. O tapa e as palavras da outra foram a gota d'água que faltava em um mar de excitação sem fim. Contudo, o orgasmo atingido pouco adiantou, apesar de delicioso, segundos depois era como se nada tivesse lhe acontecido. O sexo voltou a doer por entre as pernas, palpitando, cheio de desejo insaciável.
Clara não esboçou reação ao fato, simplesmente voltou a executar o ato que desempenhava sobre os seios da fotografa, dessa vez, porém, não os sugou, mordeu-os. Deixaria marcas ali, no dia seguinte estariam roxos e Marina aprenderia a não interrompê-la mais. Já na primeira mordida, a fotografa gritou, xingando-a:
_Ai cachorra!
Ameaçou movimentar os braços involuntariamente o que Clara tratou de corrigir segurando-os sobre o colchão, dominando-a. Na segunda mordida, Marina não reagiu, ao contrário, relaxou e apenas gemeu com isso a outra a soltou. A partir dai, a assistente começou com a ajuda de uma das mãos a roçar o pênis pela extensão da vagina dela, enquanto a outra mão lhe servia de apoio. A boca continuou a mordê-la, ora de forma mais suave, ora com força demasiada com o intuito de causar-lhe dor. Por vezes abocanhava-lhe os mamilos prendendo-os entre os dentes, também de maneira nada sutil, as vezes puxava-os como se pretendesse arrancá-los e uma vez que mantinha-os presos tratava de massageá-los com a língua firme. Marina, por sua vez, mexia o quadril involuntariamente tentando inutilmente fazer com que o objeto que passeava pelo meio de suas pernas se encaixasse no lugar certo. Ela o queria, estava louca querendo querendo-o lá dentro, necessitava ser preenchida e inexplicavelmente quanto mais a assistente a machucava, mais sentia a necessidade crescer.
Quando Clara julgou que seu trabalho naquele local havia sido satisfatório, avançou como uma vampira no pescoço da fotografa, que podia sentir, enquanto era devorada, a respiração pesada dela. A assistente também estava com demasiado tesão, excitada ao extremo e por isso tentava extravasar o que sentia na intensidade em que seus dentes cravava sobre a carne de Marina que apenas gemia descompassadamente ao senti-los perfurando-a, seu gemido podia ser facilmente confundido com um choro, exceto pelo fato de que transmitia luxúria.
Nesse momento, a assistente já havia aprendido a dominar os movimentos do objeto preso a si, por isso, não precisava mais da ajuda da mão, esfregava-o em Marina apenas com o desempenho do próprio quadril e a fotografa seguia a procurá-lo na esperança de que em algum momento ele atingisse o lugar esperado.
Clara também não aguentava mais se manter do lado de fora, precisa entrar nela mesmo que soubesse que aquele objeto não fazia parte do próprio corpo. No entanto, antes de finalmente penetrá-la, ela levantou o rosto na altura do da outra novamente, mas, em vez de falar-lhe, com uma das mãos agarrou sua garganta, apertando-a. Sem deixar de encarrá-la. Marina se surpreendeu olhando-a com olhos esbugalhados por alguns segundos antes de demonstrar gostar. Clara, entretanto, deliciou-se sobremaneira com aquele mero segundo em que Marina perdera a empáfia e que ela pôde ver medo em seus olhos. Antes de soltá-la, disse calmamente:
_Você programou tudo isso só pra me enlouquecer e conseguiu. Agora vai pagar, vadia!
A assistente direcionara um certo olhar de desprezo à chefe ao proferir essas palavras.
Colocou em sua entrada molhada que estava livre mesmo que ela ainda usasse calcinha (Clara apaixonara-se por aquela fenda de maneira que ainda lhe parecia surreal) e antes que a fotografa pudesse, em algum movimento desesperado, empurrá-lo sozinha para dentro de si, Clara meteu-o lá, de uma vez, sem dó até que ele desaparecesse totalmente dentro dela. Arrancando-lhe um grito que em nada se parecia com dor ou incômodo, era de puro deleite.
_Não vejo a hora.
Respondeu a outra de forma espaçada logo após a reação inicial, seu semblante transmitia êxtase.
Antes que pudesse executar o ímpeto de bater nela, de novo, Clara ouviu-a pedindo:
_Bate, na sua vadia, bate!
E a assistente bateu. Mais uma vez sua mão atingiu em cheio uma das bochechas da fotografa.
_Assim, bate mais.
Bateu e Marina gemeu alto, antes de pedir novamente:
_De novo, gostosa.
Clara o fez, só que dessa vez com força o suficiente para calá-la. Marina calou-se, esperando com expectativa o que a outra faria a seguir.
Uma das coisas que mais irritava Clara na fotografa era o fato de que não importava o que ela lhe fizesse, a outra sempre a olhava de volta desafiadora, arrogante como se quisesse testá-la, provocá-la, levá-la a extremos. Nunca abaixaria a cabeça, nunca seria submissa. Não importava o que a assistente lhe dissesse ou fizesse. Talvez viesse dai a vontade insana que Clara tinha de machucá-la, acabar com ela.
Existia uma disputa entre as duas em seus momentos de intimidade e essa disputa, elas sabiam, era o que lhes causava mais excitação.
Após fazê-la se calar, a assistente começou a empreender as primeiras estocadas e maravilhou-se ao dar-se conta do estímulo que o objeto proporcionava a si mesma. Toda vez em que o pressionava contra o fundo da vagina da outra, a base do pênis comprimia seu clitóris trazendo-lhe um enorme prazer uma vez que o órgão já quase explodia de tanto tesão reprimido. Dessa forma, descobriu-se capaz de proporcionar prazer à outra, mas também de senti-lo. Gozou rapidamente, pois, como a fotografa, seu o corpo também já tinha aguentado demais. Mesmo assim, o orgasmo não se constituiu em motivo para que ela parasse o que estava fazendo, continuou com empenho, Marina havia apresentado-lhe muitos prazeres, mas aquele provocado pelo ato de penetrá-la daquela jeito era indescritivelmente sensacional. Ela, então, prendeu os próprios braços como se fossem ganchos envolta dos ombros da outra enquanto a mesna entrelaçou os dela envolta de seu pescoço e as pernas entrelaçaram-se em seu quadril. Uma vez posicionadas dessa forma, a assistente passou a executar um “vai e vem” frenético com o pênis dentro de Marina, movia-se tão rápido que fazia barulho. Enquanto isso a fotografa demonstrava, com o movimento desenfreado do próprio quadril, querer cada vez mais. Ao que quanto mais ela agia assim, mais a assistente desejava fodê-la, com força. Ambas gemiam em um louco desespero pelo frenesi em que se encontravam. Seus rostos estavam colados e elas por vezes esfregavam-se as peles, em outras beijavam o queixo uma da outra, a bochecha ou apenas se babavam em decorrência da saliva produzida em demasia. Elas suavam e seus suores se misturam, assim como a saliva. Marina arranhava as costas de Clara. Seus arranhões e seus gemidos faziam com que ela se parecesse ainda mais com uma felina, perturbadoramente no cio.
Em determinado momento um dos braços da assistente soltaram o ombro da outra e foram direto ao seu cabelo, por trás, na nuca, puxando-o sem cuidado. Mais uma vez, Marina sentiu aquela dor gostosa, a qual ela ainda estava se habituando. Foi tomada por uma onda de calor percorrendo-lhe todo o corpo, incendiando-a. Soube que em breve gozaria.
_Isso gostosa, faz doer.
E Clara fez, puxou mais forte, ao mesmo tempo em que gravou também os dentes novamente em seu pescoço.
A fotografa soltou um grito, que embora não tenha sido muito alto, foi intenso, demorado, porque sentiu o orgasmo implodindo-a. Levando-a. A ela foi como se estivesse sumindo, desaparecendo de fora para dentro e todas as suas terminações nervosas desligando-se. Aquele fora o que Marina julgara como o melhor orgasmo de sua vida. Ela sabia, não era de hoje, que o orgasmo em decorrência do estímulo no ponto “G” era muito mais completo do que o provocado pelo estímulo do clitóris, este era superficial, enquanto o provocado por aquele era total alcançava todo o corpo e que por isso mesmo era muito mais difícil atingir. Mas, também fazia tempo que isso já não era nenhum mistério para ela, a própria Clara tinha tido a oportunidade de comprovar além do que também aprendera rapidamente o que e como fazer. No entanto, qualquer coisa que já tivesse sentido na vida não chegaria nem perto da intensidade prazer que a assistente acabara de lhe proporcionar. Não saberia dizer se acontecera em decorrência do talento da própria Clara, do gosto recém-descoberto pela dor ou das duas coisas. Soube, naquele momento, apenas que não poderia mais viver sem. Por isso, nessa hora, qualquer intenção que tivera no início daquela noite em relação as duas, foi por “água abaixo”. Mesmo que Clara não a escolhesse, não seria capaz de nenhuma atitude, não seria capaz de deixá-la. Por quê. além de amá-la, descobriu-se irremediavelmente viciada nela, em pertencer a ela, em ser possuída por ela. Seria para Clara o que ela quisesse que fosse. Sucumbiu a ideia de ter uma dona, seria escrava dela se fosse preciso. Ainda que tudo se resumisse em ser apenas sua a amante, que se resumisse apenas a cama, a sexo. Já não tinha mais um objetivo aquela noite, ela queria apenas sentir e sentir e sentir. Isso bastaria. No entanto, não se sabia ao certo na verdade quem dominava e quem era dominado naquela relação. Porque Clara também se sentia dominada. Dominada pela loucura que Marina lhe despertava, agora, por exemplo, por causa dela, o órgão que havia em meio a suas pernas era quem parecia ter o controle da situação, como se ela pensasse apenas através dele. Tinha vontade própria e nada lhe provocava mais prazer que subjugar a mulher sob ele.
Levou apenas alguns segundos para raciocinarem todas essas coisas. Elas ainda estavam na mesma posição e ainda executavam o mesmíssimo ato, uma vez que, embora Marina tivesse gozado, Clara ainda não. E a fotografa queria que isso acontecesse, quer dizer, as duas queriam. Não demorou para acontecer. A assistente, então, caiu exausta sobre a fotografa.
Elas se abraçaram como se não pretendessem se soltar nunca mais. Sentiam os corações batendo desenfreado no peito uma da outra. Clara quis dizer à outra as palavras que estavam presas em sua garganta quase desde o momento que a vira pela primeira vez, mas, mais uma vez, sentiu-se incapaz. Elas simplesmente não saiam. Algo ainda a impedia de dizer em voz alta o que o coração gritava “Eu amo você”. E ela sabia o que era. Na verdade, não era só “o que”, como também, o “quando”. “O que” era que ela precisava ser livre, e o “quando” era quando o fosse. E seria breve, aquela era a hora. A única coragem que ainda lhe faltava atingiu-a de súbito. Teve vontade de se levantar no mesmo instante e correr até o Leblon, precisava tornar-se livre, aliás, tornar-se dela. Oficialmente dela, uma vez que de corpo e alma já o eram, aliás, de alma sempre fora. Porém, não o faria, o corpo não deixaria ainda tinha muito desejo dentro dele. Queria mais, muito mais, queria para sempre.
Saiu de cima da fotografa, a posição estava incômoda para ambas. Marina aproveitou para livra-se de vez do sutiã que ainda se encontrava preso desajeitadamente no próprio corpo.
Clara levantou-se da cama, tencionava tirar a cinta, no entanto, a fotografa alcançou-lhe antes e ajoelhada no colchão posicionando-se de quatro, pegou-a pela cintura e levou lentamente a boca ao pênis que ainda permanecia preso à assistente, enquanto o fazia direcionava a ela um olhar pecaminoso, obsceno e esfomeado. A outra então começou a tremer, seu suor tornou-se frio. Ela não saberia dizer o que mexeu mais com suas emoções se a atitude de Marina em si, ou o jeito que ela a olhou ao fazê-lo.
Marina chupava com sofreguidão o membro em sua boca, sentindo o próprio gosto nele, deixando Clara ensandecida com o gesto. De forma quase inconsciente a assistente começou a movimentar o quadril, ato em que teve ajuda das mãos da fotografa que estavam na sua cintura, a própria ajudou-lhe no movimento lento de “vai e vem” do quadril, e da onde estava Clara pôde ver o membro entrando e saindo da boca dela como em câmera lenta. Aquilo, além de deixá-la transtornada e excitada funcionou mais ou menos do mesmo jeito que funcionara na outra entrada da fotografa, isto é, cada vez que se movimentavam, a base do pênis comprimia-lhe o clitóris de forma prazerosa, se aquilo continuasse por mais tempo, a assistente gozaria de novo. Marina sabia disso. Não fazia aquilo atoa, era calculado. Mas, ela tinha uma outra coisa em mente e quando a respiração de Clara tornou-se mais pesada e ela já não conseguia reprimir os gemidos a fotografa parou bruscamente, tirando o pênis da boca, deixando uma Clara confusa e decepcionada por alguns segundos. Apenas até ela entender o que Marina pretendia. A fotografa sentou-se na cama com os pés alcançando o chão, dessa forma, os pequenos seios chegavam mais ou menos a altura do pênis e ela os levou até ele, posicionando-os em volta dele. Com a ajuda das mãos comprimiu-os em volta do membro de modo que ele ficasse seguro ali, então, começou a mover-se na vertical. Ainda com o mesmo intuito de que a base dele estimulasse a outra. O que fez com precisão. Embora não se possa ter certeza se orgasmo avassalador que atingira Clara fora fruto do estímulo sensorial, visual ou de ambos.
A assistente jogou-se mais uma vez em cima dela, Marina a fizera perder o juízo com aquela atitude. O que passava na cabeça da dela agora era apenas uma coisa: “fodê-la, até que ela se cansasse e pedisse para parar e mesmo assim Clara não pararia”. Mas, Marina nunca pediria. A própria Clara sabia disso, no entanto, a magia da coisa era justamente essa. Uma vez em cima da fotografa elas se esfregavam, suas mãos percorriam-se e apertavam-se, o beijo era selvagem. Antes de penetrá-la novamente Clara decidiu que queria ouvi-la pedir por isso, então, saiu do beijo e segurou-lhe o maxilar, apertando-o:
–Pede.
Marina entendeu instantaneamente o que Clara queria e obedeceu, com prazer.
_Fode.
A assistente, então, apertou-o mais.
Pede direito.
_Fode a minha buceta, gostosa!
Apertou com ainda mais força. Marina julgava que com um pouco mais de força ela quebrar ia-o.
_Pede mais.
Deixou-a livre para que pudesse falar.
_Mete com força na sua putinha, por favor.
Pediu suplicante, mas, mesmo assim, ainda mantinha o ar desafiador. Suplicava como quem ordena.
Clara sorriu maliciosamente indicando que tinha aprovado o que a outra dissera. Porém, antes de atender ao pedido colocou-a de quatro, afinal de contas ainda não tinha desfrutado devidamente da visão que a lingerie inferior proporcionava. Clara estava agora ajoelhada em frente a bunda empinada da fotografa que se exibia para ela, chamando-a. Era a “visão do paraíso” concluía a assistente e enquanto maravilhava-se com ela aproveitava para esfregar o pênis entre a divisão das nádegas de Marina onde a pequena tira vermelha mantinha-se alojada.
A fotografa, por impulsos involuntários, ou talvez nem tão involuntários assim, mexia-se como se buscasse se sentar no objeto que Clara esfregava naquela região, de forma torturante.
Para a assistente a visão da outra fazendo isso a deixava ainda mais perturbada, “Marina sentaria ali sem o menor pudor se tivesse oportunidade” raciocinava ela. Quase não resistiu a tentação de penetrá-la ali, então, resolveu não se demorar mais, começava a suar frio novamente, tamanho deleite que a acometia ao assistir a fotografa reagindo daquela forma. Encaixou o membro na entrada do órgão que a fenda da minúscula calcinha calculadamente deixava livre, contudo, antes que pudesse empreender qualquer movimento de encaixe a fotografa se adiantou colocando-o dentro dela, só parando quando suas nádegas se chocaram contra a virilha da assistente.
A mesma irritação que dominava Clara por Marina agir daquela maneira, também a deixava em êxtase. Começou a movimentar-se primeiro de forma lenta, porque se deliciava assistindo o membro a invadindo. Foi aumentando a intensidade progressivamente até estagnar realizando um movimento ritmado e envolvente, nem lento demais, nem rápido demais, mas que era extremamente prazeroso ás duas. As mãos postas de cada lado da fotografa ajudavam-na na performa-se.
Os gemidos de Marina alternavam entre graves e agudos. Os mais altos se podia ouvir quando o pênis desaparecia totalmente dentro dela, eram um mistro entre satisfação e insatisfação pois, embora aquilo lhe fosse delicioso, sua vontade era de que ele fosse mais fundo, como se só assim pudesse ser capaz de saciar o tesão que sentia. As vezes quando Marina gemia alto, era atingida por um forte tapa em uma das suas nádegas, o que só aumentava a excitação do momento.
Quando os primeiros espasmos tomaram o corpo da fotografa, a mesma acelerou os próprios movimentos, buscando desesperadamente ser atingida pelo prazer absoluto.
_Mais rápido. Mete. Não para.
Pronunciou essas palavras de forma inconsciente, sem saber ao certo o que falava, apenas precisava falar.
Porém, Clara não obedeceu, ao contrário disso, parou. Deixando uma Marina confusa e frustrada, de quatro a sua frente. A assistente tencionava que a outra esfriasse, que a anciã pelo orgasmo quase atingido desaparecesse, então, aproveitou para desfrutar da parte dela que se exibia, insinuava-se e oferecia-se desde que elas entraram naquele quarto. Levou a língua diretamente à divisão das nádegas de Marina, deixando um rastro molhado de saliva por onde passava, disputando com a tira da calcinha vermelho sangue que permanecia ali, intocada. A fotografa suspirava, a sensação da língua quente de Clara percorrendo-lhe era maravilhosa. Mas, ela precisava de outra coisa, precisava continuar sendo preenchida, precisava que a outra continuasse o movimento realizado com maestria que interrompera, precisava ser invadida pelo prazer descomunal que só a assistente era capaz de lhe proporcionar.
_Não faz isso comigo, Clara. Volta.
Falou ofegante e suplicante. O ar desafiador desaparecera.
Clara não obedeceu. Pelo menos não instantaneamente, continuou o caminho que percorria por algum tempo até que após algum tempo, que a Marina pareceram milênios, ela, por fim, voltou. Voltou a empreender o ato que fazia com que Marina se sentisse completa. No entanto, todas as vezes que percebia que a fotografa estava prestes a atingir o clímax ela parava novamente, torturando-a. Fez isso com Marina ainda de quatro, e depois permaneceu fazendo quando a colocou deitada com as costas no colchão, abrindo-lhe as pernas ao máximo e caindo por cima dela e penetrando-a mais uma vez. Nessa posição, colou sua boca na dela. Elas respiravam uma na outra. O movimento dos quadris de Clara era mais forte agora, embora não mais rápido, tendo em vista que as duas estavam exaustas. Marina, inclusive, pouco se movimentava, apenas gemia. A tortura empreendida por Clara estava acabando com ela. Perdera, em partes, a conexão com a realidade. A assistente, por sua vez, se deliciava ao vê-la daquela forma, vencida. Embora, por causa disso tenha que ter feito um esforço sobre humano para segurar o próprio orgasmo. Estava conseguindo o que objetivara, pois a intenção desde o início não era a de proporcionar prazer à outra e sim castigá-la. Deixar ia-a ardida pela fricção do membro em seu sexo, deixar ia-a dolorida pela presença demasiada do objeto rígido dentro de si e quem sabe assim, ela aprenderia a não “brincar com fogo”. A letargia de Marina, o olhar de entrega e súplica, o desaparecimento de sua empáfia foi o que levou Clara e se sentir satisfeita. Aumentou a velocidade das estocadas e fez com que elas permanecessem fortes. Seus suores se misturavam, o odor naquele cômodo era uma mistura de suor e sexo.
A assistente, por fim, envolveu o tronco da fotografa nos braços e falou-lhe ao ouvido:
_Pode gozar agora, putinha!
Disse de um jeito sexy comum a ela.
Marina que desfalecia em seus braços, se permitiu relaxar de vez e não demorou a ser invadida por um orgasmo tão intenso quanto o anterior.
Ela já não era capaz de falar ou de se mover. Julgava nem ao menos sentir o próprio corpo direto.
Clara deitou-se a seu lado, observado-a. Amando-a. Quase que se lamentava por tê-la maltratado. Ao que Marina se ressentia por ter sido fraca, por ter deixado que Clara a vencesse, derrotasse. Sim, ela tratava aquilo como um jogo, um jogo louco e profundamente delicioso, cheio de indecência, obscenidades e excitação extrema.
A verdade era que a insanidade que uma provocava na outra era uma característica única, só delas enquanto amantes. A entrega de ambas tornava-se cada dia mais completa e isso se devia talvez, principalmente a essa vontade mútua de se testar, se provar e nenhuma das duas abria mão de ganhar.
A fotografa estava totalmente dolorida, o sexo ardia desconfortavelmente, o corpo apresentava sinais de esgotamento, no entanto, a cabeça não respondia a esses efeitos, queria mais. O jogo ainda não havia terminado, aquilo não ia ficar assim, por isso, fez o que pôde para se recompor. E quando julgou ser o suficiente ao que pretendia se virou para Clara e, falou:
_ Cansou, coisinha?
O tom arrogante voltara.
A assistente encarrou-a desacreditada. Estava exaurida por todo o esforço físico feito até minutos atrás. Teve apenas minutos para aproveitar-se da rendição da fotografa já que agora ela estava ali, mais uma vez. olhando-a desafiadoramente e com o mesmo ar safado que tanto mexia com o seu juízo deixando-a excitada e enfurecida na mesma proporção.
_Marina, Marina. Você não aprende mesmo, né?
Marina não falou, apenas balançou a cabeça em sentido de negação mantendo um sorriso sapeca nos lábios e um chamado no olhar, como se dissesse “Vem”. E Clara foi, Juntou as últimas forças que lhe restavam e rolou para cima dela novamente. Convencia-se que jamais poderia lhe recusar a um chamado daqueles, até porque, a manifestação da outra demonstrando querer ainda mais fazia com que seu corpo fosse tomado por ondas sucessivas de adrenalina, a assistente custava a acreditar no quanto Marina podia ser “vadia”, sempre querendo mais e mais.
_Abre as pernas, vadia!
Ordenou no ouvido da outra enquanto suas mãos iam até o sexo dela conferir se ela ainda era capaz de estar molhada. Constatou que não. Estava seco ali, também pudera, depois do último orgasmo e pela falta de qualquer estímulo posterior não seria humano estar. Mas, a assistente não a estimularia primeiro, daria a ela única e exclusivamente o que ela queria. Doeria, porém, isso não seria exatamente o que as duas queriam que acontecesse? Achava que sim, ela pelo menos, queria.
Colocou o membro na entrada da outra e a penetrou apenas alguns centímetros, parando. Marina sentiu como se o objeto estivesse rasgando-a e gemeu baixo. Um gemido que qualquer um identificaria rapidamente como de dor.
_Tá doendo?
Perguntou Clara em tom perverso.
_Uhum.
Respondeu com a boca fechada, abafando qualquer outro som denunciando fraqueza que pudesse sair dali.
Clara, então, enfiou mais, com dificuldade pela ausência de lubrificação. Era para machucá-la e que assim Marina desse uma resposta convincente.
_E agora? Tá doendo?
_Tá, sua cachorra. Satisfeita?
Respondeu em voz alta, ainda desafiadora.
_Não sei.
Fez uma cara de dúvida, sorrindo faceira.
Marina perdeu a paciência.
–Vai me comer ou vou ter que encontrar alguém que o faça?
_Você teria coragem?
Sentiu, de repente, algo até então desconhecido, invadindo-a. Ciúme, talvez? Medo da possibilidade de perder a mulher que se encontrava agora vulnerável em baixo de si?
_Sim, se você me enlouquece de tesão e não me come, eu posso precisar de alguém que faça isso.
Clara perturbou-se com as últimas palavras da fotografa, por instantes até esquecera a intenção inicial. Pensar em Marina com outra pessoa a desestruturava. Mas, acabou atentando-se para o fato da fotografa se dizer enlouquecida de tesão mesmo que confessando sentir dor.
_Enlouqueço de tesão? Quer dizer que você gosta que eu te machuque?
Marina sorriu sacana.
_Você ainda não se deu conta disso?
Sim, ela já tinha se dado conta disso, mas ouvir, ouvir era sensacional. Afastou totalmente o incomodo anterior e concentrou-se em continuar “ensinando-a”, pois era isso que ela se julgava fazendo sempre que a vontade de machucá-la lhe invadia irremediavelmente. Talvez pensar assim fizesse com que ela não se sentisse culpada, era possível. Terminou de enterrar o pênis dentro dela de uma vez só, sem cerimônias. A fotografa urrou em protesto, por isso, antes de iniciar qualquer movimento, Clara primeiro levou a própria boca à dela, percorreu-lhe os lábios com a língua, sensualmente. Depois, elas começaram a se beijar, um beijo gostoso, apaixonado, cheio de língua e saliva. As mãos da assistente, então, foram a um dos pequenos seios da outra massageando-o com gosto. Enquanto perdiam-se no beijo, Clara começou a movimentar o quadril, com calma e rapidamente pôde notar que as estocadas se tornavam mais fáceis, era o sinal do sexo de Marina molhando-se de novo.
A lubrificação era resultado do beijo que trocavam e da sensação proporcionada pelo objeto que ocupava o espaço vazio dentro de si, mas, era resultado, principalmente, da dor que já lhe era assumidamente prazerosa. E naquele momento ela sentia, sentia muita dor. O membro que agora habitava dentro dela, entrara como se estivesse dilacerando-a. Saíra sangue, tinha certeza de que saíra. A dor era intensa, sobretudo, pelo fato de que seu sexo já se encontrava extremamente dolorido e ardido em consequência do pequeno castigo que sofrera anteriormente. Por alguns instantes quanto sentiu o pênis alcançar-lhe o fundo julgou que não conseguiria continuar, teriam parar, porém, o ato da outra de beijá-la daquela forma e a mão que lhe acariciava o seio fez com que ela se distraísse. Quando se deu conta a dor disputava lugar com o prazer e na medida em que Clara foi intensificando as estocadas dentro dela, a excitação foi tornando-se maior. Rapidamente a dor tornou-se afrodisíaca. Era incrível o que Clara ela capaz de fazer-lhe, tudo nela a excitava, tudo. A maneira com que lhe manipulava os seios, como a sua boca a envolvia, o peso que o corpo sarado exercia sobre seu corpo magro, mas principalmente a maneira como ela a comia, era perfeita e ela levara apenas alguns minutos para “pegar o jeito” da coisa, difícil acreditar que seu primeiro contato com aquele acessório fora naquela noite.
Quando todo e qualquer incômodo abandonara-a, de vez, restando apenas a excitação plena potencializada pelos gemidos que agora saiam da boca da outra lhe alcançando os ouvidos, os quadris de Marina passaram a ajudar os da assistente, moviam-se como se coreografados. As duas produziam sons que exteriorizavam o prazer que sentiam, então, foram tomadas, ao mesmo tempo, por mais um orgasmo avassalador.
Clara caiu mais uma vez devastada ao lado de Marina, dessa vez se livrou da cinta e também da calcinha ensopada que ainda usava. Assim, a fotografa deitou-se em seu colo, descansando uma das pernas em cima das suas. A assistente, por sua vez, envolveu-a passando o braço em volta dela e parando com a mão em sua cabeça, fazendo carinho. As duas sentiam-se plenas, relaxadas, mas principalmente, felizes. A sensação de pertencimento era única. A respiração ainda difícil. Cada uma permaneceu envolta aos próprios pensamentos e sentimentos.
Suas cabeças taxavam-nas como “loucas, doidas, malucas”, por tudo que haviam feito e pensado naquela noite, mas absolviam-se quando o coração gritava-lhes que era amor, tudo aquilo era fruto apenas do amor que sentiam, elas se amavam e, desesperadamente, se amaram. Os lençóis molhados de suor, a cama, as paredes tinham sido testemunhas apenas do amor que as consumia, que as incendiava não de uma loucura qualquer.
Marina armara tudo aquilo, inicialmente, porque queria ter Clara de uma vez por todas para si. A ideia era prender a assistente ali, à sua cama, a seu corpo. Impedi-la, assim, de voltar para casa, para o marido e até para o filho. Sabia que se Clara escolhesse ficar mesmo que movida apenas pelo desejo, esquecendo-se de tudo e de todos, não teria mais como voltar. Era isso que Marina julgava precisar. Uma noite, uma única noite que a assistente se esquecesse do mundo e fosse só sua e no dia seguinte a vida dela inevitavelmente mudaria. Armara aquilo sem nem mesmo pesar as consequências que obter sucesso acarretaria. Clara além de casada, tinha um filho, tinha uma família, mãe, irmãos, muita gente a quem “dar a cara para bater”, porém, quando a fotografa decidiu que a queria por inteiro, não se importou com nada disso. Apenas com as palavras que a ex-namorada proferira no dia anterior e que ficaram ecoando em sua cabeça. No entanto, agora se arrependia. Não pelo que viveram durante as horas que passaram se amando, e sim, pela intenção inicial. Fora leviana, irresponsável. Pensava. Agira de má-fé e culpava-se por isso. Esse não era o tipo de pessoa que ela desejava ser. A mulher iluminada que a envolvia nos braços merecia mais que isso.
Ainda não era muito tarde, a assistente poderia perfeitamente ir embora, voltar para casa e talvez o marido nem estranhasse uma vez que normalmente eventos como o que tinha ido naquela noite não terminavam tão cedo como aquele terminara. O natural, na verdade, era que elas realmente estivessem saindo de lá naquele momento. A fotografa quis dizer a Clara para ir embora, aliás, lembrá-la de que precisava ir, na tentativa de compensar e aliviar a culpa que sentia. Mas o que saiu de seus lábios foi:
_Posso te pedir uma coisa?
Clara assentiu balançando a cabeça positivamente.
_Fica comigo?
Marina quis completar com um “pra sempre”, mas, julgou que aquele não era o melhor momento. Ainda tinham muitos degraus a subir e aquela noite era só um deles. Continuou:
_Fica comigo essa noite? Dorme aqui?
Clara apenas sorriu, sem deixar de olhá-la. Marina era a personificação de tudo que havia de mais lindo nesse mundo. Aproximou seu rosto do dela com calma, seus narizes se acariciaram e por fim, os lábios encontraram os dela. Iniciaram mais um beijo longo, no entanto, esse era tranquilo, transmitia apenas amor.
Aquela era a resposta. Era sua forma de dizer sim. Clara dissera sim.
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