Unchained Melody
4 Love is magical
Notas iniciais
Marina acordou e percebeu estar em sua cama. Ricardo já havia a deixado sob os cuidados de Vanessa e Flavinha.
_Graças a Deus você acordou Marina. Eu tô indo agora ligar pro seu médico e encerrar a festa.
Disse Vanessa a ela.
_Não se atreva a acabar com essa festa.
Respondeu a fotografa em quase desespero, assustando a ruiva que ainda tentou contestá-la.
_Mas, Marina você desmaiou na frente de todo mundo. Precisa de um médico, precisa descansar.
_Vanessa eu tô ótima tá? Foi só uma leve indisposição causada pela emoção do momento, foi isso.
Posso muito bem voltar pra minha festa.
Falou já tentando se levantar e sendo impedida pela outra.
_ Não vai mesmo.
Falou a ruiva segurando-a pelo braço impedindo que ela se levantasse e continuou falando.
_ A senhorita não vai a lugar nenhum. O dia hoje pra você acabou Marina, tá me entendendo? Pra sair desse quarto só passando por cima de mim e da Flavinha.
Flavinha anuiu apenas com o olhar.
A fotografa se deu por vencida cruzando os braços em sinal de irritação e foi dizendo:
_Tudo bem, eu fico. Mas, não quero que acabem com a festa.
As duas concordaram e quando Marina ia pedir-lhes que trouxessem Clara até ela, foram, as três, pegas de surpresa ao ouvirem um pedido tímido de “licença”. Uma quarta pessoa entrava lentamente no recinto.
_Que isso gente?
Soltou Vanessa olhando desacreditada para Clara, tamanha a ousadia da desconhecida.
No exato instante em que Marina percebeu a presença da dona de casa ali seu semblante se modificou radicalmente. A cor voltou-lhe à face e o sorriso era tão grande que contagiaria até a mais mal-humorada das almas.
_Clarinha!
Foi falando sem disfarçar o tamanho de sua alegria ao vê-la e continuou.
–Vem, senta aqui.
Disse batendo a mão na cama ao seu lado, indicando o lugar. Aproveitou para pedir as outras duas que as deixassem sozinhas.
Flavinha obedeceu prontamente, dizendo que desceria para dar satisfações aos convidados. Vanessa, porém, titubeou por um momento mas acabou fazendo a vontade da fotografa, não havia como contrariá-la.
Já sozinhas no quarto, com Clara sentada a seu lado, Marina parou para olhá-la, admirá-la silenciosamente. Clara sentia-se envolvida pela aura daquele quarto, era aconchegante e ao mesmo tempo intimidante. Tudo ali tinha aquele cheiro sentira pela primeira vez horas atrás mas que já lhe era comum, “o cheiro dela” pensou e pela primeira vez sentiu o olhar de Marina seduzindo-a, incendiando-a.
Quem primeiro quebrou o silêncio foi a fotografa.
_Que bom que você veio me ver. Quando acordei do desmaio morri de medo de você ter ido embora.
_ Que isso, eu não iria embora sem saber como você está. Mas eu acho que fui um pouco intrometida vindo até aqui, me desculpa. Bem vi que a sua amiga não gostou, deve ter me achado abusada.
_ Quem? A Vanessa? Ah, não liga pra ela não Clarinha. E eu gostei, gostei não, eu amei você ter vindo até aqui. Até porque entre todas as pessoas que estão aqui hoje nessa festa, você é a que merece atenção especial e eu infelizmente não pude dar.
_ Eu? Que isso Marina, tem tanta gente importante lá embaixo.
_ Importante pra minha cabeça sim, mas nenhuma delas é mais importante pro meu coração do que você.
Marina pronunciou essas palavras já se movendo pela cama, aproximando-se lentamente da dona de casa sem deixar de olhá-la profundamente nos olhos castanhos.
Clara paralisou, não sabia se estava presa nas palavras da fotografa ou no olhar.
Como a dona de casa não esboçou nenhuma reação negativa, Marina continuou se aproximando até que já não existia mais espaços pessoal entre elas. No fim, aquela mesma força invisível que estava agindo sobre elas desde o começo da noite, manifestou-se mais uma vez, unindo-as em um beijo.
“Dejavu” foi o sentimento que as tomou no primeiro momento, como se aquilo já tivesse acontecido antes. Mas, sentiram mais, cada uma a sua maneira.
Para Clara, apesar da sensação inconsciente de “dejavu”, racionalmente para ela era a primeira vez que beijava uma mulher, aliás, era a primeira vez que beijava qualquer pessoa que não fosse o marido desde que o conhecera. Essa ideia, a do “proibido” provocava reações por todo seu corpo, arrepios, calafrios talvez, não sabia identificar. Os lábios daquela mulher eram macios, o gosto de sua boca tão doce, a língua aveludada.
Enquanto isso, Marina não conseguia pensar direito, só sentir. O único pensamento inteligível que conseguiu formular naquele momento era “é ela, eu encontrei”, foi tomada por uma paz profunda ao terminar tal pensamento.
Elas trocavam um beijo calmo, experimentando o sabor uma da outra, vasculhando suas bocas, prendendo suas línguas como se tivessem medo que a outra fosse se desvencilhar a qualquer momento botando fim àquilo. Não queriam terminasse, nunca. E o beijo, inevitavelmente, acabou provocando-lhes reações. A necessidade de se desvendarem começou a passar dos limites de um beijo, queriam se conhecer por inteiro, precisavam.
E tomaram a inciativa ao mesmo tempo. Clara desgrudou os lábios dos de Marina, desceu para seu queixo, beijando-o, mordendo-o levemente, passou seu rosto pelo da fotografa fazendo com que suas peles se encontrassem, se sentissem. Aproveitou também para inalar o cheiro fascinantemente tóxico da pele daquela mulher, desceu cheirando-a até o pescoço, sugava fortemente o ar ali, como se quisesse que aquele cheiro ficasse pra sempre preso em suas narinas. Enquanto isso, Marina era mais ousada, descera as mangas do vestido que Clara estava usando, deixando-a exposta do quadril para cima. Passava a mão delicadamente pela pele morena a sua frente, começando pela cintura, estendendo-se para as costas e voltando até sua barriga. Clara estava quente e cada carinho realizado pela mão de Marina, a mesma sentia todo o seu corpo arrepiando-se, interna e externamente, mais e mais.
Clara agora beijava o pescoço da fotografa, com carinho e a leveza com que seus lábios encostavam ali fazia com que Marina também experimentasse arrepios múltiplos varrendo-a por inteiro. Sentia molhando-se e o sexo pulsando. Isso fez com que ela avançasse mais. Levou uma das mãos a um dos seios da dona de casa, que estava sem sutiã, passando a palma delicadamente pelo mamilo já rígido, antes de apertá-lo firmemente, porém, não com força. Sentiu Clara ofegar um pouco em seu pescoço.
Mas não houve desaprovação, muito pelo contrário, ao sentir que Marina lhe apertava o seio, Clara intensificou os beijos no pescoço dela, dos dois lados, esquerdo e direito, dessa vez passando a língua molhada ali levando-a até uma das orelhas da fotografa, lambendo-a e dando leves mordidas em seu lóbulo.
Marina apartava o seio de Clara com mais força e intensidade agora. Deliciava-se por ele caber perfeitamente em sua mão, por vezes levava as pontas dos dedos em seu mamilo massageando-o, o que fazia com que Clara ofegasse em seu ouvido. Foi quando a dona de casa surpreendeu-lhe totalmente, ao abaixar-lhe a alça do vestido e seguir beijando-lhe o colo até onde estavam os seus seios. Passou a língua no meio deles, escolheu um dos dois, abocanhando-o. A partir desse ato, a loucura instalou-se por ali.
A fotografa deitou-se na cama puxando a dona de casa para cima de si sem tirá-la do seu objeto de desejo, Clara permanecia com um dos seios de Marina na boca, desfrutando a sensação. Levava a língua em seu mamilo que nesse momento se encontrava duro feito pedra massageava-o com a
língua e depois voltava a sugá-lo sofregamente.
Sentir o peso do corpo de Clara sobre si e o estimulo sensorial causado pelo ato que a dona de casa empreendida em seu seio fazia com que o sexo de Marina reagisse ainda mais, por isso a mesma entrelaçou as pernas envolta do quadril de Clara, fazendo com que parte do peso dela recaísse em sua região sensível. Ao sentir o resultado do ato, soltou um gemido baixo.
A dona de casa entendeu qual a região de Marina seu corpo estava, involuntariamente, tocando agora e gostou de sentir o contato ali, além de ter se deliciado com o gemido da fotografa.
Clara trocou de seio, percorrendo-o e desfrutando-o do mesmo jeito que havia feito com o outro e enquanto fazia isso aproveitava para colocar mais peso no próprio corpo, aumentando assim a pressão que ele fazia no órgão de Marina.
A fotografa já se encontrava em êxtase só de visualizar a ânsia e prazer com que a dona de casa tomava seu corpo, olhar para ela devorando seu seio fazia com que seu tesão aumentasse de um modo que quase beirava à loucura. Puxava forte os cabelos da nuca de Clara e a cada vez que a mesma passava a língua firmemente pelo seu mamilo sensível, ela apertava mais as pernas ao redor do corpo da morena, que retribuía esfregando seu corpo ali. Clara saiu de cima de Marina subiu o corpo de modo que seus rostos se encontrassem, fitaram-se e como em um acordo mútuo, porém, silencioso cada uma tirou o próprio vestido ficando apenas de calcinha. Ao terminarem a dona de casa avançou novamente sobre Marina, dessa vez, ambas sentido o toque macio e quente de suas peles, seus seios se encontrando gostosamente. Trocaram um beijo intenso, cada uma segurando a outra pelos cabelos da nuca. Por vezes ofegavam em suas bocas. Permaneceram assim por algum tempo, até que Clara se soltou do beijo e foi descendo novamente pelo corpo da outra. Queria conhecer totalmente aquele corpo que já sentia como sendo seu. Precisava!
Ao mesmo tempo em que ia beijando e passando a língua pelo corpo da fotografa (ombros, colo, seios, barriga, na curva da cintura) aproveitava também para admirar sua pele alva, com pintas em lugares específicos. Quando finalmente chegou à calcinha de Marina, já imaginava que a mesma estivesse molhada, tanto quanto ela estava então ver a mancha mais escura no tecido não a surpreendeu. O que mexeu com ela foi o cheiro que o sexo de Marina exalava, causou-lhe calafrios e sua boca encheu-se d'água. Queria atacar aquela região da fotografa mais intensamente do que havia feito com os seios, mas, teria tempo pra isso. Então atentou-se em continuar desvendando o restante do corpo dela e deixou o melhor para o final. Abriu-lhe as pernas o máximo que pôde, foi beijando as coxas, estava entre as pernas dela agora, mordendo-as, principalmente na região interior que ela sabia ser mais sensível. Dali ainda sentia o cheiro que vinha do órgão da fotografa, que estava a centímetros de sua boca, chamando-a.
Não conseguiu resistir por muito tempo, voltou até lá passando o nariz sobre o tecido da calcinha sugando fortemente aquele cheiro para si. Depois de fazê-lo, tratou de tirar a peça que estava escondendo o objeto de seu prazer. Não foi capaz de admirar o sexo rosado de Marina por muito tempo, embora estivesse maravilhada, queria mesmo era sentir-lhe o gosto, e assim o fez, caiu de boca nele.
Marina que já ofegava intensamente a cada beijo ou mordida da dona de casa experimentou uma “semi-loucura” ao vê-la cheirando-lhe sobre a calcinha, e quando Clara lhe tirou a peça e levou, sem cerimônias, sua boca quente ao seu sexo exposto acabou enlouquecendo de vez. A cada toque da morena naquela noite, tinha experimentado sensações únicas, coisas que nunca havia sentido vieram a tona, coisas que só Clara tinha o poder de despertar e vendo-a ali no meio de suas pernas abertas, chupando-a estava sendo o ápice de tudo aquilo. Estava louca, louca de desejo, de paixão, de tesão, de amor? Sim, amor. Não sabia como isso era possível, mas, estava amando Clara.
Clara, por sua vez, experimentou a mesma sensação de “loucura” ao seu sentir o gosto do líquido quente de Marina pela primeira vez em sua boca, não conseguia pensar em outra coisa a não ser bebê-lo, sugá-lo, tomá-lo todo para si. Vasculhava cada canto daquele sexo querendo mais e mais. Deliciou-se quando sua língua encontrou aquela parte rígida da vagina da fotografa, era seu clitóris pulsando em sua língua. Marina que já gemia luxuriosamente desde que a dona de casa alcançou-lhe o sexo, soltou um gemido mais alto quando a língua de Clara passou por aquela parte sensível e a dona de casa soube que era ali que concentraria seus esforços. A princípio sugou com força, fazendo com que o corpo de Marina arqueasse, reagindo involuntariamente. Depois resolveu manter a língua pressionada nele fazendo movimentos circulares. Marina ajudava-a mexendo o quadril na direção inversa praticamente esfregando seu sexo no rosto de Clara, lambuzando-a.
Clara por sua vez sentindo-se cada vez mais lambuzada como consequência dos próprios movimentos e dos de Marina, sentia como se delirasse. O mundo já não existia, nada mais existia, apenas aquela cama e a mulher que estava aberta à sua frente. Enfiou dois dedos, de uma vez, com força dentro do órgão de “sua mulher”, sim, era sua, toda sua. Sentia isso com todas as forças que tinha. Não empreendeu movimento ali, apenas os deixou dentro, sentindo apenas o prazer de estar dentro dela de alguma forma enquanto a língua continua voraz sob o clitóris.
De repente o corpo da fotografa arquejou novamente, contorcendo-se e soltando um gemido mais prazeroso que os outros, até que o corpo relaxou e ela parou deitada na cama novamente. Havia gozado muito intensamente, ali na boca da mulher que acaba de conhecer.
Para Clara dizer o que sentiu ao ter Marina tremendo em sua boca, contorcendo-se como reflexo de seus toque era impossível. Sabia que era maravilho, apenas.
Subiu o corpo jogando em cima dela, olhando ali, entregue, relaxada e suspirando após o forte orgasmo.
O olhar sedutor havia desaparecido, sem ele Marina se parecia quase com uma criança indefesa. A dona de casa emocionou-se, podia não entender muita coisa do que lhe acontecera naquela noite, mas sabia exatamente o sentimento que sentia agora olhando para Marina: Era amor e viu o mesmo sentimento refletido nos olhos da fotografa.
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