Notas iniciais
Como prometido: 20 comentários = capítulo novo. Tai... aproveitem! :D E já que não custa pedir, quem lê a história mas ainda não favoritou, por favor favorite, isso serve de incentivo para que outras pessoas que ainda não conhecem a história se interessem por ela. :) Chegamos aos 40 mil acessos, que lindo! *-* Find me here And speak to me I want to feel you I need to hear you You are the light That's leading me to the place Where I find peace... Again You are the strength That keeps me walking You are the hope That keeps me trusting You are the life To my soul You are my purpose You're everything

_Nada não.

Falou misteriosa.

O dia dos namorados estava chegando e Marina queria que fosse inesquecível. No entanto, Clara não soube o que responder. Por isso, o assunto acabou caminhou para outros e a pergunta foi, ao menos por hora, esquecida.

Ainda durante as compras elas conversaram sobre as galerias de arte, Marina estava recebendo um bom dinheiro apesar do incidente com o atraso do depósito da galeria de São Paulo. Pensando juntas concluíram que a mesada do pai não faria a menor falta, ao contrário, a fotografa estava feliz por dar conta de cuidar da própria vida financeira, embora soube que devia grande parte disso à assistente

Além do papo que fluía fácil, uma perdulariedade do passeio ficou por conta do fato das namoradas terem comprado vários itens iguais ou parecidos, embora seus estilos fossem diferentes, nos artigos adquiridos acabaram encontrando um meio termo. Uma ajudava na escolha dos modelitos e acessórios.

A certa altura em uma loja de sapatos elas continuavam o diálogo animadamente:

_Porque que toda mulher morre por um sapato?

_Ah eu gosto de sapato, mas sei lá acho que eu prefiro comprar roupa.

Ambas estão experimentando sapatos e acabam por levar pares demasiadamente semelhantes.

No entanto, obviamente, sendo a condição financeira da fotografa infinitamente superior à da assistente, o assunto inevitavelmente desaguou sobre esse ponto, isto é, dinheiro.

_Você tá construindo seu próprio patrimônio. Acho que era isso que seu pai queria.O estúdio está a caminho de se manter sozinho, o galpão também tá indo muito bem.

_Pois é, sobre isso que eu queria conversar com você. Quer dizer, sobre o seu salário.

_Aumentar o meu salário? Eu já acho o que você me paga muito, tendo em vista que até começar a trabalhar com você eu não qualificação nenhuma.

_Pode até ser, mas você tem se mostrado ótima – deu enfase a essa palavra – assistente e não é só isso. Você não tem sido só assistente de fotografia. Tem sido minha secretária, minha concelheira, minha empresária... É mais do que justo que receba o equivalente — E era tudo verdade. Clara estava se revelando uma ótima empresária.

Em um outro momento ao entrarem em uma loja e saíram de lá com blusas iguais, diferentes apenas na cor.

_A gente só não pode usar as duas ao mesmo tempo.

Divertiram-se.

Esse tipo de coisa é, sem dúvidas, uma peculiaridade no relacionamento entre duas mulheres.

_Você vai dormir comigo hoje? Diz que sim, diz que sim – a fotografa fazia “figa” enquanto esperava a resposta e comemorou … quando a mesma foi positiva.

_Amanhã a gente busca o Ivan no bistrô.

_Isso quer dizer que eu vou passar o final de semana inteiro grudadinha em você?

_Sim senhora – ao mesmo tempo em que respondia Clara se alegrava profundamente com o fato.

_Amanhã depois que a gente buscar o Ivan a gente pode ir direto pra piscina e fazer um superlanche por lá mesmo. Tenho certeza que ele vai adorar.

Falava empolgada e a empolgação da fotografa ao falar do filho deixava a assistente contagiada por felicidade verdadeiramente genuína.

***

Do shopping as duas foram juntas visitar a galeria do Rio. Clara que desde o começo cuidava dos assuntos relacionados a mesma, julgou necessários que elas avaliassem a exposição de arte preste a ser inaugurada.

Enquanto analisavam as peças, Marina falava à Clara, que conhecia muito pouco do assunto, sobre artes. Contou sobre as exposições em que esteve na Europa e Estados Unidos, descreveu obras de artes e falou também um pouco do início do seu interesse pela fotografia. Clara a ouviu deslumbrada, quando Marina falava sobre esses assuntos os olhos da assistente brilhavam, ela era, de fato, apaixonada pela fotografia e também pelas artes visuais como um todo, muito mais até do que imagina ser antes de conhecer a fotografa.

Saindo de lá, Marina voltou a falar com a assistente sobre o aumento de salário, dessa vez porém, em números ao que Clara se assustou com o salário estipulado pela namorada.

_Você tá louca, Marina?

_Não, e não estou te fazendo nenhum favor. Eu consultei o Dr. Abreu, meu advogado, sobre isso explique a situação e foi ele quem chegou a esse valor porque além de não ter horários fixos tá sempre andando comigo pra cima e pra baixo. Isso conta durante o cálculo, sabia?

_Não, não sabia. Mas...

_Mas, nada. Não se desmereça ou se desvalorize. Esse salário é fruto do seu trabalho, nada mais. Trabalho esse que você tem realizado com perfeição. Eu nem sei o que seria de mim sem você. Então, não reclame até porque não estou pedindo sua permissão, apenas te comunicando e se não gostou você pode pedir demissão.

Falou brincando a fim de tirar a outra do estado de constrangimento em que ela se encontrava.

***

Chegam na casa de Marina no início da noite, exaustas. Fazia um calor infernal no Rio de Janeiro, apesar de estarem em junho. Estavam uadas e calorentas no quarto já se livrando de parte da roupa a fotografa parou pensativa.

_O que foi, Marina?

_Nada. Tô pensando.

_No que?

_Na verdade – pausou – em duas coisas: Nadar e transar.

Riu da própria sinceridade e da liberdade que tinha de se expressar com a outra sem rodeios. Era uma sensação boa.

Clara sorriu, a ideia lhe agradara sobremaneira.

_Vamos? — perguntou a fotografa já sabendo a resposta.

_Nadar ou transar?

Clara perguntou aproveitando a piada.

_Bom, podem ser as duas coisas, não acha?

Marina se dirigiu a piscina de roupão, enquanto Clara ficou para trás pois precisava ligar pro ex marido e saber do filho. Quando a assistente chegou à piscina, a namorada nadava nua. Clara achou uma delícia vê-la daquele jeito, no entanto, se julgou incapaz de ter a mesma coragem. Como se lesse os pensamentos dela, Marina se manifestou:

_Anda, amor. Tira essa roupa e vem.

Ouvir Marina chamando-a de”amor” fazia um bem danado ao coração da assistente.

Obviamente quando dizia “roupa” a fotografa se referia ao biquíni pois era apenas essa peça de roupa que Clara usava.

_Nadar nua? Eu? Você tá é doida!

_Mas por quê? Não tem ninguém aqui.

_Mesmo assim. Não tô acostumada com essas modernidades de sair por ai andando sem roupas.

_Andando por ai? — Marina gargalhou – Você não vai andar, vai entrar na piscina!

_E os empregados, Marina?

_Não estou vendo nenhum aqui, você, tá?

_Não, mas...

_Mas, nada.Vem, Clara. Tira essa roupa e vem nadar comigo.

E Clara tirou. Deixou que a personalidade despudorada da namorada a contaminasse.

A água estava deliciosa, concordaram as duas e para Clara a experiência de nadar sem nenhuma peça impedindo que a água fria percorresse livremente por todas as partes de seu corpo, também.

Uma vez dentro da piscina, além de curtirem o frescor da água e se curtirem apaixonadas elas também masturbam-se mutuamente de forma carinhosa e amorosa e sem a menor pressa. Tinham a vida inteira para se curtirem, se aproveitarem uma da outra.

_Senti falta do seu corpo esses dias.

_Quem mandou você acabar comigo daquele jeito? Eu tava me recuperando...

Dialogavam quase com as bocas coladas.

_Tá dolorida ainda?

_Num sei, por que você não confere?

Clara o fez. Levou o dedo, apenas um, no orifício do qual abusara dois dias antes. Marina não ofereceu qualquer resistência nem esboçou nenhuma manifestação de dor, ou seja, aparentemente estava recuperada.

_Pronta pra outra, gostosa!

A fotografa falou lascivamente no ouvido da outra que se tremeu inteira ouvindo.

Gozam juntas, como se fossem um mecanismo perfeitamente ensaiado. A sincronia delas era, sem dúvidas, incrível e as deixava ao mesmo tempo surpresas e deliciadas.

Ainda estavam um pouco letárgicas dentro d'água quando Marina falou no ouvido da outra:

_Quero te chupar.

Só de ouvir essas poucas palavras pronunciadas pela da fotografa o já fazia com que o órgão da assistente pulsasse insano no meio das pernas.

_Sim senhora – pausou – chefe.

Falou provocativa dando carga ao fetiche de serem chefe e funcionária. A chefe então colocou-a sentada na beirada, abrindo suas pernas ao máximo e tratou logo de fazer o que estava com vontade: Chupou-a voluptuosamente como se sua boca beijasse.

Clara segurava-se nos braços apoiados no chão, arquejada. De olhos fechados. Apenas sentia o cheiro de cloro, o ar da noite e a língua sagaz de Marina percorrendo-lhe a região mais sensível do corpo. Ao mesmo tempo que sentia prazer, sentia também a sensação de liberdade por estarem ali sem limites para prazer, sem vergonhas, sem pudores. A casa inteira era delas, aliás o mundo e quem quisesse ver que visse...

***

_Quando você vier morar aqui, a gente vai nadar nessa piscina todos os dias.

_Morar aqui, eu?

_É...

_Que isso, amor? Eu tenho um filho e o bichinho ainda nem sequer sabe sobre nós, eu acabei de me separar e você já tá falando em morar aqui?

_Eu não disse que era pra hoje.

Sorriu apaixonada para namorada.

Da piscina elas foram direto para a mesa de jantar lá o principal tópico da conversa foi o fato da fotografa conhecer o mundo todo.

_Deve ser mágico você sair assim pelo mundo conhecendo tudo, vendo todas as belezas...

Minha vida nunca teve muitas emoções, você sabe, né? Eu sempre vi o mundo mesmo foi pelas revistas, pela TV.

_Pois é, com você falando assim podemos voltar a pergunta que eu te fiz mais cedo. Me diz alguma coisa que você tem vontade de fazer? Transar com outra mulher não vale — Disse brincando, mas com ciúmes ao mesmo tempo.

Clara adorava vê-la com ciúmes.

_Tá com ciúmes?

Divertia-se.

_Não.

Disse seca.

_Tá sim.

Então ela admitiu.

Marina contou como nunca antes havia sentido ciúmes, mas que da atual namorada ela morre. Clara por sua vez achou “bonitinho” a declaração além de tê-la feito se sentir ainda mais especial do que Marina já fazia todos os dias.

_Mas, então. Continuando, me diz alguma coisa que você tem vontade de fazer.

_Ai, não sei. Nunca pensei nisso assim objetivamente.

Pois então, Marina pesaria por ela...

***

No dia seguinte à tarde elas foram ao galpão buscar Ivan. O menino estava superempolgado porque finalmente poderia aproveitar a piscina da casa da fotografa. E ele aproveitou mesmo, passaram o restinho do sábado na beirada dela entre mergulhos e lanchinhos especiais que Marina mandara preparar para o garoto mesmo contra a contragosto da mãe.

_Isso mesmo dona Marina, fica enchendo o Ivan de besteiras. Tô gostando de ver.

_Que isso, Clarinha um dia só não tem problemas. Né, Ivan?

_É mãe, a Marina só quer ser legal.

Falou se defendendo e fazendo as duas rirem por a criança ter notado que a fotograva tentava agradá-lo.

A noite, a diversão ficou por conta do Nintendo Wii de Marina que nem mesmo a assistente tinha conhecimento da existência. Clara nunca fora apegada a esse tipo de coisa, mas até ela se divertiu com os jogos interativos do console que possibilitava aos três não apenas jogar o jogo como também participar dele. Mais tarde, como na vez anterior, Ivan acabou dormindo desmaiado no sofá, contudo, dessa vez a mãe levou-lhe para cama, dando “boa noite” a ele e à bolinha e voltou para dormir na cama a qual já estava acostumada, isto é, na cama de Marina.

O domingo seguiu da onde pararam no sábado. Mais um dia de piscina, muitos mergulhos e alegria, da parte de Ivan por ser mimado e por adorar água, já pela de Clara por ver seus dois amores se dando bem e no caso de Marina a alegria ficava por conta de se sentir fazendo parte da família que Clara e Ivan formavam.

Durante um certo momento em que estavam deitadas pegando sol Marina manifesta à Clara que tem gostado tanto do galpão que tinha até vontade de dar aulas lá e Clara, prontamente incentiva-a a fazê-lo.

_Porque não? Acho que você seria excelente professora.

Marina fez cara de deboche como se soubesse que a outra estava falando aquilo só para agradá-la.

_Tô falando sério. Você foi ótima professora pra mim desde que eu vim trabalhar aqui. É firme, porém, calma e paciente. Sem contar que entende muito sobre fotografia. Acho que as suas aulas seriam as mais disputadas do galpão e eu com certeza estaria na primeira carteira — Falou essa última parte sorrindo.

Ao final da tarde quando ia se despedir de Marina, Ivan perguntou à fotografa se poderia levar os amigos à casa dela, pois lá era muito legal.

_Mas é claro que pode. Quando você quiser, pode considerar aqui como sua segunda casa. Quer dizer, terceira porque a gente não pode esquecer da casa do seu pai, né?

_Verdade.

_Tão toca aqui – deu-lhe o punho para que ele tocasse.

_Filho, o senhor tá muito folgado, não tá não?

O menino apenas riu e saiu de fininho tencionando ir até o carro.

Quando as namoradas foram se despedir já um pouco afastadas do menino Clara achou necessário se desculpar pela ousadia do menino.

_Desculpa, Marina. O Ivan, sabe como é, criança. Empolgou.

_Deixa ele trazer quem quiser, Clara. Quem sabe aqui um dia não vai ser a casa dele?

***

12 de Junho: Dia dos namorados.

_Aonde você tá me levando, sua louca?

_Espera que você vai ver.

O sorriso de Marina ao volante era esfuziante.

Então, após cerca de meia hora elas chegaram ao que pelo menos para a assistente deveria se tratar do destino final, porém, não era. Estavam em um heliporto, embora Clara que não conhecia o local tenha levado um tempo para descobrir isso.

_Você vai me fazer entrar nisso dai? — perguntou quando pararam de frente a um dos aparelhos estacionados no pátio.

_Sim, aluguei pra gente dar um passeio.

_Meu Deus! Você é mais louca que eu imaginava. Eu nunca andei num troço desses Marina, não tenho coragem.

_Vai ter sim. Moço – se dirigiu a um homem … — a bagagem tá no carro você pode guardar, por favor.

_Bagagem? Que bagagem? Aonde você vai me levar?

_Eu me dei a liberdade de preparar uma mala pra você com algumas roupas suas que ficaram lá em casa e como não vamos passar muito tempo longe, você não vai precisar de tanta roupa assim.

_Longe? Mas, Marina e meu filho?

_Você não disse que hoje o Cadu ia cuidar dele? Então, a gente tá de volta amanhã antes do horário de você ir buscar. Agora para de enrolar e fazer perguntas e sobe. — Abriu a porta do helicóptero.

_Ai meu Deus. Não tô acreditando que você vai me obrigar a fazer isso.

_Pois eu vou. Anda.

_Aonde a gente vai?

_Surpresa! Entra logo, Clara!

Notas finais
Capítulo curtinho, mas... Melhor um capítulo curto que capítulo nenhum.. né? rsrsrs Onde será que nossas heroínas vão??? Apostas??