Unchained Melody
12 Blood
Notas iniciais
Aproximou-se de Clara lentamente, se encaravam de maneira felina, como se disputassem quem atacaria primeiro. No curto, porém, lento caminho que fizera até a outra a fotografa aproveitou para despir-se, se igualando a ela na nudez.
Estavam mais próximas agora, Marina quase lhe alcançara. A dona de casa a engolia com o olhar e foi ela quem primeiro atacou. Pulou de onde estava sentada e no que pareceu a Marina menos que milésimos de segundo, elas haviam trocado de lugar, Clara a havia agarrado pela bunda com as duas mãos, virado-a e a carregado colocando-a sentada no mesmo baú. Aliás, não estava exatamente sentada, já que as mãos de Clara ainda lhe seguravam pelo mesmo lugar, segurando-a. Ela aproveitara a posição para entrelaçar as pernas em seu quadril e os braços em volta de seu pescoço.
Beijavam-se alucinadamente, e a mesma força que a dona de casa empenhava para praticamente carregá-la, resolveu usar para morder-lhe os lábios, queria machucá-la. Aquela raiva que tinha sentido dentro do carro de Marina no dia anterior, estava de volta. Queria castigá-la, castigá-la por fazer-lhe sentir o que sentira durante todo o ensaio, por fazer-lhe sentir o que sentia agora. O tesão que Marina despertava nela chegava a doer, e Clara queria descontá-lo.
Ao sentir a dor das mordidas da outra em sua boca e o gosto do sangue que escorria por seus lábios fotografa soubera o que havia despertado. Deliciando-se com isso. Ansiava por mais daquela Clara que a ameaçara e olhara com perversidade.
A dona de casa pouso-a totalmente sentada sobre o baú e agarrou-lhe os cabelos com força, puxando seu rosto para trás. Encarrou-a e Marina viu em seu olhar o que estava procurando. Tinha certeza agora, a Clara que queria, estava ali.
Sorriu safadamente.
_ Lembra do que eu te disse ontem?
Perguntou a dona de casa ainda puxando seus cabelos, com a intenção de causar-lhe dor.
Marina se lembrava muito bem, mas queria jogar. Queria saber até onde ela seria capaz de chegar, o que seria capaz de fazer.
_ Não.
Disse em tom de provocação.
A raiva que dominava Clara aumentou em graus ao perceber o quanto a mulher em sua frente podia ser cínica, além de constatar que Marina estava adorando tudo aquilo, ela queria aquilo.
Soltou a mão direita dos cabelos da fotografa e levou-a direto ao meio de suas pernas. Com dois de seus dedos (que Marina inclusive já havia tido a oportunidade de reparar e sentir, eram bastante avantajados) penetrou-a sem avisos, sem modos e com força, arrancando um “ai” da boca da outra. Havia doído. Manteve os dedos dentro dela, e voltou a puxar-lhe o cabelo com ainda mais força dessa vez.
_ E agora, você se lembra?
_ Ainda não, mas quero que você me faça lembrar.
Foi a resposta que recebeu de volta.
A mão que estava em seus cabelos, soltou-lhes e voou diretamente à sua face, dando-lhe um forte tapa, deixando em suas bochechas as marcas daqueles dedos.
_Vadia!
Foi o que escutou de Clara antes que ela avançasse novamente, atacando seu corpo, porém, agora não na boca. Ela direcionou-se ao seu pescoço, mordendo-o sempre com o intuito de machucá-la, de descontar sobre ela a raiva que sentia. Por onde passava deixava-lhe as marcas de seus dentes. Os dedos que estavam dentro dela, moviam-se mais com força do que com rapidez, violentando-a.
Mas, com isso o tesão de Marina só aumentava, como se a dor estivesse diretamente ligada a seu sexo, ela gemia alucinada. E pedia por mais. Queria ser machucada, abusada. A loucura que o tesão provocava nela já tinha ultrapassado todo e qualquer limite.
Antes que Clara pudesse direcionar suas mordidas mais abaixo, em seus seios, que era o que ela pretendia fazer em seguida, sentiu espasmos invadindo o corpo da outra, eram fortes e os intervalos entre eles quase não existiam. Ouviu o gemido alto de prazer dela, quase gritado, antes que desfalecesse relaxadamente em seus braços.
O que a dona de casa sentia agora pela outra, letárgica, em seus braços, era ternura. Tirou os dedos que estava dentro dela, e abraçou-lhe, segurando-a.Sentindo carinhosamente o cheiro em seus cabelos escuros. Marina abraçou-lhe de volta, firme, como se tivesse medo que ela a qualquer momento saísse daquele abraço. E quando o fez, Clara julgou que se pudesse, passaria a vida inteira ali presa naquele momento. Amava-a, simplesmente, amava-a.
“Eu te encontrei” Era o que aquele abraço dizia a ambas.
_Será que a senhorita conseguiu lembrar?
Perguntou Clara, ainda abraçada à outra.
Marina soltou um riso dizendo a ela:
_Eu acho que sim, isso foi bem esclarecedor. Quem manda em mim é você. Minha dona!
Respondeu lascivamente.
Clara saiu do abraço encarrando-a.
_Tenho uma ordem pra você.
Marina fitou-a esperando a ordem demonstrando que obedeceria com todo o prazer.
_Pode mandar, eu faço qualquer coisa por você.
Seu tom era safado, envolvido de luxúria.
Clara pegou-lhe uma das mãos e levou ao meio de suas pernas, na intenção de mostrá-la o quanto ali estava ensopado. Quando viu a reação da fotografa ao senti-lo, ordenou-lhe:
_Então, me chupa!
Recebeu o gesto e as palavras da outra como se tivesse sendo invadida por outro orgasmo.
Os quatro dedos que alcançaram o órgão de Clara estavam ensopados, retirou a mão da lá e levou-os à altura da boca das duas, ambas trataram de chupá-los, disputando-os, por vezes suas bocas os dividiam, beijavam-se buscando aquele gosto em suas línguas, em suas salivas.
Clara já não aguentava mais, sentia o meio de suas pernas formigar, então impediu que Marina continuassem o que estava fazendo empurrando-a para baixo.
_Eu preciso Marina, preciso da sua boca em mim.
Disse trêmula.
A fotografa não a torturaria, sabia que Clara se sentia torturada desde o momento em que começaram o ensaio. Não a faria sofrer mais, obedeceria. Desceu ajoelhando-se perto dela, agarrando sua bunda com as duas mãos, uma de casa lado. Puxou-a mais para perto de si e depositou sobre sua virilha um beijo leve, causando ainda mais arrepios na outra. Dali foi escorregando a língua para fenda que havia logo abaixo e na medida que o fez, a dona de casa foi abrindo mais as pernas, com a intenção de facilitar seu trabalho. Assim, Marina pôde encaixar-se em seu meio, sua boca teve total acesso àquele sexo encharcado. Mal conseguia acreditar no quanto aquela parte de Clara era gostosa, macia, como também era delicioso o líquido que minava dali. Havia tido o prazer de desvendar aquele órgão apenas uma vez até aquele momento, mas já sabia que não poderia mais viver sem ele. Tornara-se um vício, um vício profundamente gotoso. No entanto, dessa vez não teve muito tempo pra desfrutar do prazer de chupá-lo, nem para tomar todo o líquido maravilhoso produzido ali porque Clara estava tão excitada que ao sentir a boca e a língua quente de Marina alcançando-lhe e assistindo-a colada ao meio de suas pernas, não conseguiu se segurar. Foi invadida pelos espasmos de um prazer profundo, que ela sabia, apenas a fotografa poderia lhe proporcionar.
_Vou gozar.
Disse isso, enquanto segurava a cabeça de Marina em meio a suas pernas, como se tivesse medo que a fotografa pudesse fugir à qualquer momento.
Marina sentiu. Sentiu não só o corpo de Clara se contorcer como também aquela parte que estava em sua boca. Sentiu também suas pernas perderem levemente as forças. Porém, logicamente não estava satisfeita.
Tinha desejado aquele corpo durante parte da tarde inteira, desde o momento que a dona de casa entrara pela porta do estúdio. Tinha feito uma força sobre humana pra não avançar sobre ela durante as fotos. Não, ela definitivamente precisava de mais, muito mais.
Levantou-se do chão, pegou a outra carinhosamente pela mão, direcionando-a até o já conhecido baú.
_Deita.
Clara não procurou entender o que ela pretendia fazer. Apenas fez o que lhe foi pedido. Seu corpo todo estava sobre o móvel agora.
_Abre as pernas pra mim.
Foi atendida prontamente. Clara entendera o que a outra queria, e gostou. Também queria mais, precisava de mais.
Abriu-se o máximo que pôde. Seus joelhos estavam dobrados, seus pés apoiados no móvel.
A fotografa também se deitou ali, de modo que seu rosto, mais específica mente, sua boca ficasse de frente para o prazer da outra. E lá estava ele, aberto pra ela. A visão daquela parte de Clara deixou-a em órbita por um momento, era linda, assim como tudo nela. Poderia ficar horas, dias, anos olhando que nunca enjoaria. Ela reluzia a sua frente, molhada. Chamava-a, aliás, gritava por ela. Marina atendeu o chamado, colou seus lábios ali, sentindo-a, desfrutando dela, sem pressa.
Clara julgava estar agora, com mais tesão do que antes, como se o primeiro orgasmo tivesse sido apenas preliminar. Sentia-se enlouquecida com o quanto a boca de Marina era deliciosa, além disso, assistir a fotografa, a mulher mais linda que ela julgava ter visto na vida, mergulhada entre suas pernas, chupando-a era algo que a deixava transtornada.
Seus seios reagiam, como se estivessem mais duros, seus mamilos estavam rijos mesmo que nenhum estímulo tivesse sido feito neles, elas os sentia, sensíveis.
Marina não tinha pressa, sugava, lambia lentamente toda a extensão do sexo da mulher que estava sob si, um prazer descomunal a consumia ao fazer isso, especialmente quando passava os dentes sobre o clitóris extremamente duro da outra e ouvia dela um gemido mais forte. Por vezes, sua língua também ia até a entrada daquela vagina ameaçando penetrá-la, o que fazia com que a dona de casa reagisse mexendo o quadril, como se quisesse obrigá-la a entrar, mas Marina não o fazia.
Clara sentia-se próxima a mais um orgasmo, sentia aquela coisa gotosa invadindo-a, vindo, vindo de algum lugar no momento em que Marina se ateve ao ponto rosado, que pulsava ali no meio.
Clara, com as duas mãos, segurou-lhe novamente a cabeça.
_ Isso, continua assim. Por favor, não para.
Suplicava, atordoada. Sendo tomada cada vez mais pelo ápice do prazer que chegava. Até que ele explodiu, percorrendo-lhe todo o corpo. Havia sido tão bom que ao final começou a rir, lascivamente, e um pouco abobalhada, não acreditava como aquilo podia ser tão maravilhoso. Mas era, a cada momento que passava Marina lhe mostrava mais e mais como podia ser bom.
Após constatar que Clara havia gozado, Marina ainda ficou em meio a suas pernas tempo o suficiente para prestar-lhe o favor de secá-la, sugou fervorosamente todo o líquido que saíra dela e quando acabou foi subindo por aquele corpo, beijando-o com carinho, um carinho que provocava calafrios na pele de Clara.
Quando chegou aos pequenos seios dela, resolveu ficar por ali, afinal de contas, naquele dia ainda não tinha desfrutado deles. Deitou o próprio corpo todo em cima do da outra. Estava confortável, “poderia mamar nos dois durantes horas” pensava.
Escolheu primeiro o da direita, engolindo-o. Embora já tivesse ido pra cama muitas vezes com muitas mulheres, nunca saberia descrever o quanto era maravilhosa a sensação de ter o seio de uma em sua boca. Ainda mais no caso dos de Clara que era a mulher que lhe despertara sentimentos nunca vivenciados em intensidade. Além disso, no caso dela, seus seios cabiam inteiros perfeitamente em sua boca, como se tivessem sido feitos para ela.
Enquanto engolia-o, aproveitava para passar a língua sobre seu mamilo, que enrijecia ao toque dela. Outra sensação inigualável era essa. Passeava por ali, sugando-o, babando-o. Por vezes em que deixava o mamilo dela molhado, afastava a boca alguns centímetros e soprava isso o fazia enrijecer ainda mais. Repetia todo o processo no da esquerda e voltava ao da direita. Até Clara que até então apenas ofegava e por vezes fazia carinho no cabelo dela, resolveu se manifestar.
_ Assim eu não aguento, Marina.
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