Un Lazo Que Nos Une

46 O que você esconde?



CD — Não, pequena… calma. — a voz dele saiu firme, baixa, quase um sussurro quente, enquanto passava a mão pelos cabelos desalinhados . — Não iremos atrás desse cara. E… não vamos ter outro bebê agora. Cada coisa acontecerá no seu devido tempo, temos que curtir fase por fase a nossa criança, mimar e educar sozinho por um tempo. Primeira coisa… precisamos nos casar, não é minha gata? Assumir o seu homem.


Ele se esquivou, claramente desconfortável com a direção da conversa, os músculos do peito contraindo com a respiração contida. Ninava o menino com certa ansiedade, Paulina cruzou os braços, sentindo o coração esquentar no peito.


Paulina— É bem frustrante quando seu próprio marido esconde coisas de você… — disse, tentando soar racional, mas o tom carregado de mágoa a entregava.


Carlos Daniel ficou em silêncio por um momento. O semblante sério se desfez num sorriso quase triste. A palavra ressoou forte dentro dele, como uma âncora em meio ao caos. Ainda sem dizer nada, apenas a olhou… e naquele olhar tinha amor, culpa, desejo e um orgulho ferido por não saber como ser transparente com ela do jeito que ela precisava.


Ele se aproximou. O corpo quente, forte, o cheiro familiar misturando banho e perfume. Sem camisa, com aquele jeito bruto de quem protege mesmo quando se enrola com os sentimentos, segurando o bebê parecendo tão mais atraente . Beijou-a brevemente, quase num impulso, como se o amor tentasse calar a dor.


Paulina — Estou brava, amor. — ela disse, desviando o rosto. — Não me beije. Me conte tudo.


Ele riu, um riso baixo e rouco, puxando-a com firmeza pela cintura, trazendo-a mais para perto dele. A mão espalmada nas costas dela, quente, intensa, possessiva. O olhar dominador e carinhoso ao mesmo tempo.


CD— Eu vou deixar você ler tudo o que tenho de material até então, mas tenha calma. — disse contra a pele dela. — Não quero te explicar nada pela metade. Só te peço… prometa que vai ser coerente nas suas decisões. Nada de agir por impulso, Paulina. Você é tudo pra mim. Eu faria qualquer coisa pra te proteger. Até de você mesma.


Ela suspirou fundo, tentando se manter firme, mas o toque dele era como fogo, queimando toda a raiva com desejo e confusão.


Paulina— Você sabe muito mais sobre o Dante do que diz e ele sabe demais de você. — ela murmurou, a voz embargada. — Sabe coisas… que seriam inimagináveis pra mim, já tivemos essa conversa e sei que está me enrolando.


Ele tocou o rosto dela, afastando uma mecha de cabelo com delicadeza.


CD— Tudo no seu tempo. — disse, calmo, mas havia algo mais escuro por trás da calma. Algo que ele estava segurando com todas as forças.


Paulina afastou a mão dele com um gesto firme.


— Está com muitos segredinhos pro meu gosto.


Ele a segurou pelo braço com firmeza, o suficiente pra mostrar que não queria deixá-la escapar — mas com cuidado de quem segura algo precioso.


CD— Eu não sou perfeito. Mas você é minha, Paulina. E não vou perder você pra nenhuma dúvida, nem pra nenhum maldito segredo.


Ela se aninhou em seus braços suspirando conformada por aquele momento. — Quer me proteger e eu amo isso. Mas sou uma mulher de verdade não essas patricinhas frescas as quais está acostumado.

CD- Eu sei bem, meu amor. Sou o cara mais sortudo do mundo por ter você. -beijou o menino que dormia sereno e depois a testa de sua amada.

Paulina- Fica tão mais atraente sendo pai, sabe… me dá uma coisa. -murmurou reparando em cada ação.

CD- Isso neném, me deseje mesmo. Muitas qualidades. Pedi para prepararem um belo jantar antes de irmos… sou pra casar, você sabe. — roubou um beijo rápido.



Dias depois … Miami Flórida/ Cobertura Bracho.



O sol brilhava forte lá fora, fazendo as cores daquele dia quente se intensificarem em cada detalhe — o azul do céu parecia pintado à mão, o mar se estendia reluzente até onde a vista alcançava, e o som ritmado das ondas encontrava eco no vai e vem do vento que fazia dançar os coqueiros à beira-mar.


Da varanda da cobertura, o aroma sutil de lavanda se misturava ao cheiro salgado do mar. A brisa entrava preguiçosa pelas amplas janelas abertas, agitando levemente as cortinas brancas de linho. Dentro do apartamento, o mármore claro refletia os raios de sol, enquanto uma música suave tocava ao fundo, criando o clima perfeito para um começo de tarde sem pressa.


— Príncipe… — chamou com voz doce e carregada de desejo, fitando o homem adormecido à sua frente.


Carlos Daniel dormia no sofá largo, o tronco nu exposto, com os músculos bem desenhados repousando em perfeita simetria. O abdômen subia e descia suavemente com o ritmo do sono. Tão grande e lindo descansando ali. A luz filtrada da tarde em seu início acariciava seu rosto sereno, com o maxilar marcado e o cabelo levemente bagunçado. Ela sorriu, quase salivando.


— Gostoso… — murmurou, deitando-se bem junto a ele, encaixando o corpo ao dele com um cuidado quase lascivo. — Acorda, amorzinho… — sussurrou, enfiando os dedos pelos fios do cabelo dele, roçando os lábios com carinho nos seus.


— Humm… -lambeu os lábios saindo da inconsciência do sono. — boa tarde, coração. — respondeu com a voz arrastada, grave, sonolenta e sensual, tentando se ajeitar sem abrir os olhos. — Apaguei completamente… Por que demorou? — perguntou, ainda meio grogue, olhando para o relógio esportivo no pulso.


Paulina não respondeu. Apenas buscou sua boca com vontade, colando os corpos e sentindo o calor dele sem camisa contra seu biquíni . O toque dela era quase reverente, como se beijá-lo fosse sua redenção.


Paulina— Nada de ficar largado aqui… é seu dia. Que energia é essa? Jovem, rico, um bebê lindo e saudável… com uma mulher maravilhosa. O que houve? — perguntou entre beijos no rosto, segurando o pescoço dele com firmeza, puxando-o para mais perto. — O sol tá incrível e você se esconde no sofá? -o fitava com admiração, saudades de estar perto.


Ele sorriu sem forças, observando-a com olhos que falavam mais do que a própria boca. A forma como ela o provocava, tão entregue e linda, fazia seu peito apertar.


CD— Nosso pequeno me nocauteou. O coloquei exatamente ao meu lado rodeado de almofadas, ele dormiu primeiro — disse, rindo fraco. — Só lembro de encostar e… tudo sumir.


Do lado de fora, os gritos animados da criança ecoavam. Mas ele só ouvia Paulina. Só a via.


Ela, então, inclinou-se ainda mais sobre ele.


Paulina— Dona Cecília disse que ele dormiu uns 40 minutos, e tentou te acordar… sem sucesso. Cheguei agora, só coloquei o biquíni e não resisti a você aqui delicioso desse jeito, logo… vim direto te acordar. — selou mais um beijo nele, mais quente, mais urgente. — Fica dormindo na sala com esse shortinho “vem cá, meu puto”, vai treinar com Alexia e ainda posta foto… Tá pedindo, né? Acha que sua mulher se agrada de vê-lo treinar com a gostosa? Que tipo de amiga é essa ? Não dá pra fazer amizade com senhoras de 70 anos?


Ele sorriu torto, o típico sorriso que ela sabia o quanto significava — mas seus olhos, atentos, logo mudaram.


CD— É só a minha amiga, uma irmã pra mim. Onde você estava? Bebeu? — perguntou mais baixo, sentindo o hálito dela carregado de álcool. O sorriso sumiu por completo. — Paulina… que diabos é isso no seu rosto? — tocou com os dedos o ponto avermelhado, e os olhos se estreitaram. Estava preocupado. Muito.


Ela desviou o olhar.


— Estava resolvendo umas coisas minhas com o Dante… e outras. — Nunca tomou uma dose com seu inimigo? -questionou secamente, levantando-se com o corpo tenso.


— Paulina… — ele se levantou de imediato, a voz grave e firme. — Esse desgraçado encostou em você? Eu falei pra não ir sozinha atrás dele, falei pra não se meter mais com esse lixo! Me prometeu ontem, antes de pegarmos voo de volta para Miami!


— Você não manda em mim! — rebateu, feroz, como uma fera ferida. ajeitando o shorts curto que usava por cima do biquíni e logo deu dois passos para longe dele. — Precisava confrontá-lo, entender.


O ar entre os dois ficou denso.


— Vou quebrar a cara desse filho da puta! — rosnou Carlos Daniel, avançando um passo, a veia no pescoço saltada. Mas parou. Ele a encarava com os olhos dilacerados, como se quisesse atravessar todas as barreiras que ela impunha.


O ciúme em seu olhar queimava. Mas era o medo o que o consumia.


Paulina— Eu… bati nele também! — ela soltou, de costas, num rompante. — Acertamos as contas. Me deu um tapa. Eu devolvi. E ponto.


Ele fechou os olhos por um momento, tomando fôlego.


CD— Você… revidou? Meu Deus. — sussurrou, se aproximando com cuidado. — Isso não devia ter acontecido. Você… você se colocou em risco, Paulina. Isso é pecado, mas eu acho… que faria pior.


Paulina— Ninguém me bate. Só minha mãe… e olha lá. Um velho escroto querer me intimidar? Não posso aceitar. Odeio obedecer e se isso me é insinuado e faço tudo ao contrário!


— Você tá estranha desde a conversa que tivemos em Cancún… Okay que vacilei mexendo no seu celular. -beijou-a no rosto — Quis que te levasse pra sua casa quando chegamos a Miami ontem à noite, estava louco pra dormir com você e preciso do meu filho por perto também. Me evitou. Quando fui buscá-los pela manhã para passarmos o dia todo juntos. Não quis vir comigo, ok… ganhei um amasso matinal delicioso, mas…

nem atendeu a minha ligação durante esse período … E é o meu aniversário. — a voz dele saiu embargada. — Desfrutamos de momentos tão lindos em nossa viagem… Te fiz algo? Você não quer mais… ficar comigo?


Paulina virou de vez, os olhos firmes nos dele verdes, intensos, apaixonados. Envolveu o pescoço dele com os braços.


— Claro que quero, gostoso. Te quero demais. Só precisava ficar sozinha, pensar, perguntar algumas coisas e… já idealizava esses planos — sussurrou junto à sua pele, sentindo o corpo dele se arrepiar. — E esse shortinho “vem cá meu puto”? — completou, maliciosa, beijando sua mandíbula. — Tá querendo provocar? As pernas… o pau quase marcado… tá se oferecendo?


Ele riu e a puxou pela cintura.


CD— Ciuminho, gata? Não quer dividir o brinquedo, né? — provocou, beijando-a no pescoço. — Não se preocupe, sou seu, linda. Serei o seu esposo, não tem que se sentir insegura nunca.


Paulina- Isso mesmo, meu . Um Deus do Olimpio. Mas só meu. — sussurrou no ouvido dele.


CD — Quer me enlouquecer, é isso? -puxou-a pelos quadris, detalhando seu corpo e expressões. — Vida… quero te fazer declarações de amor, comprar sua comida, te agradar, ser grudado, posso ser seu escravo… essas relações atuais não são espelho.


Paulina — Sou sua mulher. Me decifra. — o beijou como se o mundo fosse acabar ali. — O último romântico, sei.


CD— Mais fácil eu ganhar um prêmio Nobel. — murmurou, deslizando a mão pelo quadril dela. — Teimosa demais, eu na expectativa de que faríamos um amorzinho gostoso, comemorar com um banho delicioso de espumas que eu sei que você ama, bundadas na cara, pensei que acordaria olhando você. É meu aniversário, Paulina. Quase 15:00 da tarde não vi um peitinho pra me alegrar. -argumentou detalhando o corpo dela, bastante sugestivo.

Ela riu baixinho.


Paulina — Por isso me olha assim, como se quisesse me engolir?


CD— Eu sempre olho querendo. Ainda mais depois de Cancún… Vivemos momentos inesquecíveis e… desde que voltamos, você tem fugido. Do toque, da cama, de mim. É o seu pai? Ou… é que você não quer mais ficar comigo? Khamon?


Ela sorriu com carinho, mas também com dor.


Paulina— Estou cheia de coisas, bebê… mas vou cuidar melhor disso. Prometo. — beijou-o com ternura. — Tenho uma surpresa linda pra você.


Ele arqueou uma sobrancelha, malicioso.


CD— Hummm… finalmente serei exaltado? Vem em mim, bebezinha sedenta. — a puxou com força, mordendo-lhe o lábio antes de beijá-la com fome.


Paulina— Gostoso… — murmurou, se rendendo ao toque. Mas então, riu e saiu correndo . — Modo: on. O apartamento tá cheio.


CD— Hey, linda — riu e correu com ela até a porta. — Me acende e corre.


Paulina— Depois te levo pra cama. Agora é tempo de curtir. Mergulhos e corpo colado, muitos beijos com o meu amor — o trouxe consigo para fora, sorrindo vitoriosa. — Pronto, galera. Despertei o belo adormecido.


— Essa cara é muito princesa se a Paulina não tá, ele dorme. Achei que não ia virar pau mandado. — riu Léo, provocando, com a mão sobre o braço de Carolina. — só acorda com beijo de amor.


Carlos Daniel rebateu com um sorriso contido e olhar afiado:


— Cala a boca, irmão. Fui fazer o pequeno dormir, ele estava apavorando tudo e caí no sono. Vai lá e tenta fazer melhor, quem sabe a Carol finalmente te dá uma chance. — lançou, sem tirar os olhos da mulher que dominava todos os seus sentidos.


Paulina- Como assim? Está investindo ? Como não me dizem isso?

Carol- Deus me livre!!! -disse fazendo com que todos formassem uma “algazarra”




Mais tarde…


Carlos Daniel girava o copo entre os dedos antes de esvaziá-lo de uma vez. O amargor do drink combinava com o nó que carregava no peito.


— Ela está diferente… mais misteriosa, mais observadora desde o dia em que me pegou mexendo no celular — confessou, passando a mão pelos cabelos e bagunçando-os num gesto nervoso. — Fui buscar o baby cedinho, depois do treino. Tomei banho, me arrumei todo… tava ansioso, queria que ela viesse cedo pra aproveitar o dia com eles. Fui cheiroso, todo provocante… bermuda sem cueca. — soltou um riso curto, frustrado. — E ela? Nem me deu moral. Parece que faz de propósito, quer me enlouquecer.


Ele encarou o nada por um segundo antes de continuar:


— Sumiu a manhã inteira. Sei que saiu. Liguei? Jamais atendeu. Carolina me contou por alto, mas é leal demais aos segredos dela. Chega aqui linda, irresistível… mas só faz quarenta minutos. E tem algo no jeito dela que grita que esconde mais do que diz.


Leonardo ouviu em silêncio, deu um gole lento no whisky e respondeu sem rodeios:


— Achei tóxico você mexer no celular dela. Tá grudado demais, não deixa a menina respirar, vai pensar que é um escroto. Depois de tudo o que descobrimos sobre o pai, não é absurdo que ela reaja assim. — apoiou o copo na mesa. — Eles têm contato por insistência, e você precisa apoiar. Pergunta, envolve, acolhe. Usa teu charme, Dom Juan, você é responsável pela mulher que come. Não interessa, o que haja… Ainda mais que tem sentimento, não sufoque, em tudo ela demonstra que odeia controle. Esses teus poderes de macho alfa não funcionam com quem você ama? Ela precisa de atenção, não de cobrança. Quer contrariar o velho. Ele provoca, você acolhe.


Carlos Daniel bufou.


— Eu fiz isso. Dei carinho, contei algumas coisas que descobrimos. Inclusive sobre o drone — confirmou, a voz mais baixa. — Pelo jeito, ela sabe muito mais… Dante a trata como rebelde, insiste, provoca. Os hormônios quem segura sou eu. — fez uma pausa, sério. — Mas ela meteu a mão na cara dele, viu ? Também não sei se conheço bem essa versão de Paulina, mas sou louco de amor.


— Esse cara é um hipócrita — Leonardo rosnou. — Machista, ditador. Assim só afasta. — desbloqueou o celular, concentrado. — O detetive achou algo importante. Dante estava com um carro muito específico. Pela placa, pertencia à mãe da Paulina.


Carlos Daniel ergueu o olhar, tenso.


— Um Pontiac GTO?


— Ele mesmo. — Leo confirmou. — Um clássico raro. Força bruta com elegância rebelde. Capô longo, linhas agressivas, ronco que impõe respeito. Um carro que domina o asfalto antes mesmo de sair do lugar. Item de colecionador.


O impacto foi imediato.


— Era da mãe dela… — Carlos Daniel murmurou, sentindo o chão sumir. — Paulina vendeu depois da morte pra conseguir se mudar. — engoliu seco. — Paula morreu num acidente com um esportivo também. — os olhos escureceram. — Você acredita que Dante comprou o carro da própria filha?


— Não espero nada diferente desse verme. — Leo respondeu, frio. — Descobrimos também que Paula mantinha contato com ele. Insistia em ver a filha nos últimos quatro anos.


O silêncio se instalou pesado.


— Ele pode ter… — Leo começou.


— Provocado a morte dela. — Carlos Daniel completou, a mandíbula travada. — Já que ela não permitia aproximação.


— Você precisa protegê-la. E deixar que ela veja tudo o que temos. — Leo o encarou. — Vai contar como?


— Já prometi. Principalmente os arquivos mais recentes.


— Não faz sentido ele querer “recuperar o tempo perdido” se metendo em tudo. É óbvio que ela se rebelaria.


— Exato. — Carlos Daniel concordou. — Ela tá arisca… diferente. Nunca vi assim. — um meio sorriso escapou. — Confesso que adoro alguns aspectos. Consolá-la, ser o porto seguro… ela fica manhosa, carente, pede carinho o tempo todo. — suspirou, dividido entre prazer e preocupação.


Leonardo riu, desviando os olhos pro celular.


— Khamon também tá de olho na tua bebezinha. Fez até um álbum chamado “te quiero latina”. No palco, grita o nome dela, fala em espanhol coisas bem sugestivas. Quer seduzi-la pela linguagem, pelo contexto… jogador nato.


Carlos Daniel fechou a cara.


— Eu já surpreendi ela com uma gravidez na adolescência. — disse ácido. — Paulina é minha. — acompanhou os movimentos dela à distância, possessivo. — Essas curvas, esse corpo… tudo meu. Esses caras se perdem olhando a mulher dos outros.


Leo gargalhou e bateu nas costas do amigo. — Que ogro. Tá com ciúmes, né?


— A gente se ama. — Carlos Daniel afirmou, firme. — Antes dela eu era vazio. Um bruto. Ela mudou tudo. Só falta aceitar meu pedido de casamento. — murmurou, observando Paulina beber e provocá-lo com o olhar. — Já levei dois nãos, rindo da minha cara.


— Sei… e a outra lá se oferecendo de presente? — Leo provocou. — Paulina é uma deusa, mas Maressa é uma surpresa deliciosa…


Carlos Daniel deu um tapa na cabeça dele.


— Cala a boca. Minha mãe já tá me vigiando. — suspirou. — Se Cecília contar qualquer coisa pra Paulina, eu tô morto. Apaguei tudo, mas se ela printou…


— Imagino a dona Cecília recebendo nude pessoalmente. — Leo riu.


Carlos Daniel passou a mão no rosto, entre o riso nervoso e o desespero.


— Coitada da minha coroinha… reparou até em detalhe íntimo. Leu tudo. Tudo. E ainda estava com Carolina. — balançou a cabeça. — Ainda bem que riu disso.


Leonardo fez cara de canalha lembrando de seus momentos com Maressa.


— Eu curti. Achei interessante.


— Não quero saber. — Carlos Daniel cortou. — Joguei ela no teu colo por isso.


Leo — Bebe mais.


CD — Não. Combinei com a Cecília de ficarmos atentos. Paulina tá bebendo, alguém tem que cuidar do baby.


Ele sorriu ao ver a criança escalando a espreguiçadeira sob o olhar atento de Cecília.


CD — Só podia estar muito agitado quando fiz. — riu.


— Ele mijou em mim quando pediu colo para dormir— Leo listou. — Frutas mordidas, controle babado, corredor riscado, língua azul… Pelado, esse carinha não pode ficar 1 minuto sozinho que fica peladão.


Carlos Daniel gargalhou.


— Você não sabe olhar criança cinco minutos. E tudo isso para impressionar a Carol. — provocou. — Paulina não deixa nem se sujar. Aqui ele é livre.


— Arthur ama ficar aqui. — Leo admitiu. — É vidrado na Cecília e sim… talvez meu caro amigo, talvez esteja tentando impressionar a Carolina.


— Ela dá amor de verdade. — Carlos Daniel disse, emocionado. — Gosto que meu filho seja amado por nossos ancestrais.


Leonardo observou a criança subir de novo.


— Um pedaço seu que tenta se matar o tempo inteiro. — ironizou. — Fica de olho.



Horas mais tarde.



— segundo drink em meia hora, gata? — provocou Carol, sentando-se sem cuidado algum ao lado de Paulina, equilibrando-se com um copo gigante de um drink avermelhado, decorado com frutas. O gelo tilintava enquanto ela mexia distraidamente o canudo.


Paulina sorriu de lado, os olhos ligeiramente marejados pelo álcool e pelas lembranças. Deu mais um gole lento e demorado em sua taça de martíni, sentindo o líquido descer aquecido por sua garganta. Estava sentada sobre a mureta que dividia o playground da área da piscina, com os pés cruzados e o vestido leve colado ao corpo pelo calor da noite. Puxou sutilmente o tecido de linho, cobrindo as pernas com elegância instintiva.


— Martini que o meu amor me trouxe. — murmurou, tentando parecer despreocupada.


Carol arqueou uma sobrancelha, desconfiada. — Também é por ele que bebe assim? Desde que voltou pra tua vida, o volume dos seus drinks aumentou mais do que seu limite emocional. A Paulina toda certinha, existe?


Paulina suspirou, deixando a cabeça pender levemente para trás. Seus olhos buscaram, do outro lado da piscina, a silhueta de Carlos Daniel conversando com Leonardo. Era impossível não desejá-lo.


Paulina— Só quero relaxar… — respondeu baixo, os lábios ainda tocando o vidro da taça. — Passei a manhã lendo uns arquivos que o investigador mandou pro Carlos Daniel. Dante… talvez esteja envolvido num esquema gigantesco de narcotráfico. Usa a transportadora como fachada, na realidade transporta outras “coisinhas” e essa… é só uma das 18 empresas no nome dele. Depois disso, fui tirar a limpo essa história, sozinha.


Carol arregalou os olhos, impressionada com a atitude tomada por sua amiga.


— O quê? Aquele velhote com pinta de magnata vilão de novela mexicana? Tá brincando… Então você pode ser tipo… a herdeira do cartel?


Paulina virou lentamente o rosto em sua direção, olhos semicerrados, incisivos. — Ridícula. — respondeu seca. — Fui tirar satisfações. E aí entendi. É por isso que ele ameaça o Dan, sim… Discutimos feio. Me deu um tapa e eu devolvi com todo ressentimento que sinto desde o nascimento.


Carol arregalou os olhos e caiu na gargalhada, largando o copo sobre o “muro” de pedra.


— Você bateu no seu pai? Meu Deus, Paulina, isso é pecado! Mas ó… se ele tá metido com tráfico, associação ele tem. Ainda bem que seu boy lindo te abriu os olhos.


Paulina mordeu o lábio inferior.


—Sim porque ameaçou o Carlos Daniel, vi os e-mails horríveis que tem mandado pra ele. Me contou horrores sobre o passado “putifero” do Dan. — declarou preocupada. — Dante não tem nada ver com a minha relação e ainda assim se acha no direito de julgar. E… Eu disse que li. Não que ele me mostrou. — pegou o celular de forma firme. — Fiz uma “auditoria” no notebook que ele esqueceu. Disse que era pra me mostrar as fotos do baby, em um ensaio que fizeram e eu nem sabia, mas eu aproveitei a ocasião. Fiz tudo de forma sutil.


— Achei válido… conte-me mais. — Carol ficou animada, se ajeitando melhor ao lado dela. — Sabia que você não ia deixar barato a história do celular.


Paulina sorriu com um canto de amargura.


— Na realidade… eu já sabia que ele estava investigando há tempos. Desde Cancún vivia colado naquele notebook, além do que já é centrado. Hoje de manhã foi nos visitar com a bolsa do treino e acabou

que deixou no sofá… dei um amasso nele só pra enfiar o computador nas almofadas e dar aquela ajudinha para que o universo a me ajudasse. Se é que me entende.


— Que safada! A cara é de meiguinha, toda uma pureza, mas… é safada. Espertaaa! — Carol gargalhou de novo, batendo as mãos nas coxas. — Gosto assim!


Paulina riu, mas logo voltou ao tom mais tenso.


— É tentador o tempo todo, me distraio com o quanto é gostoso. Mas hoje eu vi a oportunidade. Então acendi ele inteiro, quando quis eu disse que tinha compromisso.


— Não te incomoda ele não ter te contado nada? Por que está assim, então?


Paulina olhou o fundo do copo vazio.


— Sei que quer me proteger do jeito torto dele. Mas olha… mudando de assunto, mas nem tanto… deixa eu te mostrar o vídeo que encontrei no e-mail de ameaças do Dante. — desbloqueou a tela e estendeu o celular à amiga.


Carol pegou o aparelho, curiosa, e logo sua expressão mudou.


Paulina revirou os olhos, já impaciente.


Carol- Espera… vou pegar um drink pra nós.


O clima da festa era refinado e envolvente. As luzes traziam um ambiente Intimista o amplo terraço se abria para a piscina iluminada, espelhando o céu escuro salpicado de estrelas. Almofadas em tons neutros, iluminação quente e taças finas de espumante davam ao ambiente um ar sofisticado e sensual. Músicas leves e risadas se misturavam ao som da água ondulando com suavidade.


Paulina observava a amiga misturando gelo, álcool e frutas vermelhas no copo de cristal, seus pensamentos fervilhando.


— Aqui, maluquinha. Peguei pra gente dividir — disse Carol, estendendo o copo após dar um gole. — Não fica viajando. Vai lá, assume o teu boy. Se demorar, outra assume por você.


Paulina suspirou fundo, os olhos marejados.


— É difícil, Carolina. Você ainda não viu nada… — desbloqueou o celular com mãos trêmulas e deu play no vídeo.


Na tela, um quarto elegante de paredes brancas, cama imensa e lençóis emaranhados. O contraste entre o luxo do ambiente e o conteúdo do vídeo a fez estremecer.


Carlos Daniel beijava duas mulheres com urgência, desfrutando prazerosamente da sensação. Uma delas completamente nua, a outra ainda de calcinha, colava os seios às costas dele enquanto acariciava seu corpo com lascívia. Ele se entregava com intensidade animalesca, alternando beijos e toques como um homem sedento. No fundo da gravação, Leonardo transava com uma loira de seios fartos, sem cerimônia, enquanto gemiam envolvidos.


A respiração de Paulina travou. Cada cena avançava como uma tortura. A forma como Carlos Daniel agarrava aquelas mulheres, como trocavam de posição, como avançava feito um animal faminto , como pareciam entorpecidos de prazer… Era como assistir um pesadelo perverso do qual não podia escapar.


— Um porco nojento, tarado. — murmurou com as sobrancelhas franzidas, levantando-se de súbito. — Como diz me querer e… ter esses hábitos? Uma mulher como eu? Tá acostumado com esse lixo! E o Leonardo? Falso, depravado.


Carol, meio impactada, soltou um riso sem jeito.


— Ele gosta de uma coisa mais promíscuas e tal, mas… estava solteiro. Amiga, grande. O ideaaal! Agora eu apoio bem mais. Que sorte… Você tem que se casar com ele, Paulina. Esse homem sabe fazer as coisas. E o Léo, hein? Quem diria…


— Claro, né? Porque não é o seu amorzinho que tá ali… Depravada! Eu não posso querer alguém assim. E o pior é que esse vídeo está nas mãos do Dante. Ele está chantageando o Carlos Daniel com isso, mas agora que já vi… — Paulina deixou escapar, limpando as lágrimas com raiva. — Que ódio. Que nojo. Que ciúmeeeeeees estou sentindo! Sei que é passado, mas… é o meu homem.


— Isso é antigo, Paulina. O gostosão está diferente, tá na sua. — Carol pausou o vídeo, mais séria. — Ele mudou, está aos seus pés desde que se reencontraram.

— Mudou? Um homem que transava assim… com duas ao mesmo tempo, dividindo com o amigão dele… e ainda quer uma mulher como eu? — ela tremia de raiva, olhos marejados. -Odeio os dois, mas não penso em cobrar isso, é passado. Não tenho direito, não estávamos juntos… confesso que saber é chocante e ver.


— Não deixa ele escapar! — Carol deu mais um gole. — O senhor bem dotado, ops Bracho está na sua.


Paulina pegou o drink da mão dela e murmurou, pensativa:


— Não parece que eles sabiam que estavam sendo filmados. Nitidamente não… Quem faria isso?


— Será que o Dante curte esses joguinhos? — questionou Carol, horrorizada.


— Ahhh, que nojo! — Paulina recuou o olhar, como se o simples nome de Dante a contaminasse. — Eu não quero pensar nisso, mas Dante me disse que não e se mostrou ofendido. Não acredito que ele esteve num lugar assim…


— Também não consigo imaginar, olhar na cara dele. Mas que me surpreendeu, me surpreendeu.


Paulina se virou bruscamente, irritada:


— Agora está apoiando esses pervertidos? Bem pra frente, em Carol… sempre te vi bem liberal, mas…


— Não é isso! É que o Dante tá tentando ferrar o Carlos Daniel. Quer destruir o que vocês estão construindo. — Carol passou a mão nos cabelos da amiga. — Acredita que seja tão ingênua a esse ponto, se acha capaz de influenciar suas decisões.


Carolina se levantou e encarou a piscina, que refletia as luzes âmbar da decoração ao redor.


-Casa com ele, baby. Machão, viril… Viu como estava arrebentando aquela mulher? Vou dar em cima do Leonardo. Quero experimentar.


Paulina— Como você é baixa, Carolina. Safada. Você tá brincando? Eu aqui sofrendo e você querendo transar com o Léo ? É uma pervertida mesmo!


Carol— Amiga… a gente viu o mesmo vídeo? Eu tô viva! E você deveria aproveitar. Um homem assim, querendo só você? Bilionário, gostoso… Monogamia com aquele boy. E outra, me recuso acreditar que disse não ao pedido de casamento. Eu já nem iria mais embora da casa dele. Viajaram pra Cancún na volta você preferiu ficar longe, querida. Trás as suas coisas.


Paulina respirou fundo e murmurou:


— Não estou nem aí para dinheiro. Quero ele, a atenção que me dá, a forma que me prioriza e que resolve tudo, domina. Na empresa… um super pai… o que me faz ter mais tesão ainda, amo ver cuidando do baby dando a vida. Consertando as coisas em casa, todo atarefado, agitado limpando.


Carol- Para o terror do Dante, o cara é tudo de bom.


Paulina— Ao menos agora sei com quem o Dan tá lidando. Dante é sujo, manipulador. E Carlos Daniel, está tentando me poupar. Mesmo quando mente.


Carol assentiu.


— Carlos Daniel joga também. Mas, no fundo, tá tentando te proteger desse nojo todo.


Paulina a fitou firme, olhos inflamados.


— O vimos fodendo aquelas cachorras feito um animal. Preciso questioná-lo, por que está comigo se gosta de coisas assim? Se por um acaso acha que… Naoooo! Não quero pensar.


Carol- Sinceramente achei uma delícia. Já deixou bem claro que quer só você e é louco de ciúmes, okay é putão, mas ao menos vai te satisfazer. Aiii tanto cara que nem entende onde fica o clitóris e você aí, menosprezando só porque tem bem mais km rodados?


Paulina — Um rodado mesmo, isso é que ele é. Ele gosta daquilo. Sempre gostou. Quando namorávamos já brigamos por ouvi-lo se vangloriar por ter tido duas ao mesmo tempo. Mas eu nunca pensei que fosse ao mesmo tempo nesse sentido e muito menos que um dia teria que assistir. Por que logo o meu homem, Deus?


Carol a olhou com cumplicidade.


— Se for ficar se remoendo, melhor conversar. Amiga ele é um gostoso do caramba e curtiu a vida ao máximo, Dante entregou o jogo que está fazendo a você.


Paulina desviou o olhar, o coração em carne viva.


— Eu o amo, Carolina. Nunca senti tanto ciúme assim. Mas agora… agora eu tô com ódio. E raiva de mim. Sei que é de antes, olha a data no cantinho, … Passamos dias tão perfeitos em Cancún que… — virou em direção a ele enquanto explicava, tentando chamar atenção discretamente.


Carol- A senhorita certinha vai julgar algo que já se passou ao invés de deixar o amor entrar de vez?


Ela virou para encarar o bar, bem próximo à piscina que se estendia luxuosamente.


Paulina- A cara de quem te parte em duas, mas está puto. -fitou seus dedos entrelaçados no colo.


Carlos Daniel estava lá. Sério, atrás do balcão uma taça de Martini na mão.


Carolina deu uma gargalhada- Muitooo e também de quem está puto por nem dar a atenção que gostaria. Ignorando no dia no aniversário. Some… assim mesmo que fica louco.

Já te trouxe bebidas, frutas, carnes, bolo… trocou a sandália dos seus pés, pelo chinelo você não teve que nem se quer levantar… Mimando, jogado a seus pés.


Paulina- Sim, também está cuidando muito da criança pra me deixar relaxada. -riu desviando o olhar e bebendo um pouco mais por pura provocação. — Vou dar uma atenção.


Carol- Atenção… sei.



Bebezinho. -se aproximou tocando seu pescoço trazendo-o para um beijo. — Vou buscar o baby para darmos o seu presente, tá bem? — fez mensao de sair, mas ele segurou sua mão.


CD- Linda, fala comigo… sei que tem algo. Está em seus olhos.


Paulina- Só estou pensando em muitas coisas. Muito feliz de compartilharmos esse momento. — beijou-o sensualmente ao cruzar os braços em seu pescoço. — Feliz em comemorar a vida do meu amor. — Já volto…




— Ele vai gota pisente do Athui, vai cobinai com ele o sitilo . -comentou caminhando com passinhos tropeçados de mãos dadas com a mãe. — Me dá, que vou entlega. -completou animado pulando feito mola diversas vezes.

Paulina- Vai combinar com o estilo, bebê? Vou morder, em? Não existe mais fofo. Calma filho… vamos chegando perto . — o acalmou pacientemente.


Carlos Daniel mirava-os encantados viajando no corpo dela, medindo-a indiscretamente por alguns segundos enquanto a ouvia, se sentindo realmente privilegiado. — Sou louco nessa garota desde a primeira vez que coloquei os olhos nela.


Cecilia- É areia em, espero que mereça. E que conte as coisas, pois é horrível saber por terceiros. — disse o desafiando com o olhar. — Vou deixar vocês a sós. — o beijou na bochecha e afastou-se.

Arthur- Papaaaai . -gritou empolgado. — Como a sente tá igalzinho agola. — Até o chilelo de mai. — disse fazendo Paulina gargalhar, se derretendo com a empolgação e o jeitinho convencido.


Carlos Daniel se abaixou, abrindo os braços quando viu o pequeno se soltar da mão da mãe e vir correndo em passinhos apressados. Arthur se jogou em seu colo, arrancando dele um riso emocionado.

— Cadê o bebê mais lindo do mundo ?! — exclamou, erguendo-o nos braços com orgulho. — Olha só, igualzinho ao papai… até na roupa! Que coisa mais linda… eu te amo, meu gostoso. — murmurou contra a pele do menino, os olhos brilhando com lágrimas contidas.


Paulina os observava de perto, o peito cheio de amor. Era impossível não se derreter vendo aquela cena. Aproximou-se devagar, trazendo consigo os presentes, o sorriso estampado nos lábios.


No instante em que ela chegou perto, Carlos Daniel a puxou suavemente pela nuca, sem soltar o filho, e a beijou rápido, mas com intensidade suficiente para fazê-la estremecer.

— Obrigado, minha linda… e obrigado você também, bebê. — disse, olhando ora para ela, ora para o pequeno, como se tivesse o mundo inteiro nos braços.


Paulina suspirou, emocionada, mas deixou o olhar se perder no dele por alguns segundos a mais, com uma ternura que escondia um desejo crescente.

— Abre, amor… a sacola é do baby, e a caixa vermelha… é o que comprei para você. — falou em tom calmo, tentando parecer indiferente, embora soubesse que o brilho em seus olhos a entregava.


Ele colocou o baby em pé ao seu lado e agachou. — Vamos ver o que o Arthur comprou para o papai? — disse feliz desfazendo aquele laço. — Olha… que lindo um relógio. — beijou o menino trazendo-o para seu peito.

Arthur- Cailos Daiel usa euniao Bacho, tabalo na empesa. — sorriu com as bochechas vermelhas aplaudindo como se fosse o melhor da vida, vendo-o tirar o porta retrato com a foto dos dois.

CD- Uma foto nossa em Cancún, campeão. — beijou os cabelos do menino. — Nossa manhã acompanhando o nascimento das tartaruguinhas.

Arthur deu um gritinho de empolgação pulando elétrico. — Ahh que lindo a sente, com esse oculos peto. Eu ama Cacún, muito feliz com… com… Cailos Daiel papai.

O pai o abraçou junto a seu corpo. — Não aguento de amor, quando me chama pelo nome. Sim filhão, somos lindos também amo Cancún. Obrigada por mudar a minha vida, sou muito feliz por ser o seu pai. Você é o melhor presente. Papai amou, vou colocar em meu escritório.

Arthur- Sim pla me lemblai semple do Athui. -disse sereno soltando-se do abraço.

CD- Não te esqueço nem por um segundo. -sorria radiante para a mulher a sua frente, com coração transbordando de alegria.


Naquele lindo jardim os olhares de Carlos Daniel e Paulina eram os únicos a se encontrarem. A distância entre eles se desfazia em uma tensão elétrica, invisível para os outros convidados, mas esmagadora para os dois.


Carlos Daniel, com o coração acelerado, olhava para a caixa em suas mãos. Não era apenas um presente, mas a promessa de uma intimidade que ele ansiava, um enigma vindo daquela mulher que o fascinava com sua doçura e seu mistério.


O desejo, o ciúme e a paixão ardente que consumiam Paulina eram como labaredas presas em sua pele. Cada batida de seu coração era uma súplica silenciosa, uma explosão que ela tentava conter. Seus olhos, fixos nos dele, ardiam numa mistura de ansiedade e entrega.


Ela sussurrou, a voz carregada de uma doçura provocante, quase um feitiço:

— Abre com calma, só pra você…


Carlos Daniel sorriu cúmplice, como quem aceita um pacto secreto. Ao abrir a caixa, o ar pareceu rarefeito. As sedas deslizaram revelando o que ela sabia que faria sua respiração falhar: uma micro calcinha de renda preta, um vinho do ano do seu nascimento e o perfume Turco que incendiava seus sentidos.


Era como se cada detalhe gritasse sua presença: o vinho, a lingerie, o perfume e o bilhete… ondas de fogo que o tomavam por dentro.


Ele puxou Paulina com força contida, o rosto mergulhando nos cabelos dela, inalando o perfume que o enlouquecia. Sua voz escapou rouca, quebrada entre devoção e luxúria:

— Você me enlouquece… é tão angelical e doce, e ao mesmo tempo a mulher mais gostosa desse mundo, amor…


O arrepio que percorreu o corpo de Paulina era a prova de que sua entrega já o dominava. Ela sorriu satisfeita, cúmplice, sabendo que estava brincando com fogo.


O pequeno entendiado saiu correndo de encontro a avó e o grupo de pessoas que interagiam longe o suficiente dali , e foi o estopim. Carlos Daniel a puxou de vez, colando o corpo dela ao dele, um encaixe perfeito, a necessidade latente. Ele levou a renda preta às narinas, instintivo, primitivo:

— Tem o cheiro do hidratante que te dei, seu cheiro de gostosa… como faz isso comigo? — sua voz saiu ofegante, quase um gemido. — Quero devorar você agora.


Paulina riu baixo, atrevida, o olhar descendo para o volume marcante na bermuda dele.

O beijo veio faminto, não era mais sobre paixão, era sobre necessidade. A boca dele devorava a dela com urgência.


— É perfeita… adoro que me provoque assim — murmurou entre beijos quentes que desciam para o pescoço dela.


— Vai amar o lugar… mal posso esperar pra te dar o presente completo — ela sussurrou, deixando escapar mais uma promessa tentadora.


— Me mostra agora… — insistiu ele, a respiração pesada contra sua pele. — O aniversário é meu, falta metade do meu presente, linda… vamos sair daqui? Deixe o nosso pessoal a vontade, só quero curtir você.


Paulina, firme em sua provocação, apertou-se mais nele, mas negou com um sorriso malicioso:

— Vamos terminar a festa. Depois… não vai se arrepender, eu prometo.


— Baby… — ele gemeu baixo, já sem controle e apertou a bunda dela.


Paulina deu um tapa leve em seu peito, rindo da própria ousadia. — Vai guardar o presente em um lugar seguro.


— Safada… e minha — ele rosnou antes de roubá-la num beijo mais intenso. — Você me enlouquece. Vai ter que ficar aqui na minha frente desse jeito, porque estou pegando fogo.


Carlos Daniel segurou-a sensualmente pelo pescoço trazendo bem próxima a seus lábios , os olhos queimando nela como se pudesse despi-la ali mesmo. A respiração dele era pesada, descompassada, cada palavra carregada de luxúria.


— Paulina… por Deus, vamos sair agora. — ele sussurrou, a boca quase colada no ouvido dela, o corpo tremendo de desejo. — Não consigo esperar… você não faz ideia do que está me fazendo sentir.


Ela sorriu maliciosa, deslizando a mão pelo braço dele como quem atiça ainda mais a chama.

— Tem que esperar… — respondeu em tom provocante, colando os lábios na bochecha dele sem beijar de verdade. — Quero ver até onde aguenta.


Ele fechou os olhos, arfando, a mão firme em sua cintura, os dedos apertando como se quisessem atravessar o tecido. Enquanto segurava o presente.

— Você é cruel… Então… mama? Linda eu preciso, hum… no banheiro mesmo ou nesse corredor do fundo… tem uma porta que dá pra trancar desço a bermuda e você faz bem gostoso — murmurou, mordendo de leve o lábio inferior dela. — Não faz isso comigo, não me provoca desse jeito aqui…


Paulina riu baixinho, a respiração quente contra o pescoço dele.

— É tentador, mas decência. Não pode me sugerir isso aqui, assim… Vai valer a pena…


— Vou te pegar tanto, mas tanto. — ele rosnou, a voz grave e carregada de promessas. — Não vou ter piedade, vou te foder ate gemer em inglês, espanhol… não importa! Bater nessa bunda grande que eu tenho devoção.


Os olhos dela brilharam de excitação.

— Promessas, Carlos Daniel?


Ele colou a boca na dela num beijo rápido, urgente, quase um roubo.

— Não é promessa, é ameaça. — sussurrou contra os lábios dela. — E você sabe que sou um gostoso e sempre cumpro. Devia ter convidado só você pra festa. Te amo linda, amo todas as suas cores, tudo que faz… o jeito doce, amo o quanto me acende e me leva com você. Obrigada mesmo.


Paulina mordeu o lábio, rindo cúmplice, antes de se afastar lentamente.

— Então espera… e se controla.


Ele passou a mão pelos cabelos, tentando recuperar o fôlego, mas o olhar continuava feroz, faminto.

— Não vou me controlar quando essa festa acabar… você não tem noção do que te espera. É longe daqui? -insistiu trazendo-a mais para perto.


Paulina sorriu acariciando o rosto dele- Relativamente.


CD- Vamos ensaiando até chegar. -disse com respiração acelerada, fazendo-a rir e dar um tapinha em seu peito.


Paulina- Tenha modos. — beijou-o brevemente e saiu descendo seu olhar para onde seu desejo implorava.


Paulina deu alguns passos e então segurando-a pela mão a puxou de volta para si em uma passada rápida. Carlos Daniel ficou parado, olhando, mordendo o canto da boca, os olhos escuros de desejo reprimido, sentindo a maciez e calor de sua pele.


CD- Precisa ficar um pouco aqui, pra me ajudar, lembra ? -sussurrou hipnotizado, embebido por aquela atmosfera de sensualidade.


Paulina sorriu e o puxando pela mão em direção ao puff que decorava aquela área. Colocando os presentes na mesinha de centro. — Calma gostosão. Teremos tempo.


CD – Sei que sim, bebezinha. – ele murmurou, beijando o pescoço dela, a mão firme na cintura. – Linda… – limpou a garganta, a expressão fechando. – Queria aproveitar e compartilhar algo que me ocorreu por esses dias.


Paulina sorriu, os dedos deslizando devagar no cabelo dele.

– Diz…


Ele respirou fundo.


CD — Nessa última conversa que tivemos com o pessoal… a integrante do grupo dos árabes…

A mandíbula dele travou.

— Ela… me meteu a mão. No meio da reunião.


Paulina não reagiu.

Só o olhou o jeito como ele engolia seco, os olhos desviando, as mãos inquietas.

Ela adorava aquilo adorava ver o quanto ele ficava desconfortável quando era sobre outra mulher.


Ele continuou, num desabafo tenso


CD — Gelei. Tirei a mão na hora. O assunto morreu ali.

Passou a mão pelo rosto.

— Depois mandou fotos. Convites. Mas eu fui incisivo. Nada… absolutamente nada me importa além de você.


O peito de Paulina subia e descia devagar.

Ela o analisava como se estivesse dissecando cada micro reação dele.


E então, com uma calma que só quem está deliciosamente enciumada consegue ter, perguntou:


Paulina — E? Você… gostou?

Quis que… continuasse?


Ele arregalou os olhos na hora — ofendido, assustado, quase desesperado.


CD — Claro que não, minha vida! Eu só quero você. Só você.

Tentou beijá-la, buscando refúgio nela.


Mas Paulina virou o rosto, desviando.


Ele congelou.


Então ela inclinou a cabeça, o olhar escuro, malicioso, cruel na medida exata que o deixava louco.


Chegou perto da boca dele — perto o suficiente para sentir a respiração quente — e sussurrou:


Paulina — Tá… mas me responde uma coisa.

Passou a unha pela nuca dele.

Lenta.

Torturante.


— Você não ficou nem um pouquinho duro?


A pergunta explodiu entre eles.

Ele perdeu o ar.

A mão dele apertou a cintura dela com força.

E o resto… o resto ficou queimando nos olhos dele, pronto para virar fogo.