Cecília analisava aquela caixa abismada, enchendo os olhos pela beleza e delicadeza do laço, dos detalhes e com encantamento pensava no que poderia esconder, quando “algo” saiu da caixa “explodindo para cima , fazendo com que a tampa “voasse” longe quase atingindo-as.

Juntando ao som estridente de uma canção cantada por uma voz que esbanjava vulgaridade e desafinação que somava “happy birthday” de maneira “sexy” vestindo somente um fio dental. De seios enormes expostos e pulando de encontro ao outro pelo movimento realizado, a pele lotada de brilho e uma loção que inebriava aquele ambiente como um todo, naquele momento fazendo-os parecer patético de mais quando se deu conta .

Assustando-a e fazendo-a grudar-se em Carolina, que tentou afasta-lo do objeto puxando-a consigo.

As duas gritando em uníssono pela cena que presenciavam, tentando esconder-se uma na outra para quebrar o contato visual com tal cena.

Cecilia- O que significa isso? -questionou em um tom mais elevado, mirando sem jeito a mulher que tapava os seios. -Você… murmurou tentando não olhar diretamente.

Maressa- Me perdoe eu… achei que fosse o Carlos Daniel, não sabia que ele tinha… alguém.

Cecilia- Eu sou a mãe. -murmurou fitando Carolina, visivelmente irritada. -Primeiro de tudo que saia de minha casa. Sei que sabe que é casado, porque te contou por e-mail. Não foi, senhorita… Maressa?

Maressa- Sim “sogra”, mas tem que entender o Dan é como a oitava maravilha d…

Cecilia- Saia da minha casa, não quero dialogar com um tipo tão baixo de mulher, que se sujeita a tocar um homem que não é seu, seguir com fotinhas muito baixas e se enviar nua de presente. -riu com despreso amargo evidente em suas palavras.

Maressa- Foi sem querer, me apaixonei e…

Cecilia- Venha Carolina. -puxou-a pelo braço saindo daquele ambiente depressa. — Elisa, por gentileza leve um roupão o mais urgente para aquela moça no escritório e guie até a saída. -pediu caminhando a passos largos de volta ao “terraço”

Carolina- Meu Deus. — bebeu mais de sua bebida. — Como sabe de todas essas coisas? Quem é ela?

Cecília- Revirei o e-mail desse safado, outro dia deixou o notebook aberto e após insistentes notificações, não resisti. — interrompeu digitando depressa no celular. — Eu já vi essa vadia por dentro! Mandou inúmeras fotos nua, e ele viu uma a uma, pois tinham confirmações de leitura.

Carol- Que babado, gente….

Cecília- Não tinha nem que ter respondido. — disse tentando entrar em contato por ligação. — Espero que esse cara não tenha levado isso a diante. Safado, olha o que ia ganhar dessa garota. Duvido que resistiria, que odiiiio.

Carol- Vamos manter a calma, fala com ele pela manhã. -descansou o corpo na espreguiçadeira, um tanto pensativa. — Que loucura, estamos aqui tranquilas… do nada peitos gigantes pulando em nossa direção.

Cecilia- Calma? Vou enviar o login dele para a Paulina. Ela tem que mexer nesse e-mail.

Carol- Você é tão fina que nem se quer consigo acostumar te ver falando palavrão. Por tudo o que já vimos sobre o Dan eu realmente não poderia me surpreender com mais nada.

Cecilia- Mãe de homem se acostuma rápido com grosserias. Com safadas olhando para o seu filho, encontrar preservativos e calcinhas esquisitas. — insistia em tentar falar com seu filho, em incessantes chamadas . — Agora me respeita bem mais com essas questões, mas as vezes preciso lembrar que não quero saber de umas coisas. Ele é bem liberal, não tem como se acostumar, cada trauma.

Carol- Vai dizer a Paulina?

Cecília- Ele vai dizer! Ou contornar essa situação, se levar a diante ela saberá por mim. Ele vai resolver isso com essa puta, porque é baixa. Juro que ele disse que é casado, mas esse menino é puto, não consigo confiar.

Carol- É eu vi você defendendo os interesses de sua nora.

Cecília sorriu- Quero tanto que se acertem, além do mais, já fui traída e não suporto esse tipo de imbecilidade. Também sou coerente o suficiente pra entender se ele não prestar, Paulina terá o meu apoio incondicional, meu filho mudou completamente o destino dela. Perdeu oportunidades, é uma benção claro, amo meu neto, mas também fui mãe muito jovem, sei o quanto se perde, o quanto se doa.

Carolina sorriu se recordando de vários momentos com sua amiga.

-Sempre a achei obstinada demais, olha o que decidiu e fez sozinha quando quis mudar tudo? Veio sozinha para outro país, o Arthur deu uma vitalidade pra ela que, nossa ela irradia é uma leoa.

Cecilia- Mesmo sendo muito menina.


…

Miami. Escritório Bracho 14:00


James— Isso confirma o que suspeitávamos. Cerca de 70% da carga transportada pela empresa está vinculada ao tráfico internacional de entorpecentes. Os outros 30% são mercadorias legais utilizadas como fachada para operações de lavagem de dinheiro. A estrutura é sofisticada — eles integram o tráfico com o comércio formal, mascarando o capital ilícito por meio de transações simuladas. Exatamente como Carlos Daniel já havia desconfiado.


James clicou para anexar o dossiê e enviou para o e-mail criptografado especificado. A tela piscou com a confirmação.


James continuando — Estamos lidando com um dos maiores narcotraficantes em operação no continente. O sujeito tem conexões com milícias, cartéis e redes de corrupção institucional. Reforçamos imediatamente a segurança do senhor Carlos Daniel. Se Dante perceber que temos provas contra ele, não hesitará em eliminar qualquer ameaça. Essas informações são o suficiente para uma prisão preventiva sem direito a fiança.


Leo: — Sigilo absoluto, entendi… O Carlos Daniel está completamente obstinado com essa investigação. Só que… querendo ou não, é o sogro dele.


James: — E ele ama demais essa mulher… Porque, olha, pra colocar a própria vida em risco desse jeito…


Leo: — Isso é mais que uma investigação. É uma história de amor insana, intensa.


James: — Loucura, Leonardo. Mexer com esse cara é assinar sentença de morte.


Ele soltou uma risada tensa, sem humor.


Leo— Já teve o “prazer” de conhecer seu chefe de verdade, não é? A Teimosia em pessoa, enfrentará de tudo para ficar com ela. São pais.


…

Cancún/ La Cecilha.


Paulina pegou o celular ainda com o sorriso aceso por ele — aquele que ela guardava só para ele. Mas à medida que seus olhos encontraram o que já esperava na tela, o sorriso foi murchando, como flor ao fim do dia. Tinha certeza de que ele tinha visto aquela mensagem enquanto arrumava a bolsa. Ele estava ali, o aparelho deixado de propósito naquele bolso, como quem testa o que não quer perder.


Carlos Daniel a encarava com o maxilar tenso, os olhos brilhando mais que o mar que os cercava. Havia ali, no fundo do olhar dele, uma confissão muda: desejo, insegurança e ciúmes, tudo ao mesmo tempo. Era como se ele dissesse “eu vi” sem precisar abrir a boca.


— Sabe que só quero você, né? — Paulina murmurou, sem desviar o olhar. — Não me importo com esse tipo de imbecilidade.


Ele engoliu seco, desviando o olhar para o mar, como se a brisa pudesse acalmar a tempestade que sentia. Respirou fundo antes de voltar a encará-la, tirando os óculos escuros devagar. O gesto a fez estremecer. Ele era lindo demais. Desejável demais. E ela o queria, mas também queria que ele soubesse que era dela — só dela.


Paulina contornou a espreguiçadeira, sentando-se de lado no colo dele. Ele segurou sua perna com uma mão firme, quente, possessiva.


CD— Se você me diz que não se importa… que não sente… — sua voz saiu baixa, mas densa como o calor entre eles — é o que vale pra mim. E sim… eu vi. Me incomoda. Muito.


Ele a olhou como se quisesse devorá-la com os olhos. — Mas o que mais me importa é o que você sente. Eu entendo o outro… — confessou com amargura disfarçada. — Também fico morto de desejo por você. Você é linda, provocante, impossível de ignorar.


Fez uma pausa, o olhar grudado nela como quem não quer perder nem um segundo. — Mas enquanto você quiser ser minha… enquanto quiser esse recomeço comigo… eu estarei aqui. Inteiro. Te dando tudo.


O sol já não ardia como antes naquela ilha, e o som das ondas quebrando à distância parecia seguir o ritmo dos batimentos de Carlos Daniel. Ela estava ali, tão perto, com aquele perfume que misturava sal, desejo e um pouco de provocação. Mas ainda havia aquele incômodo — aquele nome, aquela notificação, aquela sombra no sorriso dela.


CD— Você sente mesmo? — ele perguntou, os dedos agora traçando linhas invisíveis na pele da coxa dela. — Quando me diz que não se importa, não é só pra me acalmar?


Paulina suspirou, e o som pareceu mais íntimo que qualquer toque. Passou a mão devagar pela nuca dele, entrelaçando os dedos nos cabelos que o vento bagunçava. — Sinto amor por você . Sinto demais. Você não tem ideia… — ela disse com a voz mais rouca, mais crua. — Não vou deixar que essas picuinhas roubem o que estamos construindo. É você que eu escolho. Todo dia.

Ele fechou os olhos por um instante, como se aquelas palavras fossem um bálsamo sobre uma ferida recente. Quando os abriu, estava diferente — mais entregue, mais possessivo.


— Então me deixa te mostrar… — murmurou, deslizando os lábios até o pescoço dela, onde depositou um beijo lento, quase reverente. — Me deixa mostrar que eu sou o único que te conhece assim… inteira.


Paulina se agarrou a ele passando as pernas em torno de seu corpo, colando suas testas. Lambendo seus lábios buscando aprofundar o beijo, sentindo esfregar-se a ela já pronto.

Ela sabia que estava em território perigoso. Recomeçar com alguém como Carlos Daniel significava se despir de todas as defesas — e permitir que ele visse tudo o que ela sempre tentou esconder até ali, era dissipar o orgulho para que algo novo renascesse.


Paulina— Você vai aguentar o peso disso tudo? — ela sussurrou, encarando-o de perto, olhos nos olhos. — Porque eu… tô me jogando de cabeça.


Ele sorriu de leve, mas havia firmeza ali.


CD— Se for com você, eu mergulho até o fundo. É o amor da minha vida, sinto que nunca mais vou amar alguém assim. -fitou a babá eletrônica ao lado e voltou a fita-la intensamente.


E ali, naquele instante suspenso entre o mar e o céu, Paulina soube: talvez amor fosse isso mesmo. Um salto cego. Um risco. Um desejo maior que o medo.


Carlos Daniel a fitava com olhos em brasa.

— Quero fazer amor com você — disse com a voz grave, deslizando a mão pelos quadris dela, insinuando o desejo que pulsava contra seu corpo. — Lentamente… bem gostoso… dentro de você. Quero te fazer sentir tudo.


Paulina soltou uma risada baixa, jogando a cabeça para trás enquanto rebolava sobre ele, entregando-se à mesma voltagem intensa.


Ele acompanhava cada movimento, faminto, lendo suas intenções como um livro aberto, sentindo o calor entre os corpos. — Deliciosa… amo como me toca, como me sente, como me cheira… o jeito que se dá… e me aperta com a…


Paulina riu, tapando a boca dele com as mãos, distribuindo beijos em seu rosto. — Shhh, lindo… apenas sinta. Eu sei.


Carlos Daniel soltou uma gargalhada curta, arrepiado pelos beijos no pescoço, enquanto apertava sua cintura com firmeza, colando os corpos ainda mais. — Princesa… que bunda maravilhosa — murmurou, dando um tapa estalado e cheio de desejo. — Amo o jeito como você se entrega… como permite… como é minha.


Paulina o puxou mais para perto, com os lábios deslizando pela curva do pescoço dele.

— Vem… vamos lá pra dentro. Me mostra tudo isso.


Ele virou o corpo de lado, pegando-a nos braços com firmeza, fazendo-a soltar um gritinho de surpresa pela rapidez.


— Sim, baby… tô louco pra estar dentro de você.


…


Paulina sorri, mordendo o lábio, ainda sentindo os ecos dele em seu corpo, os espasmos e contrações deliciosas estavam presentes em si.

— Quando você me toca assim… parece que tudo lá fora desaparece. Só existe esse quarto. Essa cama. A gente.


Carlos Daniel debruçando-se sobre ela novamente, com os olhos famintos, após desencaixar-se — Porque você é o meu vício, Paulina. Um delírio quente, que eu quero repetir até perder o juízo.


Paulina passa a mão pelo rosto dele, traçando o contorno dos lábios — A gente se perde um no outro… e mesmo assim, é como se nos encontrássemos de verdade só nesses momentos.


Carlos Daniel beijando de leve seu ombro, a clavícula, murmurando com reverência — Cada pedaço seu tem um gosto que me tira do eixo. Você é pecado e redenção no mesmo corpo, Deusa minha. -fez menção de tirar o preservativo e arregalou os olhos quando reparou em seu membro exposto pelo preservativo rasgado, então o tirou rapidamente antes que percebesse.


Paulina fecha os olhos, arrepiada, puxando-o de volta para mais perto

— Te desejo tanto… — fitou o celular ao lado e inúmeras notificações de ligações. — Vida… sua mãe te ligou mais de 20 vezes. — o beijou. — atende e… continuamos as nossas brincadeirinhas.


Eles se olham por um instante, onde não era mais só desejo é um sentimento cru, intenso, faminto e real. — beijou-a brevemente e incessantes vezes.

CD- Claro minha vida, agora fiquei preocupado. -se levantou nu, buscando a sunga que tirava tempos a trás, insinuando-se a com o corpo sarado.

Paulina pegou o celular quando notava outra ligação e entregou a ele, que terminava de subir a sunga boxer.

CD- Oiii Mãe. — disse terminando de se ajeitar.

Cecília- Enfim atendeu o prostituto. — a primeira coisa dita pela mãe após incessantes tentativas frustradas. — O Dante tem razão em não te querer perto da filha dele, parece que está viçando, rodado… Me enoja, sabia? — despejou toda a frustração, refletindo em como se tornara aquele homem.