— Como você chamaria isso? Uma vestimenta “donaire”?

Gabriel não conseguiu conter a gargalhada, enquanto ajeitava a gravata do namorado. Não entendia como uma pessoa como ele, tão cheio de compromissos e todo pomposo, poderia ser tão horrível naquilo. Mas agora tinha um motivo do porquê via o namorado de terno e sem gravata antes de morarem juntos.

— Mamãe falaria isso, sim.

O namorado curvou-se levemente sobre si, deixando um selinho em seus lábios. Era sempre uma boa sensação. As mãos pararam de alisar a gravata e pararam nos ombros, impedindo que aprofundassem aquele momento, que acabaria estragando a roupa de ambos.

— Estamos prontos? — Gabriel assentiu, afastando-se do namorado, olhando-se no espelho mais uma vez para ver se estava bem arrumado. Era primeira vez que se encontrariam com a família depois que fora morar com Rafael. — Vai ficar tudo bem, amor.

Sentiu o beijo no topo da cabeça, enquanto o namorado se afastava, saindo do quarto. Era incrível como ele sabia acalmá-lo ao mesmo tempo em que não invadia o seu espaço pessoal.

Respirou fundo, lembrando-se dos pais. Mesmo não sendo muito religioso, rezou para que tudo acabasse bem aquela noite.

Ele gostaria muito de evitar aquele encontro com os pais.