Uma segunda chance
9 Capítulo 9 - Arquivos secretos Hale
Notas iniciais
Alguns dias tinham passado depois da confusão com Chris Argent e a vida na casa Hale estava extremamente tranquila.
Exceto quando o alarme instalado quando eles se mudaram disparou sem motivo aparente. Foi necessário chamar o rapaz da empresa para consertar. Afinal, Peter achava melhor não correr riscos desnecessários.
Peter tinha pedido uma medida cautelar contra o caçador, e era oficialmente o pai adotivo de Derek e Isaac.
Os filhotes, por sua vez, pareciam cada dia mais ligados a Peter, e não era raro ver algum (ou todos) os adolescentes querendo usá-lo como travesseiro nas incessantes sessões de cinema, videogame ou vídeos toscos do youtube.
Por isso, John estranhou quando bateu na porta e ninguém veio atender. Eram quase oito horas da noite, e não se ouvia um só barulho vindo da casa. As luzes da sala estavam acesas, pelo que conseguia ver pelas frestas da janela, mas não via movimento algum.
Ele pegou sua arma e tentou abrir a porta da frente. E para sua surpresa a porta estava destrancada. Ele parou do lado de fora, respirou fundo e entrou, dando um chute na porta que bateu com certa violência na parede quando abriu totalmente. Quando chegou à sala viu que Peter estava sentado junto ao balcão, olhando fixamente para uma caixa de papelão que parecia ter visto dias melhores.
–Eu não tenho idade mais para esse tipo de susto, sabia? – resmungou John, guardando sua arma e fechando a porta.
Quando Peter levantou os olhos, John percebeu que seus olhos brilhavam um vermelho intenso e pareciam fora de foco e logo voltaram ao seu habitual azul depois que ele piscou.
–Oi, John – cumprimentou Peter, desconsiderando totalmente a entrada dramática do amigo.
–Onde está todo mundo?- perguntou John, indo até a geladeira e pegando uma cerveja.
–Pedi para o Isaac levar o Derek para jogar boliche- respondeu, voltando sua atenção para a caixa.
–Para que você pudesse ficar fulminando a caixa com o olhar sem ser perturbado? – cutucou, sem entender direito a situação. Peter suspirou.
–Derek me disse ontem que às vezes não conseguia lembrar-se do rosto da mãe, nem da Laura. Então eu fui até o meu antigo apartamento e peguei essa caixa de fotos – contou — E pensei em organizar um álbum com algumas fotos nossas que tirei com os filhotes.
John olhou para Peter surpreso. Não esperava uma atitude assim do outro.
–Achei que você morava na Mansão Hale com o resto da família – comentou o xerife, bebericando a cerveja.
Peter se lembrou de como Martin, seu irmão mais velho, o expulsou de casa assim que soube que ele tinha se envolvido com seu professor de inglês que era doze anos mais velho, e como nenhum irmão o defendeu. Como Mark o aceitou em sua casa só para expulsá-lo dias depois ao não acreditar que ele pudesse estar grávido. E finalmente como foi parar no apartamento que comprou com a quantia que Thalia lhe deu dizendo ser sua parte da herança, quando viu que ele não tinha para onde ir.
–Achei que era hora de me aventurar pelo mundo – Peter finalmente respondeu e seus olhos brilharam um azul intenso, fazendo John levantar uma sobrancelha – Pegar a caixa foi fácil, mas abri-la – ele bufou – Parece estúpido, mas sinto como se as fotos e o que quer mais que esteja na caixa sejam como o gato de Schrödinger – riu, sem graça.
–O gato de quem? – inquiriu John, não fazendo a menor ideia do que ele estava falando.
–Schrödinger – repetiu – Em resumo, era um gato, com um veneno dentro de uma caixa fechada e escura. E como você não vê o gato, não sabe se ele está vivo ou morto. Então naquele momento ele está vivo e morto – explicou.
John pareceu refletir uns instantes, depois balançou a cabeça depositando a lata de cerveja no balcão.
–É, tem razão porque parece bem estúpido – comentou, fazendo o lobisomem rir – O que acha de abrirmos a caixa e eu te ajudo a montar o álbum? Se sair algum gato maligno, eu prometo que atiro. Eu tenho uma arma e sei usá-la – sugeriu e continuou a beber sua cerveja, tentando parecer despreocupado.
Motivado pelas palavras do amigo, Peter respirou fundo e abriu a caixa. John sorriu discretamente.
Não demorou muito para que os adolescentes chegassem. E ficaram surpresos de ver Peter e John rindo e colando algumas fotos num álbum.
–Por que tirava fotos de orelhas? – o xerife mostrou uma foto de Peter com aparentemente uns doze anos, magérrimo, o que fazia que suas orelhas ficassem em destaque. Peter riu quando viu a foto, concordando.
–Minha família era estranha, fazer o quê? – respondeu, ainda rindo.
Ao ver as fotos, Derek não pensou duas vezes em correr e pegar o pouco do álbum que já estava pronto, dando um beijo no rosto de Peter, que sorriu para o garoto. Ele então começou a mostrar para os outros adolescentes as fotos, apresentando o restante da família Hale. Lydia viu uma foto de Peter novo e sorriu ao ver como ele parecia feliz com a garota ao seu lado, que era a sua cara.
A campainha tocou em seguida, e Peter levantou para atender. E não pôde deixar de ficar surpreso ao ver de quem se tratava.
–Oi, Peter – disse Melissa, meio sem graça – Eu sei que não agi certo nos últimos dias, e eu sinto muito. Será que a gente podia passar uma borracha por cima? – perguntou esperançosa. Peter sorriu. Ela então o abraçou dizendo que sentiu sua falta e lhe deu um beijo no rosto.
John pareceu meio contrariado quando viu os dois juntos.
–O que estão fazendo? Querem ajuda? – ofereceu, ao se aproximar e cumprimentar John com um beijo no rosto. Scott foi cumprimentar a mãe quando ela chegou.
–Montando um novo álbum de família – respondeu Peter, sem graça.
Melissa consentiu e sentou do outro lado do balcão, e começou a olhar as fotos, sorrindo para as quais reconhecia Derek e Peter.
Ele então voltou a se sentar perto de John, que lhe empurrou uma foto dele pequeno com o cabelo todo bagunçado.
–Dia de cabelo ruim? – perguntou, tentando distrair o amigo que parecia pensativo de novo.
Peter olhou a foto e lembrou que ficou com aquele corte ridículo como castigo por uma semana por deixar Laura brincar de cabeleireiro com uma tesoura de verdade. Ele riu.
Eles continuaram colocando em ordem as fotos que sobraram, para que assim que Derek liberasse o álbum eles só precisassem colá-las.
Stiles, curioso como sempre, não conseguiu se conter em ver as fotos com Derek e começou a fuçar na caixa que estava agora no chão, encostada ao balcão. Abrindo, ele viu alguns envelopes com o que pareciam ser cartas, um álbum pequeno já pronto de um bebê loiro que ele não sabia quem era e uma fita VHS com uma etiqueta que dizia 'Arquivos secretos Hale. Não mexa!'. Ele pegou a fita e levou para Peter, perguntando do que se tratava.
Peter sorriu, dizendo que Thalia sempre gostou de registrar tudo, e que o hábito acabou passando para ele e para Laura, então eles fizeram questão de filmar tudo que podiam. Então ali devia ter provavelmente, além de alguns vídeos caseiros, boa parte das pegadinhas que eles pregavam nos membros da família.
–Acho que a gente ainda tem um videocassete jogado em algum lugar lá em casa. Quer que eu dê uma olhada? – perguntou Stiles. Os olhos de Derek brilharam com a possibilidade de poder ouvir a voz dos familiares de novo.
–Eu quero. Você acha pra mim? – pediu Derek antes que Peter pudesse responder, juntando as mãozinhas como se implorasse para Stiles. Stiles assentiu e foi em direção a sua casa com a fita.
John reparou que Peter pareceu ficar um pouco mais tenso. Melissa parecia ter notado também, pois enlaçou seu braço com o dele, puxando-o e mostrando uma foto dele bebê no colo de Thalia.
–Como você era fofo – disse ela apontando para suas bochechas enormes na foto – Ainda é, é claro – completou dando uma piscadinha para ele, fazendo-o corar.
Melissa ficou dando em cima de Peter na cara dura, pegando em seu braço sempre que possível. Peter parecia nem perceber o flerte, ficando na maior parte das vezes calado e com o olhar perdido nas fotos. John já estava irritado de ficar segurando vela.
–Essa foto da sua sobrinha vai para o álbum também? – pergunta, tentando quebrar o clima que Melissa tentava impor, mostrando uma foto de alguém segurando um bebê loiro com cabelos cacheados.
Peter pegou a foto e deu um sorriso triste depois de ver.
–Esse sou eu e não a Laura, Senhor Magoo. Mas pode ir para o álbum – falou Peter, balançando a cabeça.
Isaac e Jackson levantaram para ver a foto quando ouviram o comentário de Peter.
–Não é culpa minha se você tinha cara de menina – comentou John, ao ver que Peter parecia mais pálido depois que viu a foto.
–Nossa! Tenho que concordar. Não tinha nem barba ainda – comentou Jackson, mostrando a foto para Isaac que ficou comparando a foto com a aparência atual de Peter.
–Traidor – resmunga Peter, olhando feio para Jackson que riu.
–Pelo menos o bebê parece com você – comentou Isaac, tentando animá-lo.
Derek trouxe o álbum para comparar uma foto de quando Peter era menor e estava com ele e Laura com a que ele estava com o bebê. E realmente, Charlie era a cara dele, só tinha os cabelos um pouco mais claros e encaracolados.
Os olhos de Peter ficaram vermelhos e somente John reparou e ouviu-o resmungar algo como "Meu gêmeo de outra mãe", antes de piscar e seus olhos voltarem ao normal. John viu que ele parecia meio sem graça.
–Não tem porque ficar envergonhado, sabe? Todos tem alguma coisa do passado que gostariam de esquecer – falou John, chamando atenção de todos os presentes.
Melissa riu.
–E o que você tão certinho poderia ter feito de tão embaraçoso? – inquiriu Melissa, rindo.
John resmungou algo que somente os lobisomens pareceram ouvir.
–Você fez um filme pornô para pagar a faculdade e o curso da polícia? – perguntou Scott, na dúvida. Jackson e Isaac se apoiavam um no outro rindo. Melissa coloca a mão na boca numa expressão divertida.
–Agora vai ter que mostrar – disse Melissa, começando a bater no balcão, agitando a bagunça com os adolescentes. E logo todos cantavam um coro de "Mostra! Mostra! Mostra".
John foi a contragosto para a sala, e quando achou o título que procurava no Netflix, acionou a exibição.
–Não sabia que tinha filme pornô no Netflix – comentou Scott, confuso.
–Ah, é muito pior que um filme pornô – admitiu John, fazendo careta quando seu rosto aparecia na tela.
–Não acredito. Esse era meu filme preferido quando era mais novo – comentou Peter quando começou a passar Mortal Kombat.
Os adolescentes começaram a torcer.
Stiles voltou depois de achar o videocassete, mas disse que a fita parecia estar suja, e que provavelmente eles não conseguiriam assistir até limparem.
–Não esquenta. Depois eu dou uma olhada na fita — disse John para o filho.
Nessa hora, Stiles viu o pai na tela e começou a pular e comemorar. Ele correu e sentou-se do lado de Derek.
–Nossa. O senhor era um gato – comentou Lydia, aprovando o físico do lutador no filme.
–É mesmo. O que aconteceu? – perguntou Peter inocentemente.
–Vai se ferrar – respondeu o xerife, fazendo o amigo rir.
–Então, o que vocês acham de pizza? – sugeriu Peter. Todos concordaram animados.
Derek seguiu Peter quando ele levantou e sentou-se no balcão, com o álbum de fotos. Peter seguiu para o balcão e John foi com ele. Antes de pegar o telefone, Peter parou e olhou para John.
–Obrigado – disse Peter, sorrindo para o amigo. John sorriu de volta e sentiu seu coração bater mais forte quando se deu conta de que Peter ficava muito bem sorrindo.
–Então? Quer um autógrafo? – perguntou piscando e levantando as sobrancelhas sugestivamente. Peter riu.
Nenhum dos dois reparou que Derek levantara os olhos do álbum e observava os dois com um sorriso.
Em sua casa, Chris estava acompanhando por câmeras o que se passava na casa de Peter. Ele via Peter na cozinha com Derek e John arrumando o que parecia ser um álbum e comendo pizza. Os três conversavam. De vez em quando Derek mostrava alguma coisa do álbum e Peter respondia e explicava. Peter e John riam muito o tempo todo.
Quando John e Stiles chegaram em casa tarde da noite, Stiles se despediu do pai e correu para seu quarto para dormir já que no dia seguinte tinha aula.
Apesar de cansado, John estava curioso. Tinha achado algumas coisas no comportamento do amigo estranhas, mas não tinha conhecimento suficiente sobre lobisomens para saber se eram normais ou não. Por isso, decidiu pegar a fita, desmontá-la e limpá-la. Quem sabe ali poderia estar as respostas que procurava.
E para sua surpresa, não levou muito tempo e não sobrou nenhuma peça quando ele remontou a fita. Ele colocou a fita no videocassete e ajustou a imagem, que não ficou perfeita, mas que quebrava um galho. Conectou o fone de ouvido na televisão e começou a assistir.
A fita começava com um bebê loiro de olhos claros sendo levado por uma moça jovem, parecida com Derek, de cabelos escuros, numa praia. Ela parecia orgulhosa quando ele deu alguns passos sozinho. Quando o rapaz que estava filmando, e que tinha uma voz muito familiar que ele não conseguia identificar, chamava o nome da criança, o bebê ria. Só aí John percebeu que se tratava de Peter quando era bebê. Era um bebê lindo. Ele sorriu e continuou assistindo.
A fita parecia acompanhar a família, mas especialmente o desenvolvimento de Peter. Peter com dois anos, com três. Sentado num parquinho brincando e chutando a canela de um homem, cujo rosto nunca aparecia. Peter com o resto da família. A diferença de idade brusca entre ele e os irmãos. John notou que somente Thalia parecia dar atenção ao garoto. E que ao contrário de todos os outros membros da família, Peter era o único com os cabelos e olhos claros, e que parecia solitário. Uma nova filmagem mostrava Peter com Thalia no hospital, enquanto a pessoa gravava o que John achava ser o primeiro encontro entre Peter e um bebê. Thalia perguntava qual nome Peter achava que ela deveria ter. Ele pensou um pouco e respondeu Laura. Thalia sorriu e disse que era um nome lindo. Peter parecia feliz em ver um bebê com os cabelos e os olhos claros como os dele.
Com o continuar da fita, ele via sempre Peter e Laura juntos. Ele ensinando ela a engatinhar, ajudando a dar os primeiros passos, e depois ela andando, indo sempre atrás dele. Os dois sempre um tanto afastados do resto, procurando sempre fazer companhia um ao outro. Eles num piquenique, sentados ao fundo, comendo. Ela engasgando, e ele preocupado chamando a irmã enquanto batia nas costas da pequena, que parecia não ter três anos ainda. Finalmente, ela cuspindo o que quer que fosse, antes que qualquer um dos mais velhos viesse acudir. John viu que quando finalmente chegaram, o que parecia ser o mais velho deles não pensou duas vezes em partir para cima de Peter. John viu com o coração apertado, Peter gritando e tentando fugir, enquanto apanhava. A garotinha se colocando entre os dois, tentando proteger Peter, com os olhos brilhando vermelhos para o tio, enquanto rosnava. Ela continuou até eles se afastarem. John viu que a expressão dela se suavizou quando virou para Peter, e os olhos voltaram a cor azul habitual. Ela secava seu rosto com as pequenas mãos e o abraçava para que se acalmasse. A cena acabava com Thalia chegando logo depois e checando se Peter e a garotinha estavam bem.
Os dois sempre estavam juntos. Aprontando juntos. E John reparou que todos pareciam brigar sempre com Peter, por mais que a culpa fosse dos dois. Os dois pareciam grudados. E John achava difícil imaginar como todo aquele amor e companheirismo terminaram em morte.
Na cena seguinte estavam sozinhos brincando no mesmo parquinho do começo da fita e a voz do homem perguntava por que ela era tão grudada no tio. Peter olhava para a câmera, ele parece ter uns oito anos. John reparou que ele se parecia muito com o pequeno Derek nessa idade. Laura parecia ter uns quatro. Ela olhava com uma expressão brava para câmera e olhos brilham vermelhos. 'Peter é o meu gêmeo de outra mãe', ela disse. O homem riu.
John pausou a fita na expressão dela. Eram os mesmos olhos vermelhos que ele vira antes. E não tinha Peter dito algo semelhante ao ver a foto que ele mostrara? John passou as mãos no rosto. Talvez estivesse vendo coisas.
Deu play novamente. Laura ignorou o homem que filmava e voltou a brincar com Peter, que parecia não ter prestado atenção no que ela falara. A cena acabava ali. Depois seguiam várias cenas dos dois crescendo juntos, sem nenhum diálogo. Eles sentados vendo um desenho qualquer na televisão. Brincando, concentrados num mundo só deles. Os dois no que parecia ser uma biblioteca, lendo livros que pareciam muito antigos perto de um homem moreno que John reconheceu como sendo o veterinário Deaton.
Vendo os dois de perfil, John não pôde deixar de comentar que Peter e Laura realmente pareciam gêmeos. A diferença era obviamente o sexo dos dois, a idade, e que enquanto os cabelos de Peter eram mais puxados para o dourado, os dela eram mais avermelhados.
As cenas seguiam os dois por anos, o que era visível pelas mudanças físicas nos dois e pelo aparecimento de um novo bebê de cabelos pretos e olhos claros. John reconheceu-o como sendo Derek. Peter e Laura tomando conta de Derek, que seguia os dois para cima a para baixo. Os três maiores, e mais um bebê, uma menina de cabelos e olhos pretos, como a mãe. Peter a carregando para cima e para baixo. O nome era Cora. Peter e Laura aprontando e Peter sempre sendo castigado por isso. John percebeu que dos três maiores, Laura parecia ser a mais protetora, enquanto Derek era o inocente e Peter parecia sensível demais. Tinha perdido as contas de quantas cenas no passar dos anos registrados Peter acabava em prantos, com Laura protegendo-o sempre com seus olhos brilhando vermelhos. Em nenhuma vez os olhos de Peter brilharam daquela cor.
John parou a fita novamente. Alguma coisa estava errada ali, mas ele ainda não tinha certeza do que exatamente. Tirou a fita e guardou-a na caixa. Desligou toda a aparelhagem. Ele passou as mãos nos cabelos, cansado. Talvez fosse melhor dormir e continuar no dia seguinte. E ele tinha uma boa ideia de por onde começar.
Quando estava nas escadas ele voltou e pegou a fita. Com ela em mãos, ele foi para seu quarto.
Stiles acordou no dia seguinte e desceu para preparar o café para ele e seu pai, quando notou um bilhete na mesa.
"Ligaram do serviço e tive que entrar mais cedo.
Não esqueça de tomar café-da-manhã.
Tente não colocar fogo na casa.
Não mate ninguém no trânsito.
Ass. Pai"
Ele riu depois de ler e foi pegar o pacote de cereal e o leite. Olhou pela janela e viu Peter correndo atrás do filhote pela rua. Sorriu e misturou tudo numa tigela.
John parou o carro na rua e foi em direção à porta de vidro. Tomando coragem, ele bateu à porta.
–Estamos fechados ainda – disse o homem ao abrir a porta – Xerife Stilinski – reconheceu.
–Eu sei que só vai abrir mais tarde, mas gostaria de saber se poderíamos conversar um pouco antes disso? Eu realmente gostaria da sua ajuda com algumas dúvidas que tenho – falou John, mostrando a fita e sua etiqueta.
–Claro. Entre – convidou Alan Deaton, ao abrir a porta de clínica veterinária.
Fim do cap. 9
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