Uma segunda chance

34 Capítulo 34 - O fundo do poço


Notas iniciais
Bom, esse capítulo foi cortado de novo. Não é nesse ainda que consegui colocar a morte de um personagem. Então, vou ficar devendo. Se passa do sexto mês até quase o sétimo mês de gestação do tio. Eu amei o resumo, e ele me deu um trabalho do cão para escrever e organizar. Mas realmente gostei dos acontecimentos do capítulo. Não sei se depois de desenvolver tudo e acrescentar os diálogos, ele ficou tão bom quanto eu esperava ou se perdeu algo. Vocês vão me dizer isso ^^

Os paramédicos chegaram rápido à Mansão, o que foi a salvação de Peter, já que de acordo com Stiles, se tivessem encontrado Peter alguns minutos depois o teriam perdido.

John foi avisado e foi direto para o hospital, e não pode deixar de entrar em pânico quando chegou junto com a ambulância. Stiles não mencionara a gravidade ou o tipo de ferimento que Peter tinha sofrido, então quando viu os paramédicos correndo com a maca, e tentando manter Peter respirando com um tubo na garganta, ele quase surtou. Era tanto sangue.

–Você fica e espera aqui, John. Não pode entrar aí – Melissa disse, barrando a entrada dele na sala de emergência.

–Mas ele está lá – ele respondeu numa voz fraca – Tanto sangue – parecia atordoado.

Ela segurou seu rosto com as mãos e disse:

–Fique aqui. Lá você só atrapalharia – ela falou curta e grossa, trazendo-o à realidade – Eu venho trazer notícias, assim que souber de algo – ela prometeu e correu para a emergência.

Assim que John se sentou, Stiles chegou com Derek, que estava bastante pálido e não parecia não se aguentar em pé.

Quando viu John olhando o garoto, Stiles explicou que Derek estava bem, só tinha desmaiado quando os paramédicos chegaram e perguntou como Peter estava. John deu de ombros, não sabia a resposta.

Minutos depois, Chris e os outros chegaram.

–Que diabos aconteceu com você? – ele ralhou com o lobisomem quando o viu e foi verificar se ele estava bem. Surpreendeu-se quando os olhos do filho brilharam azuis e não o vermelho intenso habitual – Explique – exigiu de Stiles.

–Ele tentou curar o Peter, eu acho – ele falou incerto e ficou espantado quando Derek começou a chorar.

Chris olhou para John, que olhava fixamente para a sala onde levaram Peter e entendeu a gravidade da coisa. John o encarou e apesar de Chris não dizer “Eu avisei”, tal mensagem estava implícita em seu olhar. E isso fez com que John se sentisse péssimo.

Eles ficaram horas lá a espera de alguma notícia. E ela só veio quando ele foi liberado para a UTI. Poderiam vê-lo agora.

–Como você pôde ser tão irresponsável a esse ponto, seu moleque? – o médico de idade falava – Ele só não morreu por um milagre.

–Não tinha como isso ter sido previsto. Ele estava melhor, só um pouco estressado com o pai que tinha voltado. Não havia motivos para acreditar que ele fizesse algo assim. Nós tínhamos feito progresso – o doutor Gregory falou claramente irritado. Conhecia seu paciente muito bem.

–Você era o psiquiatra dele. Sabe as condições dele físicas dele no momento. Deveria ter levado tudo isso em conta. Se prepare porque a corda vai estourar para o seu lado – o médico avisou – Esse hospital não vai arcar com os seus erros.

–O que isso quer dizer? Está me ameaçando? – O doutor Gregory perguntou surpreso.

–Não, Dr. Gregory, estou avisando – o médico respondeu quando viu John entrando na UTI – Espero que saiba fazer outra coisa além de ser psiquiatra – ele disse rudemente, deixando-o estupefato.

Ele caminhou até John e se apresentou.

–Você deve ser o Sr. Stilinski — John concordou com a cabeça – Eu sou o Dr. Bronson e sou o psiquiatra responsável aqui do hospital. O seu marido passou por alguns procedimentos – ele viu que John não prestava muito atenção e parecia procurar pelo marido – mas não creio que devemos entrar em detalhes agora, não é mesmo? Deve estar ansioso para vê-lo – ele disse chamando atenção de John – Ele está internado aqui na UTI e o seu estado no momento é crítico. Então até ele melhorar, deve ficar por aqui. Quando estabilizar, será transferido para um quarto – explicou.

–Está fora de perigo? – John perguntou.

–Correu tudo bem, mas ele precisa ficar em observação aqui, Sr. Stilinski – o médico disse de forma neutra, sem querer se comprometer – Devo alertá-lo que foram necessários vários pontos na incisão, e que por conta dela foi necessária uma traqueostomia – John concordou e ele o levou para o leito.

Nada que o médico alertou poderia prepará-lo para o que viu. Um curativo enorme e ensanguentado cobria quase toda a extensão de seu pescoço. Um tubo conectava sua traqueia a um aparelho barulhento. Seu corpo parecia frágil demais, coberto por aquele lençol fino e frio.

Ele sabia que em UTI não era permitido o paciente ficar com qualquer tipo de roupa, mas era diferente quando era o seu marido. Não gostava do quão vulnerável Peter parecia ali.

Ele se sentou ao lado da cama e pegou com muito cuidado a mão do outro.

–Eu sinto muito. Eu sinto muito por não estar lá. Eu devia ter percebido – ele disse antes de começar a chorar compulsivamente.

Melissa, que entrou para avisar que os outros também gostariam de ver o lobisomem, mudou de ideia quando viu o estado dele. Voltou e pediu para os adolescentes deixarem o xerife sozinho com ele, pelo menos aquela noite.

Peter passou vários dias no hospital, normalmente dopado com tantos medicamentos para dor.

Conforme prometido pelo médico, assim que seu estado ficou estável o suficiente, ele foi transferido para o quarto e todos puderam visita-lo já que os horários de visitas eram muito mais flexíveis que a UTI.

John estava ao seu lado quando ele recobrou a consciência. Ele viu seus olhos abrindo com dificuldade e respirou aliviado quando ele pareceu reconhecê-lo. Porém seu alívio foi curto quando viu que ele se agitava, incomodado por não conseguir se comunicar.

–Não faça isso. Vai se machucar – pediu John, tentando segurá-lo.

Suas palavras chamaram atenção dos adolescentes que acordaram no susto, e correram para segurá-lo. Logo Melissa apareceu na porta, após ver as mudanças nas leituras de Peter, e acionou os outros enfermeiros que vieram com as contenções.

Peter foi novamente sedado.

O psiquiatra chamou John e sugeriu uma internação. John parecia incerto se esse era o melhor caminho, mas os adolescentes e Chris acabam se intrometendo, dizendo que ele estava pior, e que precisava de cuidados que nenhum deles poderia dar. Relutantemente, ele concordou.

E ficou decidido que Peter seria transferido para a clínica psiquiátrica Echo House, assim que tivesse condições para tal.

Decidir algo era fácil. Colocar em prática era outra história. Peter teve que ser sedado para a transferência, pois não reagiu nem um pouco bem á menção dessa clínica. John suspirou desanimado quando imaginou qual seria a reação dele ao saber que ficaria lá por um tempo.

John acompanhou a transferência para se certificar que ele estava bem. E quando chegou ao lado do carro, viu um jovem de uns trinta anos esperando-o. Ele parecia ansioso. Quando se aproximou, John o reconheceu. Era o psiquiatra de Peter.

Ele ignorou o médico que o chamava, bufou e foi abrir a porta do seu carro.

–Eu só preciso de dois minutos, xerife – ele disse – Por favor – pediu.

John consentiu e o médico começou a falar. Falava rápido, parecia nervoso.

Ele explicou como Peter não reagiria bem a ser forçado a ficar longe, e como ele veria isso como um abandono. E que isso o faria regredir ainda mais.

–Você deveria realmente me contar tudo isso? Não é contra e relação confidencial de médicos e pacientes? Não é antiético? – John ralhou com ele.

–Não. Ele não é mais meu paciente, e eu não sou mais médico – ele respondeu – Dr. Bronson entrou com um processo no conselho. Minha licença foi cassada – ele falou sem graça – Mas eu me preocupo com ele, e é por isso que estou aqui.

–Eu sinto muito pela sua licença. Não pedi que fizessem isso – John falou sem graça. Sabia que Peter se sentia bem na terapia.

–Não sinta. Depois eu resolvo isso – ele falou resoluto – Ele tem uma enorme dificuldade de separar a realidade da imaginação – ele voltou ao assunto – E a imaginação dele é fértil demais. Para ele, isso é normal. Era o meio de fuga dele que tinha para se proteger.

–A imaginação dele não o protegeu agora, não é? – John respondeu contrariado – Eu estou fazendo isso para protegê-lo, doutor. Tenha certeza disso – John falou, antes de entrar no carro, deixando o médico falando sozinho.

–Mas assim só está matando-o – o médico falou ao vê-lo partir com o carro.

Quando Peter acordou, ele não reconheceu o lugar onde estava. Aquilo não parecia o hospital e não era sua casa. Percebeu as contenções que seguravam seu corpo, presas fortemente e o sentimento de desespero dominou o seu ser.

Ele só se acalmou quando sentiu a mão quente de John em seus cabelos. John estava lá, então tudo acabaria bem.

–Onde estou? – ele perguntou com muito custo. Sua voz estava fraca e doía muito para falar.

–Sinto muito por não ter cuidado melhor de você – disse John, beijando seu rosto – Mas isso vai mudar – ele falou e Peter teve um mau pressentimento.

–Do que está falando? Que quarto é esse? – ele perguntou e tossiu. Sua garganta estava muito irritada.

Ele viu os olhos de John se encher de lágrimas antes dele responder:

–Você não está bem, Peter. Os médicos acham que um tratamento mais... – ele parecia procurar a palavra correta com muito cuidado – intensivo seria melhor. Um que você possa ser observado vinte e quatro horas por dia.

Peter sentiu um vazio dominando seu peito. Todo o receio que tinha de ser abandonado veio com força total.

–Você não pode me deixar – ele falou um tanto histérico e chorando – Não foi minha culpa.

–Você cortou sua garganta, Peter – John falou bravo, calando o outro. Respirou fundo e tentou se acalmar – Você disse que estava bem. Você me prometeu que não faria algo assim e mesmo assim tentou a trigésima segunda vez – falou desanimado, fazendo Peter arregalar os olhos – Você sequer pensou em alguém antes de fazer isso? Você não pensou eu como me sentiria se fosse tivesse sido bem sucedido? – terminou, fazendo o outro chorar.

–Eu não fiz nada – ele falou em meio ao choro – Antes foi diferente. Eu não tinha ninguém – ele começou a soluçar – Você tem que acreditar em mim, John. Eu amo você. Não foi minha culpa.

–Se acalme – John falou, abraçando o corpo do outro e acariciando seus cabelos – Eu te amo demais para deixar você piorar. Você precisa de cuidados – ele disse, tentando convencê-lo e se convencer também.

Nada parecia acalmar o outro, que continuava a chorar.

–É só por um tempo – ele continuou a falar – E virei vê-lo sempre que puder – ele se comprometeu.

Depois de um tempo, finalmente Peter, que ainda estava sob efeito de medicamentos foi vencido pelo cansaço e pelo stress e dormiu, com John afagando seus cabelos e enxugando suas lágrimas.

Quando acordou, Peter estava sozinho no quarto. As lágrimas desciam descontroladas por seu rosto. Seu peito doía. Ele nunca se sentira tão sozinho.

Os adolescentes estavam na casa de Chris jantando quando ouviram um uivo agoniado. Ninguém precisava falar, todos sabiam a quem pertencia.

Os olhos de Derek se encheram de lágrimas e ele abaixou a cabeça, não querendo se expor. Os outros também não ficavam atrás. E o clima do jantar que já não era animado, ficou digno de um velório.

–Vocês tem que ser fortes por ele. Ele precisa de cuidados – Chris falou e todos acataram e voltaram a comer.

No final da noite, Peter acordou com o som de uma máquina. Ele abriu os olhos e foi momentaneamente cego pelo flash disparado em sua direção. Quando recuperou a visão, ele viu uma figura suspeita, trajada de enfermeiro, tirando fotos suas. Ele tentou falar ou gritar, mas foi impedido pela fita que tapava sua boca.

–Você tem ideia da fortuna que valerão essas fotos? – o homem perguntou dando um sorriso irônico em sua direção – Vou poder me aposentar antes dos quarenta, e devo tudo a você, Senhor Assunto do Momento – falou ao segurar bruscamente o rosto de Peter para cima para fotografar a cicatriz horrenda em seu pescoço.

Satisfeito com o resultado das fotos, ele se aproximou de Peter e acariciou seu rosto.

–Acho que entendo o que o xerife vê em você.

Peter tentou se afastar, mas só conseguiu virar o rosto. O homem riu da atitude.

Ele percorreu os dedos pela barriga do lobisomem como uma criança curiosa que precisar mexer para realmente entender o que é.

–De quantos meses está? Seis? Sete? – perguntou ao achar a barriga grande demais. Peter o ignorou – Há quanto tempo não faz sexo? – perguntou em seguida, fazendo a respiração de Peter acelerar.

O homem se divertiu com o terror do outro e desceu a mão até o cós da calça de Peter e apertou seu membro. Peter fechou os olhos com força, deixando uma lágrima escapar, o que não passou despercebido pelo homem.

–Essa lágrima só me deixa com mais vontade de te foder – ele fala, rindo maliciosamente.

Ele enfiou a mão por baixo da roupa, se deliciando com o terror do outro, e começou a massagear o membro do lobisomem.

A respiração de Peter voltou ao normal e parecia que nada demais estava acontecendo.

O homem se surpreendeu quando percebeu que Peter tentava abrir as pernas, dando acesso completo a ele. Ele olhou para Peter, e viu que ele seguia seus movimentos com os olhos.

–Você está gostando disso, não é? – ele perguntou aumento o ritmo – Vadio – ele falou, largando o membro rijo e inserindo os dedos no outro.

Ele viu Peter mexendo o dedo indicador, chamando para mais perto.

Ele sorriu e se aproximou. Viu a mão de Peter tentando alcança-lo, mas não conseguindo por causa das contenções.

–Eu não posso tirar isso – ele falou e Peter levantou o quadril, e rebolou nos dedos dele, que ainda estavam nele e deu um gemido longo ao mesmo tempo.

Ele sentiu a calça ficar apertada. Passou a língua nos lábios, pensou um pouco e se decidiu.

Tirou os dedos do outro e soltou sua mão das contenções, e depois a outra e os pés. Tirou a fita que servia de mordaça também. Poderia colocar tudo depois de novo.

O lobisomem sorriu e se sentou na cama. Ele puxou o homem pelo colarinho da blusa bruscamente e começou e soltar botão por botão da camisa do outro.

–Você sabe por que estou aqui? – o lobisomem perguntou numa voz doce, ao desabotoar a blusa inteira do outro.

–Tentou suicídio – o cara falou, tirando as calças rapidamente, fazendo o outro rir.

–Não – ele respondeu com a cabeça abaixada – Eu estou aqui porque sou louco – falou com os olhos brilhando um vermelho intenso e com um sorriso maníaco no rosto.

Os gritos do homem ecoaram pela clínica. Mas o que eram alguns gritos no meio de tantos outros?

Quando Peter abriu os olhos novamente, ele estava sentado no canto do quarto e o homem estava no chão imóvel. Tomou um susto quando viu Laura na sua frente.

–Você está bem? Ele não vai mais te atormentar. Acho que o assustei bastante – Laura riu. Tinha um sorriso maldoso no rosto.

–Ah, para de se vangloriar. Até parece que fez tudo sozinha – Pi reclamou por não ser reconhecida. Ela estava sentada na cama e mascava chiclete – Além do quê, ele era um molenga – ela falou olhando para Peter.

–O que é um molenga, Pi? – perguntou Pete com uma voz inocente. Ela desceu da cama e se agachou na frente dele, apertando suas bochechas sem responder.

–E você sai daqui, seu verme. Se voltar pode ter certeza que eu te mato – Junior disse ao chutar o homem até ele acordar, colocando-o para fora em seguida.

Ele estava vendo todos ali. Estavam todos fora.

Peter fechou os olhos com força e depois os abriu novamente. Eles ainda estavam ali.

Nos dias seguintes, Peter foi forçado a participar da terapia em grupo com a Srta. Morell, mas era difícil se concentrar já que Laura e os outros álteres falavam o tempo todo e tinham um verdadeiro prazer em fazer comentários inoportunos.

Quando ela mencionou o nome de John, ele conseguiu se concentrar o suficiente para perguntar quando ele viria.

Ela lhe deu um sorriso triste e disse que por enquanto ele só tinha uma visita por semana autorizada, e que até ele mostrar alguma melhora em seu quadro, isso não aumentaria.

Ele se encolheu quando ouviu isso. No passo em que estava John não viria tão cedo.

Os dias finalmente passaram e John correu para a visita. Ele ligava todos os dias, mas não era a mesma coisa. Queria vê-lo, abraça-lo.

Chegando lá foi encaminhado para a sala do psiquiatra-chefe e recebeu a notícia de que Peter não estava muito bem. Seu quadro tinha evoluído para pior, e agora ele via todos os álteres o tempo todo.

–Eu o coloquei aqui para melhorar, e não o contrário – disse John irritado.

–Entenda, Sr. Stilinski. Esse foi o mecanismo que ele achou para conseguir se adaptar, de não se sentir tão sozinho de uma hora para outra. E isso também tem um lado positivo. Agora ele pode aprender a lidar com todos os álteres com o tempo – o psiquiatra falou.

–Quanto tempo? – John perguntou.

–Um mês, um ano, uma vida toda. É difícil estimar. Tudo vai depender da resposta dele – ele falou exterminando as esperanças do outro.

John tentou se acalmar antes de ir ver o marido.

Quando ele o encontrou junto aos outros pacientes, Peter estava sentado num banco, encolhido e longe dos outros. Parecia resmungar algo para si mesmo, mas parou quando viu John.

Ele levantou rápido, o que era surpreendente levando em consideração o tamanho de sua barriga, e voou nos braços do marido. Eles se abraçaram fortemente por um bom tempo.

John o afastou para poder olhá-lo direito. Ele parecia abatido, mais magro.

–Não está dormindo direito? – Peter perguntou, tirando-o de seus devaneios, ao colocar uma mão em seu rosto.

John não dormia bem desde que Peter tinha dado entrada no hospital depois do incidente. Não conseguia dormir sem ele. No máximo cochilava durante o dia em algum canto, e isso estava afetando seu trabalho. Mas ele não podia dizer isso para o marido que já tinha tantos problemas.

Ele só sorriu e disse que estava trabalhando demais, o que não era mentira já que estava praticamente o tempo todo na delegacia ultimamente.

Peter abaixou os olhos e pediu desculpas.

John o abraçou mais forte e eles começaram a conversar.

Peter contava sobre sua rotina ali e quando John percebeu que ele ficou tenso, ele acabou contando como via os álteres e Laura o tempo todo agora. Falou como eles falavam o tempo todo, e que às vezes era difícil se concentrar em outra coisa.

John perguntou se ele achava ruim a presença deles.

Peter falou que eles faziam companhia e que o protegeram quando o homem invadiu seu quarto no primeiro dia.

John achou isso estranho e perguntou exatamente o que aconteceu. Peter contou o que o homem fez e o que eles fizeram em retaliação.

Ele ficou furioso e teve que se conter para não sair correndo para quebrar a cara do diretor. Peter percebeu e pediu para que ele se acalmasse e que ficasse mais um pouco com ele, já que o tempo era curto.

O lobisomem perguntou quando poderia sair de lá e John disse que não sabia.

–Eu não aguento mais ficar longe de todo mundo, John – ele admitiu chorando – Você disse que seria por pouco tempo. Uma semana já é tempo demais.

–Só se acalme, ok? – John pediu ao ver que enfermeiros estavam prestando atenção no lobisomem.

–Eu não quero me acalmar! Você prometeu. Agora cumpra! – ele gritava descontrolado.

–Eu vou dar um jeito – John prometeu enquanto os enfermeiros o imobilizavam e dopavam, já que estava causando um alvoroço no pátio, estressando os outros pacientes.

John estava com a cabeça quente. Não esperava ter que presenciar uma cena daquelas. Era deprimente. Decidiu redirecionar sua raiva para quem era de direito.

Para isso ele foi até o diretor exigindo saber o porquê ninguém mencionou alguém invadindo o quarto do seu marido. O diretor pediu que ele se acalmasse e chamou o psiquiatra-chefe.

Quando o psiquiatra-chefe chegou, ele explicou que aquilo, na verdade, era somente uma alucinação de Peter, uma explicação plausível para sua mente de que havia necessidade de todos os seus álteres ali. Ele pediu desculpas por não ter comentado antes, e disse que achou desnecessário citar detalhes assim quando John já parecia tão culpado por deixa-lo lá.

Ele também disse que Peter ficou bastante abalado com a visita, e que talvez fosse melhor que John não viesse na semana seguinte, para assim dar um tempo maior para que ele se adequasse às instalações.

O xerife ficou arrasado, mas acreditou nos dois e foi embora.

–Espero que a doação desse paparazzo seja bem gorda para valer essa dor de cabeça toda – o direto disse rispidamente para o psiquiatra.

Uma semana passou e Peter ficou arrasado quando John não apareceu.

Peter estava olhando para ele e chorava. Ele tentava se aproximar, mas a distância entre eles parecia não diminuir nunca. Ele via sangue começando a escorrer de sua boca, olhos, nariz e ouvidos. E não conseguia fazer nada. Peter estava morrendo. Sentiu seu coração apertar quando viu o outro urrar de dor. “Não”, ele gritou. “Não”, correu para o outro.

–Não! – falou ao acordar no susto do pesadelo que teve. Sonhara com aquilo nos últimos dias e a cada dia o pesadelo ganhava detalhes mais realistas, mais grotescos.

Ele se arrumou rapidamente para o serviço e quando saiu deu de cara com o doutor Gregory que o aguardava.

–Olha, você tem que ouvir isso – Gregory disse antes – Eu revirei todas as minhas anotações para ver se eu não estava perdendo nada. E não estava. Essa “tentativa de suicídio” – ele fez questão de gesticular as aspas com os dedos – não bate – terminou sorrindo.

Daí ele contou, sem muitos detalhes, como Peter estava, como os álteres se apresentavam e o papel de cada um, e como era a dinâmica entre eles.

–Deixá-lo lá é um erro. Ele vai se sentir abandonado e vai se fechar. E vamos perder toda a evolução que já tivemos até aqui.

–E por que diabos não falou que ele realmente cogitou algo assim? Você tinha que ter me avisado, e não feito uma anotação numas anotações – John falou indignado.

–Ele não pensou nisso. Ele me fez pensar, correr atrás. Ele não se enquadra nos livros, ou pelo menos não em só um – ele falava rapidamente, e por um segundo lembrou Stiles — Ele me fez pensar fora da caixinha — ele falou e isso deu um estalo em John, que largou o médico e o deixou falando sozinho enquanto partia para a delegacia. Analisaria todas as fotos do incidente, talvez tivesse perdido algo.

Quando Stiles chegou com Derek, eles viram John com um monte de papel espalhado pela mesa de jantar.

–Caso novo? – Stiles perguntou ao se sentar à mesa junto ao pai.

–Estou revendo os arquivos do incidente com o Peter – John falou e Derek juntou-se a eles – Quero ver se não estou ignorando algum fato.

Eles vararam a noite a não conseguiram achar nada.

Mais uma semana passou e John foi visitar o marido na clínica, mas quando chegou lá Peter estava na cama, dopado e com contenções.

–Ele ficou muito agitado nos últimos dias. Por isso estão mantendo-o medicado – o enfermeiro explicou quando viu que John parecia desanimado ao vê-lo inconsciente.

–Ele está comendo direito? – John perguntou quando ficou com a impressão de que Peter parecia mais magro do que na semana anterior.

–Ele anda com muitos enjoos por causa das medicações.

–E isso não é perigoso para o bebê? — John perguntou preocupado.

–Eles estão preocupados com o bem estar do seu marido, fique tranquilo – o enfermeiro respondeu e os deixou a sós.

John não pôde deixar de notar que em nenhum momento o enfermeiro citou o bem estar da bebê.

Os dias seguintes se arrastaram.

John estava em sua sala, revendo novamente os papéis do incidente, e examinando duas amostras de sangue distintas quando Adam entrou esbaforido em sua sala, xingando.

Ele jogou uma revista na mesa de John, claramente alterado. John abriu a revista e viu fotos de Peter internado.

Peter estava falando a verdade sobre o homem que invadiu seu quarto.

Dizer que John viu vermelho era ser sutil. Ele sentiu uma cólera que há muito não sentia.

Pegou as chaves da viatura e saiu desembestado porta afora. Mal reparou que Adam o seguia. Saiu da delegacia rumo à clínica cantando pneus.

Chegando lá não teve o menor pudor em invadir a pontapés. Ele respirava fundo e seu olhar percorria tudo à procura do lobisomem. Adam o seguia dando cobertura, mantendo os seguranças e enfermeiros afastados e sob sua mira.

Ele suspirou aliviado quando avistou Peter numa cadeira do pátio tomando sol.

Ele se aproximou chamando-o, mas não obteve resposta.

–Peter? – John o chamou, fazendo-o sem encolher e piscar pesadamente.

–Ele está bem? – Adam perguntou, preocupado.

–Eu não sei – John falou, quando viu que Peter continuava na mesma posição, e parecia ter o olhar perdido no nada.

Não aguentando, John o abraçou.

–Vou tirar você daqui – ele falou no ouvido do outro e sentiu o corpo do mais novo relaxar contra o seu.

Os enfermeiros tentaram se aproximar e impedi-lo, mas John sacou a arma e apontou para eles, fazendo-os se afastar. Guardou a arma quando Adam tomou seu lugar e pegou Peter sem muito esforço e saiu de lá.

Quando chegaram à viatura, Adam viu que ele parecia meio perdido e se ofereceu para dirigir o carro e John foi no banco de trás com Peter deitado parte em seu colo, parte no banco.

Ao chegar em casa, Adam o ajudou a leva-lo para dentro, uma vez que ele parecia não conseguir ficar acordado.

Eles o colocaram no sofá e em segundos ele estava dormindo profundamente.

–Não é melhor o levarmos para um hospital? – Adam perguntou ao ver o estado do amigo.

–Não. Sem mais hospitais – o xerife negou veemente – Eu já sei quem chamar.

Não demorou muito para que Deaton chegasse. Ele examinou o lobisomem enquanto John contava uma versão resumida dos fatos e o emissário percebeu que John parecia bem nervoso e angustiado.

Deaton explicou que Peter estava dopado, e que estava magro demais, e que seriam necessários exames para saber as reais condições dele. John se prontificou a levá-lo assim que fosse possível.

Ele então conectou Peter a um soro, já que ajudaria o organismo a se livrar de substâncias estranhas.

Adam ouviu a porta abrindo e deu de cara com Stiles e os outros adolescentes.

Stiles se aproximou para vê-lo e tomou um susto com sua aparência. E os outros não puderam deixar de concordar. John ainda tinha visto ele naquelas semanas, mas a última vez eles tinham-no visto foi no hospital, e agora ele parecia pelo menos uns dez quilos mais magro.

–Por que o tirou de lá? Ele não parece bem – Chris fez a pergunta que não queria calar.

–A pergunta deveria ser por que eu não o tirei antes – John respondeu rudemente – Ele nunca deveria ter ficado ali – ele falou entredentes para o caçador.

O emissário, percebendo que a coisa não acabaria bem, pediu para que todos voltassem depois, porque Peter realmente precisava descansar.

Eles acataram e foram embora. O veriam no dia seguinte.

–Se precisar de alguma coisa, é só me ligar – falou Adam ao sair.

John ofereceu sua mão e o outro a aceitou, apertando-a.

–Obrigado – ele disse, olhando nos olhos do mais novo.

–Disponha – Adam respondeu e deu um sorriso. Sabia o quanto aquilo era difícil para o outro.

Quando todos saíram, John trancou a porta. Ele suspirou e voltou para o lado de Peter.

Não demorou meia hora para que o soro acabasse. E quando isso aconteceu, John fechou o fluxo, e com um cuidado absurdo tirou o micropori e a agulha.

Olhou para o lobisomem quando sentiu olhos acompanhando seus movimentos e o viu com os olhos marejados.

John ajudou-o a se sentar no sofá e juntou-se a ele, sentando na sua frente.

Ele viu que Peter olhava ao redor e parecia meio perdido.

–A mansão era muito longe e muito vazia sem você – John falou quando viu que ele olhava a casa — Eu mudei pra cá de volta com o Stiles, ao invés de ir pra minha casa, porque essa me lembrava mais de você – ele balbuciou o restante. Sentia-se envergonhado por tanto sentimentalismo. Uma casa era uma casa e nada mais que isso.

Acordou de seus devaneios quando sentiu os dedos do mais novo tocando seu rosto delicadamente, com uma incerteza nítida. Viu uma lágrima caindo de seus olhos quando percebeu que realmente conseguia tocá-lo.

–Eu sinto muito – John falou ficando com os olhos marejados, ao sentir o outro acariciando seu rosto – Eu devia ter acreditado em você, e não ter ido pela cabeça dos outros. Eu sinto muito.

Peter fechou os olhos e encostou sua testa na do outro enquanto pousava sua mão no rosto do outro o acariciando.

John não parava de repetir o quanto sentia muito e Peter sentiu uma fúria dominando-o ao se lembrar do quão facilmente o outro o deixou para trás, sem sequer visita-lo. Esquecido.

E antes que John pudesse reagir, ele lhe deu um violento tapa.

John se assustou com o impacto, por mais que a força não o tivesse machucado, e pelo fato do golpe ter vindo do lobisomem, que dificilmente se alterava.

Ainda atordoado com o primeiro, ele recebeu um segundo e um terceiro.

Por instinto, ele segurou a mão de Peter, só para acertado com a outra. Ele segurou rapidamente a outra e só então reparou que seu marido estava chorando, sem fazer barulho algum.

–Eu sinto muito. Eu realmente sinto – ele o abraçou – Eu te amo mais que tudo. Eu fui burro por ter dado ouvidos aos outros – ele falou se justificou – Os dias longe de ti foram um inferno – ele admitiu, se afastando e segurando o rosto do outros com suas duas mãos – Eu nunca mais quero ficar longe de você – ele o abraçou – E não vou deixar mais ninguém te fazer mal – ele prometeu, beijando a esta do outro – Mesmo que eu morra para isso.

Quando ele terminou, os dois estavam chorando abraçados. E ficaram assim por muito tempo.

No dia seguinte, quando John acordou percebeu que Peter já estava acordado e estava encostado na cabeceira, novamente com o olhar perdido no nada.

–Peter? – ele o chamou e pôde jurar que os olhos dele brilhavam um laranja intenso antes de voltar ao habitual azul – Está com fome?

Depois de um tempo, Peter balançou a cabeça negativamente.

–Mas você tem que comer. Eu faço um café da manhã caprichado para a gente.

A campainha tocou, fazendo o lobisomem virar a cabeça na direção da porta. John continuou sentado na cama, na esperança de quem quer que estivesse tocando a campainha fosse embora, mas a campainha continuou a tocar.

–Eu já volto – ele disse, ao dar um beijo no rosto do outro e descer rapidamente.

Era Adam. Ele pediu desculpas, totalmente sem graça, e disse que a mãe ficou enchendo o saco e não calava a boca, exigindo ver o Peter. E enquanto ele falava, ela invadiu a casa, passando por John, a procura do lobisomem.

Ela o encontrou no pé da escadaria. Eles se encararam e Peter abaixou a cabeça e se encolheu, envergonhado pelo seu estado.

–Como eu senti sua falta, meu menino! – ela disse feliz ao abraça-lo. E ele a encarou quando percebeu que ela tinha sido absolutamente sincera.

Daí ela começou a reclamar do filho que era um ingrato e que não gostava de nada que ela fazia, e quão injusto era carregar alguém por nove meses e ele virar um adulto chato.

–Ei – Adam falou indignado, chamando a atenção de Peter que observava a velhinha.

Ele deu um aceno sem jeito para o amigo que abaixou a cabeça novamente evitando contato visual.

–Você já tomou café? Eu poderia preparar algo para você ou alguma coisa que queira comer depois – ela continuou sem perceber o clima tenso do ambiente — Eu realmente sinto falta de cozinhar para alguém que aprecie meus esforços.

–Mãe, talvez agora não seja a hora – Adam falou, cortando-a e indicando o lobisomem que não a encarava.

Ela deu um sorriso triste para o lobisomem.

–Bom, podemos deixar para outro dia – ela disse ao dar um beijo no rosto de Peter.

Ela se virou para ir embora, mas foi impedida. Peter segurava seu pulso.

Ele levantou a cabeça, forçando-se a olhar para ela. Estava com os olhos marejados e parecia que fazia uma força absurda para não chorar.

Ela sorriu, beliscou sua bochecha e os dois seguiram para a cozinha.

John e Adam observavam enquanto a senhora procurava mantimentos enquanto Peter a observava do balcão atentamente, como se ela fosse fugir ou desaparecer a qualquer momento.

O dia passou voando.

Apesar da vontade dos dois de ficarem juntos o tempo todo, John achou melhor levá-lo numa consulta na Dra. Janice para verificar se estava tudo bem com ele e com a nenê.

O tempo estava gelado, apesar de ainda não ser inverno, e John precisou vestir vários casacos em Peter, que não parava de tremer de frio.

Assim que chegaram ao consultório, Peter foi atendido de imediato pela doutora.

Como John já suspeitava, a Dra. Ficou horrorizada com o estado de Peter, e eles saíram de lá com milhares de amostras grátis de vitaminas e uma dieta hipercalórica.

Quando chegaram de volta a casa, John se surpreendeu quando viu Gregory parado na porta esperando-os. Havia mais gente por lá, fotógrafos, jornalistas, mas nenhum deles ousava se aproximar da casa, pois o modo como o xerife tirou o marido da clínica já se espalhara pela cidade.

John o cumprimentou e Gregory disse a Peter que era bom vê-lo fora da clínica de malucos. Para surpresa de John, Peter sorriu.

Eles entraram e Gregory ficou conversando com Peter enquanto John fazia um café.

Gregory falava, falava e falava, mas nada de Peter responder. Ele só concordava e fazia que sim e não com a cabeça. O doutor achou estranho.

John voltou e serviu o café. Percebeu o ar tenso entre eles e decidiu melhorar, dizendo que Gregory tentou abrir seus olhos com relação à internação desde o começo.

Gregory perguntou o que aconteceu naquele dia. Peter ficou nervoso e tentou falar, mas nenhum som saiu.

O médico então pediu para que ele respirasse fundo e tentasse de novo. Ele balançou a cabeça negativamente.

–Você não consegue falar – o médico comentou mais para si mesmo do que outra coisa.

John parecia chocado. Até então, achou que Peter não quisesse falar.

Peter abaixou a cabeça, envergonhado.

–Isso, na verdade, é até bem normal depois do que você passou. Pode ser de fundo emocional ou até mesmo uma consequência dos procedimentos que teve que fazer. Em todo caso, é bom consultar um otorrinolaringologista primeiro.

A porta abriu e de repente a sala foi inundada de familiares. Gregory, ao ver que teriam muitas visitas, levantou-se.

John o apresentou a todos e o médico cumprimentou uma a um. Era bom finalmente poder colocar um rosto em cada pessoa que Peter descrevia.

–Bom, eu já estava de saída – ele disse a todos – Espero poder te ver em breve, Peter. Fique bem – falou ao se despedir do ex-paciente. Despediu-se de John e foi embora.

John viu que Peter parecia cansado e já ia pedir para que voltassem outro dia, mas Derek o ignorou e foi direto ao pai.

Ele parou de frente ao outro lobisomem, com uma expressão fechada quase idêntica ao seu eu adulto.

–Nunca mais faça isso – ele falou com raiva – Você não tem o direito – completou com os olhos cheios de lágrimas.

Peter o encarou surpreso e magoado.

–Você não tem o direito de me deixar sozinho – o jovem lobisomem completou e seus olhos brilharam azuis.

Peter fez uma cara de dor ao ver a cor dos olhos do filho e os seus brilharam laranja em resposta.

–Não. Você não é um ômega. Por que seus olhos estão dessa cor? – ele perguntou indignado – Você é um beta. Somos uma alcateia – ele falou, apontando para si e para os outros.

–E somos uma família, lembra? – Isaac completou, seus brilhando amarelos.

E os dois se aproximaram de Peter, abraçando-o. O fariam lembrar.

Os adolescentes rodearam Peter um pouco indecisos se podiam se chegar ou não, mas logo todos estavam na sala, embolados vendo tevê.

A atmosfera era tão tranquila que nem mesmo Argent teve coragem de interromper para que fossem embora.

Pouco tempo depois a campainha tocou novamente e era Adam e sua mãe novamente.

Ela trazia um monte de sacolas com vários tipos de comida.

Os adolescentes fizeram festa e se deleitaram quando viram como ela tratava o lobisomem bem.

Era a primeira vez em muito tempo que a casa ficava cheia e barulhenta, como devia ser.

John viu Peter observando a todos, com o rosto neutro, mas com um claro contentamento.

Quando Peter sentiu os olhos em cima de si, ele virou e encarou John de volta e deu um pequeno sorriso hesitante. Seus olhos brilharam azuis.

–Nós chegamos ao fundo do poço. E quando se chega lá, a única opção é tomar impulso e subir – John pensou.

Fim do cap. 34

Notas finais
Gostaram? Mandem suas opiniões. Eu realmente gostaria de sabe-las ;) Obrigada por lerem. Enquanto não atualizo essa, deem uma passadinha nas minhas outras fics. Seria legal saber a opinião de vocês ^^