Uma sacada em Londres
25 Anastácia
P.O.V. BELLA
Dia vinte e três de outubro eu estava dormindo tranquilamente, sem me preocupar com horários a final era sábado, quando sou acordada por Jake me sacudindo freneticamente.
— Bella, Bella, acorda.
— O que? – Perguntei sonolenta. – A casa tá pegando fogo?
— Não.
— Que horas são? – Perguntei.
— Quatro da manhã.
— Por que diabos você está me acordando então? – Perguntei mal humorada.
— O Edward acabou de me ligar e disse que está no hospital, a Rosalie está em trabalho de parto.
— Meu Deus! Vamos pra lá agora. – Eu disse feliz.
— Vamos.
Eu me levantei, tomei um banho rápido, vesti qualquer roupa que encontrei pelo caminho e nós fomos para o hospital andando, essa era uma vantagem de morar no centro, nós podíamos ir a qualquer lugar com uma simples caminhada e dentro de cinco minutos já estávamos lá.
Quando chegamos ao corredor onde Edward estava, o vimos sentado em uma cadeira com a mão na boca perplexo com algo e um casal de velhinhos sentados em dois bancos chorando inconsolavelmente, meu coração disparou imediatamente, parte por vê-lo novamente após três meses longe e outra parte por preocupação, eu me perguntava o que havia acontecido para ele estar daquela forma se seu filho acabara de nascer, bom, eu esperava que ele tivesse nascido realmente.
Jake e eu fomos até ele, que abriu um grande sorriso ao me ver. Ele parecia estar numa confusão de sentimentos, era evidente que ele estava muito feliz com a minha presença, mas também estava claro que ele estava triste por algo.
— Bella. – Ele disse me abraçando e depositando parte de seu peso em cima de mim, como se estivesse exausto demais para sustentar suas próprias pernas, como se precisasse urgentemente de um apoio. – Graças a Deus você está aqui, fiquei com tanto medo que não viesse.
— Edward. – Eu disse após parar de abraçá-lo e olhando em seus olhos. – Cadê o seu filho?
— É filha. – Seus olhos encheram de lágrimas rapidamente. – Ela é linda Bella, linda e nasceu perfeita, ela não é surda, nem muda e nem cega, nada do que o médico disse que ela seria, é uma linda menininha com quatro quilos setecentas e quarenta e sete gramas.
— Ai Edward, que bom. – Eu disse enquanto as lágrimas desciam por meu rosto de emoção.
— Só tem um problema.
— O que?
— A Rosalie, ela não resistiu.
— A Rosalie morreu?! – Perguntou Jake perplexo.
— Morreu. – Disse Edward olhando para baixo. – Mas ela morreu pela nossa filha, pela nossa princesinha, o bem mais precioso que Deus poderia ter me dado.
— Sim, com certeza. – Eu disse. – Mas Edward, quem são aqueles velhinhos ali sentados no banco e chorando?
— São os pais da Rosalie, eles vão ficar na casa dela por alguns dias, para arrumar as coisas pro enterro.
— Isso é tão triste. – Disse Jake.
— Põe triste nisso. – Eu disse. – Mas cadê a sua filha Edward?
— A enfermeira está dando banho nela. – Disse Edward com os olhinhos brilhando.
Nós ficamos ali por mais algumas horas, os pais de Rosalie saíram antes da filha de Edward chegar para resolver as coisas do enterro dela. A enfermeira chegou com ela embrulhada em um manto lilás às oito da manhã.
— Senhor Edward Cullen. – Ela chamou.
— Sou eu. – Disse Edward ansioso.
— Aqui, sua filha. – Ela disse entregando cuidadosamente o bebê nos braços dele. – O senhor já pode ir para casa com a sua filhinha, sinto muito por sua companheira.
— Tudo bem, obrigado.
— Disponha. – Disse a enfermeira se retirando.
Edward olhou para sua filha e imediatamente começou a chorar de emoção, eu não me contive e caí em lágrimas também, quando olhei para Jake percebi que ele também chorava.
— Meus parabéns meu amigo, ela é linda. – Disse Jake.
— É a princesinha do papai. – Disse Edward orgulhoso.
Ela era realmente linda demais, seus olhos eram castanho claro, da cor dos olhos de Rosalie, seus cabelos loiríssimos, o rosto redondo e bochechinhas fartas e rosadas. Ela estava acordada, mas não chorava, ela apenas nos olhava, examinava nossos rostos curiosamente.
— Qual vai ser o nome? – Perguntei.
— Anastácia. – Disse Edward imediatamente.
— É um belo nome, mas por que esse? – Perguntou Jake.
— Eu estava na sala de parto com a Rosalie segurando sua mão, quando a nossa filha nasceu , pouco antes de falecer ela disse: “Ela tem cara de Anastácia” e então ela se foi, acho que é o mínimo que posso fazer por ela ter posto a minha Anastácia no mundo.
— Sim, ela está certa. – Concordei. – Ela tem cara de Anastácia.
Não ficamos ali por muito tempo. Tomamos um bom café da manhã, depois Jake foi dirigindo o carro de Edward até a casa de Rosalie enquanto ele, Anastácia e eu íamos no banco de trás do carro, ela estava no colo de Edward e eu acariciava seu lindo rostinho e ela sorria fazendo com que nós dois nos derretêssemos.
— Ela gosta de você. – Ele disse. – Puxou ao pai.
Eu sorri para ele que imediatamente aproximou seu rosto do meu e me deu um selinho, quando nossos lábios acabaram de se separar ele me deu outro e depois outro.
— Edward. – Protestei sem a mínima vontade de fazer isso. – Você está segurando um bebê, não pode parar de prestar atenção nele.
— Ah, me desculpa, é que você me deixa assim. – Ele disse sorrindo. – O dia vai ser meio corrido hoje, mas prometo que a noite eu te compenso.
— Tudo bem, hoje nós vamos curtir a Anastácia, nossa linda menininha.
Nós fomos até a casa de Rosalie, os pais dela não estavam lá.
— E aí Edward? – Perguntou Jake. – Você vai ficar morando aqui com ela?
— Não, vou voltar para a sua casa.
— Mas e o bebê? – Perguntou Jake.
— Vai comigo. Tem algum problema? – Edward perguntou numa boa.
— Claro que não, mas lá não vai ter um quarto só pra ela, você sabe disso.
— Tá tudo bem, ela vai ficar na sala junto comigo, lá tem uma boa lareira, é tudo que precisamos.
— Você quem sabe.
— Ela pode ficar no meu quarto se você quiser. – Eu disse.
— Se você deixar eu por só o guarda roupa já está de bom tamanho pra mim. – Ele disse.
— Por que ela não pode ficar no meu quarto? Lá vai ser melhor.
— Porque o seu quarto é o nosso ninho de amor, esqueceu? – Perguntou Edward sorrindo.
— Ah sim, é claro, nesse caso é melhor ela ficar na sala mesmo, ou no quarto do Jake. – Eu disse sorrindo.
— E quanto ao ninho de amor do Jake? Ninguém pensa não? – Jake perguntou e nós rimos.
— Tudo bem. – Disse Edward. – A Anastácia não vai se importar de dormir na sala com o papai.
— Duvido que o papai vá dormir na sala junto com a Anastácia. – Disse Jake que depois olhou para ela voltou a falar. – Anastácia, o seu papai vai dormir com a sua titia Bella, a sala será sua agora.
— Acho que você tem razão Jake. – Disse Edward sorrindo e depois mudou de assunto. – Gente, vocês podem me ajudar a arrumar as minhas malas e por no carro?
— Sim. – Disse Jake. – Vamos Bella?
— Vamos.
Nós fomos para o quarto, Edward colocou Anastácia no carrinho que ele havia comprado e nós começamos a arrumar suas roupas, guardamos tudo em uma mala, aquilo foi tudo que ele tinha levado, a maioria de suas roupas estava na casa de Jake, acho que aquilo servia mais ou menos como uma garantia de que ele voltaria, pegamos seus sapatos que estavam lá, arrumamos as roupinhas de Anastácia que eram calças, blusas e macacões unissex, depois fomos para o carro, Edward levou o carrinho de Anastácia no porta-malas. Na hora de subirmos Jake levou as duas malas, Edward levou o carrinho e eu fiquei dentro do carro com Anastácia esperando por eles, ela dormia tranquilamente enquanto eu a ninava.
Pouco tempo depois eles voltaram e nós fomos à casa de um homem que Edward conhecia que fazia frete. Ele deu o endereço da casa de Rosalie para que ele levasse os móveis de Anastácia para nosso apartamento, eu só conseguia ter pena do cara por ter que subir com aquelas coisas pesadas até a cobertura de nosso prédio. Ele marcou com Edward lá as cinco da tarde, depois disso Edward ligou para os pais de Rosalie que disseram estar na casa dela então nós partimos para lá novamente.
— Já resolveram tudo a respeito da Rosalie? – Perguntou Edward ao chegar na casa e encontrá-los.
— Tudo não, mas boa parte das coisas. – Disse a mãe dela.
— Sinto muito pelo que houve.
— Nossa filha se foi por um motivo maior. No lugar dela eu faria o mesmo.
— Eu também. – Disse Edward sorrindo levemente. – Vocês podem levar os móveis e tudo que tem aqui, exceto os móveis de bebê que são da Anastácia, o homem do frete vai recolhê-los às cinco da tarde.
— Nós vamos recolher as coisas da Rosalie hoje mesmo. – Disse o pai dela.
— É porque eu tenho que ligar para o dono da casa para dizer que o imóvel está desocupado.
— Tudo bem, pode ligar para ele amanhã, nós resolveremos tudo hoje.
— Bom, era só isso mesmo que eu queria dizer, estou indo.
Nós fomos até o hipermercado e compramos coisas para o almoço, e compramos as coisas essenciais para Anastácia, como fraudas e leite, resolvemos deixar as compras mais detalhadas para amanhã quando estivéssemos mais dispostos. Fomos para casa, Jake e Edward ficaram paparicando a mais nova membra da casa enquanto eu preparava o almoço, após tudo pronto nós almoçamos, tomamos banho e colocamos roupas à vontade, dei um bom banho em Anastácia, depois dei leite na mamadeira e algum tempo depois ela dormiu, eu a coloquei no carrinho e me deitei ao lado de Edward que dormia exausto no chão da sala, Jake também dormia, mas no sofá, não demorei muito para pegar no sono também, fui acordada com o celular de Edward tocando, ele rapidamente se levantou e foi atendê-lo na cozinha para não acordar ninguém, depois que voltou já ia saindo quando me levantei.
— Aonde você vai? – Perguntei.
— Vou ao cara do frete, tinha me esquecido completamente dele acredita?
— Posso ir com você? – Perguntei.
— Claro.
— Mas você acha que o Jake vai saber cuidar da Anastácia caso ela acorde?
— Com certeza, e melhor que a gente, ele cuidou de dois primos quando eram bebês.
— Bom, nesse caso, espera só eu me vestir rapidinho.
— OK, mas vai rápido.
Vesti a primeira roupa que encontrei e fui com Edward até a casa da Rosalie. O homem do frete estava acompanhado com outros dois homens que o ajudaram a desmontar tudo, Edward também acabou colocando a mão na massa. Assim que chagamos em casa, eles levaram tudo para cima, Jake e Anastácia ainda estavam dormindo, Edward e os homens montaram os móveis num canto da sala onde não usávamos, já que a sala era gigantesca, deixamos o berço ao lado da lareira, depois Edward pagou o homem do frete que foi embora, agora estávamos eu e ele acordados e sem nada pra fazer, isso definitivamente não ia prestar.
— Vamos lá pro meu quarto? – Perguntei.
— Só se for agora. – Disse Edward.
Nós fomos para o meu quarto, mal entramos e Edward me pegou no colo.
— O que está fazendo? – Perguntei sorrindo.
Edward não respondeu. Apenas me levou até a cama e me colocou sobre ela. Depois foi para cima de mim sem exitar ou pensar duas vezes e me beijou intensamente, um beijo longo e molhado, retribui ao seu beijo, eu sentia tanta falta dele que parecia estar viva novamente depois de muito tempo falecida, ele me beijou de novo e de novo, na mesma intensidade, me fazendo ir à loucura, ele era tão lindo beijava tão bem que sua presença, seu toque era como uma droga para mim. Era muito hipnotizante e maravilhoso.
Ficamos nos beijando por mais algum tempo, depois Edward tirou minha roupa e eu tirei a dele, ele começou a trilhar beijos deliciosos por todo meu corpo até minha intimidade e quando finalmente chegou lá, foi como um paraíso, ele chupou, sugou e mordeu, enquanto me penetrava com um dedo e em seguida outro, nem tenho palavras para descrever o quanto isso era bom, parecia que estava no céu, depois dele foi a minha vez, peguei seu membro com uma das mãos e comecei a masturbá-lo, depois a chupá-lo levemente enquanto olhava diretamente em seus olhos e acariciava seus testículos com a outra mão, ele gemia e gritava alto de prazer, o que fazia com que eu quisesse fazer ainda melhor, depois de nossa rodada oral ele pegou a camisinha, foi por cima de mim e alternava penetrações profundas com rasas, o que estava me fazendo gemer feito louca, parecia que eu finalmente estava completa e viva novamente, agora sim eu sabia o que era ser feliz novamente e isso era de longe a melhor coisa que poderia me acontecer. Depois de nossa transa nós ficamos apenas deitados um ao lado do outro de mãos dadas conversando e sorrindo como adorávamos fazer, quando me lembrei de que tinha que falar sobre .
— Edward. – Eu estava nervosa e ansiosa. – Eu tenho que falar com você e com o Jake mais tarde.
— Falar sobre o que? – Ele perguntou olhando para mim.
— Quando o Jake estiver acordado eu falo.
— Ih! Esse aí só acorda amanhã.
— Quando ele acordar eu falo pra vocês dois.
— Não quer me adiantar nada não? – Perguntou curioso.
— Não. O que eu tenho pra dizer vocês merecem saber ao mesmo tempo.
— Mas é algo ruim?
— Edward, eu já disse que na hora eu te falo.
— Tudo bem, mas eu espero que não seja nada de ruim, porque eu estou tão feliz por estar aqui com você, o Jake e a minha pequena Anastácia.
Meus olhos se encheram de lágrimas, mas fiz certo esforço para que ele não percebesse, caso contrário sacaria imediatamente que se tratava de algo ruim.
Nós viramos de frente um para o outro e ficamos apenas nos admirando e nos acariciando por horas, sem dizer nenhuma palavra, quando ouvimos um choro de bebê.
— Anastácia. – Dissemos ao mesmo tempo.
— Eu vou lá, fica aqui me esperando que eu já volto. – Eu disse.
— OK, mas não demora.
— Tá bom.
Me levantei, vesti a primeira calça de moletom e regata que achei pelo caminho, fui até a sala e Jake estava ninando Anastácia e eu sorri pela cena que estava presenciando.
— Não precisa dizer nada, eu sei. – Ele disse sorrindo. – Eu daria um ótimo pai, daria não, vou dar um ótimo pai algum dia.
— Verdade.
— Pega leite para ela, ela está com fome.
— Ah sim, já volto.
Fui até a cozinha e pus leite na mamadeira, depois levei para Jake que começou a alimentar Anastácia.
— Que horas são? – Perguntei.
— São dez da noite.
— Meu Deus! Edward e eu perdemos a hora mesmo. Você já jantou?
— Sim, preparei algo para comer na cozinha.
— Vou chamar o Edward e já volto. Nós vamos ter uma conversa.
Jacob me olhou com um semblante estranho, provavelmente percebeu minha tensão, agora não tinha mais jeito, eles iam saber toda a verdade e seja o que Deus quiser.
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