Uma sacada em Londres
26 A verdade
Notas iniciais
Fui até o quarto e Edward me acompanhou até a sala novamente, antes de Jake botar Anastácia no berço, Edward a pegou no colo e brincou um pouco com sua filhinha, enquanto eu preparava hambúrgueres para mim e Edward comermos, ele ligou para o dono da casa onde Rosalie morava para resolver as coisas, depois de devidamente alimentados e os três sentados no sofá assistindo TV resolvi que era a hora de falar toda a verdade para eles de uma vez por todas.
— Meninos. – Eu disse. – Preciso falar com vocês dois.
Eles olharam para mim sérios.
— Pode falar Bella. – Disse Jake.
— Bom, vocês sempre quiseram saber a verdade sobre mim, eu sempre achei que a melhor forma de mantê-los longe disso, era omitindo tudo que aconteceu, mas percebi que não é assim que vou melhorar as coisas, fazer isso só tem me tornado uma pessoa egoísta. Eu tenho que dividir tudo que aconteceu com vocês, para nós três decidirmos o que fazer, juntos. Mesmo sabendo que provavelmente vou perdê-los depois que souberem toda a verdade.
— Você vai mesmo nos contar? – Perguntou Edward ansioso.
— Sim.
— Então comece.
— OK. – Eu disse respirando fundo e começando minha longa história. – Quando eu era criança eu só tinha o meu pai e a minha mãe, porque eles tinham famílias inimigas, com um ódio mortal mesmo. Eles perceberam que só seriam realmente felizes longe dali, então eles fugiram. Começaram bem pobres e a minha mãe ficou grávida de mim o que só fez piorar a situação e então por pura sorte o meu pai ganhou sessenta milhões de dólares na loteria, investiu tudo muito bem e o dinheiro só fez aumentar, em menos de um ano nós já tínhamos três vezes a grana da loteria e vivíamos em estabilidade. Minha vida era perfeita, meus pais me amavam, se amavam, nós íamos aos lugares mais lindos do mundo nas férias, tudo era um paraíso. Até certo dia, quando eu tinha nove anos o meu pai faleceu num acidente de helicóptero, minha mãe e eu ficamos inconsoláveis e então um ano depois minha mãe conheceu um homem que trabalhava em uma das empresas na qual ela tinha ações, começou a namorar e em pouco tempo ele se mudou lá pra casa, ele era muito carinhoso comigo, muito mesmo, ele... – Fechei os olhos e tentei conter as lágrimas que estavam se formando ao lembrar do que sofri. – ele me tocava, eu era inocente e achava que era normal, mas ele sempre dizia pra eu não contar para a minha mãe, porque era um segredo nosso e eu não contei. Então no dia do meu aniversário de treze anos ele me estuprou.
– Fechei os olhos me lembrando daquele dia e as lágrimas desceram pelo meu rosto enquanto a dor tomava meu coração novamente.
— Meu Deus Bella! – Disse Edward fazendo com que eu abrisse os olhos e visse sua expressão aflita, eu conseguia ver a dor e a raiva misturadas em seu olhar. – Me fala, onde ele está, fala e eu vou caçar esse desgraçado nem que seja no fim do mundo e vou matá-lo.
— É Bella. – Disse Jake com um ódio evidente. – Fala onde está esse maldito.
— Por favor, gente, me deixem terminar.
— Tudo bem, prossiga. – Disse Edward.
— Eu passei o meu aniversário de treze anos deitada numa cama de tanta dor que eu estava sentindo, eu pedi pra ele parar, porque eu não estava gostando, mas não, ele não parou. Eu ameacei contar para a minha mãe, mas ele disse que se eu contasse, ele mataria a nós duas, eu fiquei com medo e não disse nada, fiquei assim sofrendo calada por um bom tempo. Ele me queimava com cigarro me batia com o cinto, me mordia de tirar sangue. Eu tenho as marcas das torturas que ele me fez até hoje, aquelas que você queria saber de onde eram Edward. Quando eu tinha quatorze anos eu comecei a me drogar para esquecer um pouco de isso tudo, pouco antes de transar com ele eu usava os três tipos de droga que eu comprava o que me fez ter overdose algumas vezes, e quase morrer, minha mãe queria até me internar numa clínica de reabilitação, mas o meu querido padrasto é claro, não deixou, disse que era só uma fase. No mesmo ano conheci o Mike, que era o dono do tráfico de drogas, ele era quatro anos mais velho que eu, tinha acabado de assumir o comando, porque o pai dele que foi o dono anterior e prometeu que daria quando completasse dezoito anos. A gente começou a sair, depois a namorar, ele era ruim como o cão, matava as pessoas como se elas fossem formigas ou baratas. Ele matou a namorada do melhor amigo dele porque ela o traiu, matou amigos que vacilaram com ele, mas eu estava apaixonada e não enxergava isso, além do mais com ele eu tinha algo que ninguém me dava, atenção. Ele não era dos mais carinhosos, mas ele sabia ser galante quando queria. Meu padrasto só chegava perto de mim por sexo, minha mãe me tratava feito uma drogada, eu só tinha a ele, então eu pouco me importava pro que ele fazia pras outras pessoas, eu só queria saber de mim, e pra mim ele era bom, exceto quando eu o contrariava. Um belo dia aos dezesseis anos eu contei para ele que o meu padrasto me estuprava, ele ficou cego de raiva e foi pessoalmente até a porta do trabalho dele e o matou com vinte tiros na cabeça, arrancou o pênis dele e levou de presente pra mim. Eu não suportei ver a minha mãe chorando a morte daquele homem nojento e contei tudo que aconteceu desde que ele entrou nas nossas vidas, ela ficou comovida e voltou a ser uma ótima mãe, coisa que ela não vinha sendo desde a minha primeira overdose. Eu ainda me drogava, mas moderadamente. Aos dezessete eu engravidei, mas só fui descobrir a gravidez aos dezoito, quando eu já estava no quarto mês de gestação, eu estava com uma barriga, mas bem pequena. Fiquei umas duas semanas criando coragem para contar, porque eu já amava a criança que estava dentro de mim e não queria perdê-la. Quando eu contei para o Mike ele simplesmente disse “Você vai tirar esse bebê.” Ele não me perguntou o que eu queria, ele simplesmente ordenou e eu disse que não ia tirar porque era o nosso filho, então ele ordenou novamente e eu continuei teimando que não tiraria, então ele disse que se eu não o tirasse por livre e espontânea vontade, seria a força, então eu disse que jamais tiraria meu filho por livre e espontânea vontade e comecei a correr para ele não fazer nada comigo, mas ele veio atrás de mim, me alcançou e começou a me bater, muito. Não satisfeito ele pegou um pedaço enorme de madeira e bateu na minha barriga, bateu tanto que eu desmaiei e só acordei no hospital com a minha mãe sorrindo por eu estar acordando e depois triste por ter que me dizer que o meu filho não tinha resistido, eu fiquei morrendo de ódio, nunca sofri tanto como quando perdi meu filho, juro que se o Mike estivesse lá eu voaria na cabeça dele. Minha mãe me perguntou quem tinha feito aquilo comigo e eu falei, ela foi à polícia denunciá-lo, chegando lá para prender um homem que agrediu uma grávida a polícia encontra um dos traficantes mais procurados, eles o prenderam. O único problema era que ele descobriu que tinha dedo meu nessa prisão, mandou os amigos dele me levarem até a cela onde ele estava e chegando lá se não fossem aquelas grades eu juro que ele teria me matado ali mesmo, ele disse que poderia mandar alguém me matar, mas ele queria fazer isso com as próprias mãos, e disse que quando ele fugisse dali ele iria atrás de mim até no inferno e se eu estivesse namorando ou com filhos, ele os mataria também. Eu vim para Londres começar uma vida nova ao menos enquanto ele não me encontra, porque eu sei que ele já saiu da prisão, porque quem mais poderia ter matado a minha mãe e deixado um recado daqueles na barriga dela? Estou apenas esperando ele me encontrar para morrer. E é essa a minha história que vocês queriam tanto saber. – Eu disse finalmente concluindo de cabeça baixa, já esperando que eles me mandassem embora ou algo assim.
— O que nós vamos fazer? – Perguntou Jake nervoso.
— Eu não sei. – Disse Edward. – Mas Bella, olhe para mim.
Levantei a cabeça e o fitei.
— O que? – Perguntei.
— Você não está sozinha nessa. – Ele disse.
— Com certeza não está. – Disse Jake.
— O que vocês estão fazendo por mim é lindo, mas eu não sei se é certo aceitar, já adiei isso por muito tempo, eu tenho que ir embora, deixar vocês viverem suas vidas em paz, sem se preocupar com os meus problemas.
— Você esteve comigo quando mais precisei Bella. Eu nunca, nunca mesmo vou te deixar na mão. – Disse Jake.
— Não sei por que não quis contar isso pra gente antes. – Disse Edward. – Nós não somos seus amigos só pras horas boas não, somos para todas as horas, não importa a gravidade da situação, estaremos sempre aqui com e por você.
— Mas ainda sim, como as coisas vão ficar quando ele me encontrar? Como vocês vão ficar?
— Não vamos deixar ele te pegar. – Garantiu Edward. – De jeito nenhum.
— Não! – Eu disse desesperada. – Quero que vocês dois me prometam que não vão confrontá-lo. Se ele me pegar vocês não farão nada, apenas aceitem a minha morte.
— A gente não pode assistir isso e não fazer nada. – Disse Jake.
— O máximo que podem fazer é dar um telefonema anônimo para a polícia e mesmo assim só se tiverem certeza absoluta de que ele não vai descobrir depois.
— Qual é Bella? – Perguntou Edward. – Ele é só um cara, nós somos dois.
— Vocês não o conhecem, ele nunca está sozinho ou desprevenido. Mexer com ele, seja como for, é assinar seu atestado de óbito.
— Eu não me importo com nada disso, não vou deixar ele te fazer mal. – Disse Edward.
— E a Anastácia? Como ela fica se você morrer? Se você não pensa em você, pense ao menos nela. – Edward olhou para baixo tentando buscar uma resposta para o que fazer. – Eu acho que a melhor opção é eu ir embora, pra que vocês não se apeguem ainda mais a mim.
— Agora é tarde. – Disse Edward com os olhos cheios de lágrimas. – Você já é parte da nossa vida, não vai adiantar nada você ir embora agora.
— É verdade. – Disse Jake. – Talvez ele nem te encontre, além do mais se ele fugir da cadeia não vai poder sair do país, ainda mais aqui pra Inglaterra que só dá pra vir de avião ou de barco, ele não vai poder vir te buscar aqui.
— Vocês não conhecem o Mike, ele é capaz de qualquer coisa, basta ele querer, ele conhece muita gente importante.
— Não adianta Bella. – Disse Jake. – Não vamos deixar você ir embora assim.
— Mas o que nós vamos fazer? – Perguntei.
— Vamos continuar tocando as nossas vidas como estávamos fazendo antes. – Disse Jake.
Olhei para Edward e ele apenas fitava o chão inexpressivo, eu odiava aquele silêncio que ele fazia. Jake não tinha a menor dúvida do que queria, já ele parecia estar decidindo algo, não o culpava a final ele tinha duas coisas que Jake não possuía, uma filha que dependia dele, e a mim, o que fazia com que ele entrasse na lista negra de Mike.
— Eu vou dormir e deixar vocês dois pensarem com mais clareza. – Eu disse me levantando e indo para o meu quarto.
Peguei um edredom, o maço de cigarros e o isqueiro, depois fui para a minha sacada, me sentei, me cobri e acendi um cigarro. Fiquei ali fumando e encarando a movimentação do beco, dali a meia hora os pubs estariam fechados e a rua ficaria completamente deserta. Comecei a chorar ao me lembrar de todos os momentos felizes que passei com Edward, ao lembrar de sua expressão que piorava no decorrer da história sobre a minha vida, ele devia estar achando que eu era uma pervertida ou algo assim.
Meus pensamentos foram interrompidos por alguém batendo à porta da sacada.
— Bella, eu posso entrar? – Perguntou Edward me fitando.
— É claro que pode, sente-se aqui comigo.
Edward veio até mim e se sentou ao meu lado, eu o cobri com meu edredom pois estava muito frio ali fora.
— Quer um cigarro? – Perguntei.
— Não, obrigado. – Ele disse. – Só quero conversar com você.
— Olha, se você quiser terminar tudo eu entendo perfeitamente. – Eu disse triste. – Eu não devia ter ficado com você sem antes te contar sobre tudo isso. Me perdoa.
— Eu não quero me separar de você, nem posso, porque já estou nessa há muito tempo.
— Eu não posso por a sua vida em risco de jeito nenhum porque você significa tudo para mim, porque eu te amo. – Eu disse sem pensar.
— O que você disse? – Ele perguntou, mas dessa vez com uma felicidade evidente em seus olhos.
— Que eu não posso por a sua vida em risco de jeito nenhum porque você significa tudo para mim. – Repeti.
— Não, o que você disse depois disso.
Forcei um pouco a memória e me lembrei do que tinha dito, eu disse “Eu te amo” como se diz “muito obrigado” ou “com licença”. Tão naturalmente. Eu nunca havia dito isso a ninguém além de meu pai, mas ao olhar para Edward percebi que era verdade, a mais pura verdade, eu o amava com todo o meu ser, com todas as minhas forças. Ele era a pessoa mais importante do mundo para mim, ele era o meu mundo e não importava se isso era bom ou ruim, só importava o momento e o meu momento era ele, só ele.
— Eu te amo. – Repeti, mas dessa vez com plena consciência do que estava dizendo.
Ele segurou meu rosto sorrindo e me beijou apaixonadamente.
— Eu te amo. – Ele disse após o beijo e eu sorri, essa era a primeira vez que ele me dizia isso também.
Edward me beijou novamente, depois começou a tirar a minha roupa.
— O que está fazendo? – Perguntei sorrindo. – Vamos entrar.
— Não, eu quero fazer amor bem aqui. – Ele disse
— Você é louco. – Eu disse sorrindo. – Ainda tem gente na rua.
— Estou pouco me lixando, nós estamos na cobertura, eles não podem nos ver, apenas nos ouvir. Além do mais nós não batizamos a casa inteira, falta a sua sacada e a do Jake, amanhã a gente dá um jeito de ir para a do Jake.
— Ah sim, é claro. – Eu disse sorrindo.
Edward me beijou novamente e terminou de tirar a minha roupa, depois me colocou sentada em seu colo.
— Pode dizer, aquele traficantezinho é muito ruim de cama não é? – Ele perguntou enquanto beijava meu pescoço.
— Na época eu achava que ele era bom, mas agora que experimentei você eu vejo que ele não era nada. – Eu disse sincera.
— Bom saber que sou melhor que ele em alguma coisa.
— Hei, olha pra mim. – Eu disse séria e ele olhou em meus olhos. – Você é melhor que ele em absolutamente tudo. Nunca duvide disso.
— Posso ser melhor que ele em muitos aspectos, mas eu não posso te defender como ele pôde ou te dar todo o luxo que ele te deu, então do que me adianta ser melhor nas outras coisas?
— Você é muito mais especial para mim do que ele foi, você é muito melhor para mim do que ele foi e é isso que me importa. Você não precisa ter grana, poder ou pessoas que te bajulam pra ser tudo que eu quero e preciso, muito pelo contrário, eu amo essa vida que você me proporciona, mil vezes mais do que qualquer outra que já tive.
Edward apenas sorriu felizmente e me beijou, depois nós começamos a nos amar como sempre fazíamos, era excitante olhar as pessoas passando no beco lá embaixo enquanto fazíamos amor. Edward estava certo, elas não podiam nos ver.
Depois do sexo fomos para meu quarto, como ainda não tínhamos babá eletrônica Edward teve que voltar para a sala, caso Anastácia chorasse. Fui para a cama pensando em seus beijos e em suas lindas palavras, fora minha consciência que estava cem por cento limpa, eles sabiam de tudo sobre mim agora, não havia mais o que esconder. Aquilo tudo parecia um sonho, infelizmente um sonho que podia durar pouco tempo.
Depois de muito sonhar acordada consegui dormir, acordei tarde, a final hoje era domingo. Os avos de Anastácia vieram buscá-la de manhã cedo, disseram que iam embora no dia seguinte e que queriam ficar com ela e trazê-la na segunda a tarde antes de irem. Edward deixou que eles a levassem contanto que fossem cuidadosos. Jake chamou Katie e nós fomos ao cinema no começo da noite. Edward queria me beijar de qualquer jeito durante a sessão, mas eu disse que era melhor não já que qualquer um podia nos ver ali, ele ficou dizendo que eu estava louca porque Mike não estava, mas mesmo assim, eu não queria arriscar. Depois da sessão nós fomos a um restaurante, conversamos e curtimos, fechando a noite com chave de ouro.
— Oi Bella. – Disse Edward chegando à sacada após tomar seu banho.
— Oi Edward, tudo bem?
— Melhor agora.
— Sente-se aqui comigo.
Ele se sentou ao meu lado e nós ficamos observando o movimento no beco, tinha bastante gente nos pubs por ali. Percebi que ele olhava para mim com um leve sorriso no rosto, como se estivesse me admirando, confesso que adorei isso.
— O que foi? – Perguntei.
— Estava só pensando no quanto eu te amo.
— Ama mesmo?
— Amo, como um idiota.
Segurei o rosto de Edward e o beijei, pegando-o de surpresa o que fez dar um leve gemido contra minha boca, fazendo com que eu sentisse aquele formigamento novamente.
— Como você consegue me deixar desse jeito? – Perguntei derretida em seus braços.
— Como disse? – Ele perguntou sorrindo.
— Não vou falar o que você já sabe. – Respondi.
— Então apenas me demonstre.
Peguei sua mão direita e coloquei sobre meu peito para que ele soubesse do que eu estava falando.
— Caramba! – Ele disse feliz. – Está pulsando forte.
Edward aproveitou que sua mão estava perto de meu seio para apertá-lo e eu fechei os olhos enquanto ele me tocava, ele tocou todo meu corpo, depois começou uma penetração lenta e envolvente, me deixei levar por seus movimentos suaves, até que começaram as estocadas mais rápidas, me levando ao delírio, não demorei muito para encontrar um maravilhoso orgasmo. Edward me beijava apaixonadamente enquanto nós amávamos. Depois da transa nós fomos para minha cama, eu liguei a tevê e fiquei sentada assistindo enquanto ele estava deitado em meu colo e eu fazia cafuné em sua cabeça, ele dormiu rapidamente. Fiquei apenas observando seu rosto perfeito, ele era maravilhoso, muito mesmo, eu percebia o quanto estava cada vez mais apaixonada e pela primeira vez isso não me incomodava, nem um pouco, agora que ele sabia do meu segredo, eu já não me sentia mais culpada por esconder isso dele. Nós estávamos em paz, ao menos por enquanto.
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