Notas iniciais
Eu sei que os dias de postagem são às segundas e quintas, mas vou viajar amanhã e só voltarei na segunda, inclusive queria avisar às leitoras de "A filha do reitor" que sexta não vou poder postar =/ Queria desejar a todas as minhas leitoras que assim como eu farão ENEM boa sorte. Bom, é isso, boa leitura!

A semana seguinte não foi das mais produtivas, não consegui os achar o pai de Jake, mas em compensação minha amizade com Eric foi só aumentando, ele me ligava direto, parece que com a descoberta de sua opção sexual eu fiquei muito mais a vontade com sua presença, quem não estava gostando nem um pouco disso era Edward, eu queria, mas não podia contar pra ele que não precisava se preocupar porque da fruta que Eric gosta eu como até caroço, então deixei as coisas como estavam mesmo.

Era sexta feira à noite quando eu estava assistindo tevê, Jake tinha ido visitar Leah e Edward estava no banho, quando o telefone tocou e eu atendi.

— Alô. – Eu disse.

— Alô. Gostaria de falar com o Edward. – Disse uma voz feminina do outro lado, meu sangue ferveu. Será que era a ex?

— Ele está no banho. – Disse seca. – Quem deseja?

— É a Alice, irmã dele.

— Ah sim. – Eu disse aliviada e bem mais simpática. – Quer deixar recado ou vai ligar mais tarde?

— Avisa pra ele que ainda é tempo pra ele ir para o aniversário do papai e que ele vai ficar muito feliz com a presença do filho caçula.

“Aniversário do papai”? Edward não comentou isso comigo. Ele não podia perder o aniversário do próprio pai.

— Ele vai sim, pode deixar. – Garanti.

— Ah, espera aí, quem está falando é a Bella? – Perguntou num tom diferente.

— Sim. – Respondi meio confusa. – Por quê?

— Ouvi falar de você. Por que não aparece por lá também? O Edward sabe o endereço e vai ser amanhã de manhã, convidem o Jake também, aí vocês dormem lá e vem embora no domingo à tarde.

— Tudo bem, nós vamos sim.

— Ah, que bom. – Disse feliz. – Obrigada.

— De nada.

— Tchau, espero vocês lá.

— Estaremos lá, tchau.

Encerrei a chamada e esperei Edward sair do banho.

— Edward Cullen. – Eu o chamei quando ele abriu a porta do banheiro.

— O que?

— Vem aqui.

Ele veio até a sala e se sentou ao meu lado.

— Diga.

— Nós temos um compromisso pra esse fim de semana.

— Temos? – Fez uma expressão confusa.

— Sim, nós temos.

— Qual? – Perguntou curioso

— O aniversário do seu pai.

— Como você sabe disso?

— Sua irmã ligou querendo falar com você e eu perguntei se ela queria deixar recado, então ela me falou do aniversário do seu pai que você não quer ir.

— Não quero e não vou. – Garantiu firmemente.

— Eu vou com você, sua irmã me convidou.

— Ela está louca, o meu pai detesta americanos e ela sabe disso.

— Tudo bem, eu não preciso ir, mas você vai.

— Não, eu não vou, por favor, Bella, não insiste.

— Eu daria tudo pra ter a minha mãe aqui comigo agora e você aí, esnobando os seus pais, você tem que parar com isso e ir falar com eles.

— Eu não esnobo meus pais, não tenho nada contra minha mãe, mas ela não veio me visitar nenhuma vez desde que saí de casa, depois você vem me dizer que sou eu quem os esnobo. Tem certeza disso?

— Tenho. Você os excluiu da sua vida e vem querer dizer que eles são culpados por isso, eles erraram, mas é o seu dever de filho perdoá-los.

— Eles nunca quiseram o meu perdão, acredite.

— Eles querem o filho dele por perto, ou não teriam te chamado para ir a casa deles.

— Não sei se estou pronto para vê-los.

— Você só vai saber disso se tentar.

— Mesmo que esteja certa, não posso fazer isso sozinho.

— Chama o Jake pra ir com você.

— Ah, com certeza ele vai, mas eu preciso de mais alguém, preciso de você lá comigo, dane-se se ele não gosta de americanos.

— É melhor não Edward, ele não vai gostar de mim.

— E tem como não gostar de você? – Perguntou sorrindo.

— Tudo bem, eu vou.

— Mas nós temos que ir de madrugada, porque são sete horas de viagem.

— UAU! – Eu disse cansada só de ouvir. – Por que não vamos de avião? Eu pago as nossas passagens.

— Não é uma boa, lá é longe de tudo, por isso é sempre bom ter um carro por perto, eu e o Jake revezamos a direção.

— Tudo bem, você quem sabe. Mas onde eles moram?

— Cornualha, eles moravam aqui em Londres, na casa que é da minha irmã agora, nós tínhamos uma casa de praia que ficava nesse lugar, eles cansaram dessa agitação de Londres, reformaram a casa e se mudaram para lá definitivamente há três anos.

— Lá é bonito?

— É lindo. A porta de frente da casa dá na rua e a de trás na praia, você põe o pé pra fora e já está lá, a água do mar é tão cristalina que você consegue ver o chão. É incrível.

— Tomara que faça sol esse fim de semana então.

— Lá é sempre mais quente que aqui. Você vai adorar.

Nós ficamos conversando mais algum tempo até Jake chegar, nem preciso dizer que ele topou a viagem na hora, nós íamos sair às três da madrugada, eles foram dormir enquanto eu fui preparar as coisas para a viagem, fiz sanduíches, coloquei café na garrafa térmica para mantê-los acordados, arrumei uma mochila com nossas roupas depois fui dormi um pouco e o despertador tocou.

Fomos para o carro com nossas coisas eu fui deitada no banco de trás, eu era a única que podia dormir a viagem inteira, dormi boa parte dela, quando acordei eram oito horas, Jake estava dirigindo, a música estava ligada em volume alto, eles ouviam Guns n’ roses. Enquanto Jake se concentrava na estrada e em seu sono que era evidente, Edward cantava empolgadamente Patience.

— Oi gente. – Eu disse me sentando no banco. — Bom dia.

— Bom dia. – Eles responderam.

— Tem alguma coisa para comer aí? – Perguntei.

— Sim, — Edward respondeu. – Sobraram alguns sanduíches e um pouco de café.

Ele me entregou a bolsa onde estavam os alimentos e eu tomei meu café-da-manhã.

— Jake. – Disse Edward. – Está com muito sono?

— Sim.

— Quer revezar? – Edward perguntou solicito.

— Vem aqui pra trás Jake, é melhor para dormir. – Eu disse.

Jake parou no acostamento, Edward foi para o banco do motorista, eu para o carona e Jake para o traseiro, Edward não parecia estar com um pingo de sono, então nem senti medo no decorrer da viagem, ele dirigia bem.

Paramos em frente a uma grande casa, não era uma casa chique, mas era toda pintada de azul claro, com janelas e telhado brancos. O lugar realmente era afastado de tudo, tinham algumas casas vizinhas por perto, mas eram poucas.

— Jake. – Disse Edward o cutucando e ele abriu os olhos lentamente. – Chegamos.

— Já? – Perguntou Jake sonolento.

— Já. Vem.

Nós saímos do carro e fomos até a porta. Edward deu meia volta, mas segurei seus baços.

— Estou nervoso. – Ele disse.

— Pare com isso. Eles vão ficar felizes em vê-lo. Venha e pare de besteira, seja homem.

— Tá, vamos lá. – Ele disse enchendo os pulmões de ar. Bem que a minha mãe sempre dizia que quando mexemos com a masculinidade de um homem ele é capaz de fazer qualquer coisa.

Edward bateu na porta já que não havia campainha. Ele bateu mais algumas vezes, mas ninguém atendia.

— Já vai. – Disse uma voz feminina do outro lado da porta.

Em pouco tempo depois uma mulher loira e bonita, com aparência de uns 46 anos abriu a porta. Quando olhou para Edward, pôs as mãos na boca e seus olhos se encheram de lágrimas, ela parecia não estar acreditando no que via e era evidente em seus olhos o quanto estava feliz.

— Edzinho! – Exclamou com a felicidade transbordando em seu tom de voz. – Meu filho! Não acredito que está aqui.

Ela foi até ele urgentemente e o abraçou com força, depois segurou seu rosto e começou a beijá-lo. Se soubesse o quanto ela sentia sua falta já teria insistido para ele vir antes.

— Não me chame de Edzinho. – Ele disse sorrindo com os olhos lacrimejantes.

Ela parou de abraçar Edward retomando a compostura e olhou para Jake.

— Olá Jake. – Ela disse o abraçando.

— Olá dona Esme, quanto tempo não?

— Sim meu filho, você deu uma engordada, está mais bonito.

— Obrigado.

Quando terminou de cumprimentar Jake dona Esme como ele mesmo a chamara olhou para mim.

— Não vai me apresentar a sua amiga Edzinho? – Perguntou simpática.

— Ah claro, mãe, essa é a Bella, Bella essa é a minha mãe Esme.

— Muito prazer Bella. – Ela disse me abraçando.

— O prazer é todo meu dona Esme.

— Você é muito bonita. – Ela disse mexendo em meus cabelos e eu sorri carinhosamente. – Você é de onde? Pelo pouco que disse já percebi que não é britânica.

— Sou de Los Angeles, Califórnia.

— Hum, americana, não ligue pro que o meu marido disser sobre os americanos, ele é turrão assim mesmo.

— Tudo bem, eu não me importo.

— Vamos meninos, entrem.

Nós entramos na casa. Era um lugar simples, mas aconchegante, eu amava casas assim, era tudo de ótimo gosto e bem limpo.

— Sentem-se. – Ela disse simpática.

Nós nos sentamos no sofá impecavelmente branco da sala.

— Quem está aí Esme? – Perguntou um homem de algum cômodo da casa.

— Venha aqui Carlisle. – Ela o chamou. – Venha ver quem veio nos visitar.

Um homem com aparentemente uns 60 anos veio até a sala e ficou imóvel ao ver Edward. Ele não transpareceu nenhuma emoção além de surpresa, foi uma reação completamente diferente da que eu esperava.

— Edward. – Disse ele se aproximando de nós. – Você aqui. Pensei que não lembrava mais de nossa existência.

— Nem quando venho te visitar depois de tanto tempo você levanta a bandeira da paz. – Disse Edward visivelmente decepcionado. – Mas tá tudo bem, vamos embora gente.

— Pare com isso Edward. – Disse seu pai deixando a carranca cair. – Venha aqui, me dê um abraço, a final não é todo dia que se faz 63 anos.

Edward se levantou do sofá, foi até seu pai e o abraçou.

— Feliz aniversário. – Edward disse enquanto se abraçavam.

— Obrigado. — Seu pai respondeu após o abraço. – Oi Jake.

Ele apertou a mão de Jake e em seguida olhou para mim.

— Quem é você moça bonita? – Perguntou estendendo a mão para mim.

— Sou Bella. – Eu disse apertando sua mão, eu tinha que ser simpática já que esse não parecia ser um de seus pontos fortes. – Sou amiga do Edward e do Jake, é um prazer conhecê-lo.

— Você é americana. – Ele afirmou, tentou manter a compostura, mas sua decepção foi óbvia. – De qual lugar?

— Los Angeles, Califórnia.

— Hum, já trabalhei de taxista lá por dois anos, seu povo não é dos mais educados.

— Pai. – Disse Edward o interrompendo envergonhado.

— Não, deixe seu pai se expressar Edward. – Eu disse.

— Sim, deixe eu me expressar filho.

— Pra qual time o senhor torce? – Perguntei imediatamente. Era estranho, mas eu queria muito que a família de Edward me aprovasse, por isso o futebol, os ingleses gostam de futebol.

— Arsenal.

— É o melhor time da série.

— Não apenas da série, mas do país inteiro.

Ficamos conversando por bastante tempo sobre times, eu sentia que já estava o conquistando, fomos conversando sobre mais algumas coisas enquanto Jake dormia e Edward e Esme ajeitavam as coisas para o almoço que seria servido. Os convidados foram chegando aos poucos.

— Você tem certeza que é americana? – Perguntou o pai de Edward depois de muito tempo de conversa.

— Sim, por quê?

— Você é muito legal para ser americana.

— Oh, obrigada.

— Surpreendente. – Ele disse sorrindo. – Você e o Edward estão juntos?

— Não. – Por que eu ouvia tantas vezes essa pergunta? Nós éramos tão babões um pelo outro desse jeito que deixávamos todos pensando isso? – Por quê?

— Nada, só acho que seria bom pra ele uma menina simpática que entende de futebol assim como você, seria um dos primeiros passos certos que ele dá na vida.

— Acho que o senhor está sendo muito duro com ele dizendo isso. – Fui sincera, mas de um jeito tranquilo e respeitador.

— A única razão de eu criticá-lo é porque eu o amo, fico preocupado com essa vida que ele leva, não me importaria de quanto dinheiro ele ganharia contanto que tivesse uma profissão segura e fixa, de todos os meus filhos ele sempre foi o que eu mais me preocupei, ele foi o único que não foi à faculdade.

— O senhor está certo em alertar, mas não precisa pressioná-lo dessa forma, ele já é um homem adulto e sabe o que está fazendo, acho que agora, o senhor devia apenas ficar ao lado dele.

Antes que ele pudesse dizer algo Edward veio e segurou minha mão.

— Vem, minhas irmãs acabaram de chegar, quero te apresentar.

— OK. Vou falar com elas senhor Carlisle. – Eu disse me levantando do sofá.

— Também vou. – Ele se levantou também.

A mãe de Edward abriu a porta ansiosa e lá estavam, várias pessoas. Tinham duas mulheres, dois homens e a Renesmee, lindinha demais, eu a adorava, mesmo tendo estado com ela apenas uma vez na vida, ela também gostava de mim, eu sentia isso.

— Tia Bella! – Disse Ela correndo em minha direção e me abraçando forte. Não disse que ela gostava de mim? – Você veio! Que bom!

— Que bom que está aqui também! – Respondi igualmente empolgada

— Oi tio Edward. – Disse abrindo um grande sorriso para ele e em seguida o abraçando.

— Pensei que não ia falar comigo. – Ele a pegou no colo.

— Oi gente. – Ele disse a todas as pessoas que estavam cumprimentando seus pais.

— Oi Edward. – Responderam todos juntos.

— Gente, eu queria apresentar a vocês a minha amiga Bella. – Ele disse colocando a mão que não segurava sua sobrinha em minhas costas e senti meu rosto corar levemente quando todos olharam para mim. – Bella. – Ele desviou o olhar para mim. – Essas são minhas irmãs Alice e Angela e esses são seus maridos Jasper e Tyler. – Cada um sorriu quando ele chamou seu nome fazendo com que eu soubesse quem era quem.

— Vamos almoçar? – Perguntou Esme. – Edward, vai acordar o Jake.

— Tá bom, estou indo.

Nós fomos para a varanda que ficava atrás da praia — E que praia! — e nos servimos. A comida estava em uma enorme mesa de exatos dez lugares, ali era muito bom, tinha uma brisa gostosa que vinha do oceano, o sol inclusive deu sinal de vida, dava até pra tomar um banho no mar, tinha sido a primeira vez que fizera sol desde que cheguei, ainda bem que tinha trago meus trajes de banho. Em pouco tempo Edward e Jake já estavam conosco, então começamos a comer. A família de Edward era tradicional, só começava a comer quando todos estavam à mesa, isso era muito bonito, eram todos muito amigáveis e isso era muito bom. Eles começaram a conversar entre si sobre a quanta andava suas vidas, até que inevitavelmente a pergunta chegou até mim.

— Mas e você Bella? – Perguntou Angela, a filha do meio. – Como era a sua vida antes daqui de Londres? – Eu não queria falar que não podia dizer nada nem que preferia deixar isso quieto, geralmente eu não me importaria com isso, mas estavam todos gostando tanto de mim que eu não queria estragar isso com desconfianças.

— Eu não tinha uma vida muito interessante, éramos só eu e a minha mãe. – Meus olhos encheram de lágrimas e não pude evitar. Só eu sei o quanto me segurei para não chorar ainda mais. – Bom, agora sou só eu.

Todos ficaram em silêncio de repente, provavelmente estavam com pena de mim, tudo bem, eu era digna de pena, eu sei.

— Você não está sozinha. – Renesmee me surpreendeu com seu comentário em meio ao silêncio de todos. – Estamos aqui com você.

— Obrigada Renesmee. – Respondi após um doce sorriso.

Para a maioria das pessoas isso seria algo irrelevante, mas não para mim, eu adorava ouvir palavras assim, principalmente pelo fato de não ter ouvido muitas vezes, na verdade as únicas vezes que ouvi foi após vir para Londres. Gostava da maneira como os ingleses eram receptivos, o tempo que passava com meus novos amigos, era a única hora que não me sentia só, a única que não me sentia insignificante, eu podia não ser nada perante o mundo, mas era alguém perante a eles e isso já me bastava.

Nós terminamos o jantar e aos poucos outras conversas foram surgindo e a minha fúnebre história fora deixada para trás.

Após o almoço a mãe de Edward trouxe as mini tortinhas de morango para a sobremesa, estava uma delícia, muito bom mesmo, uma das melhores sobremesas que já comi, – Se não for a melhor. – eu já tinha comido mini tortinhas antes, mas essa tinha um sabor diferente, algo especial. Dizem que o carinho com que o prato é feito interfere no sabor da comida, talvez seja isso, já que minha mãe nunca soube cozinhar, muito menos aquele homem que morava com ela, tudo que comia era feito pelas empregadas.

Depois fomos todos para a sala, que estava escura por causa do corta luz e ficamos assistindo tevê, eu fiquei sentada ao lado de Edward comportadamente, queria abraçá-lo, mas não achei muito prudente já que ele me apresentou como sua amiga, mesmo sabendo que na verdade estamos meio enrolados. O filme que estava passando era um romance nacional, era muito bonito, as cenas estavam ficando muito emocionantes e as lágrimas começaram a descer do meu rosto quando o casal principal teve que se despedir, eu andava muito emocional ultimamente. De repente senti dedos quentes em minha mão e quando olhei era Edward sorrindo para mim, rapidamente sequei minhas lágrimas e me restabeleci, mas já era tarde demais.

— Mais uma coisa pra minha lista. – Disse com um olhar de admiração

— O que? – Me fiz de desentendida.

— Você chora em filmes de romance. – Ele disse segurando minha mão mais firmemente.

Cheguei mais perto dele, deitei minha cabeça em seu ombro e fechei os olhos ao sentir seu cheiro forte, másculo. Ah Deus! Como eu estava carente, eu precisava de sexo imediatamente, o único problema era que eu jamais faria isso com um desconhecido e apesar de estar com uma vontade ardentemente grande de fazer isso com Edward eu também não o faria já que isso estragaria tudo de vez, acho que o meu maior medo era de gamar na dele, coisa que com certeza aconteceria, a final eu estava quase tendo um orgasmo só em sentir seu cheiro, imagina se nós transassemos? Seria o meu fim.

— No que está pensando? – Sussurrou com os lábios encostados no meu ouvido. Tremi ao sentir seu hálito quente, ele definitivamente não estava ajudando.

Abri os olhos para respondê-lo.

— Em nada, estou apenas assistindo o filme. – Ah se ele soubesse no que eu realmente estava pensando.

Ele me abraçou forte e deitei a cabeça em seu peito, eu poderia ficar ali o passeio inteiro e já valeria a pena.

Quando o filme terminou as irmãs de Edward se levantaram e me puxaram dos braços dele – Literalmente. – com o pretexto de assuntos de meninas, Renesmee veio logo atrás de nós. Nós fomos até o segundo andar e entramos em um quarto, grande, simples e aconchegante como o resto da casa.

- Bella, a gente te trouxe para nós colocarmos os biquínis e cair naquele mar maravilhoso. – Disse Angela abrindo sua mochila e colocando algumas peças de roupas para fora.

— Cadê as suas coisas? – Perguntou Alice.

— Estão no carro. Vou buscá-las.

— Vai lá, mas volta rápido.

Não tinha ninguém além de Edward na sala quando desci. Ele me olhou de cima a baixo enquanto descia da escada, me lançou um sorriso malicioso e eu pisquei, acho que estava dando muita bandeira, mas eu não conseguia fazer diferente. Fui até o sofá e parei de frente para ele.

— Me dá a chave do carro. – Pedi.

— Pra que? – Perguntou sorrindo e num tom brincalhão. – Vai fugir com meu carro não é?

— Claro que não seu idiota. – Disse no mesmo tom que o dele. – Vou pegar meu biquíni.

— Ah sim. – Disse empolgado tirando a chave do bolso e me entregando. – Nesse caso ela é toda sua.

— Obrigada. – Eu disse saindo.

Fui até o carro, peguei todas as nossas mochilas e subi com elas, quando cheguei no quarto elas já estavam de biquíni.

— Vocês sabem onde eu posso colocar essas mochilas? – Perguntei.

— Coloca no quarto do Edward, é o próximo. – Disse Angela.

— OK, obrigada.

Fui até o próximo quarto e graças a Deus a porta estava aberta, eu estava cansada demais para descer e depois subir as escadas novamente, deixei as mochilas em cima da cama, o quarto de Edward era menor, bem menor que o anterior, mas era bem arrumado e cheiroso, tinha uma bola de futebol ao lado da cama, uma televisão pequena em uma cômoda que também tinha um monte de porta retratos com fotos dele com amigos que eu nunca vi em minha vida, mas Jake estava em quase todas, havia duas com uma loira alta e bonita, e em uma delas ele estava a beijando e isso me deixou muito irritada, se ele estava solteiro, por que as fotos dela ali? Aquilo era sinal que ele ainda era apaixonado. Meus olhos foram ao chão e toda a alegria que estava sentindo se foi, sei que não tinha o direito de me sentir assim, mas isso não me impedia de me sentir.

— Bella, vem. – Disse Angela entrando no quarto.

— Ah sim, estou indo. – Respondi.

Ela percebeu que eu estava olhando para a foto e veio até mim.

— Essa é a Rosalie. – Ela disse. – Ela e o Edward ficaram juntos por três anos, mas foi bom eles terem terminado, ela era até legal, mas gostava muito de mandar nele, minha mãe não gostava nada disso.

— Mas o Jake me contou que eles sempre voltam.

— Sim, eles sempre tiveram um relacionamento ioiô, mas nunca ficaram tanto tempo separados e além do mais, ele está muito bem, das outras vezes ele ficava péssimo. Acho que dessa vez é definitivo.

— Você acha? – Perguntei esperançosa.

— Sim. – Ela disse sorrindo. – Vocês está gostando dele não é?

— Não. – Garanti firmemente. – Somos apenas amigos.

— Por que está fugindo disso? O Edward é um ótimo cara, qualquer uma poderia se apaixonar por ele facilmente. – Ah eu sei bem disso. – Eu sei que ele não tem muita grana e tal, mas isso não é tudo o que importa.

— Não, o problema não é a grana, é que eu realmente não estou em busca de um relacionamento nesse momento.

— As melhores coisas da vida aparecem quando menos esperamos. Pensa nisso. – Ela disse sorrindo. – Mas agora, pega o seu biquíni e vem comigo.

— OK.

Peguei meu biquíni na bolsa e nós fomos até o quarto que elas estavam, todas já estavam prontas, eu tinha pegado um short, já que não sabia como ficariam, não pude deixar de notar que Renesmee não estava lá com elas como antes.

— Onde está a Renesmee? – Perguntei.

— Já terminou de se vestir e desceu. – Alice respondeu.

— Vou me vestir. — Olhei ao redor, mas não vi banheiro algum no quarto. – Vocês sabem onde posso fazer isso?

— Aqui mesmo, não precisa ter vergonha. – Disse Alice. – Somos mulheres assim como você.

— Tudo bem, vou me trocar aqui então.

Tirei minha roupa rapidamente e coloquei o biquíni, depois o short.

— Você tem um belo traseiro. – Disse Angela me deixando vermelha. – Você é aquela que chamamos de falsa magra.

— Sério? – Perguntei meio impressionada e feliz com o comentário. – Sempre me achei tão magrela.

— E você é, mas você é uma magrela com curvas, o que é muito raro.

— Você também tem belas pernas, não são grossas nem finas, na medida ideal. – Será que eu tinha uma visão distorcida de mim mesma? Porque eu achava as minhas pernas tão finas e o meu bumbum tão pequeno.

— Mas meus seios são pequenos. – Eu disse olhando para eles, não tinha como negar.

— Só precisam ser grandes o suficiente para caber na mão. – Disse Alice. – Vi isso em algum filme.

— Cidade dos anjos. – Respondi imediatamente, era o meu filme favorito de todos os tempos, eu era simplesmente obcecada por ele, sabia todas as falas.

— Nossa. Respondeu rápido. – Ela disse sorrindo e eu sorri de resposta. – Vamos descer?

— Vamos. – Respondemos juntas.

Nós descemos até a praia e já estavam todos lá, inclusive Edward e Jake.

— Como você e o Jake trocaram de roupa tão rápido? – Perguntei a Edward.

— Não precisamos de muito tempo. – Ele respondeu. – Foi só trocar de short.

— Hum.

— Não vai tirar o seu? – Perguntou.

— O meu o que?

— O seu short.

— Claro que não. – Eu disse.

— Por quê? – Perguntou Edward.

— Ah Edward, eu não sei, não tem ninguém só de biquíni além da sua afilhada. – Foi só eu terminar de falar que Alice e Angela tiraram suas saídas de praia e me chamaram.

— Para de besteira, tira logo esse short e vai lá com elas.

— Mas a sua mãe é a dona da casa e não está de biquíni.

— A minha mãe tem 61 anos, você tem 18, quer mesmo comparar?

— Sua mãe tem 61 anos?! – Perguntei boquiaberta. – Nossa, mas ela parece ter uns 45.

— Ela se cuida.

— Caramba, vou pegar a receita dela. – Eu disse sorrindo.

— Olha só dona Bella, não adianta tentar me enrolar não hein! Tira esse short agora ou eu vou aí tirá-lo.

— Você não faria isso. – Eu disse tentando me convencer.

— Vai pagar pra ver? – Perguntou ameaçando levantar da cadeira.

— Vem Bella. – Disse Alice chegando ao meu lado. – Tira esse short e vamos cair na água, mostra esse traseiro maravilhoso que você tem. – Senti meu rosto corando com seu comentário.

Tirei o short para acabar logo com aquilo e ela segurou minha mão me puxando para o mar, Jake, Angela e Renesmee já estavam lá, Jasper e Tyler, os cunhados de Edward estavam conversando com Carlisle e Esme na areia. Edward veio logo atrás de mim, e com minha visão periférica percebi que ele estava olhando minha bunda, mas isso não serviu para eu me abalar, de jeito nenhum, serviu apenas para eu rebolar ainda mais – E aflorava meu lado americano que estava escondido.

Entrei no mar sem cerimônia, o tempo não estava muito quente, batia um vento frio ocasionalmente, mas nada que estragasse a água que estava numa temperatura maravilhosa, mergulhei no mar furando as ondas que não eram das mais rebeldes. Foi maravilhoso, todos ficaram ali até o pôr-do-sol, depois aos poucos foram entrando, inclusive nós.

Dona Esme pegou um grande e saboroso bolo de maracujá, o sabor favorito de Carlisle e pôs em cima da mesa, colocou as velas no bolo e nós cantamos parabéns para ele, após comermos um pedaço do bolo e conversarmos socialmente um pouco, a família de Edward estava me encantando de tal maneira eu nem eu mesma sabia explicar, aquele clima familiar me deixava tão contente, eu sentia muita falta disso e definitivamente queria repetir esse passeio mais vezes.

Notas finais
E aí? O que acharam? Não sou de dar spoiler, mas algo me diz que vocês vão gostar do próximo cap. Bjs e até segunda!