Edward olhou para mim e Jake que estávamos sentados juntos e fez um sinal com a cabeça nos chamando. Nós levantamos e o seguimos até a praia, nós sentamos em uma canga estendida na areia.

— Aqui é lindo, não é meninos? – Perguntei enquanto estávamos sentados na areia olhando o começo da noite.

— Perfeito. – Disse Jake. – Eu queria que a Leah estivesse aqui.

— Ela deve estar pensando em você agora também. – Eu disse.

— E é óbvio que a Bella queria que o Eric estivesse aqui também. – Disse Edward implicando.

— Claro que não. – Respondi. – Não queria estar aqui com ninguém que não fosse vocês.

Eu abracei um com um braço e o outro com o outro, depois dei um beijo na bochecha de Jake e em seguida na de Edward.

— Vocês não fazem ideia do bem que me fazem. – Disparei. – É incrível como Deus coloca as pessoas em nossas vidas justo quando mais precisamos.

— Nossa Bella, não sabia que se sentia dessa forma em relação a nós. – Disse Jake impressionado.

— Vocês são a minha terapia. – Eu disse sorrindo

— Vamos agarrar a Bella para fazer cosquinha! – Disse Edward empolgado.

— Não gente, por favor. – Eu disse quase implorando.

— Só se for agora! – Disse Jake cutucando a minha cintura me fazendo rir, em seguida Edward fez o mesmo.

Eles me fizeram cócegas até eu deitar no chão, eu mal conseguia respirar quando eles pararam e ficaram me observando por alguns instantes.

— Respirou? – Perguntou Jake.

— Sim, por quê? – Perguntei.

— Atacar. – Disse Edward.

Eles começaram a sessão cosquinhas novamente, eu estava quase morrendo de tanto rir, ninguém podia nem sequer encostar em mim que eu começava com o meu ataque de riso, algum tempo depois eles pararam, mas fiquei com preguiça de me sentar novamente.

— Vou entrar gente. – Disse Jake.

Jake entrou para casa e ficamos apenas Edward e eu ali, minha mente dizia para eu trilhar o mesmo caminho que Jake, mas meu corpo, meus instintos e o pior, meu coração diziam para eu ficar ali, junto a ele.

Madame. – Disse ele estendendo a mão em minha direção após se levantar. – Me acompanha em uma caminhada pela praia?

— Sim é claro.

Peguei sua mão e me levantei, depois vesti meu short e nós começamos a andar pela praia, que não era grande, certamente daria uns cinco minutos andando até chegar a uma pedra enorme onde as ondas se quebravam, fazendo um lindo visual.

— O que tem depois daquela pedra? – Perguntei.

— Uma mansão gigantesca, mas é de costas para a pedra que é completamente deserta, porque só os meus pais tem acesso a essa praia, e só essa praia tem acesso àquela pedra, eles não vão lá, eu ia de vez enquanto.

— Vamos até lá? – Perguntei.

— Vamos. – Ele respondeu.

Nós conversamos o caminho todo e pouco tempo depois já estávamos na pedra, ele me ajudou a subir já que ela era alta, ele pegou a canga de Alice que estava em seu ombro e forrou para nós sentarmos, e foi o que fizemos.

— Eu adorei a sua família. – Eu disse sorrindo para ele. – Eles são tão doces e simpáticos, aqui tem um ambiente familiar tão aconchegante e gostoso, eu também amei esse lugar, ele dá tanta paz, parece que a gente consegue esquecer todos os problemas, é incrível. Não sei como você conseguiu passar tanto tempo longe daqui, eu não trocaria a minha sacada por nenhum lugar nesse mundo, mas com certeza se eu tivesse uma casa aqui, viria todo fim de semana, e ficaria nessa pedra, olhando o mar, pensando na vida, nas coisas que eu planejo pra ela.

— O que você planeja? – Perguntou curioso.

— Eu ainda não tenho muitas certezas, mas sei que algum dia quero conhecer um cara legal, me casar com ele e ter dois ou três filhos, fazer uma família feliz. – Eu realmente esperava poder me casar, só não tinha muita certeza se isso seria possível, já que o meu passado com certeza faria questão de vir atrás de mim.

— Por que ir tão longe para encontrar o cara certo, já parou pra pensar que ele pode estar bem ao seu lado?

— Literalmente? – Perguntei sorrindo.

— Literalmente. – Ele disse aproximando o rosto do meu.

— O que você está fazendo? – Perguntei baixinho.

— Por que você foge tanto? – Perguntou colocando as mãos em meu rosto. – Você me acha muito velho é isso? – Essa pergunta veio num tom de brincadeira.

— Isso é tão estranho. – Eu disse sem afastar meu rosto nem um centímetro do dele. – Essa sensação de flertar com um homem mais velho me deixa muito excitada. – Eu disse colocando a mão em seu peito nu.

Ele foi se aproximando ainda mais, colocou a mão direita em minha nuca e a esquerda em minha cintura.

Eu estava tão tensa que mal conseguia respirar, já fazia algum tempo que eu queria e muito beijá-lo e agora nós estávamos ali, prestes a dar esse passo, eu conseguia perceber que ele também estava tenso, talvez também estivesse esperando muito por esse momento, mas aquela droga de lembrança do meu passado inundava minha mente e fez com que eu tivesse que renunciar.

— Edward, não sei se esse é o...

— Sch. – Ele disse me interrompendo.

Em seguida colou seus lábios aos meus em um selinho demorado e intenso, me arrepiei toda e meus poros ficaram ouriçados enquanto meu coração quase pulava do peito, é claro que eu queria que fosse de língua, mas eu iria negá-lo há três segundos, acho que não estava em posição de negociações. A única coisa que eu sabia era que estava feliz por ele não ter parado para me ouvir e ter me beijado de vez.

Depois do selinho ele beijou o canto da minha boca e meu queixo.

— Não sabe o quanto eu queria isso. – Ele disse entre um beijo e outro.

Em seguida ele me beijou novamente, mas dessa vez de língua, sem exitar coloquei minhas mãos em seus cabelos, meus dedos agarravam firmemente seus fios, eu já estava quase em cima dele e nem me importava com isso, provavelmente ele também não. Nossas línguas se entrelaçaram em um movimento sensual e intenso. Eu mal conseguia identificar os efeitos que o nosso contato estava me causando, eram tantos que nem perderia meu tempo tentando entendê-los.

Ele me puxou para seu colo, me sentei de lado e senti algo que não deveria, ou talvez devesse, não sei, só sei que estava cutucando meu traseiro de forma incomoda e gostosa ao mesmo tempo, senti um maldito formigamento naquele lugar, eu estava quase implorando para transar com ele, mas me contive.

— Vê o que faz comigo Bella? – Ele sussurrou ao meu ouvido enquanto eu me derretia em seus braços fortes. Eu sabia que ele estava falando sobre o que estava me cutucando, o que me deixou meio sem graça, mas não o suficiente para sair de cima dele, apenas para me deixar ainda mais excitada. – Nenhuma mulher me deixou do jeito que você me deixa.

Ele começou a beijar e chupar o meu pescoço fervorosamente. Soltei um leve gemido enquanto suas mãos acariciavam meus seios por cima do biquíni.

— Edward. – Eu disse depois de muito esforço para me concentrar. – Para de chupar o meu pescoço, você vai deixar uma marca.

— Tudo bem. – Ele disse parando e beijando minha boca novamente, mas de repente ele parou de me beijar. – Droga! Não estou com nenhuma camisinha aqui.

— Você acha mesmo que eu transaria com você após o nosso primeiro beijo? – Eu disse num tom brincalhão, mas falando a verdade. – Que tipo de mulher acha que sou?

— E você por algum acaso é uma mulher? – Ele perguntou zombando. – Ainda é uma pirralha.

— Não sou pirralha.

— É sim.

— Não sou não.

— É sim, minha pirralhinha linda. – Ele pegou meu queixo enquanto dizia e me deu um beijo em seguida.

Após o beijo eu olhei para baixo, para a parte que estava me cutucando.

— O que você vai fazer com isso? – Perguntei colocando a mão por cima da calça e o acariciando, fazendo Edward gemer masculamente e fechar os olhos.

— Não sei. – Disse com a voz rouca de excitação. — Daqui a pouco eu dou o meu jeito. Fica aqui comigo agora vai.

— Sim, vou ficar.

Eu o beijei novamente e assim ficamos até boa parte da noite.

— Edward, é melhor nós irmos, já deve ser tarde e sua mãe vai ficar preocupada. – Eu disse sem a mínima vontade de ir.

— Você está certa, mas vai indo na frente, vou resolver meu “probleminha”. – Ele disse fazendo aspas com as mãos.

— OK, vou te esperar na porta para entrarmos juntos.

— Tudo bem.

Fui até a casa sozinha pensando nos beijos de Edward e com as pernas bambas, ninguém nunca tinha feito eu me sentir dessa forma antes, ele era maravilhoso e beijava tão bem, eu mal conseguia respirar só de lembrar.

Esperei mais algum tempo e ele veio.

— Dorme comigo? – Ele disse segurando minhas mãos e chegando mais perto.

— Melhor não Edward, deixa as coisas como estão OK? – Só Deus sabe a força que tive que fazer para dizer aquilo.

— Por quê? – Perguntou visivelmente inconformado. – Eu sei que você também quer.

— Edward, não está em negociação, não vou dormir com você.

— Tudo bem. – Ele disse olhando para baixo.

Nós entramos na casa e a mãe de Edward estava assistindo tevê.

— Mãe. – Edward a chamou e ela olhou para nós. – Chegamos.

— Ainda bem que você me avisou, ou eu ficaria esperando vocês. – Ela disse sorrindo.

— Nós vamos dormir tá? – Ele disse.

— Podem ir. Boa noite.

— Boa noite. – Respondemos juntos.

Nós subimos e entramos em seu quarto, Jake estava deitado no chão e tinha outro colchonete com cobertas, edredons e travesseiros do outro lado da cama.

— Sua mãe arrumou uma cama pra mim, que fofo. – Eu disse.

— Não, ela arrumou a cama pra mim. – Ele disse.

— Nada disso Edward, a casa é dos seus pais, quem vai dormir na cama é você.

— Que tipo de cavalheiro eu seria se deixasse a dama dormir no chão? Nada disso, eu durmo no chão e não adiante argumentar, quer dizer, — Ele disse pensando melhor. – a menos que você queira que eu durma com você na cama.

— Tá, você dorme no chão. – Ele sorriu, se aproximou de mim e me deu um beijo molhado e demorado, eu não conseguia resistir a isso, com certeza nem conseguiria dormir direito por causa de hoje. – Vou tomar um banho. – Eu disse depois de algum esforço.

— Posso ir com você?

— Não Edward, depois você vai.

Peguei um pijama comportado que tinha trago, minha toalha e fui tomar meu banho, eu esfregava meu corpo pensando nele, em seu toque e então fechei os olhos imaginando que as mãos que me ensaboavam fossem as dele, eu estava me tocando imaginando ser outra pessoa parecia doentio eu sei, mas a sensação era incrível. Tive que me concentrar para não cair no chão com minhas pernas bambas.

Depois do banho quente fui para o quarto e para a minha surpresa ele já estava deitado na caminha improvisada no chão e com outra roupa. Será que ele não tinha tomado banho pós um dia inteiro na praia? Mas ele não parecia ter apenas trocado de roupa, ele parecia bem limpo, mas a casa só tinha um banheiro com chuveiro, a não ser lá fora que tinha um chuveirão.

— Edward. – Eu disse incrédula. – Você tomou banho na ducha na varanda lá atrás?

— Sim. – Ele respondeu sorrindo. – Qual é o problema?

— Alguém podia ter te visto.

— Quem? Já estão todos dormindo, minha mãe só estava esperando nós chegarmos.

— Mesmo assim, eu estou acordada. Poderia ter te visto.

— E quem disse que eu não quero que você me veja nu? – Perguntou num tom divertido.

— Boa noite. – Eu disse encerrando o assunto.

— Boa noite. – Disse sorrindo.

Desliguei a luz, deitei na cama e tentei dormir, tarefa difícil, já que a única coisa que consegui fazer foi pensar nele e em seus beijos maravilhosos, me perguntava se ele também estava acordado ou diferente de mim conseguia dormir, eu tinha vontade de ir lá e beijá-lo, mas acho que não tinha muitas opções, ou eu ia lá e o beijava, mesmo sabendo que ele não me deixaria sair, ou eu deixava isso quieto e tentava dormir. Resolvi tentar dormir e depois de alguma insistência consegui.

Quando acordei, Edward e Jake já não estavam mais em suas camas, o que era estranho, já que eles sempre dormiam até tarde. O dia estava ensolarado, então peguei um short e uma blusa, fui até o banheiro, tomei um banho e desci. Não tinha ninguém na casa e eu me perguntava o que estava acontecendo, eu estava muito confusa, então fui para a varanda de trás, provavelmente estavam tomando café-da-manhã, mas quando cheguei lá vi a todos na praia, alguns tomando banho, outros conversando, agora eu me perguntava que horas deveria ser para estarem tão bem dispostos.

— Bom dia Bela adormecida. – Disse Edward sorrindo e vindo até mim, ninguém além dele tinha notado a minha presença.

— Bom dia. – Respondi. – Que horas são?

— Ele olhou em seu relógio de pulso.

— São exatamente onze e quarenta e três da manhã.

— Nossa! – Eu disse impressionada. – É tarde, nunca acordei a essa hora.

Devia ter a ver com o fato de eu ter passado quase a madrugada inteira pensando nele e em seus beijos maravilhosos, mas se ele estava acordado àquela hora queria dizer que ele não tinha ficado acordado até tarde também, e se ele não tinha ficado acordado queria dizer que ele não tinha gostado da nossa pegação tanto quanto eu, pior, ele não tinha gostado e estava arrependido. Tudo bem que eu não queria nada sério com ele mesmo, mas saber que o que rolou entre nós foi mais significante pra mim do que pra ele doía, e como doía.

— O que houve Bella? Ficou pensativa de repente. – Ele disse colocando a mão em meu rosto e me olhando preocupado. – Aconteceu alguma coisa?

— Não. – Eu disse tentando disfarçar. – É impressão sua.

— Tem certeza? – Perguntou ainda preocupado. – O meu pai fez alguma ignorância com você e você não quer me dizer? Pode falar a verdade.

— Não Edward, para de culpar o seu pai, ele é um bom homem, e se esforçou pra te ter por perto, você tem que parar de recebê-lo sempre com quarto pedras na mão.

— Tudo bem, mas se alguém te fizer ou disser algo de ruim você promete que me avisa?

— Claro, você é ou não é o meu amigo?

— Sim, eu sou seu amigão. – Ele disse me abraçando e em seguida me erguendo do chão.

— Ai, para, me solta. – Eu disse sorrindo.

— Não, não vou soltar. – Ele disse cheirando meu pescoço e me fazendo rir ainda mais.

— Para Edward Cullen!

— Não.

— Olha o agarramento aí vocês dois hein. – Disse Jake indo para a porta da casa.

— Ah babaca. – Disse Edward. – Porque ele não viu ontem. – A última frase ele sussurrou ao pé do meu ouvido me causando arrepios.

Edward me pôs no chão e sorriu maliciosamente para mim. — Ah se ele soubesse o que aquele sorrisinho diabólico causava em mim. — Eu simplesmente o ignorei para não dar muita bandeira de que eu estava derretidinha e fui para a cozinha logo atrás de Jake. Não fiquei muito surpresa ao vê-lo atacando a geladeira.

— Oi mascote. – Disse Jake ao me ver.

— E aí? Dormiu bem? – Perguntei.

— Como um anjinho. – Ele disse sorrindo. – Pelo que vejo você também né. Já que acordou tão tarde, você nunca acorda depois das oito, o que houve hoje?

— Tive insônia na noite passada, passei a madrugada acordada e quando consegui dormir, descansei tudo que não tinha descansado na noite anterior.

— Hum. E a senhorita quer me dizer o que você e o Edward ficaram fazendo depois que eu entrei ontem.

— Nada, seu maldoso! – Eu disse me fazendo de ofendida num tom brincalhão. – Só fomos até a pedra lá no fim da praia e conversamos um pouco. – Enquanto eu mentia muito!

— Não sei por que, mas algo me diz que passou disso.

— Esse seu algo está muito precipitado.

— Ou será que não?

— Vamos falar de outra coisa? O que você acha?

— Nós até podemos falar de outro assunto, mas você sabe que não vai poder fugir disso por muito tempo, porque é muito irônico, noite passada você e o Edward ficaram horas passeando por aí e hoje ele tá todo contente, ri por qualquer coisa. Ih, sei não hein.

— Não sei do que você está falando e nem quero saber, eu vim aqui na cozinha para tomar o meu café-da-manhã.

— OK, não está mais aqui quem falou. – Ele disse na defensiva.

Não demorei muito nem para preparar nem para comer, depois troquei de roupa novamente, mas dessa vez coloquei meu biquíni e fiquei na praia com eles, percebi que Edward não havia entrado no mar nenhuma vez desde que chegamos, então fui até a areia onde ele estava, segurei suas mãos e o levantei da cadeira de praia, mas quando ele percebeu para onde eu estava o levando parou imediatamente.

— Vem. – Eu o chamei insistindo e o puxando, mas ele ficou imóvel.

— Não, eu não quero, é sério Bella.

— Por quê? Para com isso, vem logo.

— Não. – Ele disse ainda mais sério do que já estava.

— OK, eu te deixo em paz se você me der um bom motivo para eu não insistir.

— Eu tenho medo. – Disse assumindo e visivelmente incomodado com isso.

— Como é? – Perguntei num tom brincalhão, pois achava que ele não estava falando sério.

— Eu tenho medo do mar, quer dizer, não é medo, é fobia.

— Mas como essa fobia surgiu? – Perguntei falando sério ao perceber que ele não estava de brincadeira.

— Uma vez, quando eu tinha dezesseis anos eu estava nadando e o mar foi me levando sem eu perceber, quando eu vi já estava muito longe da beira da praia e quanto mais eu tentava nadar para chegar ao raso, mais eu ia para o fundo, chegou uma hora que eu não tinha mais força e me afoguei. A sorte que um cara de barco me achou a tempo e me levou para o hospital, mas desde então eu nunca mais entrei no mar, eu já tentei, mas não consigo.

— Nossa, por que nunca me contou isso?

— O psicólogo disse pra eu não contar a ninguém, pra eu fingir que não aconteceu.

— Você foi ao psicólogo? – Perguntei impressionada e preocupada ao mesmo tempo, não sabia que fobias chegavam ao ponto de ter que contatar uma ajuda profissional.

— Sim, por dois anos, eu tinha pesadelos com isso e não conseguia parar de lembrar como tinha sido. Os pesadelos e as lembranças constantes do acontecido passou, mas uma coisa que eu não consigo superar é isso. – Ele disse apontando para o mar. – Não consigo entrar aí de jeito nenhum.

— Tudo bem, vou ficar aqui fora com você. – Eu disse.

— Não Bella, não precisa, vai curtir o seu dia, se você está feliz eu também estou. – Ele garantiu sorrindo.

— Por que você é tão bom hein? Cadê o seu egoísmo? Todo mundo tem que ser um pouco egoísta de vez em quando.

— Eu sou muito egoísta, só não consigo ser com você, é diferente.

Ah, como ele era fofo! Eu tinha vontade de agarrá-lo, juro que tinha, a única coisa que conseguia pensar era como essa vida era uma porcaria, eu nunca tive ninguém por mim, minha mãe trabalhava tanto desde a morte do meu pai que eu quase nem a via, então eu sempre tive uma vida muito independente, eu nunca tinha sido prioridade para ninguém, e quando eu encontro uma pessoa que realmente me quer por perto eu simplesmente não posso me entregar a ela, se eu pudesse prever o futuro já teria vindo a Londres há muito tempo, teria vindo antes de tudo acontecer e eu finalmente poderia ter a vida dos meus sonhos ao lado dele, do meu Edward e do nosso amigo Jacob, mas a minha vida estava muito longe de ser um mar de rosas e eu tinha que me acostumar com isso.

— Bella? – Disse Edward me encarando curioso. – Por que você sempre faz isso?

— O que? – Perguntei.

— Sempre para no meio da conversa e fica aí perdida nos seus pensamentos.

— Eu não sei. – Confessei.

— Tia Bella. – Chamou Renesmee do mar. – Vem mergulhar comigo.

— Estou indo. – Respondi e depois olhei para Edward voltando a falar com ele. – Eu vou ficar um pouco com ela e depois eu saio para ficar com você.

— Você não precisa, eu v...

— Mas eu quero. – Respondi o interrompendo.

Ele sorriu para mim e eu retribuí, depois fui para o mar e mergulhei com Renesmee, quando ela finalmente me deixou sair fiquei com Edward. Um pouco mais tarde nós almoçamos e arrumamos nossas coisas para ir embora, os pais de Edward queriam que ficássemos e fossemos embora no dia seguinte, mas não aceitamos. Eu daria tudo para uma família como aquela, enquanto ele tinha uma e não dava o mínimo valor, minha missão no mundo não estaria feita enquanto eu não o convencesse da família incrível que tinha.

Notas finais
E aí pessoal? O que acharam da bitoca deles? Será que a fic merece alguma recomendação? Custa nada e vai deixar a autora aqui mega feliz =)