Uma pia que transborda
12 Capítulo 11
(sem título)
I find it
just so beautiful
that you
Still
make me blush
so violently
as if it was
the first time
[17.11.17, 11:24 pm]
(sem título)
Seu
"eu te amo"
inesperado
&
baixinho
no pé do meu
ouvido
quase me faz gozar.
[17.11.17, 11:35 pm]
(sem título)
Plataforma vazia,
mente cheia.
Lá, 2 pessoas:
uma senhora e eu;
Cá, uma só,
beijando meus lábios.
[18.11.17, 10:08 am]
Sun-kissed skin
It's 9 am
And I feel like
I could be getting kisses
from the sun
on my skin
forevermore — just like
I'd do with yours
[25.11.17, 9:07 am]
(sem título)
Essa senhora
à minha frente
quer viajar
pro Japão.
E eu só quero viajar
pros teus braços
[2.12.17, 10:16 am]
Eu penso muito. Constantemente coloco no replay, como um disco, as lembranças e memórias mais diversas, na esperança de recriar sensações; fantasio cenas possíveis e impossíveis (apesar de que as impossíveis são quase sempre as minhas favoritas). Faço isso quando preciso escapar da realidade, é um impulso quase imediato. Minha mente me leva aos mais distintos universos, onde posso reviver uma infinidade de momentos (que podem ter sido reais ou criados) e ignorar o que não me agrada.
Acontece que por vezes essas ações são involuntárias e minha cabeça se torna um lugar insuportável de se estar: barulho excessivo, autodepreciação e armadilhas (das quais é muito difícil desviar). E como é impossível sair de mim mesma (por mais que eu queira, e queira muito), me resta fazer o mínimo necessário e esperar que acabe logo.
Nunca sei o que fazer quando até mesmo esse lugar me é nocivo; essa sensação de não ter para onde fugir me deixa inquieta e ansiosa, afinal, enfrentar a realidade é algo que sempre me assustou. Mas não posso fugir para sempre, posso?
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