Uma nova Chance
1 Como fui burra!
Notas iniciais
Boa leitura ♥
Passei minha mão direita levemente pelos meus cabelos, enquanto na outra mão eu encarava com um semblante em desespero o teste de gravidez que eu havia acabado de fazer. E o resultado... POSITIVO! Eu não acredito, só pode ser brincadeira, eu? Grávida? Não, por favor, tem que ser piada.
- Lucy, filha você vai se atrasar para a faculdade! Disse minha mãe batendo na porta.
Levei um susto com medo de ela abrir, mais pra minha sorte a porta estava trancada.
- eu já estou indo mãe! Respondi tentando disfarçar a voz de preocupação.
- esta tudo bem filha? Perguntou.
- esta sim... Só estou com sono! Tentei disfarçar.
Percebi que ela havia saído da li, enquanto eu me sentia em um beco sem saída, o que eu vou dizer pra minha mãe? O que eu vou dizer para o meu pai? Mais ainda há uma esperança, quem sabe “ele” aceita, sim, tenho certeza que vai!
Peguei meu celular que estava no chão de frente para mim, e mandei a seguinte mensagem.
“Preciso conversar com você sobre uma coisa delicada, nos encontramos na faculdade, beijos te amo muito meu amor.”
Olhei as horas no celular e vi que estava ficando um pouco tarde, se eu não me arrumasse iria me atrasar.
Coloquei o objeto dentro da pequena caixa e fechei meus olhos por alguns segundos, calma Lucy vai da tudo certo, a penas mantenha a calmaria.
Destranquei a porta do banheiro e há abrir bem devagar, olhei para a onde se encontrava o corredor e percebi que não havia ninguém. Fui em direção ao meu quarto apressando os passos, entrei no mesmo e fechei a porta, peguei minha bolsa com as coisas da faculdade e coloquei a caixa do teste ali dentro.
Joguei a bolsa na cama e logo em seguida abri meu guarda roupa e peguei uma vesti, sem escolher como eu fazia todos os dias, hoje eu não estava com cabeça para me produzir totalmente. Coloquei a calça dins preta, uma blusa branca caída nos dois lados do ombro e uma sapatilha vermelha.
Verti a roupa, calcei a sapatilha e me olhei no espelho da prateleira a minha frente, prendi meu cabelo em um rabo de cavalo e deixei as mechas soltas.
Ouvi meu celular vibrando e fui de encontro ao mesmo, peguei-o e vi que uma mensagem tinha chegado, abri a mesma e ele havia-me respondido com a seguinte resposta.
“Ok. Fiquei preocupado agora, mais quando você chegar à faculdade a gente conversa, minha princesa eu amo você. Há como eu queria esta ai sentindo o seu doce corpo novamente.”
Mordi o lábio inferior quando li a ultima linha, isso era tudo o que eu mais queria mais infelizmente todo aquele prazer me trouxe e trouxe há ele muito prejuízo, que eu preciso resolver.
Peguei minha bolsa, coloquei o celular dentro e sai do quarto.
Desci as escadas e senti um cheiro de café que me causou um pouco de enjoou. Fui ate a cozinha a onde se encontrava minha mãe e falei com a mesma.
- Bom dia mãe! Dei um beijo em sua testa.
- Bom dia filha, acordou um pouco preocupada, aconteceu alguma coisa? Perguntou pondo o bolo de cenoura na mesa.
- não mãe não aconteceu nada, só estou preocupada com as provas que estão chegando! Disfarcei.
- calma filha, só você estudar que vai da tudo certo! Deu um beijo em minha bochecha.
- isso que eu vou fazer! Sorri de lado.
- agora que tal você comer um pedaço do seu bolo preferido?
- bem que eu queria só que eu tenho que chegar um pouco mais cedo na faculdade, vou ter que entregar um trabalho! Beijei sua testa e fui para a porta de casa, sem da atenção para o que minha mãe estava falando.
Olhei para rua e vi que o dia estava bem nublado, fechei a porta e caminhei ate o ponto de ônibus que ficava na esquina da minha casa! Tive sorte quando cheguei ao ponto e o ônibus estava ali já que eu sempre o espero quase vinte minutos.
Entrei no mesmo e me sentei no banco ao lado da janela, encostei minha cabeça no vidro e me deixei ser levada pelos meus pensamentos e preocupações.
[...]
Desci do ônibus e fui ate a faculdade que ficava a dez passos da li. Não sei por que mais senti uma sensação ruim, deve ser nervosismo. Ao chegar ao local olhei ao meu redor e vi que havia muitas pessoas ali, olhei para todas as direções tentando encontrar quem eu queria.
- Lucy!
Olhei para o lado e dei um sorriso quando percebi quem era.
- Natsu!
- chegou cedo, você sempre se atrasa um pouco! Sorriu.
- eu só não queria me atrasar! Disfarcei com um sorriso.
- tem certeza? Perguntou me encarando.
- tenho! Respondi direta.
Olhei através dos ombros dele e vi quem eu queria encontra. Abri um enorme sorriso e fui ate ele sem querer saber o que Natsu havia perguntado.
Quando cheguei reparei que tinha algumas pessoas conversando com ele, pode se dizer que a maioria era menina. Ele não percebeu a minha presença então chamei pelo mesmo.
- Gray!
Ele me olhou e deu um sorriso lindo e provocante.
- Lucy minha princesa! Foi de encontro a mim e me puxou para um beijo.
Um beijo maravilhoso, mais que me fez sentir uma sensação muito ruim.
- sua boca é como droga, muito viciante! Olhou-me.
- que cantando! Impressionei-me.
- então o que você queria me falar? Perguntou.
- uma coisa que não pode ser falada aqui! Respondi um pouco corada.
- sendo assim que tal irmos para a minha casa? Mordeu os lábios.
- mais e a aula? Perguntei preocupada.
- mata uma não faz mal! Olhou-me com desejo.
- ta bom, então vamos?
- claro! Deu um selinho em mim.
Ele se despediu de todos a nossa volta e logo em seguida fomos ate o estacionamento a onde estava a sua moto. Olhei para trás e vi que Natsu me olhava preocupado, sorri para ele, mais não me retribuiu, pelo contrario demonstrou mais preocupação.
Eu não podia dizer a ele, sim ele é meu amigo, mais isso era um assunto meu e do Gray, não era do interesse dele e de mais ninguém.
Gray subiu na moto e em seguida me disse.
- pode subir gata!
Eu não disse nada a penas fiz o que ele falou. Saímos da li e fomos ate a casa dele, a onde aconteceu tudo! Ele morava sozinho e também ele era um pouco mais velho do que eu, assim como Natsu que era uns dois anos mais velho também.
Mais a nossa amizade sempre foi uma das melhores coisas que já me aconteceu. Mas nesse momento não era amizade que iria ajudar mais sim a opinião de Gray.
[...]
Chegamos a sua casa e logo me preocupei, aquela sensação ruim, não saia de dentro de mim.
- chegamos meu amor! Abriu a porta da casa.
Entramos e logo senti Gray me agarrando por trás e beijando meu pescoço.
- Gray para! Tentei me largar.
- que isso Lucy, vai me dizer que você não quer? Continuou me beijando.
- para é serio! Soltei-me de seus braços e me afastei do mesmo.
- o que foi? Alterou-se.
- esqueceu que a gente veio aqui pra conversar?
- conversamos depois, agora vamos brincar um pouco! Chegou perto de mim e me agarrou novamente.
- Gray para, por favor, é serio! Empurrei-o.
- tudo bem, fala logo! Irritou-se.
Respirei fundo e senti as mãos tremerem um pouco e o coração acelerar, tenho que manter a calma, vai da tudo certo.
- Gray você lembra-se da ultima vez que tivemos algo? Perguntei sem graça.
- sim e o que tem? Cruzou os braços.
- faz algumas semanas certo?
- certo e o que tem? Olhou-me confuso.
- então que...
- Lucy vai direto ao ponto! Interrompe-me.
Engoli a saliva e respirei bem fundo e falei logo sem enrola.
- Gray eu estou grávida!
Ele arregalou os olhos surpresos, descruzou os braços e me olhou sem saber o que falar.
- você entendeu o que eu falei? Eu estou grav...
- eu entendi você tem certeza? Interrompeu-me com a voz de preocupação.
- sim, eu fiz o teste e deu positivo! Exclamei.
- e se o teste te enganou? Perguntou.
- eu fiz três vezes o teste e as três vezes deu positivo! Respondi.
Gray andou de um lado para o outro sem dizer uma palavra, ele estava muito pensativo, eu me manifestei e disse.
- o que vamos fazer?
- o que você vai fazer! Apontou o dedo pra mim.
- o que? Como assim eu? Perguntei confusa.
- Lucy se liga... Eu não quero essa criança, na verdade eu nem sei se é meu filho! Disse secamente.
- como é? Você enlouqueceu? Você foi o primeiro homem da minha vida, eu te disse isso! Afirmei.
- vai saber se você não mentiu, uma mulher é capaz de tudo! Sorriu de lado.
- como você tem a capacidade de falar isso? Eu pensei que você iria me ajudar? Mais me enganei! Falei tristonha.
- eu posso te ajudar, claro, se você aceitar abortar!
Aquelas palavras foram o suficiente para quebrar o meu coração, como ele teve a coragem de falar tudo isso, como?
- então você aceita? Perguntou me olhando.
- não, eu não aceito e nunca aceitarei! Respondi sentindo meus olhos marejados.
- então ta você vai criar essa coisa sozinha, e pode esquecer por que eu não vou querer saber dela e muito menos de você! Disse seco.
Agora eu entendi por que eu estava sentindo a sensação ruim, foi como um aviso.
- mais o que eu vou fazer agora? Eu não tenho condições de cuidar de uma criança, por favor, me ajude! Pedi mesmo sabendo qual seria a resposta.
- não mesmo, quer saber fora da minha casa! Foi ate a porta e a abriu.
- mais Gray...
Antes que eu terminasse de falar ele me pegou pelo braço e me colocou para fora, e fechou a porta sem esperar eu dizer nada.
Eu olhei para aquela porta fechada e abaixei minha cabeça, chorei tudo aquilo que eu estava sentindo naquele momento. Por que meu Deus? O que eu vou fazer agora? Sinto-me em um pesadelo. Fui andando para longe daquela casa e daquela pessoa, eu sabia que não estava perto da faculdade, mais eu não queria voltar para casa agora.
Começou a chuviscar mais eu nem dei importância, Lucy Heartfilia você destruiu a sua vida, e caiu em uma bela e irresistível ilusão. A chuva foi aumentando e quando me dei conta, eu já estava toda molhada.
Levantei minha cabeça que estava abaixada ao longo do caminho ate aqui, e vi a enorme faculdade a minha frente, há como eu queria voltar no tempo. Quem sabe assim eu não ia sentir tanta dor como eu estou sentindo.
Sentei-me em um Banco de madeira que havia no enorme jardim da faculdade e abaixei a minha cabeça, em seguida o portão se abriu e varias pessoas saíram do mesmo.
A chuva estava forte, eu sentia frio, mais nem me importei. Meu sofrimento tava tão grande que poderia nevar que eu nem iria me importar!
Uma sombra se fez em minha frente, e então eu não senti a chuva caindo sobre mim, olhei para cima e vi um guarda-chuva, bem devagar transmitir meu olhar para minha frente e me surpreendi quando vi quem era.
- Natsu!
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