Uma nova Chance
2 Eu estou aqui!
Notas iniciais
Olhei para Natsu com os olhos bem inchados e molhados, seu rosto transmitia preocupação e certa pena de mim.
– O que foi que ouve Lucy? Perguntou.
Eu abaixei novamente a minha cabeça e chorei tudo de novo. Meu coração tava tão machucado que eu não conseguia dizer uma palavra sequer.
– Ei Lucy? Ele colocou o guarda chuva no chão e se ajoelhou perante o gramado. – o que foi que aconteceu? Colocou a mão sobre o meu queixo e o levantou. – o que houve? Perguntou olhando-me.
Eu cai em seus braços fazendo o mesmo cair sobre a grama, e em seguida eu disse.
– eu acabei com a minha vida Natsu, e não tem como eu voltar a trás!
Ele me abraçou sem se importar com as suas roupas completamente molhadas. E eu me afogava nas lagrimas, por que eu sabia que não havia como eu voltar no tempo, agora eu terei que seguir em frente... Sozinha!
– me explica o que foi que aconteceu? Perguntou ainda me abraçando.
– não da, é muita humilhação para mim! Respondi sem graça.
Ele me afastou e desfez o abraço, olhou em meus olhos e disse.
– você esqueceu que somos amigos?
Depois daquelas palavras que ele me disse eu não tive escapatória eu tive que contar a verdade, mais não ali, tinha que ser em um local mais, reservado.
– então ta eu te conto, mais vamos para outro lugar! Olhei para ele sem graça.
– tudo bem podemos ir algum lugar, ou para sua casa ou a minha você escolhe!
– vamos pra sua então... Eu não quero ir pra minha casa agora!Falei tristonha.
Ele se levantou do chão e me estendeu a mão para que eu pudesse segurar, e assim eu fiz.
– vamos então! Pegou minha bolsa do chão e o guarda chuva no gramado.
Eu não disse nada a penas agarrei seu braço enquanto ele nos conduzia ate a sua casa.
[...]
Ele abriu a porta do pequeno apartamento e me deu espaço para poder passar, sorri de lado e entrei. Ele fechou a porta e colocou minha bolsa em cima do sofá.
– eu vou pegar uma toalha para você!
– não precisa eu to bem! Disfarcei com um sorriso.
– eu já venho! Teimou e saiu.
Eu cruzei os braços tentando me esquentar, como se fosse possível, eu estava toda encharcada. Olhei ao redor daquela pequena sala, mais tão aconchegante! Fazia cerca de um ano que Natsu começou a morar sozinho. E esta se saindo muito bem, não tem nada fora do lugar.
– pronto! Chegou me entregando uma toalha de banho bem branquinha.
– Natsu não precisa é serio! Tentei recusar.
– nada disso, você esta totalmente molhada e se não tomar um banho, vai acabar ficando doente! Praticamente exigiu e eu não podia dizer não.
– mais eu não nenhuma roupa para vestir! Exclamei.
– isso é de menos, vai tomar banho e deixa o resto comigo! Sorriu para mim.
Balancei a cabeça com um sim e fui ate o banheiro, abri a porta, entrei e fechei a mesma. Eu estava com muita vergonha eu sei que Natsu é meu amigo, mais mesmo assim fiquei sem graça.
Tirei toda roupa do meu corpo com um pouco de dificuldade já que estava molhada e bem colada no corpo, abri o chuveiro e adentrei. A água caia enquanto eu me deixava ser levada pelos meus pensamentos, que estavam todos negativos!
Passei a mão de leve em minha barriga e senti certa raiva, tudo isso por causa dessa coisa que esta dentro de mim. Esse inferno que acabei de entrar é torturante demais...
– por que meu deus? Por que tudo isso? Eu perguntava a mim mesma, mais sabia que era em vão.
Fechei o chuveiro e peguei a toalha, há enrolei pelo meu corpo e fui ate o pequeno espelho que estava pendurado na parede. Meu rosto e meus olhos estavam inchados e com um semblante de tristeza total.
– Lucy?
Natsu bateu na porta e eu fiquei sem reação para abri-la.
– Lucy peguei algumas roupas para você vestir, ate sua roupa secar!
Eu abri um pouco a porta deixando a penas a minha cabeça para fora.
– obrigado! Peguei as roupas e sorri de lado.
– não foi nada! Corou e em seguida saiu da li.
Fechei a porta e reparei nas roupas que ele me entregou, que era, uma camiseta cinza e um short de algodão de dormir. Dei uma risada me imaginado naquelas roupas! Só pode ser piada, mais não irei recusar o favor que ele fez.
Vesti a blusa e em seguida o short, olhei para o meu corpo de cima a baixo e ri muito, eu estava muito estranha e com muita vergonha de sair daqui com essas coisas em mim!
Mais não tive escolha, peguei minhas roupas molhadas e as dobrei, abri a porta do banheiro e sair do mesmo. Senti um cheiro de chá que me deixou com água na boca.
– e então como...
Ele não terminou de dizer tudo pelo simples fato de ter caído na gargalhada ao reparar o meu estado critico.
– para de rir de mim! Corei.
– você ficou bem elegante nessa roupa! Ironizou.
– serio obrigado, seu idiota! Mostrei a língua.
– ta mais calma? Perguntou parando de rir.
– um pouco, mais estou melhor! Respondi.
– estou fazendo um chá, para você ficar mais quente! Disse com vergonha.
– que isso não precisa fazer tudo isso! Abaixei a cabeça.
– você sabe que eu sempre gostei de fazer as coisas para você!
Eu senti as minhas bochechas ficarem completamente vermelha, mais tentei disfarçar.
– senta ai no sofá, que eu já venho, vou pegar um pouco de chá para você! Saiu em seguida.
Caminhei ate o sofá e sentei no mesmo, juntei as pernas e coloquei minhas mãos sobre elas.
– prontinho! Entregou-me uma xícara de chá e sentou-se ao meu lado.
– obrigado! Agradeci com um sorriso.
– então mocinha, vai me dizer o que esta acontecendo? Perguntou.
Eu depositei meu olhar sobre a xícara em minhas mãos e senti certa vergonha de falar para ele, com medo da reação do mesmo seja boa ou ruim.
– Lucy?
– Natsu... Será que se eu disser adeus para a minha vida... Será que toda essa dor que estou sentindo... Vai passar?
Ele me olhou confuso, sem entender por que eu estava falando aquilo.
– seja mais clara Lucy, o que aconteceu? Você esta estranha desde manha cedo e do nada quando saiu da faculdade, te vejo sentada nos bancos do gramado chorando... E seu namorado? Por que não estava com você? Perguntou com um pouco de raiva quando disse a palavra “NAMORADO”
– namorado é o tipo de palavra que não se encaixa mais no meu vocabulário! Respondi colocando a xícara de café sobre a mesinha de centro a nossa frente.
– o que foi que ele te fez?
– na verdade o que foi que eu fiz Natsu! Abaixei a cabeça.
– seja o que for não tenha medo de me contar, estou aqui para te ajudar! Segurou minha mão.
Olhei em sua face e sentir confiança, sendo transmitida ate a mim. Eu não podia esconder isso dele, como ele disse “Somos amigos.” E amigos nunca guardam segredos um do outro, por que a confiança é tanta que nos causa ate... Paz!
Então eu estava disposta, irei contar. Apertei sua mão olhei para ele sentindo novamente as lagrimas caírem, em frações de segundos o abracei bem forte e disse...
– eu não tenho mais namorado, e também sei que não vou ter mais ninguém, quando tudo vier à tona!
– tudo o que Lucy? Abraçou-me tentando achar respostas para tudo que eu estava falando.
Desfiz o abraço, sequei as lagrimas do meu rosto olhei para o chão, para não poder encará-lo. E respondi a sua resposta.
– a minha gravidez...
Quando terminei de dizer o que ele queria saber, arregalou os olhos, levantou-se do sofá e olhou-me franzindo a testa.
– você esta grávida? Dele? Do Gray?
– sim...! Sussurrei.
– eu não acredito, e você contou pra ele? Perguntou passando as mãos no cabelo.
– contei, mais preferia não ter contado! Respondi fechando o punho para não chorar.
– vai me dizer que...
– sim Natsu, ele não quis e eu tenho certeza que meus pais não vão querer! Eu lutava contra as lagrimas.
– Lucy você tem idéia do que esta falando? A gravidade que esta o problema? Alterou a voz.
– sim Natsu e seja o que acontecer, não vai me importar, por que amanha mesmo eu vou tirar essa coisa de dentro de mim! Falei cada palavra firme e tentando ser forte.
– não mesmo, eu não vou deixar! Sentou do meu lado.
– você ta achando que eu vou criar algo que vem daquele cara? Pode ter certeza que não, alem do mais não quero fazer tudo sozinha! Gritei me levantando.
– você não vai fazer, nós dois vamos cuidar dessa criança! Levantou-se e ficou de frente para mim.
Não acreditei no que ele acabará de dizer, como assim nós dois? Não tem lógica.
– Natsu de jeito nenhum, essa criança não tem nada haver com você! Cruzei os braços.
Ele descruzou meus braços e segurou minhas mãos me olhou nos olhos e sem seguida disse.
– pode ate ser, mais, estou disposto a criá-lo como se fosse meu, não por obrigação e nem, por favor... Mais por amor!
Fiquei completamente sem palavras, tudo aquilo que ele estava fazendo por mim, e o pior era que eu não merecia. Mais mesmo assim ele ainda tinha compaixão de mim.
O que é isso? Sorte? Milagre? Ou a penas a vida me surpreendendo...?
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