Uma linda mulher
45 Vivendo o dia
Notas iniciais
Clara,já havia arrumado a mochila de Gabriel, e preparado seu lanche…Marina apertou o botão, continha 17 recados, de serviço, parabéns de amigos, familiares e tios, mais o último era de Flavinha sorriu ao ouvir a voz da irmã.
Flavinha: Oi idosa, brincadeira maninha, estou em Madrid, estou bem fique totalmente despreocupada, e para sua informação ainda não estou uma roliça, avise a Clara que vou ficar menos roliça que ela… – Marina sorriu – Bom, parabéns Mari, desculpe por não estar te apertando essas bochechas fofas, mais eu te amo ok, longe ou perto eu te amo maninha, preciso desse tempo, felicidade saúde e sabia que meu pensamento está com você, preciso desligar, te amo Mari, beijinhos ! – Marina ouviu o bipe da secretária e se sentou no sofá no escuro, pensando em sua irmã, Robert havia ligado no celular dela na sexta perguntando por ela, estava mal, Marina foi obrigada a admitir, o cara realmente estava mal, se Clara a deixasse agora, uma mulher como ela suportaria, não queria nem pensar nessa hipótese, subiu as escadas, deixando a luz do corredor ainda acesa, Gabriel havia dormido cedo, se acordasse de madrugada não sentiria medo de ir até a cama das mães, chegou no quarto e sorriu vendo Clara profundamente adormecida, apagou a luz se deitando, a abraçando e sentindo a presença da esposa, Clara se abraçou a ela, Marina fechou os olhos e não se demorou a adormecer.
~.~
Clara já na Venturini no dia ensolarado, sorriu ao olhar a foto em sua mesa de Marina e Gabriel, a manhã estava corrida, como todas ela concluiu, documentos ali, documentos aqui, anotação, assinaturas, era a terceira reunião do dia, Karla estava super ocupada até para uma conversa rápida, Clara digitava tomava café e assinava os papéis, tudo ao mesmo tempo, após deixar Gabriel na escolinha com um beijo de despedida se sentiu mais tranqüila, Nelita estava ainda de viagem, e de maneira nenhuma deixaria o menino sozinho, mais também, não poderia faltar ao serviço, sentiu saudades de Marina o lado dela da cama já estava frio quando se levantou, havia saído cedo, voltou sua a mente ao trabalho, havia tanta coisa a se fazer.
Marina parou na sala privada, se sentia feliz e relaxada, até aquele momento, com um terninho habitual de trabalho, os cabelos bem penteados e uma série de documentos importantíssimos a serem revisados, avistou Ana.
Luana: Senhora Meirelles sua reunião com a senhorita Ana, ela a aguarda… – Marina assentiu, caminhou até sua sala deixando as pastas e se sentando, Ana arrumada e impecavél cruzou a sala, com seu ar de superioridade sentando se na frente de Marina com o sarcasmo evidente na voz.
Ana: Bom Dia, senhora Meirelles. E então?
Mari: Não, não estou interessado na sua proposta Ana, agora se me dá licença, eu tenho realmente uma empresa para administrar…
Ana: Franziu a testa cerrando os punhos, sorriu de nervoso começando a tremer de raiva.
Mari: Hey, não vamos descer os níveis, afinal você é ou não é uma mulher de grande poder Ana?
Ana: Não brinque comigo Marina, você pode se machucar.
Mari: O que você vai fazer ? Vai me matar, matar a minha mulher e ao meu filho.
Ana: Aquela prostituta, você a chama de sua mul.
Mari: Lava essa sua boca imunda e saia agora da minha sala, anda Ana… – Ana a olhou incrédula, quem ela pensava que era para o tratar daquela maneira…Permanece sentada a olhando no fundo dos olhos e Marina percebeu o que logo viria.
Ana: Eu não queria causar nenhum dano a ninguém Marina, mais você é tão estúpida que vai acabar com si mesma e com a prostituta da sua mulher e o seu filho…Marina se levantou, com fúria os olhos latejantes e ardentes de ódio, pegou Ana pelo colarinho com força a chacoalhando e a ameaçando.
Mari: Repita, mais uma vez prostituta, repita para você ver o que te acontece… – Ana tentou se soltar e por fim conseguiu em um tranco forte, deixando ambas frente a frente com a raiva e descontrole nos olhos.
Ana: Você está acabada Marina, eu vou estampar em todos os jornais o que a sua bela e, doce Maria fazia, e que você sabia, e que seu filho é fruto disso, de um programa de uma… – Ana não pode completar, sentiu o rosto quente e logo depois uma dor enorme, Marina havia lhe socado a boca que agora sangrava, Marina respirava ofegante, os cabelos agora caiam em sua testa.
Mari: DESAPAREÇA DA MINHA FRENTE ANA, OU EU NÃO RESPONDO POR MIM…. E SE TIVER ALGUÉM QUE QUER SEGUI LA NESTE ANDAR, FIQUEM Á VONTADE…. – os curiosos, começaram a prestar atenção em algo que Marina ainda não tinha visto, desorientada, respirou fundo tirando o cabelo dos olhos, e olhando para a porta do elevador avistou Clara, parada a olhando no fundo dos olhos agora escuros e atormentados.
Clara: Voltem ao trabalho por favor.. –disse em alto e bom tom, de forma educada ,as pessoas começaram a exercer suas funções ainda assustadas e apreensivas… Marina começou a se normalizar, ao ver que ela caminhava com toda a calma até ela, chegando na porta se olharam – Entra agora Marina…- sem dizer uma única palavra ela entrou, e Clara entrou atrás, lançou um sorriso às mulheres apoiadas no balcão os observando fechando a porta atrás de si… Observou por longos minutos a mulher sentada a sua frente em um surto profundo de nervosa, sentada no sofá balançava a perna sem parar em quanto, matinha a cabeça baixa.
Clara: Não pode perder a cabeça… – Marina a olhou para logo depois voltar a baixar a cabeça – Marina olha nos meus olhos quando eu falo com você… – Ela se levantou de imediata caminhando até a frente dela, Clara percebeu o quanto estava nervosa – Se acalme… – levou as mãos no rosto da mesma que fechou os olhos cobrindo com sua mão a mão de Clara – Respire, eu estou aqui.
Mari: Abriu os olhos, franziu a testa a olhando antes de a puxar para um abraço apertado e sincero…Nessa mesma hora Sophia entrou na sala, Clara ficou surpresa por ela não ter batido, mais mesmo assim abraçou a amiga de forma apertada.
Clara: Por onde andou Sô, senti saudades…- franziu a testa ao ver a frieza nos olhos da amiga, Sophia mal havia a abraçado, olhava nos olhos de Marina com algumas coisas nas mãos… – O que foi ? – perguntou quando ela a mirou com lágrimas nos olhos… – O que está acontecendo aqui… ? – se virou perguntando para Marina que se virou voltando a se sentar no sofá – Sô o que te passa ? – Sophia a olhou nos fundo dos olhos.
Sô: Preciso conversar com você… – Clara sorriu assentindo.
Clara: A onde está trabalhando, porque pediu demissão ? Luiza está perturbanda ? Ohh sinto tanto a sua falta Sô desapareceu, não me ligou mais, há tantas coisas que eu.
Sô: Clara… – a interrompeu, antes de lançar um olhar para Marina – Quando nos encontrarmos falaremos ok ? – Clara assentiu se sentando ao lado de Marina que agarrou sua mão a apertando.
Clara: Hey, está tudo bem! – Ela assentiu, e após deixar o envelope em cima da mesa Sophia saiu sem dizer uma única palavra…. Marina se virou ficando de frente para Clara…– O que ela queria?
Mari: Uma resposta, e eu já disse , preciso saber o que ela tem de provas, o que pode usar contra nós, preciso liga.
Clara: Marina… – se levantou.
Mari: Quero que você e o Gabriel vão para o sitio, fique lá até semana que vem em quanto eu.
Clara: NÃO… – se aproximou, Marina se levantou a olhando nos olhos, e Clara se assustou.
Mari: Preste atenção, eu tenho alguns planos para impedir com que ela a faça, Ana tem várias coisas ilegais em sua empresa, sonegação de impostos, gastos e lucros não colocados na folha financeira à empresa, ou seja, se esses documentos estarem nas minhas mãos até amanhã de manhã, tudo se resolverá… Mais preciso que você e o Gabriel estejam seguros para que eu posso fazer o que tenho que fazer sem me preocupar… – Clara sorriu tristemente.
Clara: Sophia está com você ? Sophia sabe de tudo ? – Marina assentiu.
Mari: Não pense que eu estava mentindo para você, ela pediu para que eu não contasse, precisava falar com você sobre alguns assuntos Clara, ela me pediu e.
Clara: Tudo bem, eu entendo… – A olhou nos olhos com o semblante magoado – Qual é o seu plano ? – Marina se encostou a sua mesa, pegando a pasta que SÔ havia deixado – Sophia, está trabalhando na Loren.
Clara: Loren é a empresa da Ana?
Mari: Sim, é empresa da Ana, dei um jeito para montar outro currículo, e fazer com que a pessoa que trabalhava a onde a Sô trabalha agora fosse demitida, Na posição em que está, Sophia está pode entrar nos sistemas bancários da Loren sem que alguém se de conta disso, compreende ? – Marina a olhou e sorriu tristemente – Com esses documentos nas minhas mãos, até amanhã de manhã, teremos a Ana nas nossas mãos.
Clara franziu a testa – Há mais, Sophia marcou um encontro com ela hoje a noite, sabemos que as fotos estão no cofre da casa de Ana, ela vai tentar pegas las, com a senha que ela entra no sistema…. – E como ela sabe a senha que ela entra no sistema?
Mari: Os sistemas foram feitos pela mesma empresa que fabricou os cofres, e por um acaso, essa empresa é a que fazia a segurança dos cofres da nossa empresa, a época que eu trabalhava com ela, e com algumas ligações e uma quantia em dinheiro, os caras me passaram a senha, na Loren as senhas são padrões ou seja, uma única senha de uma pessoa abre todos os pertences dela dessa empresa, não há varias senhas, há só uma para cada funcionário.
Clara: Ela vai dormir com Ana para salvar a minha pele?
– Marina a olhou a pegando pelas mãos – Porquê ? Porque pediu a ajuda dela se vocês não se suportam?
Mari: A pele dela também está em jogo Clara , é um favor.
Clara: Não, não é um favor…Ela está o fazendo por peso na consciência… – se afastou de Marina se sentado no sofá, Marina se calou a olhando mais a fundo – Qualquer mulher notaria o jeito que ela a olhava Marina, não sou burra e sou atenta às mulheres que a rodeia… Por um tempo achei que ela fazia isso pelo fato de Luiza reparar tanto em mim…Mais era evidente que alguma coisa havia se passado entre vocês.
Mari: Porque não me contou que sabia?
Clara: Porque, você não me contou o que acontecia?
Mari: Era sua melhor amiga Clara, se alguém fosse falar algo teria que ter sido por ela.
Clara: Você dormiu com ela ? – Marina franziu a testa.
Mari: Não, eu não dormi com ela… – Clara assentiu e se calou – Ela concordou em me ajudar por saber que você estava em risco, por saber que ela estava em risco, não quer que Luiza saiba.
Clara: Luiza não a merece… – se calou novamente – O que contém nesses documentos?
Mari: Extratos bancários, contas, balancetes, relatórios, a sujeira guardada debaixo do tapete… Escute Clara.
Clara: Não, escuta você, e vou ficar aqui, não vou a lugar nenhum – Marina se levantou parando na frente da mesma – Preciso entender ao certo o que está fazendo.
Mari: Trocando uma coisa por outra, com esses documentos nas mãos, farei a mesma coisa que ela está fazendo.
Clara: Chantagem… E como sabe que ela se importa com aquela empresa, como sabe se o objetivo maior não é derrubar você e a mim, não a ela?
Mari: Ela é ambiciosa Clara… Gosta de dinheiro, luxo, sem aquilo ela está perdido, fora que vai parar atrás das grades ! Cometer crimes, sonegação é crime Clara, é só uma das sujeiras da Loren… – Clara assentiu se calando, observou a sala.
Clara: E se nada adiantar ? E se ela não conseguir pegar os documentos ? Está tudo acabado, eu você, a Venturini, a Meirelles, Marina o Gabriel ainda é pequeno e.
Mari: Vai adiantar, se lembra ? Eu pedi para que confiasse em mim…Confia em mim… – Clara baixou a cabeça, sentindo seu estomago dar voltas e voltas, estava nervosa, estava com medo e estava beirando o desespero.
Clara: Eu preciso ir.
Mari: Não, olhe para mim… – Clara o fez.
Clara: Você não entende Mari… – os queixo tremulo denunciou que estava a ponto de chorar – Preciso ir, agora, O jantar é as 19:00.
Mari: Não,eu não quero saber o horário do jantar, e eu também não quero entender,o que eu entendo é que você é a minha mulher, mãe do meu filho e nada mais do que isso está escutando ? Pare Clara, pare de se achar a pior das mulheres quando é a melhor delas, Escute, droga, escute me ! Eu não estou com medo – sorriu nervosa – Eu não estou sentindo medo ! E você também não deve sentir porque tudo vai ficar bem…Eu prometi a você, eu prometo a você, No que está pensando ? – a olhou no fundo nos olhos após um silêncio atormentante.
Clara: Em nada, não estou pensando em nada, preciso ir, deixei tudo na Venturini, precisava falar com você sobre… Esqueça, estou atrasada preciso ir – Marina permaneceu séria a observando como Gabriel também fazia, a invadia com o olhar cravado no seu, a invadia de todas as maneiras buscando o que realmente se passava, Clara quebrou a corrente do olhar, deu um selinho demorado em Marina caminhando até a saída.
Mari: Clara… – ela a chamou antes que a mesma saísse da sala, Marina se sentou em sua mesa, analisando as fotos e algumas folhas que Sophia havia lhe mandado, tinha que dar certo, sua vida dependia disso… Clara desceu do elevador com os pensamentos longes, na saída avistou Sophia a olhando, como se a estivesse esperando, Clara caminhou até ela a olhando nos olhos, por mais que soubesse, que soubesse que algo havia passado, olhar Sophia e sentir raiva era impossível… Estavam juntas nessa, seu futuro, e o futuro dela estavam em jogo…Caminharam ambas em silêncio até o pequeno restaurante frente do edifício da Meirelles, sentaram se em uma mesa lá no fundo, o lugar era simples e confortável, Sophia a olhou nos olhos começando a falar.
Sô: Também senti sua falta ! – Clara sorriu.
Clara: E você como está?
Sô: Com uma outra pessoa!
Clara: Que bom, gosta dela ?
Sô: Amo minha ex mulher, Clara… Mas ela parece amar você.
Clara: Não diga isso.
Sô: É a verdade, além do mais eu não tenho sido verdadeira, e nem tenho sido uma boa amiga…. – Clara se calou baixando a cabeça.
Clara: Eu sei sobre Marina Sophia, era impossível não ter percebido… – sua voz diminuiu conforme seu coração se apertava em aflição – O que te fez pensar que algum dia eu chegaria perto do sua esposa.
Sophia: Não fiz para machucar você, mais para machucar a Luiza…Eu não dormi com a Marina, e não dormi pelo fato de ela dizer que não… – Sophia a olhou mordendo os lábios, estava tão machucada tão magoada – Estava cega de ciúmes e precisava que Luiza e notasse, me aproveitei do seu casamento frágil, não fui sincera e nem verdadeira… Eu sinto muito Clara, eu realmente peço que me desculpe ! – Clara ficou estática sem poder dizer uma única palavra – Eu sentia raiva de Marina e de você, ela a usava, brincava com você. Em quanto você ficava em casa cuidado do Gabriel, não saímos de uma vida como a aquela levamos Clara, para agüentar mulheres poderosas brincando com a gente como se fossemos ainda prostitutas, eu não admito isso e pensei que você também não admitiria, mais ao ver o que ela estava fazendo com você, ao ver o que Luiza estava fazendo comigo eu simplesmente, precisava atingir a minha esposa de alguma forma, ciúmes, Marina é obcecada por você, e Luiza da maneira dela também era por mim…Foi um erro Clara.... Sophia bebeu um gole de água que havia pedido em quanto Clara permanecia a olhando calada – Foi um tremendo erro e se você não puder me desculpar eu vou entender, você fez a sua família, teve o seu filho, em quanto eu esperava que a minha esposa se conformasse que você nunca seria dela.
Clara: Eu nunca a dei esperanças Sô, tenha a certeza disso… — Sophia sorriu.
Sophia: Eu sei que não Clara…Vou te confessar algo…Quando você chegou, com aquelas roupas cafonas, desesperada e procurando por um emprego, eu sabia que você não tinha e nunca iria ter pele para o que eu fazia, sabia que você iria se libertar em uma hora, e que talvez eu pudesse me libertar junto com você ! Mais quer saber, no meu quartinho quadrado pequeno, eu era muito mais feliz do que eu sou agora… – Clara assentiu, sentindo compaixão pela amiga – Talvez eu já tenha me tornado imune aos sentimentos mais belos, mais de qualquer maneira, há algo em você que eu nunca tive, que talvez nenhuma mulher tenha…E Marina percebeu isso quando estava a ponto de perder tudo, você é tudo para ela sabia? – Clara sorriu assentindo – Uma empresária arrogante, podre de rica perfeita de mais, se lembra? Na primeira vez que você falou comigo no telefone eu tive a certeza que já tinha se apaixonado ! – Sophia sorriu – Hoje a noite, vou fazer algo para que nossas vidas, tão fortemente construídas não vá por água a baixo, por inveja, Ana tem inveja de tudo o que Marina sempre teve… Temos uma carta na manga Clara, e tudo á de dar certo se Deus permitir! – Sophia se aproximou de Clara a olhando no fundo, completamente no fundo dos olhos – Você nuca foi uma prostituta, você nunca teve pele nem coração para isso, acredite, você precisava estar naquele lugar, naquela hora para conhecer e ter, o que você tem agora.
Clara: Sô, se algo não dar certo, se você não conseguir pegar os documentos.
Sophia: Está tudo acabado Clara, eu você, A Venturini a Meirelles..Uma nova chance, de uma nova vida, não vamos ter ! – Clara assentiu.
Clara: Se eu tiver que fazer minhas escolhas, vou fazer.
Sophia: Eu sei no que está pensando e Clara.
Clara: Eu tenho filho Sophia, tenho uma criança mágica que precisa crescer em um ambiente saudável, tenho uma esposa que movimenta metade do capital desse país, uma mulher que lutou a vida inteira para chegar aonde chegou.
Sophia: Não é a solução.
Clara: Qual é a solução? O que você faria se tudo o que você amasse estivesse em jogo por seu passado? Meu filho não pode saber, não pode crescer com as pessoas o apontando a rua Sô, é meu bem mais precioso, é metade de mim ! Se Luiza soubesse, o que ela seria capaz de fazer com você.. – Sophia sorriu tristemente – Acabaria com ela também.
Sophia: Não importa o que vá acontecer alguém vai sair ferido Clara… Tudo o que eu puder, tudo o que estiver ao meu alcance eu vou tentar, a minha vida, tudo pelo qual eu lutei e construí está novamente em jogo ! Mais a diferença é que estou sozinha!
Clara: Você não está sozinha!
Sophia: Não tenho um filho nem esposa para proteger Clara, e minha consciência não pesa feito chumbo quando me deito…– Clara mirou os olhos tão azuis de Sophia.
Clara: Eu não pensaria duas vezes… – Clara sorriu pegando nas mãos da amiga que a olhou apreensiva.
Sophia: Desculpe, Clara sei o quanto Marina significa para você, mais eu não toleraria nunca que uma mulher nos dobrasse e nos fizéssemos lembrar o que éramos, eu me orgulho de você, em por tudo o que tem e no que se transformou… – Clara assentiu.
Clara: Por um lado eu procurei entender você Sophia, se fosse outra eu não sei se teria ficado calada… –sorriu tristemente – Esse é o preço que se paga por ter a mulher que eu tenho… Sabe que a secretária é louca por ela… – Sophia sorriu balançando a cabeça.
Sophia: Luana.
Clara: Acho que é essa mesmo.
Sophia: Inofensiva, também já peguei falando da Luiza.
Clara: Por falar em Luiza, faz tempo que não a vejo, minha secretária disse que entra, cumpre o horário e os serviços e sai, sem dizer uma única palavra, está almoçando na sala.
Sophia: Não a vejo desde de que terminamos Clara, estou sem coragem para mandar o meu advogado ir lá, além do mais, quero estar divorciada e que todos saibam disso, caso…. Caso alguma coisa aconteça daqui para frente.
Clara: Você a ama ? – Sophia sorriu baixando a cabeça – Sophia – Ela é tudo o que uma mulher pode sonhar Clara, nossa esposas são ! Luiza é a minha galã de novela das 8 … – sorriu de si mesma – Eu fui feliz, de certa maneira do modo dela ela também me amava… Mais duas mulheres não ocupam o espaço de uma mente, e não se sinta culpada por isso, a culpa é única e exclusiva minha, uma mulher independente não deixaria as coisas chegarem ao ponto que chegou.
Clara: Porque não teve filhos Sô? – Clara se entristeceu pela amiga.
Sô: Luiza me disse na última vez que nos vimos, que pensou que talvez eu não quisesse estragar o meu corpo perfeito, eu não poderia permanecer com uma mulher que não se dá ao trabalho de perguntar para mim se eu me importaria ou não ter meu corpo apenas por 9 meses alguns quilinhos mais gorda… Sô ela vai mudar eu sei que vai, mais não posso mais esperar, e minha consciência pesa, carregar esse segredo Clara, segurar um casamento com esse segredo, não é para qualquer uma ! — Clara assentiu.
Clara: Marina ás vezes, acho que ela se esquece ! Foi aniversário dela no sábado, o levei até o sitio… – Sophia sorriu divertida – Não ria, eles adoraram, Marieta foi junto..
Sophia: E a Flavia, não a conheço muito bem mais, não está mais na Meirelles?
Clara: A Flavinha está em viagem de férias, precisa de um tempinho para resolver sua vida… – Sophia assentiu, e observou o relógio.
Sophia: Preciso ir Clara, tenho serviço a fazer e tenho que me arrumar… – Clara a olhou com a tristeza estampada nos olhos – Clara– obrigada.
Sophia: É por nós duas Clara…merecemos estar onde estamos ! – Clara assentiu.
Clara: E se você não conseguir… – ambas se calaram – Me avise ok ? Me avise, antes de qualquer outra pessoa ! Esperarei você ligar ás 24:00 de quarta feira…. – Sophia assentiu se levantando.
Sô: Antes que eu me esqueça, Um das vilões, virou minha mocinha ! — se despediu de Clara saindo do restaurante , Clara franziu a testa, o que ela queria dizer com isso? sorriu a observando ignorar uma cantada se levantou caminhando até o carro, sentou se no banco do motorista levando as mãos ao volante, precisa voltar para a Ventunini e precisava já!
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Quando entrou em casa, após mais um dia de trabalho com Gabriel ao seu lado, o menino subiu imediatamente para fazer xixi, estava apertado o caminho inteiro, Clara sorriu, pegando de cima do balcão as correspondências, tirou o blazer e os sapatos, caminhando descalça até o sofá onde se sentou abrindo uma por uma, contas, convites, e etc, nada de anormal, se levantou subindo as escadas.
Clara: Pro chuveiro filho ! – Gritou entrando no quarto do menino que já tirava as roupas caminhando até o banheiro Gabriel – To com fome ! E cadê a mamãe Mari? Clara uma coisa de cada vez – voltou a sorrir – Nós já vamos jantar e daqui a pouco a sua mãe… – ouviram o barulho da porta e seus nomes serem chamados – Aí, chegou… – Gabriel sorriu, correndo de Clara pelado até as escadas onde Marina estava – Volta aqui menino.
Mari: Hey amigão…- gargalhou abrindo os braços para que Gabriel pulasse e o abrasasse.
Clara: Filho, vai pegar friagem ! – Balançou a cabeça negativamente sorrindo avistando o mesmo subindo no colo de Marina.
Mari: Que grande recepção, eai tudo bem?
Gabriel: Tudo ótimo!
Mari: Como foi a escolinha, muita lição?
Gabriel: Não, as tias ficaram me perguntando se eu estava bem toda hora… – sorriu safado – Foi divertido.
Mari: Sei, seu sapeca, agora vai, corre para o banho para gente jantar, to morrendo de fome ! – Gabriel, desceu do colo de Marina entrando no chuveiro,Marina se aproximou de Clara e lhe dando um selinho, a olhou nos olhos seriamente, para depois sair do banheiro, Clara estremeceu, fazia anos que ela não a olhava daquela maneira, quer dizer, podia entender, havia saído como um cãozinho indefeso após receber umas palmadinhas de sua dona, saiu do banheiro deixando Gabriel brincando com o chuveirinho, separou o pijama, sentando se na cama arrumando a mochila e vendo os recados do dia da escolinha de Gabriel, após tudo organizado e o uniforme já separado , ajudou o filho a se enxugar e a colocou o pijama, e mal pode terminar quando Gabriel já corria novamente procurando por Marina… Clara sorriu, colocando a toalha para secar, Ahh precisa de um banho ! Marina com a ajuda de Gabriel colocava a mesa do jantar, já tomada banho Clara desceu, esquentando o jantar magnífico que Nelita mais uma vez havia preparado, sentaram se os três na mesa, com a televisão ligada em volume baixo.
Gabriel: E a tia Sô ? Nunca mais veio me ver mamãe… – Clara engoliu a comida, que horas seria agora?
Clara: A Tia Sô está trabalhando em outro lugar, eu conversei com ela hoje, e disse que está com saudades, mandou beijos.
Gabriel: Mande outros para ela, Ahh e fale para a tia Luiza que eu quero jogar futebol no domingo, eu ela e a mamãe ! – Marina tomou outro sorvo de sua bebida apenas prestando atenção o assunto, que horas seria agora?
Após deixar o filho na cama adormecido e agasalhado, Clara caminhou até o escritório caminhando de um lado para o outro esfregando as mãos umas nas outras, sem perceber a mirada de Marina em cima de si…Sentou se na cadeira fechando os olhos, ligou o computador digitando algumas coisas com rapidez devido ao nervosismo. Levantou se novamente afastando os cabelos dos olhos, quando avistou Marina com o olhar cravado no seu, encostado na porta, e pela pose que estava , estava lá a um bom tempo… Retribuiu o olhar, paranda no meio da sala, Marina se aproximou, a empurrou com seu corpo até a beirada da mesa do escritório, a prensando entre seu corpo e a mesma.
Clara: Marina… – ela não disse nada, arqueou uma sobrancelha, continuando a olhar nos olhos… – Escute, fale comigo…Ela negou com a cabeça, subindo as mãos até a cintura da mesma.
Mari: A única maneira de afastar as bobagens da sua cabeça é te ocupando de algo… – Clara engoliu a seco o olhando.
Clara: Não poso pensar em outra coisa… – fechou os olhos sentindo como os dedos da mesma lhe apertavam a cintura – Marina assentiu.
Mari: Eu sei.
Clara deixou a cabeça cair para trás fechando os olhos, em quanto sentia os beijos molhados e mordidinhas em seu pescoço e garganta…Suas mãos subiram até os cabelos de Marina, lhe puxando suavemente…A boca dela encontrou a sua para então iniciarem um longo beijo no qual Clara se esqueceu completamente o motivo de sua aflição e preocupação.
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Marina se levantou sentando se na beirada da cama levou as mãos à cabeça, virou avistando Clara esparramada pelo colchão, com as bochechas ainda vermelhas e o corpo nu, se levantou vendo apenas o reflexo dos cabelos castanhos esparramados pelo travesseiro com o lençol a cobriu, fechou a janela recolhendo as roupas do chão, cobrindo sua própria nudez com seu roupão preto detrás da porta ouviu Clara se mexer,deitando se de bruços, sentou se do lado dela, seu coração ainda batia acelerado, e sentia o suor de seu corpo grudar em suas costas… Ela havia se entregado, ela havia se entregado, e havia feito com que ela se esquecesse de tudo e de todos por algumas horas…Fechou os olhos a acariciando nas costas, lhe beijou o pescoço, se levantando da cama, pegou seu celular vendo que havia uma mensagem recebida, desceu as escadas ligando para o celular de Sophia.
Mari: Sou eu.
Sophia: Estou com os documentos Marina, agora faça desaparecer qualquer arquivo meu na Loren… – Marina assentiu, sentou se na mesa do escritório ligando o computador.
Mari: Ela desconfiou?
Sophia: Não, é uma idiota que só pensa com a cabeça de baixo, sabe Marina… – fechou os olhos, se sentindo cansada.
Mari: Coloque no lugar que combinados, cofre 276 do banco da Meirelles, a senha apenas você e eu sabemos, não quero que.
Sophia: Júlia não vai saber…Apesar de tudo não confia nela? Nos contou cada passo de Ana Marina, merece algo mais do que dinheiro.
Mari: Quero ela fora do México em 72 horas Sophia, o paguei para fazer o que fez.
Sophia: Mais Marina…Escute me, eu e ela.
Mari: Se envolveram ? – terminou de digitar alguns números apagando o currículo de Sophia do sistema – Chuta há quanto tempo eu sei ? – Sophia murmurou uma maldição.
Sophia: Você é uma filha da mãe ás vezes Marina!
Mari: Quem é era a morena com a Luiza hoje à noite – imitou a voz de Sophia.
Sô: O QUÊ ? BRUXA ! É claro que não era isso, eu ia perguntar quem, é… quer dizer, o que, não eu ia dizer quem é… OK, QUEM É A MORENA!
Mari: Pergunte a Júlia.
Sô: MARINA.
Mari: Escute… –sorriu – Não quero que diga a Clara.
Sophia: Nada disso, ela me fez prometer que eu diria até quarta feira, era para ela que eu deveria contar primeiro, não não.
Mari: Hey escute, eu vou contar até quarta feira, é sério, quero fazer uma surpresa, está preocupada… – se põs séria caminhando até a janela — É um presente, um presente meu que quero entregar a ela.
Sophia: Conte até quarta feira ás 24:00 Marina, o faça entende ? – falou séria caminhando até a cama após tomar um banho relaxante — É sério, não pode esquecer.
Mari: Não vou esquecer… Hey Sophia?
Sô: Fala?
Mari: Obrigada, e a Júlia eu mesma agradeço… Sophia concordou, se despediram brevemente, desligando o telefone.
Apagou a luz do escritório subindo as escadas de volta para o quarto, o roupão caiu no chão e ela se deitou na cama ao lado de Clara, a mesma se virou de costas para ela completamente adormecida, Marina fechou os olhos, mal podendo esperar até a primeira hora do dia.
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Clara abriu os olhos com os primeiros raios de sol, olhou o relógio e viu que ainda era cedo, se cobriu com o lençol se levantando da cama, Marina já havia saído ? Caminhou até o banheiro ainda abafado pelo banho, fechou os olhos sentindo o cheiro do perfume tão conhecido, voltou os abrir, sua vida ultimamente havia vindo sendo de amores, paixão, perfumes, cheiros e gestos, entrou no chuveiro tomando cuidado para não molhar os cabelos, após 40 minutos já pronta, Clara deu o último retoque no batom, calçou os sapatos de salto alto fechando o botão brilhante do blazer por cima da camisa branca , tirou a franja dos olhos passando seu perfume.
Clara: Já está pronto filho?
Gabriel: Faz tempo mãe, vem, vamos hoje tem desenho na escola! – Clara sorriu pegando sua pasta dando uma última mirada no espelho, havia coisas importantíssimas que precisavam ser feitas na Venturini, e Sophia ainda não havia ligado… Após deixar o filho na escola, dirigiu mais alguns minutos até a empresa, se instalou em sua sala, dando um sorriso de bom dia para Karla, cumprimentou aos diretores presentes para a reunião das 8:30, era hora de começar mais um dia de trabalho.
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Assim que entrou em casa tirando o blazer e, Gabriel pulou como se costume no colo da mãe Mari, recebendo beijos e cócegas, após o jantar de perfeito silêncio exatamente as 22:00 Gabriel caiu rendido de sono, com um beijo de boa noite, Clara apagou a luz saindo do quarto, caminhou até o seu se sentando na beirada da cama, pegou seu celular discando o número de Sophia.
Sô: Olá, no momento não posso atender,deixe seu recado e retornarei assim que puder!
Clara: Droga ! – se levantou deixando o celular jogado, caminhando de um lado para o outro pelo quarto.
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