Uma linda mulher
46 "Quantas chances desperdicei"
Notas iniciais
Mari: O que foi?
Clara: Como o que foi ? Sophia não atende ao telefone, você falou com ela ? Meus nervos estão em frangalhos, preciso de noticias Marina… – mordeu os lábios voltando a se sentar.
Mari: Se acalme Clara.
Clara: Me acalmar, a minha a sua e a vida e a do meu filho está em jogo e você quer que eu me acalme, ao menos que você saiba de algo, você sabe de alguma coisa ? – Marina sentou se ao lado dela, a olhando nos olhos pegou suas mãos.
Mari: Olhe para mim.
Clara: Você não parece preocupada! – fechou os olhos, baixando a cabeça.
Mari: Olhe para mim – Clara se levantou da cama o fazendo… – Sophia, está viajando, viajando com a Júlia.
Clara: Com a Júlia? – franziu a testa – Viajando com a Júlia? Porque ela far…. – fechou os olhos se lembrando “Sô- Antes que eu me esqueça, Umas das vilões, virou minha mocinha” — Mais como, porque, ela sabe que Júlia?
Mari: Júlia tem nos ajudado com algumas coisas, nada tão crucial, mais o tem, nos deu algumas dicas números e endereços de lugares específicos, para que conseguiremos fazer com que Sophia entrasse na Loren, pelo que percebi acabaram se envolvendo… – Clara se sentou na cama boquiaberta.
Clara: Eu não acredito, mais a Júlia?
Mari: Com ciúmes ?– se levantou não entendo o motivo de tanta surpresa – Porque se você quiser eu ligo para ela e peço para que ela venha buscar você também.
Clara: Não seja ridícula Marina, eu apenas… – franziu a testa ainda não acreditando – E Luiza sabe disso?
Mari: Não me interessa ela não é minha mulher e muito menos faz parte da minha vida.
Clara: Não seja grossa eu apenas.
Mari: Tá, tá bom Clara.. – se virou caminhando até a janela ficando parada na frente da mesma, em total silêncio em quanto a curiosidade e aflição tomavam conta dela esperando que ela dissesse que estava com os malditos documentos.
Clara: Meirelles… – se levantou após não receber nem uma única alteração na respiração de Marina continuava parada, sem emitir nenhum som ou expressão… – Me diga, me responda logo, está com os malditos papéis ? – Marina caminhou até a sua pasta jogando um envelope em cima da cama quase em cima de Clara, ela murmurou uma maldição os abrindo, Ohh sentiu a calma a dominar, estava tudo ali, extratos bancários, documentações falsas, assinaturas, tudo com o selo Loren e a assinatura de Ana.
Mari: Nós, nos veremos amanhã Clara… Não hoje – dito isso se virou saindo do quarto a deixando com as folhas de papel na mão, Clara fez uma careta respirando fundo, tudo isso por causa de Júlia?
Clara: Graças a Deus, já falou com ela ? Já lhe disse que tem isso nas mãos? E… – Marina a olhou se virando com rapidez e fúria, Clara a olhou nos olhos caminhando até a mesma… – O que foi ? Algo deu errado e.
Clara: Tudo isso por que posso saber ? – perguntou em quanto Marina calmamente com os pés descalços encostava se na pia bebendo um copo de água… – Anda Marina, eu apenas fiquei surpresa por elas, nunca havia imaginado e Sophia não me disse nada, pensei.
Mari: Pensou errado… – levantou a sobrancelha.
Clara: Conversamos sobre Luiza, sabia que tinha alguém novo, mais não imaginava que era Júlia… – Marina se virou subindo as escadas, a deixando falando sozinha na cozinha, Clara murmurou outra maldição com o punhos cerrados subiu as escadas até o quarto, Marina se preparava para deitar – Já sei, é você que está com ciúmes!
Mari: Clara me poupe… – ela sorriu, para a desgraça dela, caminhou até a mesma com um sorriso pervertido nos lábios.
Clara: Está com ciúmes, posso sentir o cheiro de longe… – Marina negou com a cabeça em sinal de deboche.
Mari: Boa noite Clara.
Clara: Me ignora mais uma vez para você ver o que te acontece Marina, e eu estou falando sério ! — A encarou séria, com as mãos na cintura esperando que de propósito ela o fizesse, sabia que ela era capaz! – Marina a encarou antes de erguer a sobrancelha desafiadoramente, Clara fez o mesmo empinando o nariz, ela se levantou da cama, e o movimento fez com que seus corpos levemente se esfregassem pela proximidade que Clara estava da cama, seu tamanho era maior que o dela, dessa maneira baixou os olhos a olhando na mesma seriedade.
Clara: E se atreva a dizer alguma coisa… – Marina permaneceu calada com as sobrancelha levantada – Qual é o seu problema ? – quase soletrou subindo na ponta dos pés, ficando quase cara a cara com Marina – Sua moleca mimada, pensa que é assim, ouve algo que não gosta e pode agir como se não dormisse com uma mulher, que por um acaso é sua esposa ao seu lado da cama ? Fiquei grilada de surpresa, não de ciúmes…E se liga porque aqui as coisas funcionam de uma maneira…– A empurrou para cama, a fazendo cair na mesma, logo depois tirou seu roupão, ficando apenas de calcinha por baixo — Da minha maneira… — Jogou o roupão no chão se sentando com um joelho de cada lado em cima de Marina, ela fechou os olhos mordendo os lábios.
Mari: Filha da mãe… – quase gritou antes de a apegar pela cintura lhe dando um beijo selvagem e percorrendo o corpo escultural da mulher, em quanto à mesma lhe arrancava qualquer peça de roupa.
Clara: Quer dizer alguma coisa ? – Perguntou fingindo um tom sério em quanto sentiu os beijos molhados no vale de seus seios, a arranhou com as unhas, Marina negou ofegante com a cabeça, ela arqueou as sobrancelhas a olhando nos olhos — Ótimo, é assim que eu gosto… – soltou um gritinho de surpresa, quando ela a virou ficando por cima…Fechou os olhos mordendo os lábios pelo arrepio que as mãos dela lhe causavam quando passeavam daquela maneira por seu corpo,Marina sorriu em quanto beijava o pescoço dela, na verdade não tinha uma coisa para dizer, mais para mostrar e talvez fazer, tinha , e Oh como tinha!
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Clara se sentou em sua cadeira nos escritório na manhã seguinte, fechou os olhos se sentindo exausta, Oh aquela filha da mãe na verdade tinha alguma coisa a dizer, dizer não, a fazer, Karla franziu as sobrancelhas ao vê la jogada na cadeira de olhos fechados.
Karla: Clara ? – Abriu os olhos a mirando, se levantou, mais tombou para frente de forma engraçada fazendo Karla esboçar um sorriso – O que houve?
Clara: Nunca… – a mirou com o olhos semiabertos – Nunca na sua vida se case com um marido ou uma mulher do gênio igual ou mais forte que o seu… – Karla gargalhou – Marina é uma peste…. – Clara voltou a sorrir se endireitando na cadeira
Karla: O que aprontou dessa vez?
Clara: Eu ? Maginaa eu não aprontei nada…Quer dizer… – sorriu maliciosa – Opâa, vamos mudar de assunto ! – Karla voltou a sorrir entregando a primeira pasta da manhã.
Karla: E Gabriel?
Clara: Na escola, Graças a Deus meu filho dorme feito um anjo ! — franziu a testa fechando os olhos – Falei merda de novo ! Ok, é uma péssima manhã, peça para a Meirelles mandar o balancete financeiro de outubro por favor Karla!
Karla: Ok pode deixar – Saiu da sala voltando em poucos segundos — A propósito, sua esposa na linha dois – Clara sorriu agradecendo…Clara Oi
Mari: Quer dizer alguma coisa ? – Clara abriu os olhos franzindo a sobrancelha em sinal de confusão, após entender fez uma careta, Marina notou o silêncio – Ótimo, é assim que eu gosto… – dito isso desligou o telefone caindo na risada em quanto Clara tirando os cabelos dos olhos observava a mesma desligado em sua mesa… Filha da mãe, ela podia a ouvir gritar!
Voltando do Almoço, com as energias recuperadas e mais disposta, Clara avistou Karla apreensiva em sua mesa,sorriu mais não recebeu outro sorriso em resposta.
Karla: Na sua sala… – engoliu a seco.
Clara: O que está havendo?
Karla: Ana Padalecki, está na sua sala, e não parece estar com o melhor dos humores… — Clara se pôs séria caminhando até sua sala, encostou a porta se sentando em sua mesa observando a prepotente e furiosa mulher na sua frente.
Ana: Veja Veja, se não é a prostituta, mulher da magnata ladra, seu filho vai virar uma trombadinha Clara, é melhor tomar cuidado… – Ela se levantou com o rosto contorcido pelo desprezo e pelo ódio.
Clara: Preste bem a atenção que eu só vou dizer uma vez Ana, não vou repetir por mais que você seja tão idiota a ponto de não entender as coisas de primeira, eu quero que você dê meia volta e saia daqui antes que eu mande a polícia o fazer.
Ana: Sabe que eu não me lembro ? Diga me Clara, ser prostituta agora é uma profissão ? Quando Marina te paga por mês ? Talvez eu possa cobrir… –Se virou levando as mãos no rosto pela bofetada que havia levado, respirou fundo sentindo o rosto latejar em quanto Clara continuava parada no mesmo lugar
Clara: Eu não vou repetir…E saiba Ana eu adoraria vê la apodrecendo na prisão, em quanto a porcaria da sua empresa se afunda em mais dividas, qual vai ser ? Meia volta, ou atrás das grades?
Ana: O maior erro do Marina foi ter se casado com você sabia ? Estava a ponto de colocar uma aliança no dedo da Vanessa quando você surgiu, caminhando ridiculamente sobre sapatos de salto alto, sabe tenho que a parabenizar… – a olhou de cima a baixo – Está uma… – se calou após receber outra bofetada, sentiu o sabor de sangue em sua boca, pela tamanha força que ela havia lhe dado.
Clara: Eu já disse para sair ! – seu queixo tremia de raiva.
Ana: Vamos conversar…Tenho certeza que é de seu interesse, se acalme morena me ponha na prisão e eu te ponho nos jornais, fácil assim, mais nota a minha vantagem, dentro ou fora da prisão eu ferro com a sua vida,com a vida da sua mulher e minha grande amiga, e com o inocente do seu filho, e que Deus a perdoe pelos seus pecados, por ele ! Como vai ser Clara ? — Clara engoliu a saliva a olhando com desprezo, sentou se em sua cadeira respirando fundo… – Ótima escolha, vim lhe fazer uma proposta, de modo que ninguém sairá machucado!
Clara a olhou em silêncio por longos e longos segundos, quem aquela filha da mãe pensava que era para ir até seu escritório, lhe ofender e ainda propor algo do qual ninguém sairia machucado.
Ana: Eu se que agora vai parecer esquisito Clara, mais eu não quero fazer mal ao seu filho e a Marina.
Clara: Me poupe das suas ladainhas Ana o que você quer ?
Ana: O que eu quero, Ah Clara.. – sorriu – Eu quero tantas coisas , mais a que eu mais quero sinceramente é que você desapareça do mapa!
Clara: Como ? Você quer que eu desapareça ? –sorriu ironicamente – Você é uma idiota Ana!
Ana: Eu sei que sou, mais você vai ser coisas bem piores do que idiota se eu abrir a minha linda boca…Tenho fotos de você, tenho foto de vocês Clara.
Clara: O faça, que te coloco na cadeia e te deixo mofar lá Ana, não duvide de mim.
Ana: Sério que fará isso ? Marina não deve ter te contado, mais eu também tenho amigos poderosos sabe Clara, que me tiraria desse sufoco em um estalar de dedos, em quanto eu assisto sentada o império Meirelles desmoronar, sabe Clara, você se sente feliz por saber que por culpa sua,sua esposa vai perder tudo que com muito suor construiu ? A Marina é uma mulher brilhante, você não a merece, seu filho vai ser apontado na rua, colégios particulares não vão o aceitar, gozações, porque a sua gostosa e maravilhosa mãe não soube a hora de dizer chega, o relógio deu meia noite Clara, é hora de voltar para a ralé!
Clara: E o que você ganha me tirando daqui ? – seus olhos cheios de lágrimas, e o queixo trêmulo denunciavam a tormenta em seu interior.
Ana: O que eu ganho ? Eu ganho muitas coisa acredite Clara, mais a principal é você que ganha ! Faremos uma troca, uma troca injusta para a minha parte, você cai fora e não me denuncia, e eu fecho a boca e te entrego as fotos e os negativos, caso o contrário um detento também pode fazer um escândalo e tanto, acredite morena maravilhosa… – Clara engoliu a seco fechando os olhos, seu rosto banhado pelo suor nervoso estava pálido, Oh Meu Deus, levantou se olhando para Ana… – Eu entendo o seu papel, entendo que deve amar ao seu filho, e que abandonar tudo não é uma boa idéia mais sabe Clara…É para o bem deles, Marina jamais a perdoaria se o filho e herdeiro Meirelles fosse apontado na rua quando maior, acredite querida!
Clara: Sai…E sai agora Ana, eu não quero ouvir mais nenhuma única palavra dessa sua boca suja.
Ana: A decisão é sua Clara, eu te dou até amanhã de manhã, escute bem, até a manhã de manhã… A pior estupidez de vocês, foi pensar que talvez eu me importasse com a Loren, dinheiro é o que não me falta Clara acredite.
Clara: SAI AGORA ANA… – levou as mãos à boca do estomago, sentindo como o mesmo se revirava e revirava…Sentou se na cadeira após observar a mulher sair de sua sala cantarolando e lançando um sorriso caloroso a Karla, que se levantou de imediato, caminhando até a sala de Clara.
Karla: Clara, está tudo bem ? – se aproximou, ao vê la sentada com os olhos fechados – Está mais pálida que uma folha… Vou chamar a senhora Meirelles- Clara agarrou a mão de Karla antes que a mesma começasse a discar o número do telefone.
Clara: Não, eu estou bem… – Engoliu a saliva que se produzia com rapidez em sua boca… – Karla – Lua, escute…Seria melhor que procurasse um médico… Está tudo bem, o Maximo que pode estar acontecendo é que eu já esteja grávida, é o nervosismo Karla, se acalme para que eu também possa me acalmar… – Karla assentiu ainda de olho no telefone… – Não ligue para a Marina… – respirou fundo começando a recuperar a cor – Não é um pedido Karla ! — a moça novamente assentiu, para logo depois sorrir.
Karla: Acha que está grávida ? – Clara fechou os olhos segurando as lágrimas, que Alguém a ajudasse.
Clara: Provavelmente sim, Karla… – abriu os olhos se levantando, tirou o blazer prendendo os cabelos, tomando ar na nuca, em quanto Karla lhe oferecia um copo de água gelada.
Karla: Me desculpe a intromissão,mais o que ela queria ? – Clara se sentou se sentindo melhor, mirou os olhos preocupados de Karla.
Clara: Ligue para a senhora Venturini, por favor … – Karla assentiu, Clara pegou seu celular o desligando.
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Ana: Eu não sou uma assassina, ela caiu, e eu…. – cerrou os dentes e os punhos olhando Marina – Você é uma filha da…
Mari: Sou, quando se trata do que é meu eu sou Ana, foi você que criou esse jogo, mais agora sou eu que dito as regras… – Ana tirou os negativos estragados de seu café, deixando uma nota em cima da mesa… – Imagina amigona, eu pago… – tirou outro valor da carteira colocando em cima da mesa – Eai Ana? — olhou o relógio — Você tem 2 minutos!
Ana: Você não pode fazer isso Marina, você não pode.
Mari: Posso sim, e eu avisei que o faria se você fizesse algo contra a minha família… — seu rosto era de puro ódio e sarcasmo, Ana começou a respirar mais ofegante, olhando o relógio… – Você tem um minuto Ana.
Ana: Eu a amava Marina, eu nunca a jogaria daquele prédio, nos estávamos brigando e eu nunca.
Mari: 30 segundos Ana.
Ana: Liga, DROGA, SEU… LIGUE AGORA… – Marina pegou o celular, discou o número e em poucos segundos murmurou algumas palavras desligando o telefone.
Mari: Você tem 12 horas para dar o fora desse país… Foi ótimo negociar com você Ana, tenha um bom dia !- Ana fechou os olhos controlando a respiração no balcão, olhou o relógio, 12 horas se virou observando Marina caminhar, fechou ou olhos negando com a cabeça! Para o outro lado precisava dar a noticia a Clara, e precisava falar com ela...... Sentou se em sua mesa pegando o celular, caixa postal, ligou para o escritório e Karla rapidamente atendeu.
Karla: Boa tarde senhora Meirelles.
Mari: Boa Tarde Karla, a Clara está por aí ? – Karla observou Clara, com os olhos fixos nos seus.
Karla: Não senhora Meirelles, a dona Clara saiu agora pouco, foi resolver algumas coisas bancárias.
Mari: A Clara, no banco?
Karla: Sim, senhora, ela mesmo se encarregou disso… – Marina franziu a testa e assentiu – De qualquer forma, eu não consigo falar com ela, preciso ir para Madrid ainda hoje… – Karla assentiu.
Karla: Sim, quer deixar algum recado?
Mari: Por favor, diga que chego na quinta pela manhã… E para que ela me ligue com urgência.
Karla: Pode deixar senhora Meirelles, eu avisarei.
Mari: Obrigada Karla… – Karla desligou o telefone observando Clara em sua frente.
Karla: Vai viajar hoje para Madrid, tem coisas urgente lá.
Clara: Eu sei, vi na pauta de reuniões hoje cedo.
Karla: Estará de volta na quinta pela manhã, pediu para que você ligasse com urgência não te acha no celular e nem em casa… – Lua assentiu.
Clara: Obrigada Karla… — se retirou voltando para sua sala… Ligou seu celular vendo 12 chamadas não atendidas, o celular voltou a tocar, era Marina se levantou caminhando até a janela olhando o relógio.
Marina recebeu a mala que havia pedido para que Nelita preparasse, tinha certeza que não estava faltando nada, sorriu ao se lembrar da ligação de Gabriel agora pouco, quase havia arrancado o telefone de Nelita para poder falar com ela…Já era noite, desligou o sistema deixando tudo em ordem no escritório, olhou seu celular, e nenhuma notícia de Clara, havia voltado a ligar para ela, mais não atendia, e o telefone da Venturini dava sempre ocupado, não queria embarcar sem vê la, mais pelo relógio, não daria tempo… Entrou no carro logo após o motorista deixar sua mala no porta malas… Estava na pauta de reuniões que ela viajaria as pressas para resolver um pequeno problema na filial de Madrid, Clara não ficaria brava, de qualquer maneira havia ligado o dia inteiro…Fechou os olhos encostando a cabeça no banco, se sentia exausta.
Clara entrou em casa recebendo beijos e abraços do filho... Nossa, quantos beijos… – sorriu abraçando com força o filho, agachada no chão… – Senti tanto a sua falta meu amor… – olhou nos olhos de Gabriel, e o mesmo parou a observando da mesma forma que.
Gabriel: Mamãe Mari ligou, disse que vai viajar… – fez um bico baixando a cabeça.
Clara: Eu sei querido, é necessário.
Gabriel: Mais vou sentir saudades!
Clara: Eu também vou ! – apertou o nariz do filho se levantando – Obrigada Nelita, e me desculpe pelo horário, vou pedir para um táxi vim te buscar.
Nelita: Imagine minha filha.
Clara: Não tive como chegar mais cedo Lita, tinha uns problemas para resolver… – pegou Gabriel no colo.
Nelita: Entendo, bom agora preciso ir… – Clara assentiu e se despediu 10 minutos depois de Nelita entrar no Táxi, Gabriel também fez o mesmo do colo da mãe, entraram os dois!
Clara: Como foi seu dia?
Gabriel: magnífico, fiz um montão de desenhos, e assisti um montão de desenhos, sabe mãe… – Clara sorriu prestando atenção no filho, em quanto subia as escadas rumo ao chuveiro do garoto – Clara abriu os olhos, observando Gabriel adormecido sobre seus seios, e com as mãos em seus cabelos, olhou a sua volta vendo que havia pegado no sono, olhou o relógio eram mais de 1 hora da manhã… Com cuidado se levantou arrumando seu roupão, o menino choramingou e se moveu para o outro lado voltando a adormecer, Clara sorriu emocionada o cobrindo.
Clara: Amo você filho ! – murmurou antes de sair do quarto, pegou seu celular já sentada na beirada de sua cama, haviam mais 13 ligações não atendidas ! Caminhou impaciente pelo quarto, e não aguentou se pondo a chorar com o telefone celular em suas mãos.
“É para o bem deles, Marina jamais a perdoaria se o filho e herdeiro Meirelles fosse apontado na rua quando maior, acredite querida ! –“
Clara pegou seu celular discando o número de Marina, que em menos de 3 segundos o atendeu.
Mari: ACONTECEU ALGUMA COISA ? VOCÊ ESTÁ BEM ? FALA COMIGO, ESTOU ATRÁS DE VOCÊ O DIA INTEIRO CLARA, TE LIGUEI MAIS DE 30 VEZES A ONDE VOCÊ ESTAVA,ONDE VOCÊ ESTÁ ? – Clara fechou os olhos voltando a se sentar na cama… – CLARA ESTÁ ME OUVINDO, ALÔ?
Clara: Oi Mari.. – Marina respirou aliviada fechando os olhos.
Mari: Oh meus Deus… Diga mais alguma coisa, eu preciso ouvir a sua voz. – Clara apertou os olhos com força, limpando as lágrimas – Você está bem? Estou ótima, meu celular descarregou, está com algum problema vou mandar ao técnico.
Mari: Me perdoe pela gritaria, mais fiquei preocupada, Karla te deu meu aviso?
Clara: Deu sim seu aviso ! E você como está ? Sinto sua falta… Mordeu os lábios trêmulos não deixando sua voz.
Mari: Há algo errado, sua voz… Clara está chorando?
Clara: Não, acabei de acordar, acabei dormindo com o Gabriel… – Marina franziu a testa.
Mari: Está tudo ótimo, tenho uma surpresa para você… – respirou aliviada.
Clara: Surpresa, que bom, adoro surpresas!
Mari: Também sinto sua falta, e Gabriel?
Clara: Dormindo faz tempo, ficou meio chatinho quando soube que você iria viajar mais já melhorou!
Mari: É eu percebi pela voz dele… – Clara fechou os olhos se deitando na cama.
Clara: Volta na quinta de manhã?
Mari: Sim, no mais tardar o 12:00 dia, é muito tempo longe de vocês… – Clara sorriu.
Clara: São só dois dias Marina, nem dois, 1 e meio!
Mari: Eu sei, mais mesmo assim parece uma eternidade, já me acostumei com você ao meu lado Clara, é horrível dormir aqui sozinha.
Clara: Também sinto o mesmo.
Mari: Eu me viro, e reviro, sem posição certa… – sorriu fechando os olhos... – Queria estar aí agora… Fazendo amor com você, olhando nos seus olhos… – Clara levou a mão a boca, não deixando um gemido do choro escapar, seu rosto lavado pelas lágrimas estava vermelho – Hey você ainda está aí?
Clara: Sim, estou aqui, e queria fazer o mesmo com você… Eu realmente vou sentir sua falta Marina.
Mari: Você mesmo disse que são só 2 dias… – sorriu.
Clara: Eu sei, mais mesmo assim, vão parecer a eternidade.
Mari: Então me espere, que eu prometo que não me demoro, meu corpo já está gritando pelo seu, pode ouvir ? – Clara fechou os olhos sorrindo.
Clara: Posso, posso te ouvir!
Mari: Então diga a ele que você me ama, e que já vai esperar por mim… – Clara abriu os olhos se levantando.
Clara: Eu te amo, preciso ir, o Gabriel quer água… – Marina franziu a testa.
Mari: Ok, Eu te amo.
Clara: Eu também… – Após mais algum segundos Clara fechou o telefone celular levando as mãos a cabeça…Se levantou abrindo seu guarda roupa tirando jaquetas e calças do mesmo.. Às vezes é necessário sacrificar seus maiores sonhos e amores, pelo bem de quem se ama, Clara sentou se no chão levando as mãos à cabeça, olhou em sua volta as roupas que havia acabado de jogar espalhadas por todo o quarto, estava descontrolada, e seus nervos estavam à flor da pele e as lágrimas pareciam lhe queimar o rosto, fechou os olhos tentando encontrar a calma, tornou a respirar uma e duas vezes, o telefone ao seu lado novamente tinha voltado a tocar, Marina mais uma vez havia lhe voltado a chamar…. Ela não atendia ao telefone, e alguma coisa parecia estar completamente errada, Marina caminhou de um lado para o outro sem parar, duas três quatro vezes, sentia seu coração bater acelerado, tornou a chamar Clara, por mais algumas horas, caminhando em círculos, sem chegar a lugar nenhum…Ela não estava atendendo, porque sabia que Marina havia notado algo errado, Marina abriu os olhos depois de ser vencido pelo sono, apenas resolveria o que tinha para resolver, e entraria no primeiro avião, a noite quase havia sido passada em claro, e seu corpo e coração palpitava a obrigando a deixar tudo e qualquer coisa, voltando imediatamente para o seu lugar, junto a Clara, nos braços dela recebeu uma ligação do diretor da Meirelles, o problema urgente estava se transformando em maior, o dever a chamava e seu coração também.
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Era quase noite quando Clara entrou em casa após mais um dia de trabalho, seu coração acelerado, sua mente vagava para longe, e seu corpo parecia estar sendo levado por uma tormenta, Gabriel gritou por ela a agarrando, e Clara o abraçou com força observando o relógio.
Gbriel: Hoje fiz um montão de lição na escolinha mãe… – Clara assentiu concentrada no semblante do filho, voltou o beijar não escutando o que ele falava, estava perdendo os sentidos, e estava deixando sua alma para trás.
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O táxi parou depois de mais 1 hora de viagem, na frente da casa magnífica, desceu, sentindo pela primeira vez que aquele lugar lhe pertencia, pegou sua mala e sua bolsa com a outra mão, chovia, e o céu estava escuro e fúnebre, sentiu medo, caminhando pelo caminho de flores após abrir o portão com sua chave esquecida, abriu a porta notando o silêncio da madrugada eram quase mais de 2 da manhã, deixou as malas no chão, subindo as escadas, de par em par… Já no corredor viu a porta de seu quarto, entreaberta, o máximo que poderia encontrar era Luiza com outra mulher, entrou no quarto prendendo a respiração , e lá estava ela na janela, de pé, e Sophia parou na porta.
Luiza: Acordei com o barulho do salto alto, antes mesmo que você entrasse em casa, não aprende Sô, que detesto o barulho de salto quando estou dormindo ? – Sophia sorriu, pois sabia que aquilo era a melhor, boas vindas que poderia ter recebido – Estou obcecada por você, e se veio para partir novamente não se aproxime.
Sô: Há coisas que preciso lhe dizer Luiza, mentiras, que ficaram caladas por muito tempo… – Luiza caminhou até ela, com o roupão aberto… – E depois que eu disse tudo o que tenho para te dizer, repetirá que me ama, se for verdadeira, não que está obcecada por mim !
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Clara , olhou o relógio de pulso, sentando se na beirada da cama de Gabriel, fechou os olhos derrubando outra porção de lágrimas frias, gélidas, lhe transmitindo o que se passava em seu interior…Chorou, talvez como nunca havia chorado em sua vida, se ajoelhou e em sua mente pediu desculpas aquele menino que tanto precisava de uma mãe, se ajoelhou e pediu perdão a Deus por seus pecados, doía lhe o coração, doía lhe a Alma, e a razão lhe gritava de forma que nada pudesse apagar aquela voz sufocante, que lhe enforcava todos os sentidos e a visão… Gabriel se mexeu abrindo os olhos, fez um bico se levantando observando Clara… Estava assustado, nunca havia visto sua mãe daquela forma!
Gabriel: Mamãe… – murmurou choramingando, sentando se no colo de Clara no chão, sendo que a mesma mantinha as costas encostadas na cama.
Clara: E-s-cuu-tee, querido… – limpou as lágrimas, — Sua tola, está assustando seu garoto – A mamãe precisa ir viajar.
Gabriel: Você me disse que não iria viajara mamãe, que a mamãe Mari estava cuidando de tudo… – fechou a cara se pondo a chorar.
Clara: Hey filho… – fechou os olhos controlando a dor – Preciso que seja o homem da casa em quanto eu estiver fora compreende ? – suspirou deixando escapar um gemido baixo.
Gabriel: Porque está fazendo isso mamãe, porque está chorando ? – fez um bico baixando a cabeça, mexendo nos cabelos presos de Clara – Você prometeu que iria ficar comigo, para onde vai?
Clara: Eu vou viajar… Vai demorar , para que eu volte querido… – sorriu limpando as lágrimas de Gabriel… – Mais não quero que você chore, porque você é o meu garoto bonzinho, é o homem mais forte da casa, e precisa manter o controle por aqui.
Gabriel: Cadê a mamãe Mari, ela sabe que você vai viajar, olhe mamãe, espere até ela.
Clara: Gabriel, filho… – elevou o tom de voz, com os olhos cristalinos pelas lágrimas – Escute me com atenção… – suas mãos subiram uma para cada lado rosto do menino – A mamãe precisa ir agora, e quando for tempo eu vou te explicar, é um trabalho, igual o da mamãe Mari… – Gabriel arregalou os olhos vendo a se levantar com ele no colo – É necessário querido, não chore.
Gabriel: Prometa que não vai se demorar… — Clara fechou os olhos franzindo a testa.
Clara: Eu prometo… – sua voz saiu em um sussurro, em quanto colocava o filho de volta na cama debaixo das cobertas… – Agora volte para os sonhos, e quando você acordar a mamãe Mari já vai estar em casa… – Clara se virou vendo Nelita na porta, com o rosto banhado pelas lágrimas – Prometa que vai ser um bom garoto… – Gabriel fechou os olhos limpando as lágrimas – Prometa para mim filho.
Gabriel: Eu prometo, se aconchegou nos seios de Clara, que havia deitado ao seu lado.
Clara: Isso filho, você é um bom menino… – fechou os olhos, controlando a tremedeira de seu corpo inteiro… – Eu amo você ok ? E nunca acredite se alguém disser o contrário compreende ? – Gabriel assentiu, vencido pelo sono fechando os olhinhos… –Durma…. – fechou seus próprios olhos, e em poucos minutos sentiu o garoto adormecido em seus braços, se levantou com calma, lhe dando um beijo na testa, podia sentir o cheiro de sangue, ela sangrava sua alma sangrava por todos os lados… Desceu e encontrou Nelita, com os olhos arregalados, botou as malas no carro voltando até a governanta.
Nelita: Escute minha filha… – gaguejou pelo nervosismo – Eu sempre trabalhei nessa casa, sabendo de tudo… – pegou Clara pelos braços a fazendo mirar – Mais não faça isso, não o faça, o garoto Clara, Marina… – sua voz agora era trêmula de medo – Ela vai enlouquecer se chegar e não a encontrar aqui Clara, vai mover tudo para encontra la, preste atenção filha.
Clara: Eu deixo meu filho em suas mãos… – se soltou, limpando as lágrimas, sua voz tremula e chorosa era baixa – Cuide dele, da minha esposa… – pegou sua bolsa saindo da casa.
Nelita: Clara, não.
Clara: Eu sinto muito Nelita, olhe por eles, olhe por eles Nelita me prometa que o fará…! – Entrou no carro dando partida, Nelita baixou os olhos rezando secretamente, Clara parecia fora de si o rosto pálido o nariz vermelhos e os olhos atormentados – PROMETA.
Nelita: Eu prometo… — Clara assentiu, saindo com pressa do portão… – Nelita entrou dentro da casa, se sentou no sofá com o corpo inteiro trêmulo, por Deus a hora que Marina chegasse.
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Marina sentiu seu coração, batendo lento, e lento , cada vez mais lento, desceu do avião correndo, inferno, sentiu vontade de chorar, franziu a testa, sentindo o sangue ferver em suas veias…Não pegou as malas, não pegou sua maleta, caminhou até o ponto de táxi apenas com a carteira e as chaves na mão, entrou no mesmo, dizendo o endereço rapidamente, amanhecia, e junto com a noite, algo seu estava sendo levado, podia sentir, Céus… Chegou em casa, pagando o motorista, caminhou com pressa até o portão abriu a porta de casa.
Mari: Clara, querida ? CLARA, GABRIEL, VOCÊ ESTÃO AÍ ? – percorreu cômodo por cômodo – CLARA? — entrou no quarto de Gabriel, que adormecia com o rosto banhado por lágrimas no colo de Nelita que mantinha a expressão séria… Entrando no quarto com a testa franzida pegando o filho no colo, o abraçou beijando lhe a testa.
Mari: Graças a Deus, Ele está bem lita ? Estava sentindo algo tão estranho, pensei que estivesse acontecendo alguma coisa… – agradeceu mais uma vez com o menino no colo – Percebeu o silêncio da mulher tão carinhosa a sua frente… – Cadê minha mulher ? Ainda dorme ? – sorriu nervosa, sentindo algo ainda a queimar por dentro… — Nelita, onde está a Clara.. – depositou Gabriel na cama, com cuidado, ambos saíram do quarto o fechando… — Caminhou por seu quarto – Aquela dorminhoca, sei que ainda é cedo mais… – se calou vendo o quarto vazio, seu rosto suava, seu rosto vermelho queimava, os cabelos estavam bagunçados, juntamente com a roupa amassada … – Está no banho ? Não ouço barulho de chuveiro… CLARA QUERIDA CHEGUEI… — Não obteve resposta, Nelita arregalou os olhos segurando o choro.
Mari: O que está acontecendo aqui ? – abriu o guarda roupa, vendo as roupas postas no lugar, ao menos ela não havia… – abriu a última gaveta, na qual ela guardava suas roupas, as que sempre havia usado, calças jeans simples, blusinhas brancas regatas, coloridas, um par de tênis… Os terninhos permaneciam lá… Mais as demais roupas não estavam, nem os produtos de cabelo, a escova de dente… — NELITA… – gritou levando as mãos à cabeça.
Nelita: Eu não sei senhora, ela partiu, era madrugada… – começou a gaguejar observando o quão escuros e fúnebres se tornavam os olhos de Marina – Me fez prometer que eu olharia por vocês, disse ao menino que o amava e se foi… Se foi ? – cambaleou para trás, sentando se no sofá de couro preto – Se foi para onde Nelita ? – Vai se demorar, saiu para resolver alguma coisa da Venturini ? – Se calou, quando Nelita negou com a cabeça e deu as costas se afastando – Nelita, eu estou falando com você e… – se calou franzindo a testa – Nelita… Para onde ela foi ? Lita ela vai se demorar, disse quando volta ? No almoço talvez ? – NELITAAAAA… – arregalou os olhos sentindo como se alguém lhe arrancasse alguma parte de si…
“Mari – Então diga a ele que você me ama, e que já vai esperar por mim..– Clara abriu os olhos se levantando. Clara eu te amo, preciso ir, o Gabriel quer água…” Marina se levantou em uma fúria que o sofá se moveu do lugar, estava desnorteada olhando para todos os lados a procura de algum bilhete, não, não havia nada levou as mãos à cabeça respirando com dificuldade… Foi até o quarto de Gabriel que estava assustado sentado na cama…O pegou no colo com rapidez, suava.
Gabriell: Mamãe Mari, onde estamos indo… – se assustou pelo modo que Marina agia, começou a chorar vendo a mãe agir de maneira estranha –MAMÃE, ESTÁ ME DEIXANDO COM MEDO… LITA…. – gritou descendo as escadas…
Mari: Calma, filho, vamos buscar a mamãe Clarinha… – gaguejou, sem entender os gritos que Nelita dava, em quanto colocava Gabriel na cadeira de trás o prendendo com o sinto.
Gabriel: NÃO MAMÃE, EU NÃO QUERO IR.
Nelita: MARINA PELO AMOR DE DEUS, ESTÁ AGINDO COMO UM LOUCA… — Marrina não deu ouvidos, suas mãos estavam tremulas, observou Gabriel… Que chorava com o rosto vermelho e assustado, continuou caminhando, não podia dirigir, o pegou no colo chamando um táxi…Seu corpo inteiro tremia, seus corpo inteiro gritava, Gabriel gritava em seu colo assustado no táxi, passou as mãos na cabeça do menino tentando o acalmar mais parecia não resolver.
Gabriel: MAMÃE, POR FAVOR… – gritou, olhando nos olhos atormentado de Marina, voltando a chorar.
Mari: Shiuuu… – mordeu os lábios – Não chore, está tudo bem, vamos ir ver a mamãe filho… – Marina franziu a testa recomeçando a chorar, correr, começou a correr pelo aeroporto assim que o táxi parou, com Gabriel assustado aos pranto de pijama em seu colo, e ela mesma atormentada, com as roupas amassadas, e os cabelos nos olhos…Percorreu cada buraco daquele lugar, perguntando se havia visto uma lmorena baixa, acalmando Gabriel, parecia uma louca um segurança concluiu o fazendo sentar no banco firmemente e se acalmar.
Segurança: Permaneça aí sentada senhora, antes que eu tenha que chamar alguém de mais ou autoridade para a deter ! — Marina a olhou com os olhos arregalados, ouviu o choro de Gabriel em seu colo, encolhidinho nos braços de Marina, tirou os cabelos dos olhos franzindo a testa…
Mari: Nós vamos ver a mamãe, filho… – murmurou mais uma vez, e depois tudo o que continuou ouvindo, foi o choro assustado de Gabriel que o agarrava com força em seu colo.
Marina acordou em sua cama quando já era noite, Gabriel dormia tranquilamente ao seu lado, como havia chegado ali não tinha a menor idéia, sua cabeço doía, e seus lábios estavam secos, o garoto havia tomado banho, sentou se na cama, reparando que também havia tomado banho, seu estomago se revirou, levou as mão a cabeça fechando os olhos, e a realidade o pegou de forma certeira e dura… Ela havia partido.
Fim da 1ª Temporada
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