Uma linda mulher
28 Trust me
Notas iniciais
Mari: Talvez seja eu Clara. – Disse mordendo os lábios tentando controlar o impulso claro de beijá-la – Talvez seja essas viagens que eu preciso fazer. – Os lábios de Clara estavam tão trêmulos tão próximos aos seus – Eu amo você Clara…
Clara: Esse tempo que você estava viajando você não ficou com mulher nenhuma Marina? Não me traiu?
Mari: Pelo amor Deus nunca, eu amo você, não seja tola, para com essa insegurança.
Clara: Eu tenho medo. Que você volte a ter aquela vida de solteira de novo que você era pegadora.
Mari: Confia em mim meu amor, agora eu sei o significado da palavra amor e eu aprendi com você Clara e eu nunca amei ninguém assim, e não fica fria comigo e nem distante.
Clara: Eu vou confiar Marina, eu amo você e o Gabriel, vocês são tudo pra mim, e tem também a Venturini que me deixa estressada.
Mari: Vou tentar não viajar tanto, preciso estar com você e Gabriel, minha família.
Clara: É verdade, a gente tem que aproveitar mais para curtir o nosso menino.
Mari: É sim meu amor, vamos combinar para o próximo final de semana, vamos ao clube e fazer um piquenique.
Clara: Sim doçura, agora quero aproveitar esse quarto de hóspedes para depois nós voltar para o nosso quarto.
Mari: Sim, minha linda. — Dito a última palavra Marina fechou os olhos, subiu as mãos até a nuca de Clara que apertou fortemente os olhos, tentando deixar com que Marina a levasse, Marina se virou ficando por cima dela, Clara flexionou os joelhos deixando Marina assim cair no meio de suas pernas, e o que era tão tranquilo e pausado, acabava de virar um total turbilhão de saudades e paixão, o sangue de Marina ferveu, se sentiu até borbulhar, Clara mordeu os lábios enquanto Marina lhe beijava no pescoço no colo, em todos os lugares onde a camisola não cobria, as mãos femininas levantaram com pressa a camisola preta deixando as pernas de Clara descobertas, Clara não usava calcinha. Foi o bastante para que Marina enlouquecesse por completo, lhe beijando os lábios em uma dança frenética de línguas que se buscavam uma e outra vez sem cessar…
Clara gemeu baixinho ao sentir uma leve mordida em seu lábio inferior, seguida de outra apertada forte em seus quadris contra sua intimidade, Marina lhe arrancou a camisola, a deixando completamente nua, de olhos fechados a todo instante Clara fez com que as caricias desenfreadas de Marina desse um tempo, se virou ficando por cima de Marina sentada em cima da mesma, inclinou seu corpo e ao mesmo tempo, que percorria as mãos por todo aquele pescoço, colo distribuiu beijos quentes e molhados, enquanto Marina gemia e se movimentava como se já estivesse fortemente entrelaçado a Clara…
Santo Deus, tudo o que Marina poderia fazer era pedir por ajuda…
Virou-se novamente e a segurando pelos cabelos da nuca sem muita força, tomou sua boca de maneira viril e desesperada, Clara não entendia que seu corpo precisava com urgência do corpo de Marina, que sua boca, que seus sentidos precisavam sentir o gosto daqueles lábios agora tão inchados e avermelhados pelos beijos descontrolados, desceu as mãos novamente pelo corpo de Clara, passando pelo interior de suas coxas, descendo até a canela, para depois subir com beijos intercalados por cada parte até novamente a boca dela, Clara franziu a testa aquilo era a velha e prazerosa tortura e ela já não podia mais aguentar, puxou-a pelos cabelos a obrigando a colar novamente seus corpos e suas essências…
Clara: Eu preciso… – sussurrou baixinho no ouvido de Marina... Sussurrou novamente quase sem fôlego no ouvido de Marina, que agora dava uma atenção especial aos seus seios, os acariciando e os beijando de forma rápida e selvagem…
Marina: eu quero amar cada parte do seu corpo. — Beijava o pescoço moreno.
Clara: Gemeu alto ao notar que mais nenhuma única peça de roupa separando seus corpos...
O beijo era profundo e cheio de palavras e vontades não ditas, elas se perdiam uma na outra querendo deixar a impressão de seus corpos gravados um no outro.
Marina posicionou de maneira que seus sexos pudessem se tocar, e começou um rebolado lento e erótico. As mãos apertavam cada pedaço de pele em chamas..
Os seus movimentos eram sincronizados. Quando seus corpos começaram a ansiar por um contato mais concreto, o rebolado de Marina aumentou, e a fricção de seus sexos, se tornou uma busca incansável de prazer. Os gemidos escapam roucas da bocas, e eram abafados por suas bocas que não se desgrudavam...
Então Clara quase gritou, tomada pelos espasmos, que já percorriam seu corpo, ao sentir as mãos de Marina se aproximarem de sua intimidade e seus dedos lentamente se adentrarem em sua intimidade…
Clara: Eu não quero que você se controle… – Disse e fechou os olhos com mais força ao sentir os movimentos circularem que Marina fazia por dentro de Clara.
Mari: Olha para mim… – Quase gritou quando seus corpos estavam tão excitadas que os movimentos saiam por livre instinto…- Olhe nos meus olhos Clara, como você sempre fez….
Clara mordeu os lábios abrindo os olhos, e o que viu foi os olhos tão brilhantes ou mais ainda brilhantes do que os de Clara, da última vez que fizeram amor, mas logo foi à vez de Marina fechar, ao sentir como os músculos tensos da essência de Clara se abriam para lhe receber seus dedos… abriu os olhos ao sentir os arranhões fortes em suas costas, enquanto Clara se controlava para não soltar outro grito… – Se entrega… – pediu para que Marina não sentisse mais dor – Porque você…é… – Não conseguiu completar, sua voz saiu baixa, ao sentir que Clara rodeava sua cintura dando livre acesso de seu corpo a Marina…
Clara: Sua… — ela completou. — Santo Deus Marina… – gritou – Eu sou sua…
Clara: isso, vem minha Doçura!
Marina: Ahhhhh Clarinha. — O gozo chegou lento e delicioso. Seus corpos permaneciam grudados, o suor escorria por suas costas e testas.
Estavam suadas, empapados de calor, com os cabelos úmidos, Clara olhou as janelas que também denunciavam o quanto abafado estava o quarto fechou os olhos, seu corpo se contorcia por uma aproximação mais concreta…
Clara: Mas eu ainda estou com muita vontade de você. -Distribuía chupões hora forte, hora mais fracos pelo pescoço de Marina. – Marina lhe beijou os lábios na esperança que se acalmasse, o corpo inteiro de Clara tremia, ela não estava relaxada, se apertava a Marina de forma que seus corpos não pudessem nem ao menos se movimentar, sorriu, não pode fazer nada a mais que sorrir, com força levantou os braços de Clara a cima de sua cabeça, Clara novamente abriu os olhos que soltavam lágrimas involuntárias que molhavam o lençol… Beijou-lhe os lábios, e devagar começou a se movimentar, abafando os gemidos de ambas em quanto sua mão mantinha as mãos dela presas, a outra se baixou para o lugar onde suas intimidade se unindo, para aprofundar seus dedos em Clara…
Abriu olhos, então se olharam em quanto se beijavam e se movimentavam na velha dança do amor….
Rolaram por todo o extenso colchão deixando Clara agora por cima, controlando os movimentos Marina abriu bem os olhos, onde caiam alguns cabelos completamente molhados de suor…
Levou as mãos à cintura de Clara, e depois de mais um e outro movimento seu corpos juntas e sacudiu com alta fúria assim por fim partindo em milhares de pedaços que eram lançados rumo ao infinito, o corpo de Clara caiu exausto sobre o seu, com a respiração quase incontrolável, Clara pensou que talvez não pudesse retornar ao mundo real… Tudo girava, a cama girava o quarto inteiro girava, e pontos de diferentes cores era o que seus olhos enxergava, seus lábios procuraram pelos lábios de Marina…
Rapidamente o beijo lento e preguiçoso deu lugar a forma terna e tranqüila que Clara ainda colada em Marina e deitada sobre seus seios era acariciada nas costas nas pernas e no pescoço com os olhos fechados e com a respiração mais tranquila, respirou fundo…
Marina se preocupou delicadamente separou seu corpo do dela, os cobrindo com o grande lençol, Clara novamente se encolheu junto a Marina lhe tirou os cabelos do rosto e sentiu uma emoção que lhe percorreu todo o corpo, O que é que acontecia?
Mordeu o queixo trêmula beijando a testa de Clara que permanecia e silêncio. Por incrível que pareça Clara sentia o mesmo, exatamente a mesma fechou os olhos e disse com a voz delicada e suave que Marina pesou que não se recordava mais… Marina fechou os olhos, seu coração batia tão depressa, seus olhos ardiam de emoção…
Clara: Seu estômago se contraiu uma e mais centenas de vezes tentou dizer algo mais não saia nada de sua boca, era a primeira vez, era a primeira vez que via aquela mulher quase chorar de emoção, e como se fosse para acabar de vez com as barreiras de Marina Clara sorriu por Marina.
Mari: Eu posso sentir o que você está pensando… – Clara abriu os olhos, mirando qualquer lugar na densa escuridão… – Clara eu preciso que você diga algo… – Respirou fundo a abraçando ainda mais – Eu realmente preciso que você diga algo, qualquer coisa… – Fechou os olhos...
Clara: Em parte eu estava pedindo para que alguém fizesse com que amanhã não amanhecesse… – Marina abriu os olhos entendendo o que falava…
Mari: Eu te amo. – ela disse acariciando suas bochechas.
Clara: Eu também te amo, Marina – Marina se calou, dizendo com seu silêncio que Clara estava certa… — Esses dias o Gabriel me perguntou como se diz eu te amo… — Sorriu — E o que uma garota sentiria se ele falasse que amava a ela… – Marina sorriu… – Vê se pode meu garoto só tem 5 anos, porque uma garotinha da escola havia dito que amava ele, e ele não sabia o que responder… – Clara de repente se calou para logo depois abrir um sorriso – Então eu disse para ele dizer a garotinha e depois fechar os olhos e torcer que por mais que ele tenha demorado, ela ainda sentisse o mesmo…– Marina sorriu chorosa – No dia seguinte ele havia chegado com uma marca de batom na camisa da escola… – Marina sorriu, franziu a testa e com um gesto rápido e repentino havia colocado Clara novamente em cima de si, face a face com ela…
Olhou para fora da janela e para sua surpresa faltava pouco para amanhecer…Olhou novamente Clara abriu os lábios para que dizer que…
Mas ao ver a maneira de como Clara já respirava tranquila deitada sobre Marina, logo notou que havia se perdido em seus pensamentos e Clara ternamente havia adormecido, fechou os olhos também a abraçou respirando fundo mais uma vez e com o calor do corpo de Clara sobre seu, como há muito tempo sempre fez adormeceu rapidamente…
Marieta subiu as escadas sorrindo a Gabriel que fazia silêncio levando o pequeno dedinho sobre boca, em quanto com um sorriso maravilhoso, levava uma cara de sapeca com o conjunto azul que Clara havia lhe separado, Marieta subindo devagar as escadas sorriu ainda mais ou ver a cara de decepção do menino, ao não ver ninguém no quarto de suas mães…
Gabriel: Eu não acredito que não tem ninguém em casa, vó, elas prometeram que iriam me buscar e nem foram… – Fez um bico do tamanho do mundo cruzando os bracinhos...
Marieta: Procura pelos outros quartos, a vovó vai ao banheiro…– Marieta entrou no banheiro, estava realmente apertada, Gabriel foi até seu quarto e nada, foi em um dos quartos de hóspedes e nada, abriu devagar a porta do 2 quarto de hóspedes e abriu um sorriso enorme com os olhos iluminados…
Gabriel: Achei vocês… – Disse em alto e bom tom se preparando para pular em cima das mães que ainda abraçadas permaneciam adormecidos – E é 1 , e é 2, e é 3…Lá vou eu… –Correu pulando em cima da cama, Clara e Marina abriram os olhos confusos à claridade os atingiu em cheio que horas eram…?
Gabriel: Bom dia para você, e Bom dia para você também mãe mari… – Beijou Clara no rosto…
Clara: Ai Meu Deus… – Olhou Marina que gargalhava da situação, Gabriel se levantou começando a pular pela cama…
Gabriel: Sabe eu estou muito triste com vocês mães… – Fez novamente o bico – Fiquei esperando até a metade do dia…
Clara: Meio dia filho – Corrigiu sorrindo....
Gabriel: Isso, até meio dia e nada de vocês aparecerem para… – Estava ofegante pelos pulos – Me busc-ar-r na vovóooo…
Clara: Meio dia, Santo Deus já era tarde assim ?
Mari: Hey garotão chega de pular senta aqui… – Gabriel se sentou do lado de Marina mexendo nos botões da fronha do travesseiro – Quem foi que te trouxe ?
Gabriel: A vó Marieta, ela está no banheiro….
Marieta: Se me dão licença….
Clara: Oh Deus… – Clara se pôs vermelha se sentando agora ao lado de Marina…- Marieta Gargalhou junto com Marina que constrangida só podia rir da situação…
Mariet: Ta explicado… Vem Gabriel, vamos preparar um café bem gostoso e esperar as mamães lá em baixo.. – Gabriel sorrindo dando mais alguns pulos na cama desceu no chão quase caindo…
Clara: Cuidado filho, vai quebrar todo os dentinhos… – Gabriel sorriu...
Gabriel: Seu cabelo está bagunçado mãe Clarinha… Que engraçado.. – Sorriu sapeca – Nunca tinha visto eles assim…
Clara: Já para baixo Gabriel…. – Gritou sorrindo segurando fortemente o lençol… Marieta gargalhou junto com o pequeno saindo da habitação…
Clara: Eu não acredito.. – Se levantou em um pulo da cama… – São meio dia e o Gabriel ainda nem almoçou… – Colocou sua camisola com pressa em quanto séria e relaxada Marina continuava deitada na cama…
Gabriel: Mamãe, mamãe, o café já está pronto.. – gritou Gabriel do andar de baixo…
Clara: Estamos descendo querido… – Clara respondeu olhando nos olhos de Marina. Marina não respondeu simplesmente se virou de costas entrando no banheiro… Clara fechou os olhos quando a porta bateu, olhou o telefone e a cama totalmente revirada com os lençóis desarrumados denunciando o que havia acontecido até algumas horas antes… Levou as mãos na cabeça, Marina estava certa, era hora de ser algo a mais do que uma perfeita e exemplar mãe… Indo até seu quarto, abriu o guarda roupa colocando uma roupa intima e seu hobbe por cima… passou um pouco de pó no rosto e penteou melhor o cabelo, mesmo descalça desceu até a mesa de café, Marieta a mirou e se despediu alegando que realmente tinha compromissos, Clara agradeceu e se desculpou pelo constrangimento, Marieta sorriu tomando seu rumo, Gabriel tomava seu leite e comia a metade de um pãozinho…Clara abriu um sorriso, que ele correspondeu parando para observá-la…
Clara: Há algo errado? – Perguntou acariciando os cabelos castanhos escuros do filho para depois lhe beijar as bochechas
Gabriel: Você é a mulher mais linda que eu já vi mamãe… – Clara arregalou os olhos sorrindo ainda mais…
Clara: Obrigada, porque você também é o garoto mais lindo que eu já vi… – O abraçou afastando a cadeira, Gabriel pulou em seu colo continuando a tomar o leite quente e o pãozinho, Clara se se encostou ao respaldo da cadeira fechando levemente os olhos… – Como dormiu essa noite ?
Gabriel: Bem, a tia Flavinha foi até a casa da vovó com o tio Robert, estavam bastante animados e empolgados, assistimos um desenho e tomei uma tacinha bem pequenininha – Gesticulou com os dedos – De sorvete… Clara – Hum sei, e a tia Flavinha está bem ? – Se perguntou porque Marina ainda não desceu....
Gabriel: Sim, está ótima perguntou de você e a mamãe, eu disse que estava tudo como sempre… – Gabriel baixou o tom de voz entristecendo a mesma… – Cadê a mamãe, já estou quase terminando de comer e ela ainda nem desceu…– No mesmo momento Marina havia descido já vestido com um macacão jeans com camiseta preta, os cabelos estavam molhados, estava com a chave do carro e a bolsa Clara desviou o olhar…
Clara: Onde você está indo?
Mari: Vou precisar sair… a Flavinha me ligou pedindo para que eu fosse assinar uns documentos na empresa. Não me espere acordado, Gabriel. – Estava séria, o rosto de Gabriel se contorceu de tristeza...
Gabriel: Mas aonde você vai? Tínhamos combinado de sair nós três hoje, se lembra? o jogo na televisão mãe… e além do mais você nem tomou café com a gente…
Mari: Sua mãe Clara vai tomar café com você… Eu preciso sair filho, amanhã assistiremos ao jogo…
Gabriel: Amanhã eu vou jogar futebol com a Luiza… Quer saber Mãe esquece… — Se levantou saindo da mesa subindo as escadas com, pressa zangado…
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