Uma linda mulher
29 De volta pra casa
Notas iniciais
Clara: Gabriel, você ainda não terminou de… – não pode terminar de falar se assustando com o barulho da porta batendo, se calou se servindo de suco…Umedeceu os lábios se sentando direito a grande mesa … Marina continuava lá parada, então o celular de Marina tocou e em poucas palavras Marina respondeu que não se demoraria, Clara sorriu ironicamente em quanto passava requeijão na fina torrada, viu que Marina se aproximava e com uma das mãos levantou seu queixo lhe dando um beijo na boca, Foi tudo tão rápido que Clara não teve tempo de hesitar, abriu bem os olhos… E pode ouvir quando Marina lhe disse em um sussurro se aproximando de seu ouvido…
Mari: Nada mudou da noite passada Clara, e essa noite eu faço questão de te lembrar novamente. Marina me espera acordada, há coisas que ainda preciso lhe mostrar… – Sem que Clara pudesse ter a chance de responder ou praguejar, Marina saiu da habitação subindo as escadas rapidamente até o quarto de Gabriel onde se demorou 10 minutos depois desceu novamente e jogando uma última mirada em Clarra saiu, uns 30 minutos depois a campahia tocou, era Sophia, que trajava uma calça jeans apertada e uma bata solta da cor verde clara, sorriu tirando os óculos escuros…
Clara: Sua sumida, faz semanas que não nos falamos… – Se abraçara com força, em quanto Sophia entrava na grande sala de estar.
Sophi: Alguma coisa aconteceu… – Clara parou de sorrir olhando Sophia com um ponto de interrogação na testa – Seus olhos, estão brilhando… – gargalhou.....
Clara: Não estão não… – Foi até o espelho no corredor.
Sophia: Estão sim, agora olha os meus nota, sou a mulher mais feliz desse mundo..- Soltou um gritinho de excitação abraçando Clara novamente se sentaram as duas de volta a mesa, e Clara tomou mais outro copo de suco…
Clara: Gabriel, a Sô ta aqui em baixo… – não ouviu resposta olhou chateada para Sô.
Sophia: O que aconteceu ?
Clara: Marina havia marcado de assistir um jogo de futebol com ele hoje, mais teve um compromisso…
Sophi: Que compromisso ?– Já se colocava furiosa, se havia uma pessoa que Sophia não confiasse era Marina porque achava que Marina traia sua amiga nas viagens que fazia...
Clara: Eu não sei…. — baixou a mirada.
Sophia: Eu já disse o que acho sobre isso não disse Clara, Clarinha, pelo amor de deus, acaba logo com isso, ou vai ou fica, isso já dura tantos anos e…– Gabriel desceu a escadas lentamente segurando seu ursinho favorito de pelúcia com um bico enorme nos lábios…
Clara: Oh filho, vem cá com a mamãe… – Clara afastou a cadeira novamente e Gabriel se escondeu em seus braços em quanto Sophia só sorria olhando para Clara que fazia o mesmo....
Sophia: Hey mocinho, não vai falar comigo hoje não ?
Gabriel: Oi Sô… – sua voz saiu abafada por estar tão abraçado a Clara.. – Sophia sorriu e Clara começou a dizer....
Clara: A mamãe Marina me disse que era algo muito importante, ela tinha um serviço muito sério na empresa filho..
Gabriel: Marina me falou, mais mesmo assim promessa é promessa mãe…Posso tomar um sorvete ? — Clara sorriu.
Clara: Pode, mais ó, só um pouco, não quero ninguém no pronto socorro de madrugada… – Gabriel levantou em um pulo indo até a cozinha....
Sophia: Luiza mandou um beijo, e disse que ta de pé o futebol de amanhã…
Clara: Ah ok, E você como foi a viagem ?
Sophia: Maravilhosa, sem comentários, os detalhes íntimos ficam para outro dia…E Você o que fez essa noite ?
Clara: Dormi com a Minha Marina …
Sophia: Clara, você sabe onde está pisando, não vou lhe dar palpites mais…
Clara: Eu sei Sô, Eu sei…Mais por favor, não quero falar sobre isso agora…
Sophia: Ta, tudo bem…mais de qualquer maneira, deixa para lá ! Mais estou de saída, marquei com a Luiza de ir até a casa de não sei quem da família dela… – Clara se levantou com um sorriso triste – Hey, se liga Clara, não deixe que jamais nenhuma mulher volte a te dobrar ok ? – Clara assentiu, sentia uma grande admiração por sua amiga se abraçaram novamente se despedindo de Gabriel Sophia partiu…
Clara: To te vendo pequeno Meirelles, essa é a segunda vez que vejo essa taça cheia… – Gabriel sorriu sapeca pulando no sofá para começar a assistir o desenho que passava naquele horário — Clara subiu entrando no banho, colocando uma roupa, olhou a janela e viu que o dia não estava nublado, ao contrário se fazia um radiante e iluminado sol, vestiu uma calça fuso preta e uma bata da mesma cor, se olhou no espelho e não gostou do que viu, penteou os cabelos e fez uma bela maquiagem natural, colocou uma rasteirinha baixa com pequenos pontinhos de luz que dava um grande charme, se perfumou descendo, precisava fazer o almoço…
Clara: Macarrão com molho branco e filé de frango o que acha Gabriel ? – Gabriel assentiu, voltando a prestar atenção o desenho, em quando na cozinhava com gosto e com o rádio ligado em baixo volume… Sorriu, adorava cozinhar e se sentia á vontade no dia de hoje, olhou a foto de Marina e Gabriel jogados na grama grudada a geladeira, novamente sorriu, deu uma espiada no filho sentado no sofá para se concentrar na gostosa comida, o dia se passou tranquilo e com um almoço muito empolgante, Gabriel adorava quando Clara cozinhava nos finais de semana,logo depois saíram para dar um passeio e tomar um sorvete, eram quase cinco quando carregando o filho no colo, que havia dormido no carro, Clara subiu as escadas depositando Gabriel em sua cama, sabia que ele adorava dormir lá, desceu novamente logo depois de um tempo o telefone tocou era Marieta, conversaram cerca de 1 horas então cansada Clara se deitou no sofá bebendo um cálice de vinho, mordeu os lábios olhando o relógio, já eram quase 19:00, não pode evitar de pensar em Marina se levantou caminhando ao redor da piscina agora iluminada deixando a água quase transparente, mexeu na sua aliança e no anel de noivado, ficou ali por longos e longos minutos olhou para trás e sorriu ao vê Gabriel coçando os olhinhos…
Se levantou o pegando novamente no colo, lhe deu um banho e colocando o pijama fez o leite que o pequeno tomava antes de deitar, caindo de sono novamente Gabriel tomou o copo inteiro no colo da mãe adormeceu novamente… Depois de o colocar agora em seu quarto Clara tirou as sandálias ficando descalça, ligou a televisão, estava tão cansada fechou os olhos e assim de rápido adormeceu…Abriu os olhos sentindo ser profundamente observada, piscou ao ver Marina abaixada em sua altura já que estava deitada sobre o sofá, piscou novamente coçando os olhos olhou o relógio já eram quase 23:00…
Mari: Está resolvido as coisas da enpresa…E Flavinha está com seu casamento abalado.
– Clara não disse nada então Marina continuou – Preciso te confessar algo… – Clara se sentou imaginando que viria bomba, se preparou escutando o que Marina tinha a dizer…
– Clara se levantou caminhando de uma lado para o outro – Eu queria que estivéssemos juntas, lado a lado quando você abriu o exame, e não pegá-lo logo depois…– Clara com o queixo trêmulo mirou Marina esperando que ela continuasse a fala, a mesma se levantou se aproximando de Clara – Eu sentia e sabia que você ficaria grávida, e também sabia que se casaria comigo porque fazia parte do nosso jogo… Nós eramos o jogo, era o meu jogo desde de que você entrou na sala de reuniões quando nos vimos novamente pela primeira vez – Engoliu seco – Ou era isso , ou não era nada…
Clara: Marina… O que você … – Sussurrou.
Mari: Me escuta… Eu nunca quis me casar contigo pelo fato de você estar grávida… – Mordeu os lábios mirando os olhos apavorados de Clara começou a dizer sem parar – E eu calculei cada coisa que houve entre nós, a viagem que não teria sido feita por nós duas, mas sim por dois assistentes competentes, a suíte, o quarto, o nosso filho, o nosso casamento, tudo Clara… – levou as mãos na cabeça — Eu me casei com você porque eu te amo, Clara.
Clara: Você falou que algo estava acabando… – Respirou fundo virando se para ela com a expressão atormentada – O que, O que estava acabando?
Mari: Flavinha está com problemas com seu marido e está desconfiada e disse que ele anda bastante nervoso.
Clara: Eu tinha a minha vida.
Mari: E eu queria você junto na minha vida... – Gritou e Clara arregalou os olhos se pondo ainda mais nervosa – Se você se arrepende de ter tido o nosso…
Clara: Não fala uma besteira dessa, porque eu amo o Gabriel, Droga Marina, Droga…– Se sentou na cadeira levando as mãos na testa – Ouviram um choro forte e agudo no andar de cima, Clara correu subindo as escadas era Gabriel que sentado na cama, já estava vermelho de tanto que gritava e chorava, Clara o ergueu nos braços O que acontecia, qual era o motivo pelo qual ele chorava daquela maneira?
Clara: O que foi filho, dói alguma coisa? — olhou os olhos vermelhos de Gabriel estava assustada nunca havia o visto assim… – Marina logo em seguida apareceu feito um trovão no quarto com o semblante ainda atordoada.
Mari: O que está acontecendo? – Clara franziu a testa começando a chorar junto com Gabriel que se abraçava com força a ela.
Clara: E-E-euu, não sei… – Ele está vermelho e… – Marina pegou o filho no colo o colocando deitado na cama, percorreu o olhar por todos os lugares do corpo do menino tentando saber se sentia alguma dor.
Mari: Filho... – Gabriel parecia não ouvir – FILHO, GABRIEL…
Clara: MARINA! – Gritou apavorada em quanto Marina chacoalhava Gabriel para que ele pudesse lhe escutar.
Mari: EI, ESTÁ TUDO BEM. – Por fim o menino havia se acalmado. – Está com dor? Dói em algum lugar, Gabriel? – limpava as lágrimas do pequeno que agora chorava baixinho.
Clara: Filho… Está sentindo alguma coisa, alguma dor ? – Gabriel estendeu os bracinhos para Clara que o pegou no colo – Teve um sonho ruim foi isso? – Marina se levantou preocupada se mantendo próximo ao filho e a Clara.
Gabriel: Eu ouvi gente gritando, vocês estavam gritando… A mamãe Mari estava gritando alto… – Fez um enorme bico – Então Marina entendeu o que havia acontecido, respirou fundo por sua irresponsabilidade, ela havia acordado assustado e na certa em quanto escutava a própria mãe gritar, chamava por Clara que também gritava e o pior nenhuma das duas haviam o acudido… Clara fechou os olhos se sentindo inválida, olhou Marina, negando continuar a discussão, deitou novamente o filho na cama se deitando ao lado dele, Marina fez o mesmo do outro lado, ambas o abraçando até que Gabriel novamente adormecesse, se levantaram caminhando para o quarto onde Marina fechou a porta e se sentou ao lado de Clara…
– Então Clara olhou para frente e se levantou caminhando até a janela afastou as cortinas tendo a visão da noite estrelada e da grande lua sobre ela, fechou os olhos, era o certo a fazer ? Era certo fechar os olhos como uma mulher submissa que confessa quera um jogo e começar agora como se nada estivesse acontecido ? Tantas coisas que haviam sido ditas na intensidade que haviam sido ditas, poderia ela abrir os olhos agora e agir como se nada tivesse acontecido. Quanto Clara era uma boa mãe e uma bom empresária, sentiu uma respiração forte em sua nuca e as mãos de Marina apareceram por cima de sua cintura…
Mari: Você não pode esquecer Clara, eu a conheço… – Agora foi a vez de Marina de fechar os olhos e respirar fundo – Toda vez que fizemos amor você vai se lembrar que era parte meu jogo… – Se afastou abrindo a porta do guarda roupa pegou sua mala colocando algumas roupas, sem dizer nada Clara permaneceu lá, quando se virou se assustou onde Marina estava indo ? As roupas estavam em grande parte na mala… Marina caminhava de um lado para o outro pegando suas coisas as colocando em outra maleta de mão, objetos pessoais de uso pessoal, Clara continuou ali parada sem dizer nenhuma palavra, Marina foi até o banheiro lavou o rosto…Voltando para o quarto se aproximou de Clara…
Mari: Eu preciso ir viajar… – Clara ficou sem reação, viajar, mais para onde porque, como assim ?
Mari: Você precisa disso, eu preciso disso… – Pegou sua bolsa – Vou para Madrid, são algumas coisas que levariam meses para serem feitas que eu farei em apenas algumas semanas…
Clara: Você prometeu para o Gabriel, quando ele acordar e não te ver aqui, vai associar o que houve hoje com o fato de você não estar em casa amanhã… – Começou a tremer violentamente.
Clara: Você vai sozinha ? – Marina sorrir tristemente
Mari: Eu sempre fui sozinha Clara… – Clara baixou a cabeça, ótimo pensou ela, começamos com uma viajem de semanas e uma nova mentira…
Clara: Ok — Se distanciou se abraçando de volta a frente da janela – Marina se aproximou e mais como uma caricia afastou para os lado o cabelo de Clara lhe dando um beijo a Nuca, em quanto suas mãos apertavam levemente a cintura dela,Clara fechou os olhos mordendo os lábios continuou lá parada derrepente assim como entraram, Marina saiu mais uma vez do quarto… Marina entrou no quarto de Gabriel, se sentando na cama, havia chegado no seu limite aquela noite. Fechou os olhos acariciando levemente a cabeça do filho em movimentos suaves e ondulado, fazendo com que Gabriel se mexesse mais logo depois dormisse reconhecendo as mãos da mãe… Marina lhe deu um beijo na testa e outro na bochecha, fez mais outro carinho, o cobriu saindo do quarto, passando pelo seu para descer as escadas, viu a porta entreaberta e Clara continuava no mesmo lugar, mais agora ela se abraçava para valer e com a cabeça baixa enxugava as lágrimas que tinha certeza que ela não pode segurar, era hora de ir, E que Deus permita que eu volte pensou Marina o descer as escadas saindo da casa…
Clara abriu a janela deixando o vento da noite bater em seu rosto em quanto Marina entrava no maravilhoso carro esporte prata e arrancou, mordeu os lábios caminhou até o quarto de Gabriel se sentando ao lado dele na cama o acariciou não reprimindo o pranto franziu a testa contraindo o estomago com força para não fazer nenhum barulho que pudesse acordar o pequeno, se deitou ao lado de Gabriel que como se percebesse a presença de Clara se aproximou deitando entre os braços da mãe, que com cuidado deixou as lágrimas escaparem, adormeceu em tão pouco tempo que quando acordou os raios de luz que passavam pela cortina de carrinho fez com que seus olhos ardessem, Gabriel estava deitado de frente para ela, com os olhos bem abertos e compenetrados no rosto de Clara, em quanto uma mãozinha lhe acariciava os cabelos, sentiu vontade de chorar e chorou deixando algumas lágrimas caírem…Gabriel de simples sorriu e Clara não entendeu se repreendendo pelo fato de que assustaria o garoto, mais ao contrário, ele permaneceu a olhando, com os olhos cravados no seus como Marina fazia, com um leve sorriso nos lábios, Clara sorriu de volta, se acalmando aos poucos até parar completamente de chorar…
Gabriel: A Mamãe Mari não está em casa…
Clara: Eu sei querido…Gabriel – Aonde ela foi mãe ? – Clara fechou os olhos e sendo sincera consigo mesmo, ela não sabia, não sabia para onde Marina realmente havia ido, por onde havia ido – Clara – Eu não sei meu amor…
Gabriel: Acho que ela foi trabalhar, deve ter ficado brava comigo porque eu não quis desculpar ela pelo jogo de futibol…
Clara: Não meu amor, a mamãe Mari está bravo comigo, não com você… – Sorriu agora fazendo carinho no rosto de Gabriel
Gabriel: Eu acho que você não gosta dela como a mãe Mari gosta de você mamãe…Quando você dorme ás vezes ela fica um montão de minutos te observando… – Clara se levantou, sentindo dores no corpo por ter ficado tão encolhida em uma cama menor que a sua… Enxugou o rosto molhado se recompondo…
Clara separou a roupa que ele colocaria para o jogo de futebol, logo depois o vestiu para depois lhe pentear de leve os cabelos, preparou o café da manhã após escovar seus dentes, em perfeito silêncio comeram em quanto Gabriel jogava algo na televisão. Clara subiu entrando no chuveiro molhou se por completo os cabelos tudo, tomou um longo banho, logo depois ao abrir a porta do seu guarda roupa sua testa se franziu ao passar os dedos por cada cabide, blusa preta, saia preta, calças e milhares de terninhos pretos, a maioria de sua peças eram da cor preta ao marrom… Sentou-se na cama levando as mãos a boca, Por Deus onde havia parado sua vida para que ela se perdesse daquela maneira? Com a toalha enrolada no corpo escolheu uma calça Jeans escura bem apertada e uma bata preta com alguns detalhes em prata, calçou as sandálias de salto, fez sua maquiagem e com os cabelos naturalmente secos, desceu com sua bolsa colocou os óculos escuros sorriu para Gabriel que de pé com a bola na mão aguardava Clara… O jogo de futebol terminou em muita conversa e um delicioso almoço, Clara teve que explicar o motivo pelo qual Marina mais uma vez não havia ido, Gabriel esqueceu um pouco do assunto se liberando e conversando a vontade com os amigos e com Luiza…
2 Semanas, Clara contou nos dedos , sentada ao lado de Flavinha que estava deslumbrante em seu aniversário, no qual Clara havia se ocupado em ajuda la em tudo que estivesse em seu alcance, havia passado alguns dias na casa de Marieta aonde iria ser a festa, com mais de 100 convidados incluindo a família de Robert seu marido que muito apaixonado havia dado a ideia da festa , o salão estava todo decorado em azul e branco como a cor do vestido de gala de Flavia para o luxuoso jantar que viria ao mais entardecer, sorriu ao ver o amor que ela e Robert compartilhavam em quanto conversavam e se acariciavam para quem quer que quisesse ver.
A festa estava linda, Marieta estava linda conversando em um canto da casa com alguns convidados que já haviam recebido sua atenção e a atenção de Flavinha , Gabriel corria de lá para cá em com as demais crianças em quanto Clara sentada aguardava sua esposa chegar de uma viagem que chegou a pensar que não teria volta, percebeu que um primo de Robert e mais outras mulheres solteiros na festa a olhavam de cima a baixo, caminhou até o banheiro fazia tanto tempo, tanto tempo… Se olhou no espelho, estava com um vestido vermelho de seda brilhante com um decote em v na frente e as costas completamente abertas, longo e cheio de pequenos brilhantes que irradiavam qualquer lugar que ela passasse, os cabelos presos em um firme coque alto onde sua franja lisa caia levemente sobre seus olhos, as sandálias de salto alta prata, e os diamantes que havia ganhado de Marina nas orelhas e no pescoço…
Recordava aquela noite, a festa de Marieta, e maquiada daquela forma, se esqueceu de como havia amanhecido no dia depois que Marina havia partido, seu perfume e doce era sentindo por qualquer mulher presente na sala, molhou os lábios para retocar então depois o batom, quase todos os convidados haviam chegado, até mesmo Vanessa havia chegado, e Marina não havia dado sinal de vida,Na realidade não falou nem sobre negociações com ela nas 2 semanas que se passaram Flavia apenas havia ligado de sua sala relembrando o convite… Baixou a cabeça arrumando o vestido colado pela seda brilhante no corpo…Saiu do banheiro, pode ouvir que as conversas haviam ficado mais altas na certa o jantar já seria servido e os convidados todos já deveriam ter chegado…Caminhou de volta ao salão…
Marina sorriu ao ter Gabriel novamente em seus braços, o abraçou com força em quanto o menino, Flavia e Marieta a enchiam de perguntas a abraçando dizendo que haviam sentido saudades, afinal contando com a outra vigem fazia mais de meses que Marieta, Flavia e Robert não viam a Marina, sorriu cumprimentando um por um no salão, em quanto à festa ficava cada vez, mais e mais agradável…Em quando beijava e abraçava Gabriel mais uma vez explicando porque ela havia viajado com tanta pressa seus olhos encontraram os de Vanessa, Que lhe sorriram tristemente levantando a taça, ela sorriu para então voltar ao que buscava com tanto esforço…
E quando finalmente saindo sobre o salto e com aquela seda maravilhosa cobrindo o corpo, de vermelho caminhando como se nenhuma outra mulher estivesse na festa, como se nenhuma mulher pudesse ser o que ela era, Marina viu Clara, na realidade o salão inteiro esperava por esse encontro, já que haviam surgido boatos que o casamento não ia muito bem, Flavinha assim como Marieta sorriram ao observar a cena, Marina parecia incrédula, se era possível seus olhos brilhavam em uma intensidade fora de série em quanto em seu corpo ondas de calor eram lançadas por todas as veias, nesse mesmo instante ela sorriu a alguém que na certa havia a cumprimentado, subiu as mãos onde levava a grossa aliança no rosto, tirando sensualmente o franja dos olhos,Marina estremeceu engolindo seco, parecia paralisada, parecia que não havia ninguém mais no salão, foi então quando os olhos dela se encontraram com os seus, e Clara parou no salão, no meio do salão, encontrando aquele imã que havia sentindo desde da hora que havia pisado no salão iluminado, umedeceu os lábios sentindo as contrações do seu corpo dizendo que sua outra metade havia chegado, Seu coração bateu tão rápido que o sentiu parar logo em seguida quando seus olhos fecharam em alivio, dizendo a si mesma que Marina estava de volta, sim Marina estava de volta, abriu os olhos brilhantes e mordeu os lábios, sorriu para Gabriel e depois ainda séria cruzou o salão e com os olhos evidentes de pura saudade e desejo chamou Marina, sem dizer nenhuma única palavra, chamou por Marina, em quanto cruzava o salão rumo ao corredor que dava para a entrada dos jardins da casa, Marina colocou Gabriel no chão sorriu ao menino, mais a vista de todos não teve como controlar, um tanto afastadas mais ainda no corredor que dava vista para o salão principal Marina pegou Clara pelos braços a virando…
O corredor estava meio escuro, assim a fazendo se chocar com seu corpo deixando evidente seu desejo por ela em sua intimidade, logo a seguir aproximou seus olhos, a encostou com força na parede para então lamber seus lábios, subindo as mãos fortemente até a nuca de Clara, a trazendo ainda mais perto da boca de Marina, e a outra descia por suas costas nua pelo decote, até por fim chegar em sua cintura, e com outro puxão a colou ainda mais ao seu corpo, Clara tremeu, Santo Deus como tremeu fechou os olhos ao sentir a respiração de Marina tão próxima a sua, Subiu as mãos a pegando pelos cabelos, Marina mordeu os lábios, para logo em seguida morder os dela, subiu uma das mãos a colocando do lado da cabeça de Clara abriu os olhos molhados pelo desejo franziu a testa em quanto ela lutava para não gemer e lhe gritar que precisava tanto de Marina !
Mari: O que você quer Clara ? – Perguntou com um certa fúria contida na voz fechou os lábios esperando que ela não respondesse, mais foi mais, muito mais do que Marina podia suportar…
Cllara: Eu quero você ! — Então a pegou pelos cabeços colando seus lábios em um beijo jamais visto por alguém da espécie humana, suas línguas dançavam e se procuravam com rapidez e desespero, por fim quando se encontram o, choque de seus corpos foi ainda maior, Clara arqueou as costas mordendo os lábios de Marina, para então recomeçarem a se beijar sem nenhum pudor ou reservas, Santo Deus aquilo era rendição, aquilo era entrega mútuo para qualquer um que quisesse ver ou enxergar, e na realidade quase todos enxergavam, uns discretamente , outros maravilhados, não tinha como notar, se sentia o calor de longe, após cerca de 5 minutos Marina descolou seus lábios para então poderem respirar , Clara quase gritou, lhe faltava tanto a respiração, baixou as mãos até o peito de Marina sentindo o coração dela bater rápido, até mais rápido do que o seu próprio coração batia…
Marina desceu a mão que estava até então do lado da cabeça de Clara para suas costas, e Clara mais uma vez arqueou as costas ao sentir toque traiçoeiro dos dedos quentes de Marina, abriu os olhos, encontrando os olhos de Marina cravados no seus, Não podia falar, Clara não tinha palavras….
Mari: Há pessoas demais olhando para que eu te faça amor aqui mesmo, de pé sem nem mesmo tirar sua roupa ou a minha, Clara estou a um fio de perder qualquer controle que resta em mim… – Clara mordeu os lábios pela intensidade que as palavras a atingiram, apertou as coxas tentando reprimir o nítido calor que seu corpo sentia através de sua feminilidade, seus olhos desafiaram os delas, seus lábios o convidaram novamente, e para Marina , teve a plena certeza, que Clara estava de volta mais agora havia uma diferença, quem tinha o controle não era ela mais sim Clara.
Clara novamente aproximou seus lábios, e antes de os grudar a olhou nos olhos, então sem que Marina percebesse conseguiu sair de seus braços e novamente Marina apoiou a mão na parede mantendo seu corpo levemente inclinada para frente,Clara se aproximou de seu ouvido e lhe sussurrou…
Clara: Tem razão, Há coisas que eu preciso lhe mostrar, que nenhuma outra mulher jamais vai ver… – E caminhando da mesma forma que havia entrado no salão, encontrou o banheiro não tão longe no qual entrou e com rapidez trancou a porta se se encostando à mesma, respirou fundo, seu corpo ardia em chamas, seu sangue parecia borbulhar dentro de suas veias, Ar e Clara precisava com toda certeza de muito ar…
Marina ainda com os olhos apertados, tentava controlar ao máximo os locais que ardiam em seu corpo, na realidade tudo ardia, pensou em estar louca, seu sangue parecia borbulhar por suas veias, respirou com calma uma e duas vezes, como Clara podia ter feito isso, sorriu mordendo os lábios, se estivessem sozinhas, com toda certeza a teria feito se arrepender, sentindo por fim que seu corpo voltava ao normal se endireitou, passou os dedos pelos lábios tirando o batom vermelho dos mesmo, na mesma hora Clara saia do banheiro, passou a língua pelos lábios dando um sorriso sensual de canto de boca, em quanto suas mãos limpavam o batom que havia restado dos lábios de Marina, Céus Marina quase havia se derretida e Clara continuava lá, com toda a maquiagem e o batom como se jamais tivesse sido borrados, como há muito tempo a pegou pela cintura indicando posse, dizendo a todos que os viram e desejavam naquela momento por um segundo a ter em seus braços, que Clara era sua, sorriu a Luiza que séria abraçava Sophia e modo que Sophia ficasse de costas para Luiza, que não notava a forma como Luiza ainda olhava Clara. A abraçou ainda mais quando Gabriel pulando chegou perto delas contando algumas novidades, animado gesticulava e fazia com que Clara gargalhasse pelo modo que ele falava, aos poucos as pessoas ainda maravilhadas deixaram de observar o casal, Flavinha sorriu olhando Marieta se aproximando de Clara e Marina quando Gabriel novamente correu para os jardins da casa…
Flavinha: Senti saudades maninha… – Marina a abraçou lhe dando um belo beijo no rosto.
Mari: Meu presente já está na sua casa, me liga depois dizendo o que você achou… Boa noite Robert…
Robert: Boa noite Marina, os negócios como andam ?
Mari: Em perfeito estado, e por aqui tudo sobre controle?
Robert: Tudo, sem nenhum problema, Que bom que você está de volta, não aguentava mais a Clara choramingando pelos cantos… — Clara arregalou os olhos dando um tapinha no braço de Robert…
Clara: Seu trapaceiro,era você que ficava todo tristonho quando a Flavia tinha que ir para o interior 2 vezes por semana, olha esse seu marido Flavinha… – Os quatro na roda sorriram a gargalhadas e Clara os deixou matando a saudade quando avistou Sophia e Luiza… Aproximou-se cumprimentando a ambas, Marina em quanto sorria pelo agradável assunto que se formava, olhou em direção a Gabriel que seguro brincava com os demais filhos dos convidados, mirou Clara que mantinha uma conversa bem animada com os amigas, mordeu os lábios voltando a prestar total atenção no que a irmã e o cunhado falavam animados…Marieta se aproximou entrando também na conversa, gargalharam mais um pouco, antes do jantar ser servido, ao som de uma música agradável, Marina ajudou Gabriel , sentado ao seu lado a comer , dançaram e brincaram, enfim uma festa maravilhosa e digna de Flavinha Meirelles, que se divertiu e sorriu ao lado de seu marido o tempo todo, o relógio já apontava mais de 2 da manhã, Flavinha sorriu se despedindo do ultimo convidado, sentou se tirando as sandálias às jogando longe, Robert sorria a abraçando, lhe deu um beijo nos lábios, para então começar a massagear os pés de Flavia…
Marieta: Ta para nascer marido melhor que esse em Flavia – Sorriam e Clara desceu as escadas com os sapatos de Gabriel, em quanto Marina o trazia adormecido nos braços, Clara jogou a manta de Gabriel em cima do mesmo, o cobrindo por inteiro… – Pensei que ficariam por aqui… – sorriu Marieta ao beijar o neto na testa com cuidado – Já é tarde…
Mari: Fica para uma próxima vez, estou morta de casaço…
Flavinha: Mari, conta outra vai, até parece que você ou a Clara vão dormir agora…
Marieta: Olha o respeito menina… – brincou.
Flavia: Desculpa tia… – Sorriu como um menina travessa em quanto Clara se ruborizava até o último fio de cabelo… Robert lançou um olhar a Flavinha como dizendo a ela que também não dormiria e em poucos segundos se colocaram de pé se despediram subindo para o quarto do segundo andar…
Marieta: Vão com cuidado… — Clara assentiu, se despediram com mais sorrisos e beijos, esperando até que Marieta se recolhesse Clara colocou seu sobretudo preto, o jogou nas costas caminhando com Marina até o carro, Chegaram em casa Clara pegou o filho no colo, colocou um pijama delicadamente, deitou Gabriel na cama e com um beijo de Boa noite das mães, o menino voltou a adormecer, Marina voltou para quarto em quanto Clara guardava o pequeno Smoking de Gabriel, sorriu o beijando novamente , tirou as sandálias caminhando para seu quarto, seu ventre ardeu ao chegar na porta, abriu com cuidado entrando no quarto que estava escuro, o vestido branco de Marina estava pelo chão, mirou a janela e não viu nada, percorreu o olhar sobre a cama e segurou se na parede para que não caísse, suas pernas bambearam, com um sorriso sensual no canto dos lábios, os olhos de Marina estavam cravados em Clara, sentada na ponta da cama com o cotovelo apoiado no joelho, Marina estava irresistível, e completamente nua…
Mari: Consegue respirar querida ? – Perguntou ironicamente a fazendo soltar um gemido baixinho ,Aquela mulher a colocava completamente fora de ar. – Vem Clara… – Estendeu a mão passando a língua pelos lábios , repetindo propositalmente o que ela havia lhe falado- Há coisas que eu preciso te mostrar, quen nenhuma outra mulher pode ver – Completou – Ou sentir… – Clara mordeu os lábios, tentando recuperar os movimentos, em quanto Marina fazia o mesmo, a devorando com os olhos…Sua respiração se acelerou ainda mais se era possível, Marina novamente sorriu, para logo depois séria se levantar, trancou a porta a prensando na parede…
Mari: Senti sua falta…
Clara: Percebi… – Sentiu como Marina estava excitada, arqueou as costas levantando a cabeça, ofereceu seus lábios molhados e trêmulos para que Marina a devorasse sem dó sem piedade nenhuma, gemeu ao sentir sua língua pelando encontrando a língua dela que estava até mesmo pior que a sua, suas mãos criaram vida, descendo e subindo por todo o corpo de Marina, arranhado costas e nádegas, agora foi a vez de Marina gemer, em quanto Clara lhe beijava o pescoço, queixo e mais uma vez os lábios, Marina levo suas mãos até o fecho do vestido, deixando toda a parte traseira do mesmo aberta, com os lábios ainda colados nos lábios de Clara abaixou lentamente as alças, ela não usava sutiã, assim suas mão acariciaram cada seio para logo sua boca iniciar o delicioso trabalho de caricias nos mesmos, em quanto Clara arqueava na parede com os olhos firmemente fechados, controlando a vontade de gritar…Mordeu os lábios, ao ver como a língua dela brincava com os bicos já doloridos de prazer de seus seios, torceu as pernas e o vestido junto com a calcinha desceu em um passe de mágica, e Marina a segurou com firmeza voltando a beijar seus lábios, colando suas intimidades e em um leve esfregar caíram na cama, Com Clara por cima do quadril de Marina.
A boca de Clara chegou até o seio da Marina não conseguiu mais controlar os gemidos que se tornavam cada vez mais alto. Clara se aproveitou da situação de excitação de Marina e entrou dentro dela. Com dois dedos ela começou a fazer movimentos de vai vêm lentos e Marina passou a se contorcer na cama. E Marina chama atenção de Clara e a trouxe para o beijo e mais outro e mais outro e mais outro, o fôlego de ambas iam se consumindo e quebrou o beijo, usando a língua enquanto descia pelo corpo de Marina. Ela retirou os dedos de dentro de Marina e passou a usar a boca para explorar o sexo da empresaria, que involuntariamente abriu mais as pernas. Em outro movimento automático, Clara puxou Marina ainda mais contra sua boca, era como se ela quisesse devorar Marina por inteiro., sua voz perdeu o controle e ela chegou ao orgasmo, que foi extremamente bem recebido pela boca de Clara.
Clara parou de beija la ficando estática ainda com os lábios abertos. Em quanto recebia os dedos de Marina por inteiro dentro de si, seus estomago se contraiu e seu ventre ardeu pela intensidade das descargas elétricas de prazer que aquela profunda conexão jogava em sua corrente sanguínea, mordeu os próprios lábios, segurando com mais força ainda os cabelos de Marina, que também com os olhos fechados se aprofundava os dedos dentro de Clara o quanto ela pudesse aguentar…
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